sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Direitos não se reduzem, se ampliam


Max Bezerra, Presidente do Sindicato dos Bancários e das Bancárias de Nova Friburgo e Região reforça que nossos direitos na CLT - que foi rasgada pelo governo golpista de Michel Temer com a Reforma Trabalhista - e na CCT são conquistas!

Max lembra que durante as negociações da Campanha Nacional dos Bancários de 2018, os bancos propuseram que as bancárias com licença-maternidade e afastados por acidente ou doenças não receberiam a PLR integral.

"Garantimos nossos direitos por dois anos ao renovarmos nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mas de um modo geral a classe trabalhadora vem perdendo direitos desde o golpe em abril 2016  e este quadro tende a piorar haja visto que o candidato que lidera as pesquisas para presidente defende a retirada de direitos trabalhistas", avisa Max.

"Porém, neste dia 28,  está em nossas mãos escolher o nosso futuro. E um futuro melhor para todos e para o Brasil se faz com educação, e não com armas", conclui o Presidente do SEEB-NF

No Caminho Com Maiakósvki , Por Eduardo Alves da Costa

Em 1964, os versos do brasileiro Eduardo Alves da Costa foram atribuídos ao poeta russo Vladimir Vladimirovitch Maiakovski (1893-1930).
O episódio o tornou famoso, mas criou uma maldição que, 50 anos depois, ainda esconde sua prosa. Depois do golpe militar no Brasil, o poema “No caminho com Maiakóvski” passou a ser declamado em protestos nas ruas, assembleias de estudantes e sindicatos. Seus versos simples e diretos foram usados como libelo contra a ditadura.
Os manifestantes imaginavam declamar uma tradução anônima de algum militante comunista. Na realidade, como revelariam reportagens nos 44 anos seguintes, o autor do poema era um brasileiro: Eduardo Alves da Costa. Pouca gente acreditou nisso. Muitos preferiram acreditar que Costa não passava do tal tradutor comunista. A versão parecia mais bonita que o fato, e o poema – afinal – soava bom demais para ser brasileiro. Foi assim que Costa virou Maiakóvski.

Um poema que serve para nossa reflexão.

O autoritarismo e o fascismo nos rondam.
Neste dia 28 de outubro vamos votar pela DEMOCRACIA e pelo direito de divergir.

No caminho com Maiakósvki
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.

Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.

A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita – MENTIRA!
Por Eduardo Alves da Costa

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria”, diz Bolsonaro


Desde 1996, em todas eleições gerais, o Sistema Diretivo do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo e Região se posiciona sobre qual projeto considera ser melhor para classe trabalhadora e para categoria.

Neste ano, temos dois projetos distintos:

Um que tem a educação como pilar e outro a liberação das armas. 

Um que defende as empresas públicas e outro que é favorável a privatização das empresas públicas (Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Correios...).

Um que defende os direitos trabalhistas e outro em que o candidato votou pelo seu fim.

Um quer o fim da PEC que congelou os investimentos em saúde e educação e outro que o candidato voltou favorável ao congelamento.

Um que defende o estado soberano com saúde e universidades públicas e outro que quer o estado mínimo com a educação e saúde nas mãos de empresas privadas.

Afinal, um projeto é inclusivo e o outro é excludente.

Por sermos representantes dos trabalhadores e como tais por defendermos os seus direitos, optamos pelo primeiro projeto.

Contudo, respeitamos as opiniões as divergências pois acreditamos na democracia. Repudiamos veementemente qualquer candidatura que faz apologia à tortura e enaltece torturadores. Somos pela vida!

Max José Neves Bezerra
Presidente SEEB-NF

A  seguir a frase proferida e a declaração do candidato de extrema-direita fã de torturador

(Reuters) - O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, afirmou neste domingo que fará uma “faxina” e que os “marginais vermelhos” serão “banidos” do país, em referência aos seus adversários.

Em fala transmitida a manifestantes a favor de sua candidatura na avenida Paulista, em São Paulo, e "dedicada a todo o Brasil" Bolsonaro afirmou que seus apoiadores são a maioria e que eles são “o Brasil de verdade”.


Não tem preço as imagens que vejo agora da Paulista e de todo o meu querido Brasil. Perderam ontem, perderam em 2016 e vão perder a semana que vem de novo. Só que a faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria”, disse o candidato, em referência aos que apoiam seu adversário, Fernando Haddad (PT).

Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem uma bandeira vermelha e tem a cabeça lavada”, afirmou.

A exemplo do ocorrido no primeiro turno, manifestantes a favor de Bolsonaro foram às ruas neste domingo para defender o candidato, um dia após protestos contra o líder nas pesquisas.

Vídeos e imagens publicados em seu perfil do Twitter mostravam multidões em manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Salvador, Belém e Brasília, entre outras cidades.

O capitão reformado aproveitou a fala para bater mais uma vez na tecla da corrupção, acusando Haddad de estar próximo de ser preso para fazer companhia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena desde abril em Curitiba após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex no litoral de São Paulo.

Aqui não terá mais lugar para a corrupção. E seu Lula da Silva, se você estava esperando o Haddad ser presidente para soltar o decreto de indulto, eu vou te dizer uma coisa: você vai apodrecer na cadeia. E brevemente você terá Lindbergh Farias (senador do PT) para jogar dominó no xadrez. Aguarde, o Haddad vai chegar aí também. Mas não será para visitá-lo, não, será para ficar alguns anos ao teu lado”, afirmou.

Já que vocês se amam tanto, vocês vão apodrecer na cadeia. Porque lugar de bandido que rouba o povo é atrás das grades.”

O tom da fala, em clima de vitória, apesar do pedido do candidato para que seus apoiadores não se desmobilizem até a votação no próximo domingo, seguiu com Bolsonaro afirmando que irá cortar as “mordomias” de petistas.

Pretalhada, vai tudo vocês para a ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria”, avisou.

Vocês não terão mais ONGs para saciar a fome de mortadela de vocês. Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil.”

O candidato aproveitou para reafirmar que as Forças Armadas e de segurança terão papel importante em seu governo. Mais cedo, em vídeo de entrevista à Band divulgado em seu Twitter, o presidenciável afirmou que poderia utilizar militares para patrulhamento de rotina nas cidades, desde que o Congresso aprove excludentes de ilicitude.

Também voltou a declarar que pretende tipificar como terrorismo as atividades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Vocês verão umas Forças Armadas altivas. Que estará colaborando com o futuro do Brasil. Vocês, pretalhada, verão uma Polícia Civil e Militar com retaguarda jurídica para fazer valer a lei no lombo de vocês”, ameaçou.

Bandidos do MST, bandidos do MTST, as ações de ações serão tipificadas como terrorismo. Vocês não levarão mais o terror ao campo ou às cidades. Ou vocês se enquadram e se submetem às leis ou vão fazer companhia ao cachaceiro lá em Curitiba.”

O segundo turno da eleição presidencial entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) ocorre no próximo dia 28. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, Bolsonaro tem 59 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad soma 41 por cento.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Fonte: Extra