sexta-feira, 31 de agosto de 2018

31 de agosto sem nenhum direito a menos

A nova Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, válida até 1º de setembro de 2020, será assinada nesta sexta-feira, 31/08, em São Paulo. Os acordos aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal também serão firmados.
Com a assinatura do acordo, os bancários receberão a primeira parcela da PLR e do valor adicional no dia 20 de setembro. O PCR do Itaú será pago na mesma data.

Mas poderia ter sido diferente para todos bancários e bancárias caso não tivessem aprovado a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nas assembleias de 29/08. Poderíamos perder os vários direitos conquistados. 

Veja alguns:








GREVE 

Muitos devem estar se perguntando porque não teve greve. O Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo e Região (SEEB-NF) sempre afirmou que a greve é provocada pelos banqueiros por causa da sua intransigência e que este instrumento é o ultimo recurso, após esgotadas as negociações.

A LUTA E AS NEGOCIAÇÕES PROVAM QUE VENCEMOS!

As negociações entre o Comando Nacional e a Fenaban foram duríssimas e as atividades de paralisações nos dias 10 e 17/08 fundamentais para a mantermos nossos direitos. 

Os bancários e bancárias são vitoriosos!

Mantivemos nossos direitos, conquistamos aumento real para todas as verbas por dois anos (1,18% para 2018 e 1% para 2019), continuamos com a Campanha Unificada, os bancos recuaram quando propuseram o fim do pagamento da PLR para gestantes e licenciados e a redução da gratificação de função em 33% (como previsto na CLT que os bancos sempre quiseram destruir). O Comando Nacional sustentou que esta gratificação tinha que ser de 55%.

A atual conjuntura econômica e política é adversa para a classe trabalhadora, mas somos nós quem podemos alterar este cenário. E para piorar, o STF decidiu ontem, 30/08, que a terceirização irrestrita é legal, ou seja, a barbárie contra os trabalhadores é permitida. Sempre importante recordar que no passado recente, a Câmara votou esta matéria e outras que retiram direitos (em breve divulgaremos todas as votações ocorridas no período pós-golpe neste blog).

Está em nossas mãos escolher quem é melhor para classe trabalhadora. Afinal, em outubro tem eleições gerais e não há outra alternativa sem a participação política. Votar em quem realmente nos defende já é um (re)começo.

Nenhum Direito A Menos!

Todos Por Direitos!

Max José Neves Bezerra
Presidente SEEB-NF
Twitter (@maxxbezerra)


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Itaú pagará PCR junto com a PLR, no dia 20

Verba será reajustada pelo índice aprovado na proposta da Fenaban,
 de 5%, resultando no valor de R$ 2.716



O Itaú pagará o Programa Complementar de Resultados (PCR) junto com primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), no dia 20 de setembro. O PCR é uma conquista dos bancários do Itaú, em negociação iniciada em 2003. Mais de 80.000 trabalhadores são contemplados em todo o país.
O valor do PCR será reajustado pelo índice acordado com a Fenaban, 5% (reposição da inflação mais 1,18% de aumento real), que resultará no valor de R$ 2.716.
O PCR que será pago no dia 20 é resultado do acordo bianual específico para a verba, 2017/2018, reajustado pelo índice conquistado na Campanha 2018. Os representantes dos trabalhadores cobram a renovação do acordo.
Cobramos do Itaú, devido à reforma trabalhista, um posicionamento se existe interesse na renovação do acordo. O banco já sinalizou que sim e que, encerrada a Campanha 2018, o acordo 2019/2020 será discutido para que até dezembro esteja assinado”, esclarece o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CIT), Jair Alves, que é coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.
O PCR também será pago de forma integral aos bancários oriundos do Citibank, que teve a área de varejo recentemente incorporada pelo Itaú.
Fonte: SPBancários, com edições da Contraf-CUT

Bancários aprovam proposta com aumento real e garantia de direitos em quase todo país

Trabalhadores de bancos privados, BB e Caixa, dentre outros, votaram pelo reajuste, CCT e acordos específicos garantidos por dois anos



A Campanha Nacional Unificada 2018, dos bancários, está encerrada em praticamente todo o Brasil. Diante de uma conjuntura de retirada de direitos e acordos rebaixados, os trabalhadores conquistaram 5% de reajuste e a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), proposta aprovada em assembleias nessa quarta-feira (29). Os empregados do Banco do Brasil da e Caixa também aprovaram seus acordos específicos em quase todo o país (veja lista abaixo).
A nova CCT será assinada na sexta-feira (31) e no dia 20 de setembro será paga a primeira parcela da PLR e do adicional.
O reajuste inclui aumento real estimado em 1,18% (diante de um INPC projetado em 3,78% para setembro) e incide sobre vales refeição (vai para R$ 35,18/dia) e alimentação (R$ 609,87/mês), auxílio-creche (R$ 468,42), a regra básica da PLR (valor fixo de R$ 2.355,76 mais 90% do salário) e também na parcela adicional de PLR de R$ 4.711.52 (veja quadro abaixo).
O acordo prevê também a manutenção, por dois anos, de todos os direitos econômicos e sociais previstos na atual convenção, além da reposição total da inflação com aumento real de 1% para salários e todas as demais verbas, além da parte fixa da PLR e do adicional. E isso tudo inclusive para os bancários que têm curso superior e recebem acima de dois tetos do INSS (R$ 11.291,60), os chamados hipersuficientes, que a reforma trabalhista do pós-golpe autoriza manter fora dos acordos em negociação direta com os patrões.
“Foi a nossa contrarreforma”, ressalta Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), uma das coordenadoras do Comando. “A não inclusão desse segmento, onde se encontram 91 mil dos 487 mil bancários do país, era uma das brechas permitidas pelo desmonte trabalhista. Agora não há mais risco para eles nem para nenhum bancário.”
Esse acordo, negociado em dez reuniões com a federação dos bancos, desde junho, é resultado da estratégia traçada pelos sindicatos que compõem o Comando Nacional dos Bancários, de antecipação da campanha, com bancos públicos e privados juntos na mesa de negociação, e o forte apoio dos trabalhadores.
“A categoria entendeu que nesse contexto de retirada de direitos e ataques às empresas públicas, conseguimos um ótimo acordo. Garantimos aumento real acima da média das categorias que fecharam com reajuste acima da inflação. E mantivemos todos os direitos da nossa CCT numa conjuntura tão difícil. Um terço das categorias com negociação neste ano não conseguiram fechar acordo. E 51%, em julho, tiveram perdas. Além disso, considerados os trabalhadores de empresas públicas, os bancários estão sendo os únicos a conseguir aumento real. As negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Federal garantiram, ainda, a manutenção de todas as cláusulas dos acordos específicos, inclusive Saúde Caixa e PLR Social que estavam ameaçados”, afirma a dirigente. “Agora temos uma outra luta para que sejam eleitos governantes e parlamentares comprometidos com a defesa dos bancos públicos, contra a retirada de direitos como a CGPAR 23, a revogação da reforma trabalhista, o respeito aos direitos dos trabalhadores, inclusão social, crescimento e desenvolvimento para todos.”
Campanha antecipada garante direitos nos privados e nos públicos
A dirigente reforça o acerto de antecipar todo o processo de negociação para que os trabalhadores não sofressem com a ameaça de ficar sem acordo. Diante do fim da ultratividade imposto pelo desmonte trabalhista, não há mais garantia dos direitos até o fim das negociações. “E não bastava conseguir a ultratividade na Fenaban, porque o governo já tinha dito que as empresas públicas não estavam autorizadas a aplicar”, lembra a dirigente.
“Tivemos tempo para negociar e avançar na mesa. Na avaliação do Comando, se fossemos para a greve, o que mais conseguiríamos além do aumento real e garantia de direitos? E nessa conjuntura em que há tantos riscos para os trabalhadores, uma greve levada pelos bancos aos tribunais poderia resultar em redução de direitos, principalmente nos bancos públicos expostos a esse governo golpista, e à perda do aumento real conquistado na mesa de negociação”, ressalta Juvandia. “Nesse cenário adverso, em tempos de retirada de direitos, desde o início dizíamos que nosso principal objetivo era, na mesa única entre bancos públicos e privados, a garantia de todos os direitos e dos acordos específicos. Conseguimos isso graças a essa estratégia acertada. As negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Federal também garantiram a manutenção de todas as cláusulas dos acordos específicos, inclusive Saúde Caixa e PLR Social que estavam ameaçados. Serão os únicos empregados do setor público com aumento real e sem retirada de direitos.”
CCT e aumento real garantidos por dois anos
No atual cenário de retirada de direitos, um acordo de dois anos garante aos trabalhadores, até 2020, todas as conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho para todos os empregados de bancos públicos e privados em todo o Brasil.
Caso, nas eleições de outubro, a população eleja um governo federal e um Congresso Nacional mais progressistas, que respeite os trabalhadores, poderemos retomar os debates para ampliar direitos, e contra a extinção de determinações, como a da CGPAR que busca encarecer os planos de saúde para os trabalhadores de empresas públicas.
“Em 2016, os bancários assinaram acordo de dois anos e isso se mostrou uma decisão muito acertada. Foi graças a isso que a categoria, mesmo após as alterações da lei trabalhista do pós-golpe, garantiu direitos e o cumprimento da CCT nos anos de 2017 e 2018. Temos, ainda, diante da incerteza de como estará o Brasil nos próximos anos, garantia de direitos para os empregados dos bancos públicos e privados até setembro de 2020, e o Saúde Caixa até janeiro de 2021, sem alteração no custeio”, destaca a presidenta da Contraf-CUT.
As assembleias que deram início à Campanha Unificada 2018, assim como a Conferência Nacional dos Bancários, estabeleceram a contribuição negocial de 1,5% (com teto) para o financiamento da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Esse valor será menor do que a soma do imposto sindical (de 3,33% ou um dia de trabalho em março, sem teto) e da contribuição assistencial que variava entre 6,5%, 4%, 3%, 2,5% a 1,5% (em alguns sindicatos sem teto para a cobrança) cobrados antes do desmonte trabalhista.
CONQUISTAS
• Direito a parcelar em até três vezes o adiantamento de férias que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso;
• Garantia da realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamentos já realizados nos anos de 2009 e 2014, fundamentais para traçar o perfil da categoria e ajudar na promoção da igualdade de oportunidades;
• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;
• A proposta também prevê a manutenção dos direitos da CCT para todos, inclusive os hipersuficientes. Esses trabalhadores, a partir de 91 mil na categoria que têm curso superior e ganham mais de R$ 11.291,60 (dois tetos do INSS), estariam expostos a negociar diretamente com os patrões e poderiam perder até a PLR, de acordo com a lei trabalhista de pós-golpe.

GARANTIAS
A estratégia de antecipação da campanha com todos juntos, bancos públicos e privados na mesa de negociação, fez os bancos recuarem na retirada de direitos e todas as cláusulas da CCT estão mantidas. Assim, estão garantidos todos os direitos inclusive:
• PLR integral para bancárias em licença-maternidade, ou adotantes, e para os afastados por doença ou acidente;
• Cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, a Fenaban queria reduzir para 33%, como está na CLT. Após pressão, manteve-se o mínimo de 55% sem impacto no comissionamento atual. Somente em caso de ações trabalhistas futuras e caso se descaracterize o comissionamento e caracterize como hora extra, será descontado o que já foi pago. Isso já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações e bancos, como na Caixa, que tem orientação jurisprudencial nesse sentido. A mudança não impacta nas ações anteriores à assinatura do acordo, com período de três meses de transição;
• Proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, como forma de reduzir a pressão por metas;
• Salário substituto (cláusula 5ª) e a cláusula do vale-transporte, com 4% de desconto sobre o salário base;
• Os bancários e as bancárias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;
• Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);
• Vale-cultura (cláusula 69ª) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Parabéns bancários: Categoria de luta e conquista

Bancários mais uma vez fazem história, arrancando dos bancos manutenção de todos os direitos, superando a reforma golpista que excluía trabalhadores da CCT



Foi bem às vésperas do Dia do Bancário que mais uma vez a categoria escreveu novas linhas de sua história de conquistas no movimento sindical. Sábado, 25 de agosto, após dez rodadas e muita pressão na mesa de negociação, nos locais de trabalho e nas redes sociais, os bancos apresentaram proposta com aumento real para os salários e manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho, para todos os trabalhadores.
“Os bancários decidirão em assembleias por todo o Brasil, nessa quarta-feira (29), se aceitarão ou não a proposta da Fenaban. Mas já nos tornamos referência de negociação, com uma proposta de acordo que superou a reforma golpista de retirada de direitos”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Todos os direitos da nossa CCT estão mantidos para todos os trabalhadores do país. Inclusive os hipersuficientes (bancários que ganham mais de R$ 11.291, 60) que, pela lei trabalhista do pós golpe estariam obrigados a negociar diretamente com os patrões, podendo perder até a PLR”, relata a dirigente.
“Os bancários estão de parabéns, pelo aniversário da categoria nesse 28 de agosto, e por toda luta que foram capazes de empreender em todos esses anos ao lados dos sindicatos, fazendo da categoria uma das mais fortes e organizadas do país”, ressalta Juvandia.
28 de agosto, dia do bancário
Uma greve histórica que durou 69 dias, em 1951, tornou-se referência para a data de aniversário da categoria bancária. Mesmo reprimidos pela polícia e boicotados pela mídia, os bancários lutavam por reajuste de 40%. A resistência foi, sobretudo, dos bancários da capital paulista, onde já se concentrava a maioria dos trabalhadores do setor financeiro. Por fim, a decisão final coube à Justiça, que concedeu 31% de aumento após rever os cálculos da inflação.
A grande mobilização de 1951 se tornou um marco na história da categoria bancária e resultou na criação de vários sindicatos pelo Brasil. Desde então, comemora-se o Dia do Bancário em 28 de agosto. Fonte: Contraf-CUT
Assembleias
Os bancários de todo o país avaliarão a proposta em assembleias hoje, dia 29
A assembleia será no Auditório do Sindicato (Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28 sala 208. Centro. Nova Friburgo), as 18h30. O Comando orienta pela aprovação da proposta da Fenaban, assim como pela aprovação das específicas do Banco do Brasil e da Caixa.

Em julho, maioria dos reajustes ficou abaixo da inflação

Já no acumulado dos sete primeiros meses de 2018, negociações resultaram em média em um aumento real de 0,97%. Dados provam que bancários arrancaram uma boa proposta da Fenaban, com 1,18% de aumento real. Trabalhadores do setor avaliam proposta em assembleias na quarta 29



Não foi fácil. Depois da Fenaban (federação dos bancos) apresentar proposta com aumento real (reposição do INPC mais reajuste) de 0,5% e retirada de diversos direitos, o Comando Nacional dos Bancários, que representa os trabalhadores nas mesas de negociação com os bancos, não arredou o pé e após muitas horas de debates conseguiu arrancar dos banqueiros uma nova proposta, que prevê aumento real de 1,18% e a garantia de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
Dados atualizados do Dieese mostram que a proposta é uma vitória para os trabalhadores. Em julho, 51% das negociações de outras categorias resultaram em acordos com perda salarial, ou seja, com reajustes abaixo da inflação. No mês, a variação real média dos reajustes ficou em -0,2%. Já no acumulado do ano, a variação real média dos reajustes, levando em conta 4.659 acordos, ficou em 0,97%. Ou seja, o aumento real arrancado da Fenaban (1,18%), com a força dos bancários, que se mobilizaram nas ruas e redes, ficou acima da média das negociações já realizadas em 2018.
Em uma conjuntura totalmente adversa conseguimos uma proposta que não só derrotou a reforma trabalhista no que diz respeito à nossa CCT, com a manutenção de absolutamente todas as nossas conquistas históricas, válidas para todos os bancários, inclusive derrotando o conceito de trabalhador hipersuficiente [que possui  nível superior e ganha acima de dois tetos do INSS, atualmente em R$ 11.291,60], que negociaria seus direitos diretamente com o patrão; como também prevê aumento real acima da média de todas as negociações já realizadas em 2018.
Também foram garantidos os direitos previstos nos acordos específicos do Banco do Brasil e Caixa, que estavam seriamente ameaçados pelo governo federal, permanentemente com a tesoura na mão para cortar direitos. No caso da Caixa, a manutenção do Saúde Caixa e da PLR Social é uma vitória estrondosa contra o governo Temer.

Assembleias

Os bancários de todo o país avaliarão a proposta em assembleias hoje, dia 29. 
A assembleia será no Auditório do Sindicato (Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28 sala 208. Centro. Nova Friburgo), as 18h30. O Comando orienta pela aprovação da proposta da Fenaban, assim como pela aprovação das específicas do Banco do Brasil e da Caixa.
Orientação do Comando: Essa é uma decisão tomada com muita responsabilidade pelo Comando Nacional. Cabe aos bancários de todo o país, de bancos públicos e privados, uma profunda reflexão sobre os riscos de uma greve na atual conjuntura. Caso um possível movimento descambe para a judicialização existe uma grande chance de sairmos do tribunal com um acordo bem inferior ao que foi proposto pela Fenaban.


Campanhas que foram à Justiça tiveram perdas

As categorias que tiveram que resolver suas campanhas no Tribunal Superior do Trabalho não obtiveram sucesso na reivindicação por aumento real. Os trabalhadores da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Valec Engenharia, Embrapa e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco obtiveram reajuste pouco abaixo da inflação e manutenção das cláusulas sociais. Já no caso dos Correios, o tribunal decidiu pela reposição da inflação, sem aumento real, e os trabalhadores ainda tiveram excluída do acordo a cláusula que assegura o plano de saúde.
Saiba como foram as negociações com a Fenaban

Saiba como foram as negociações com a Caixa:

Saiba como foram as negociações com o BB:

Com informações do SEEB São Paulo

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Todos à assembleia

Nesta quarta-feira, dia 29 de agosto, às 18h30, Auditório do Sindicato (Prça dermeval Barbosa Moreira, 28 sala 208, Centro - Nova Friburgo)

 

Mesmo sob a ameaça da reforma trabalhista do governo Temer, que retira direitos e representava uma ameaça real às conquistas da Convenção Coletiva de Trabalho, os bancários e bancárias garantiram, através das estratégias acertadas de antecipação da campanha, mesa única e da mobilização nacional da categoria, o reajuste de 5% e todos os direitos de nossa Convenção Coletiva de Trabalho. 

Conquistamos ainda o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes (antes, o desconto era feito de forma integral, no pagamento seguinte ao gozo das férias). 

Derrotamos a proposta absurda dos bancos e garantimos a PLR integral para gestantes em licença-maternidade e para licenciados.

A Fenaban queria impor quatro anos sem aumento real mas garantimos ganho real  por dois anos. 

Os bancos, baseados na nova legislação trabalhista, queriam extinguir vários direitos da CCT, mas tornamos exitosa a campanha “Nenhum direito a menos”, preservando os direitos para toda a categoria. Nos acordos específicos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, venceu também a preservação dos direitos.

Os funcionários dos dois bancos são os únicos do setor público a garantir aumento real, sem retirada de direitos. 

Por tudo isso, o Comando Nacional dos Bancários, após dez rodadas de desgastantes negociações e uma aguerrida mobilização nacional, orienta pela aprovação das propostas na assembleia.

Essa proposta de aumento real por 2 anos e a manutenção de direitos vem coroar o nosso dia, 28 de agosto.

Parabéns a todos pela dedicação e pela luta cotidiana.

Salve as bancárias!

Salve os bancários!

Origem do Dia dos Bancários

A data de comemoração da classe bancária é uma homenagem a um momento histórico de extrema importância para esses profissionais no país.
No dia 28 de agosto de 1951, o Sindicato de Bancários de São Paulo entrou em greve após receber uma proposta de reajuste salarial insignificante do governo. Os profissionais pediam, na época, 40% de melhoria salarial e melhores condições de trabalho.
Vários outros sindicatos por todo o território nacional aderiram à greve, no entanto, não aguentaram a pressão e acabaram por aceitar as propostas do governo, que estavam bem abaixo da média solicitada pela classe bancária.
Apenas em São Paulo os trabalhadores continuavam resistindo as pressões. Em 5 de novembro, após 69 dias em greve, os bancários conseguiram um reajuste de 31% no salário. Uma grande vitória para a classe, que passou a ser perseguida depois da greve. Muitos perderam seus empregos e foram alvos de represálias.
A insistência e força dos profissionais daquela época, se tornou um exemplo para toda a classe. Por isso, o dia 28 de agosto é lembrado como o Dia dos Bancários em todo o Brasil.
Com informações do SEEB RIO

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Se proposta for aprovada, PLR vem até dia 20 de setembro

Participação nos Lucros e Resultados dos bancários, assim como salários e demais verbas, terá reajuste de 5%, com ganho real de 1,18% nos valores fixos da regra. Proposta da Fenaban prevê ainda manutenção de todos os direitos da CCT. Assembleia é quarta-feira


A proposta apresentada pela Fenaban (federação dos bancos) em rodada de negociação na noite de sábado 25 prevê reajuste de 5% nos salários, PLR e demais verbas (que corresponde a reposição da inflação mais 1,18% de aumento real) e mantém todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, inclusive a regra da PLR.
Assim, com o reajuste, a parcela fixa da regra básica da PLR passa a R$ 2.355,76 – lembrando que a esse montante é somado 90% do salário base –; e o teto da parcela adicional (distribuição linear de 2,2% do lucro líquido do banco) passa a R$ 4.711,52.
Na antecipação, os bancários recebem 60% da regra básica, ou seja, 54% do salário + R$ 1.413,46; e a parcela adicional: distribuição linear de 2,2% do lucro líquido do semestre, com teto de R$ 2.355,76 (tabela abaixo mostra quanto bancários receberá de acordo com seu salário).
Ficou acordado na mesa de negociação que se a proposta da Fenaban for aprovada pelos bancários nas assembleias de quarta-feira 29, a antecipação da PLR será creditada até o dia 20 de setembro.

Confira a regra da PLR

PLR Total: Regra Básica + Parcela Adicional
•  Regra Básica: 90% do salário + valor fixo de R$ 2.355,76. Caso o montante não atinja 5% do lucro líquido dos bancos o valor será elevado até o limite individual de 2,2 salários.
•  Parcela Adicional: Distribuição linear de 2,2% do lucro líquido anual dos bancos, com teto de R$ 4.711,52

Antecipação da PLR
•  60% da regra básica, ou seja, 54% do salário + R$ 1.413,46
• Parcela adicional: Distribuição linear de 2,2% do lucro líquido semestral dos bancos, com teto de R$ 2.355,76


Veja quanto receberá de acordo com o salário:


Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

Proposta tem reajuste de 5% e garantia de direitos para todos os bancários

Aumento real e CCT garantidos, inclusive para hipersuficientes; Comando indica aprovação das propostas de Fenaban, Caixa e BB em assembleias na quarta


Numa das mais difíceis conjunturas dos últimos tempos, dentro de um golpe que retira direitos e busca dividir e enfraquecer os trabalhadores, os bancários conseguiram arrancar dos bancos uma proposta de acordo com aumento real e manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, garantindo a unidade nacional da categoria.
Foram dez rodadas de negociação, iniciadas em 28 de junho, e muita pressão do Comando Nacional dos Bancários sobre a federação dos bancos na mesa de negociação, e dos trabalhadores nos protestos ao lado dos sindicatos e nas redes sociais.
Finalmente no sábado (25), a Fenaban apresentou uma proposta final, com reajuste salarial de 5% (aumento real de 1,18% sobre uma inflação do INPC projetada em 3,78%) e garantia de manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida para os empregados de bancos públicos e privados do Brasil (leia no quadro abaixo). Se aprovada, a primeira parcela da PLR será paga em 20 de setembro.
A proposta prevê, ainda, acordo com validade de dois anos. Assim, ficariam garantidas, até 2020, a manutenção de todos os direitos e a reposição total da inflação (INPC), mais 1% de aumento real para salários e demais verbas em 1º de setembro de 2019.
Em tempos de golpe e retirada de direitos, que buscam o enfraquecimento da classe trabalhadora, os bancários conseguiram garantir, na mesa de negociação, aumento real maior e todos os direitos da CCT, para toda categoria. A unidade nacional, entre trabalhadores de bancos públicos e privados, sai fortalecida. Uma campanha num ano difícil que juntos conseguimos transformar em oportunidade”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando. 
Nesse cenário adverso, desde o início dizíamos que nosso principal objetivo era, na mesa única entre bancos públicos e privados, a garantia de todos os direitos e dos acordos específicos. Conseguimos isso e ainda superamos muita coisa do desmonte trabalhista, mantendo todos os trabalhadores representados por nossa CCT. Havia o risco, agora afastado, de 91 mil hipersuficientes ficarem fora do acordo”, lembra a dirigente.
As negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Federal também garantiram a manutenção de todas as cláusulas dos acordos específicos, inclusive Saúde Caixa e PLR Social que estavam ameaçados. Serão os únicos empregados do setor público com aumento real e sem retirada de direitos”, ressalta a presidenta da Contraf-CUT. 
Por tudo isso, o Comando Nacional dos Bancários recomenda a aprovação das propostas da Fenaban, do BB e da Caixa, nas assembleias que serão realizadas na quarta-feira (29), em todo o Brasil .
Campanha antecipada para garantir direitos
O movimento sindical investiu na antecipação das negociações para que não houvesse riscos para os trabalhadores, diante do fim da ultratividade que validava os direitos até que um novo acordo fosse assinado. A data base dos bancários é 1º de setembro. Com a lei trabalhista do pós-golpe, nenhum direito estaria garantido a partir dessa data.
Tínhamos uma grande preocupação de não expor os bancários a uma situação limite como essa. Nem dar margem para que nosso acordo fosse decidido pela Justiça. Acordos que foram levados ao Tribunal do Trabalho acabaram recebendo no máximo a reposição da inflação e houve queda de 33% do total de acordos e convenções fechados em 2018”, afirma Juvandia, lembrando que o aumento real médio das categorias profissionais com campanha no primeiro semestre de 2018 foi de 0,94%. Cerca de 40% sequer conseguiram alcançar reajustes acima da inflação. 
Parcelamento de férias e direito do hipersuficiente.
Ainda foram garantidos avanços e, caso a proposta seja aprovada, os bancários terão direito a parcelar em até três vezes o adiantamento de férias que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso. 
A proposta também garante a manutenção dos direitos da CCT para os hipersuficientes. Esses trabalhadores, cerca de 91 mil na categoria que ganham mais de R$ 11.291,60, estariam expostos a negociar diretamente com os patrões e poderiam perder até a PLR, de acordo com a lei trabalhista de pós-golpe. 
A proposta indica, ainda, a realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamentos já realizados nos anos de 2009 e 2014, fundamentais para traçar o perfil da categoria e ajudar na promoção da igualdade de oportunidades. 
TODOS OS DIREITOS ESTÃO GARANTIDOS
• Volta a PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente;
• Garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado;
• Mantém todos os direito da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60);
• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias (cláusula 65);
• Para a cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, a Fenaban queria reduzir para 33%, como está na CLT. Após pressão, manteve-se o mínimo de 55%, sendo que, em caso de ação trabalhista para 7ª e 8ª horas, será descontado o que já foi pago, o que já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações e bancos, como na Caixa, que tem orientação jurisprudencial nesse sentido. A mudança não impacta nas ações anteriores à assinatura do acordo, com período de 3 meses de transição;
• Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades;
• Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, conquistada pela categoria como forma de reduzir a pressão por metas;
• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento; 
• Mantém o salário substituto (cláusula 5ª); 
• Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria de 4% de desconto sobre o salário base;
• Os bancários e bancarias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;
•Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);
• Horário de almoço poderá passar de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing já regrados pelas NRs), somente em caso de hora extra; 
• Mantém o vale-cultura (cláusula 69) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.
Fonte: Contraf-CUT

NOVA FRIBURGO:  Assembleia para deliberações sobre a proposta será neste dia 29/08 (quarta-feira) as 18:30 no Auditório do Sindicato (Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28, sala 208, Centro, Nova Friburgo)

Proposta mantém Saúde Caixa e PLR Social

Proposta veda descomissionamento de gestante; mantém Saúde Caixa nos moldes atuais para empregados e aposentados, PLR social, além de direitos contidos em inúmeras cláusulas do ACT


A oitava rodada de negociação com a direção da Caixa resultou na manutenção da cobertura do Saúde Caixa nos moldes atuais, e em outros avanços em relação a proposta apresentada originalmente. Os representantes dos trabalhadores também asseguraram o pagamento da PLR Social.  A negociação se estendeu pela madrugada de domingo 26, em São Paulo e foi realizada após a mesa com a Fenaban.   
Manutenção do Saúde Caixa
As negociações garantiram a manutenção do Saúde Caixa e do modelo de custeio no qual os custos administrativo e fiscal ficarão sob encargo do banco. Além disso, 70% dos custos assistenciais também serão de responsabilidade da Caixa. 
Os empregados custerão o convênio através da mensalidade de 2% sobre a remuneração-base e 20% de coparticipação sobre o valor dos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400 ao ano. Com isso, os bancários arcarão com 30% do custeio do Saúde Caixa. Além disso, foi garantido que a implementação do teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos só serão implementadas a partir do exercício de 2021. Os atuais dependentes indiretos com idade de 24 anos ou mais serão mantidos no Saúde Caixa até os 27 anos, com o custo de R$ 110 ao mês. Futuramente a limitação será de 24 anos. 
Foi retirada o ponto que condicionava a cobertura do Saúde Caixa aos filhos e enteados dependentes indiretos com renda inferior a R$ 1.800. 
Contudo, os empregados admitidos após 31 de agosto de 2018 não terão direito ao Saúde Caixa nos moldes atuais. A Caixa assegurará aos empregados admitidos após 31 de agosto e seus dependentes, assistência à saúde submetido à legislação vigente. 
Manifestamos nosso absoluto repúdio em relação a essa discriminação e vamos construir a luta junto com os futuros trabalhadores, como já fizemos no passado, para inseri-los no Saúde Caixa”, afirma Dionisio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
PLR e PLR Social
Foi garantida a PLR social (4% do lucro líquido apurado no exercício de 2018, distribuído em valores iguais para todos os empregados.
Pagamento da PLR pela regra Fenaban (90% da remuneração-base vigente em primeiro de setembro de 2018 acrescido do valor de R$ 2.355,76, limitado ao valor de R$ 12.637,50) .
Antecipação de 50% do valor da PLR devida a ser paga em 20 de setembro. Pelo acordo atual, a porcentagem da antecipação é de 60%.
CEE Caixa garante  manutenção da função das gestantes
A negociação atual conquistou a manutenção da titularidade da  função gratificada das gestantes e empregadas que usufruem de licença-maternidade. Ou seja, a Caixa não pode descomissioná-las. 
Adicional noturno em jornada mista
Está mantida a redação do acordo coletivo atual quanto ao adicional noturno, principalmente quanto a jornada mista, que compreende as que se iniciam entre 22h e 2h30 e se encerram após as 7h do dia seguinte, a chamada jornada mista. Hoje, as horas trabalhadas após as 7h, nesse tipo de jornada, são pagas acrescidas também de adicional noturno.
VA, VR e Cesta Alimentação durante licença médica
Também estão mantidas as garantias do acordo coletivo atual, que garante vale alimentação, vale refeição e cesta alimentação aos empregados em licença médica. A Caixa queria limitar esses auxílios para o período máximo de 180 dias e, no caso de doenças graves, para o período máximo de dois anos.
Isenção de tarifas
As isenções de tarifas para empregados estão mantidas. Outro item que a Caixa queria alterar. 
Ausências permitidas
Nas negociações anteriores, a Caixa tentou limitar ausências permitidas garantidas pelo ACT atual. 
O banco voltou atrás e  manteve o direito de se ausentar do trabalho para participar de seminários, congressos ou outras atividades, desde que previamente autorizado pelo gestor, e que não implique custos para a empresa.   
Também manteve o direito dos empregados de se ausentarem por até 12 ou 16 horas por ano, conforme a jornada de 6 ou 8 horas, respectivamente, para levar cônjuge, companheiro, pai, mãe, filho, enteado menor de 18 anos ou dependente menor de 18 anos a  consultas e procedimentos médicos.
Entretanto, na proposta mais recente apresentada, a Caixa suprime a ausência permitida de até dois dias por ano para internação hospitalar por motivo de doença de cônjuge ou companheiro, filho, enteado, pai ou mãe.
Intervalo
A Caixa voltou atrás na tentativa de reduzir para 30 minutos o intervalo de quem faz jornada de 8 horas. E aumentou o intervalo de 15 para 30 minutos para quem faz jornada de 6 horas, sendo 15 intrajornada e 15 fora da jornada. O empregado de seis horas, quando executar hora extra, terá a possibilidade de utilizar intervalos de 30 minutos nos mesmos moldes (15 intrajornada e 15 fora da jornada).  Hoje o banco obriga cumprimento de uma hora de intervalo.
Mais direitos garantidos
Entre outras clausulas mantidas estão: delegados sindicais, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), descanso adicional em agência barco, grupos de trabalho, incorporação ao REB ao novo plano da Funcef, promoção ano base 2018/2019, qualidade de vida dos empregados, tesoureiro executivo, trabalho da gestante, registro de jornada, 13ª cesta alimentação. 
A mobilização dos trabalhadores garantiu a manutenção dos direitos que o governo atual quer suprimir. Um governo que cortou 20 anos de investimentos na saúde e na educação, promoveu a reforma trabalhista que eliminou diversos direitos, e que pretende acabar com a aposentadoria. Conseguimos rechaçar a CGPAR mantendo o Saúde Caixa no acordo coletivo e o reconhecimento dos trabalhadores pelo papel social da Caixa por meio do pagamento da PLR social e a manutenção dos direitos do acordo coletivo”, afirma Dionisio Reis.
Assembleias  serão realizadas em todo o país na quarta-feira 29 e o Comando Nacional dos Bancários orienta aprovação da proposta. Fonte: Contraf-CUT
NOVA FRIBURGO:  Assembleia para deliberações sobre a proposta será neste dia 29/08 (quarta-feira) as 18:30 no Auditório do Sindicato (Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28, sala 208, Centro, Nova Friburgo)

BB apresenta proposta final na mesa específica que mantém todos os direitos

Comando Nacional orienta aprovação da proposta nas assembleias da próxima semana




O Banco do Brasil apresentou para a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, neste sábado (25), a redação de proposta de acordo para os trabalhadores do banco. A mesa de negociação aconteceu após a realização da mesa única com a Federação Nacional dos Bancos.
O banco propôs, assim como na mesa única, um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de dois anos com reajuste de 5% de 2018 e inflação mais ganho real de 1% em 2019 sobre todas as verbas.
Intervalo de almoço
O intervalo de almoço dos funcionários com  jornada de oito horas poderá ser reduzido para 30 minutos, de forma facultativa. Já para os funcionários de seis horas será mantido o modelo atual, sem registro de ponto. A mudança no intervalo dos funcionários de seis horas será discutida ao longo do processo de negociação permanente até que se tenha um entendimento, inclusive em outros bancos.
No caso de horas extras, o tempo mínimo de intervalo para o funcionário de jornada de seis horas, poderá ser de 30 minutos. Diferente de como acontece atualmente, no qual o funcionário é obrigado a fazer uma hora de intervalo.
 Banco de horas
Os funcionários terão seis meses para a compensação das horas extras com folgas, sendo um dia acumulado para um dia folgado, e caso a compensação não aconteça em até seis meses, o saldo de horas será convertido em espécie e pago no mês subsequente com o devido adicional de hora extra, ou seja, uma hora e meia.
PLR
Está mantido o mesmo modelo de PLR no Banco do Brasil e o pagamento do primeiro semestre, assim como nos anos anteriores, será logo após a assinatura do acordo, caso seja aprovado.
Manutenção das três avaliações
Foi conquistada na última reunião, realizada no dia 22 de agosto, a manutenção da cláusula do Acordo Coletivo que garante a observação de três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios, para efeito de descomissionamento.
Mesas temáticas
O acordo mantém a mesa temática sobre Saúde e Segurança no Trabalho, e acrescenta duas novas mesas temáticas sobre Teletrabalho e Escritórios Digitais e Entidades Patrocinadas de Bancos Incorporados.
A proposta também inclui um dia de luto para falecimento de padrastos e madrastas do funcionário. E o trabalhador poderá optar pelo recebimento do vale-transporte em dinheiro ou em cartão magnético.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, as propostas mantém a unidade da categoria sem a retirada de direitos. “Nessa conjuntura na qual os trabalhadores estão perdendo os direitos e tem uma nova lei trabalhista, que flexibiliza e precariza as relações de trabalho, nós conseguimos manter a unidade da categoria e fazer com que a Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos coletivos valessem para todos, sem a retirada de direitos.  Por isso, o Comando Nacional dos Bancários está indicando a aprovação das propostas nas assembleias”, disse.
O coordenador da Comissão de Empresa, Wagner Nascimento, afirmou que foi possível chegar a uma proposta global. “Depois de diversas rodadas de negociação, chegamos a uma proposta global que traz para os funcionários do Banco do Brasil a manutenção do acordo coletivo sem retirada de direitos e ainda alguns avanços. A construção de um acordo antes de 31 de agosto reforça o importante papel das mesas de negociação, e da atuação dos sindicatos e federações, representados pela Comissão de Empresa. Agora, os funcionários farão a avaliação nas assembleias da próxima semana”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
NOVA FRIBURGO:  Assembleia para deliberações sobre a proposta será neste dia 29/08 (quarta-feira) as 18:30 no Auditório do Sindicato (Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28, sala 208, Centro, Nova Friburgo)