sexta-feira, 30 de março de 2018

NOTA DE REPÚDIO



O Sindicato dos Bancários e das Bancárias de Nova Friburgo e Região repudia veementemente os ataques à democracia que se iniciaram com o golpe que retirou do poder Dilma Rousseff, Presidenta legítima e eleita democraticamente para congelar investimentos na saúde e educação por 20 anos; entregar o pré-sal as empresas petrolíferas estrangeiras e ainda isentar seus impostos em R$ 1 trilhão; acabar com os direitos trabalhistas contidos na CLT; isentar bancos de multas; querer acabar com a previdência pública sem mexer na aposentadoria de juízes e militares entre outros.

Os ataques que se manifestavam através no campo da política, se materializou na intervenção no Rio onde as pessoas das comunidades pobres e periféricas têm seus direitos restringidos, na execução da vereadora Marielle Franco e que culminou com tiros na caravana do ex-presidente Lula  que percorreu o Sul do Brasil.

Sindicato dos Bancários e das Bancárias de Nova Friburgo e Região repudia o fascismo que se propagou no Brasil com o discurso do ódio reverberado pela grande mídia diariamente e alerta para a continuação do golpe que tem na sua essência impedir o processo democrático e o projeto que obteve quatro vitórias consecutivas nas urnas.  

Sindicato dos Bancários e das Bancárias de Nova Friburgo e Região continuará na sua luta em defesa da democracia, dos direitos da classe trabalhadora, enfim do Estado democrático de direito e não se calará diante das injustiças deste golpe que tem em sua essência o Estado de exceção, o retorno da ditadura. 

Diretoria do Sindicato dos Bancários e das Bancárias de Nova Friburgo e Região




terça-feira, 27 de março de 2018

Caixa obtém lucro recorde de R$ 12,5 bi em 2017

Resultado é obtido por meio da exploração de clientes e arrocho aos empregados






A Caixa Econômica Federal obteve um lucro líquido de R$ 12,5 bilhões em 2017. É o maior da história do banco. O resultado é 202,6% maior do que o obtido em 2016. Se considerarmos o resultado recorrente, o lucro é de R$ 8,6 bilhões, também o maior da série histórica, com uma alta de 72,3% em 12 meses.
De acordo com o relatório do banco, o resultado recorrente deve-se, principalmente, à limitação dos gastos com a folha de pagamento e com a oferta de assistência à saúde dos empregados. Esse limite gerou a reversão da provisão atuarial constituída, com efeito não recorrente de R$ 4 bilhões no lucro líquido.
“É de se estranhar um banco público obter lucro maior do que o obtido por grandes bancos privados. Mas, quando vemos que tal resultado foi obtido devido ao sacrifício da assistência à saúde dos trabalhadores e à exploração dos clientes, que precisam pagar tarifas caras e taxas até mais altas do que as cobradas em outros bancos, deixamos de estranhar e passamos questionar o desvio que esse governo está promovendo no papel dos bancos públicos. Isso ocorre porque trata-se de um governo que não tem nenhum compromisso com a classe trabalhadora e nem com o desenvolvimento do país”, observou Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
“Esse governo vem criando obstáculos para impedir que o banco público cumpra seu papel de garantir o acesso da população ao crédito e aos serviços bancários e também de fomentar o desenvolvimento do país. Querem igualar os bancos públicos aos privados no quesito exploração”, completou.
A carteira de crédito da Caixa sofreu uma queda de 0,4% em 12 meses. Para Pessoa Física a queda foi de 8,6% em relação a 2016, atingindo, aproximadamente, R$ 93,7 bilhões. Para Pessoa Jurídica a queda foi ainda maior (-23,1%), somando R$ 68,1 bilhões.
Exploração dos clientes e dos empregados
“Infelizmente, as taxas e tarifas cobradas pela Caixa, que sempre foram bem menores do que as dos demais bancos, aumentaram e, em muitos casos chegam a superar as cobradas pela concorrência. Com isso, além dos impostos já cobrados pelo governo, a população precisa pagar caro se quiser contar com os serviços bancários”, apontou Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).
As receitas obtidas por meio da prestação de serviços e com tarifas bancárias cresceram 11,5%, totalizando R$ 25 bilhões. Já as despesas de pessoal, considerando-se a PLR, apresentaram alta de 7,4%, atingindo R$ 23,9 bilhões. Com isso, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 104,9%, em 2017.
“As despesas com pessoal somente atingiram esse montante devido ao PDVE. O banco precisou fazer o acerto e indenizar mais de 7% do quadro de pessoal, o que faz aumentar as despesas com os empregados. Não fosse por isso, a diferença entre o que o banco arrecada apenas com as tarifas cobradas dos clientes e os gastos com pessoal seria ainda maior e ficaria ainda mais fácil de visualizar o quanto o banco passou a explorar seus clientes após esse governo ilegítimo assumir o poder”, explicou o coordenador da CEE/Caixa.
O banco encerrou o ano com 87.654 empregados e fechamento de 7.324 postos de trabalho em relação a dezembro de 2016. Saldo esse que se deve a adesão de 7.023 empregados ao Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário. Foram fechadas 18 agências, 55 lotéricos e 1.737 correspondentes Caixa Aqui.
Fabiana Uehara Proscholdt, secretária de Juventude da Contraf e empregada da Caixa, alerta que os bancários da Caixa sofrem com a sobrecarga de trabalho e chegam a adoecer devido ao excesso de trabalho. “O banco precisa obter bons resultados, mas não massacrando os trabalhadores”, disse.
Veja abaixo a tabela com o resumo das informações do balanço da Caixa e a análise completa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).









segunda-feira, 26 de março de 2018

Bancos foram os maiores beneficiados com o Refis

​Itaú, Santander, Safra e Rural tiveram abatida mais da metade das suas dívidas com o programa de parcelamento de débitos tributários da União




Os bancos, setor mais lucrativo da economia, foram os maiores beneficiados com o Refis, programa de parcelamento de débitos tributários da União. Itaú, Santander, Safra e Rural tiveram abatimento de mais da metade das suas dívidas pelo governo federal. Juntos, os quatro bancos negociaram uma dívida total de R$ 657,3 milhões, mas terminaram se comprometendo a pagar apenas R$ 302 milhões.
É um absurdo. Em 2017, o Itaú obteve o maior lucro da história de uma instituição financeira no país, R$ 24,8 bilhões, crescimento de 12,3% em relação a 2016. Por sua vez, o Santander tem no Brasil sua maior fonte de lucro em todo o mundo. No ano passado teve o seu melhor resultado no país, embolsando mais de R$ 9 bilhões, crescimento de 35,6% em 12 meses. Mesmo com estes resultados impressionantes, os bancos no Brasil seguem cortando postos de trabalho. Juntos, Itaú, Santander e Bradesco extinguiram quase 18 mil empregos. Qual a razão para que um setor que lucra bilhões e que não contribui com o nível de emprego no país seja beneficiado com o perdão de dívidas milionárias”, questiona a presidenta do Sindicato, Ivone Silva.
Enquanto congela investimentos públicos por 20 anos, inclusive em saúde e educação, rasga a CLT com a reforma trabalhista, que teve a colaboração dos bancos, e tenta impor o fim da aposentadoria pública, o governo Temer abre mão de receitas milionárias com o perdão de dívidas do setor financeiro. Isso joga por terra o discurso de austeridade fiscal e escancara a quem serve hoje o governo federal”, acrescenta.
Refis
O perdão concedido pelo governo federal no parcelamento de débitos tributários, o Refis, deve chegar a R$ 62 bilhões, o dobro do calculado inicialmente pela Receita Federal. Isso porque, diferente da primeira versão do programa, o Refis aprovado tem regras mais generosas, que permitem descontos de até 70% em multas e 90% nos juros.
As regras mais generosas no Refis são fruto da pressão de parlamentares, muitos com débitos com a União. Temer cedeu à pressão, de olho na votação da reforma da Previdência, que acabou sendo engavetada devido à mobilização dos trabalhadores de diversas categorias, incluídos os bancários.
Com informações: SPBancários
PALAVRA DO PRESIDENTE
Não é por acaso que os bancos apoiaram o impeachment, o golpe. Eles são os maiores beneficiados com a atual conjuntura politica-econômica do Brasil. 
Não há dinheiro público para investimentos, porém não falta para pagar juros aos bancos. 
Querem o fim da aposentadoria pelo INSS para vender suas previdências privadas. 
E há bastante tempo, os banqueiros desejam o fim de todos os direitos trabalhistas. Eles não querem trabalhadores com direitos, mas colaboradores que lhe prestam serviços sem amparo legal e sem acompanhamento do seu Sindicato.