sexta-feira, 2 de junho de 2017

Banco do Brasil afirma que não prorrogará VCP dos funcionários

A verba é um complemento que garantia os salários dos funcionários prejudicados pela reestruturação





Em mais uma das rodadas de negociação sobre a reestruturação entre a Contraf-CUT e o Banco do Brasil, o banco afirmou que não prorrogará a Vantagem de Caráter Pessoal (VCP) – verba que garantia o complemento salarial dos funcionários prejudicados pela reestruturação que extinguiu e cortou milhares de cargos no BB.
Nesta quinta-feira (1), o número de bancárias e bancários que não conseguiram a realocação e perderão os salários dos cargos anteriores chega a 2100, sendo que outro 1600 que estavam realocados em cargos inferiores também terão seus salários reduzidos.
Os representantes dos funcionários insistiram para que houvesse a prorrogação da VCP considerando que, em centenas de casos, a redução salarial será de mais de 70% das verbas totais do funcionário.
Os representantes da Comissão de Empresa voltaram a cobrar do banco sobre as condições de trabalho nas agências que absorveram clientes de agências fechadas. Segundo os relatos dos sindicatos, muitas agências mesmo que não tenham recebido carteiras de clientes, acabaram por receber um fluxo bem maior de clientes que o previsto, devido à proximidade geográfica.
O banco informou que houve revisão de dotação de algumas agências com um projeto piloto de revisão iniciado em São Paulo e vai ser espalhado para todos os locais. O grupo que está analisando a revisão de dotação é composto de Superintendências e com participação das Gepes que farão coleta de dados sobre o atendimento e posteriormente divulgará um plano de ação.
Sobre as nomeações, foi informado pelo BB que o TAO Especial e o TAO Normal continuarão abertos e fazendo recrutamento ao mesmo tempo, sendo que nos dois serão priorizados os funcionários que estavam em VCP.
Pontuação na carreira de mérito durante VCP
A Contraf-CUT reivindicou junto ao banco que na Carreira de Mérito fosse acrescida aos funcionários em VCP a mesma pontuação diária do cargo anterior, como forma de minimizar as grandes perdas salariais provocadas pela reestruturação.
Nomeação dos caixas
Os sindicatos cobraram do banco a nomeação dos caixas que estão em substituição há mais de 90 dias como forma de reconhecimento que a função é necessária na agência. Existem relatos de caixas em substituição há quase dois anos e que não é nomeado.
Prorrogação das horas extras opcionais do novo plano de funções
Os sindicatos reivindicaram do banco a prorrogação do prazo para que os funcionários que aderiram à jornada de 6 horas no novo plano de funções. Foi reivindicado também que o prazo seja contado a partir da adesão a nova jornada reduzida. O Banco informou que cerca de 1800 funcionários aderiram a jornada de 6 horas no novo plano.
Escritórios digitais
O banco informou que há um esboço de cronograma de implantação de novos escritórios digitais e que está dependendo de várias áreas para que seja divulgado.
A Comissão de Empresa relatou muitos problemas nas condições de trabalho nos escritórios digitais, tais como mobiliário, barulhos, sistemas e forma de cobrança de metas naquelas unidades. Os Sindicatos cobram a aplicação da NR-17 para o ambiente dos escritórios digitais, uma vez que se tornaram uma grande central de telemarketing.
O banco entrará em contato com as áreas gestoras dos escritórios digitais para que seja agendada nova mesa para debater o tema.
Greve geral dia 28
O Banco do Brasil afirmou que não vai negociar abono nem compensação de horas referente à Greve Geral convocadas pelas Centrais Sindicais em 28 de abril contra a Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista e Terceirização sem limites.
Os sindicatos aguardavam uma resposta do banco em relação a essa negociação, uma vez que vários Tribunais Regionais do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho reconheceram o direito de reivindicação da classe trabalhadora.
A Contraf-CUT enviará aos sindicatos orientações jurídicas aos sindicatos para que seja feita a defesa dos funcionários do BB.
Agências explodidas serão fechadas
O Banco informou em apresentação na intranet da empresa que dezenas de agências explodidas serão fechadas definitivamente. Essa informação foi confirmada na mesa de segurança da SECASP e relatada pelos representantes da Contraf-CUT naquele fórum. A Comissão de Empresa manifestou preocupação com a informação, uma vez que o banco já fechou centenas de agências neste ano. O banco vai verificar as informações sobre isso e reportará a Contraf-CUT.
Mesa temática de saúde e igualdade de oportunidades
A Mesa de Saúde será retomada assim que definida junto à Mesa Bipartite da Fenaban que está tratando das cláusulas da Convenção Coletiva sobre realocação e reinserção de funcionários.
Ficou acordado entre Banco e Contraf que na próxima semana será agendada a instalação da Mesa Temática de Igualdade de Oportunidades e terá o tema Equidade de Gênero como primeiro assunto a ser discutido.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a não prorrogação da verba que garante os salários dos funcionários prejudicados pela reestruturação é uma péssima notícia para milhares de funcionários. Considerando que mais de 2100 estão hoje sem realocação em novo cargo, aquela fala inicial do banco de que “tudo vai dar certo no final”, não se confirmou. E por isso mesmo, entendemos que seria necessária a prorrogação da VCP enquanto ainda tiver funcionário sem realocação e que não foi dada oportunidade em novo cargo. Lamentamos que a alternativa restante sobre prorrogação de VCP e desconto do dia 28 seja por via judicial quando ao longo da nossa história construímos um produtivo processo de negociação.
Nova audiência de Mediação no Ministério Público do Trabalho está agendada para 9 de junho, no MPT em Brasília.
Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Banqueiro, você não me engana, seu interesse é na grana!


Enquanto defendem a reforma da Previdência, que enterra a aposentadoria pública no país,  grandes bancos lucram com aumento da procura por planos privados



Grandes bancos privados como Itaú, Bradesco e Santander, em notas públicas ou por meio de declarações dos seus executivos, posicionaram-se favoravelmente à reforma da Previdência (PEC 287) pretendida por Temer, que na prática enterra a aposentadoria pública no país. As justificativas “oficiais” vão desde a retomada do “crescimento econômico sustentável” até a “solução dos nossos problemas sociais”. Entretanto, o que os banqueiros não assumem é um interesse bem particular das instituições que comandam: o crescimento da contratação de planos de previdência privada.
De acordo com levantamento da Fecomercio-SP, as discussões sobre a reforma da Previdência continuam aumentando a procura por planos de aposentadoria privados. Em maio, os investidores da capital paulista aplicaram 8,7% de suas reservas em previdência privada. No mesmo mês de 2016, este percentual era de 7%. A tendência de crescimento também foi observada em levantamento anterior da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que apontou alta de 19,93% na contratação dos planos privados em 2016.
Para o economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, ao tornar a aposentadoria pública inacessível a uma grande parcela da população, a PEC 287 leva a perda de arrecadação para o sistema de seguridade social. Uma vez que muitos serão desestimulados a continuar contribuindo. E vai ter uma migração das camadas de mais alta renda para a previdência privada, o que já está ocorrendo.
“Quando banqueiros – que lucram bilhões e mesmo assim demitem milhares de bancários todos os anos – defendem mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária, fica ainda mais claro que esses projetos não são benéficos aos trabalhadores”, Ivone Silva dirigente do SEEB-São Paulo.
“O mercado financeiro, a FIESP e a elite apoiaram o Golpe na Democracia e conseqüentemente o governo Temer que em pouco mais de um ano vem cumprindo o nefasto papel de implementar a toque de caixa as políticas neoliberais: de entrega do pré-sal, de desmonte das empresas públicas, de reformas Trabalhista e da Previdência, de terceirização irrestrita e de congelamento dos investimentos em saúde e educação por 20 anos. Por isso, deveremos responder a estas arbitrariedades com outra GREVE GERAL” afirma Max Bezerra, presidente do SEEB-NF  “É fora Temer, fim das reformas e diretas já! O povo que decide!” conclama Max.


O Sindicato convoca os trabalhadores a protestar contra as reformas, tanto a trabalhista como a da Previdência, que acabam com os direitos. Além de exigir Fora Temer e Diretas Já porque O Povo decide!(Com informações da Contraf – CUT e Seeb São Paulo)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Nova Greve Geral contra as reformas deve acontecer em junho

CUT e demais centrais indicam data para mais uma ação nacional contra as reformas




A CUT e as demais centrais sindicais decidiram, em reunião nesta segunda-feira (29), realizar uma nova Greve Geral, contra as reformas e o governo Temer, no final de junho, em data a ser definida. Como referência, foi indicado o período de 26 e 30 do mês que vem. Embora alguns defendam 48 horas, a maioria aparentemente prefere realizar o movimento somente em um dia. A decisão final deve sair na próxima segunda-feira (5), quando os dirigentes voltarão a se reunir, em São Paulo. Eles prometem um movimento mais amplo que o registrado em 28 de abril.
Na tarde de hoje, representantes de nove centrais se reuniram na sede da CTB, na região central de São Paulo, para avaliar a marcha a Brasília na semana passada e definir as próximas ações contra as reformas. Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, foi "o movimento mais forte e solidário da última década", mesmo com ações de possíveis infiltrados durante o ato na capital federal. "Não podemos perder esse foco", afirmou, ainda antes do final da reunião, referindo-se à tramitação das reformas da Previdência, na Câmara, e trabalhista, no Senado.
"Para nós, tudo começa e termina nas reformas, que têm rejeição de 90% da população", reforçou o diretor executivo da CUT Julio Turra. Além da manutenção do "Fora Temer", a preocupação é impedir a tramitação das propostas no Congresso, mesmo com uma possível saída do presidente, que poderia ser substituído em uma eleição indireta. "Aos olhos do mercado, Temer perdeu credibilidade", avalia Turra. Por isso, as centrais, ainda que não de forma unânime, defendem eleições diretas.
A data exata da greve deve acompanhar o calendário das reformas no Congresso. "O consenso é que será maior que a de 28 de abril", disse o dirigente cutista.
Para o presidente da CSB, Antonio Neto, o ato de Brasília mostrou que as centrais estão articuladas e unidas. "Foi uma das maiores manifestações que Brasília já viu", afirmou. Segundo ele, este é o momento de mostrar quem tem "compromisso com a história do Brasil".
O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, disse que os sindicalistas repudiam "a atitude da polícia e de pessoas infiltradas naquele movimento (de Brasília), que originou aquela praça de guerra". Segundo ele, as centrais estudam acionar a Polícia Militar do Distrito Federal por causa do tumulto. 
Além da nova greve, os sindicalistas mantêm as manifestações nas bases eleitorais de deputados e senadores.

projeto da reforma trabalhista (PLC 38) é o primeiro item da pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (30), a partir das 10h. Na semana passada, a sessão terminou com briga entre parlamentares. O presidente do colegiado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), deu como lido o relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e concedeu vista coletiva, o que permite a votação do projeto. A oposição contesta. Duas senadoras, Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), apresentaram questões de ordem contra a tramitação. (Fonte: CUT)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Caixa fecha postos de trabalho mesmo com lucro de R$1,488 bilhão no 1º trimestre

Com redução de funcionários, banco inaugura sete agências





A Caixa lucrou R$1,488 bilhão no 1º trimestre de 2017, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse número é devido ao crescimento da margem financeira operacional e à redução das despesas de captação no mercado. Em contrapartida, mesmo com os altos números de rendimento, o banco finalizou o trimestre com o fechamento de 5.863 postos de trabalho, sendo que 3.850 foram fechados como resultado das adesões de trabalhadores ao Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário - PDVE
Mesmo com a redução de empregados, foram abertas mais sete agências, no trimestre, para atender o número de clientes que aumentou para 2,7 milhões. O aumento totaliza 86,2 milhões nos últimos doze meses. De acordo com Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), os números rebatem a alegação de que o banco está quebrado.  “Há duas semanas, a agência de classificação de risco Fitch afirmou que o banco está em situação alarmante e que vai precisar de capital do governo. Esse é o já conhecido discurso de quem quer enfraquecer a empresa para justificar abertura de capital ou privatização. Assim como resistimos na década de 90, resistiremos agora e sempre. ”
Veja aqui os destaques do Dieese.
Fonte: Contraf-CUT