segunda-feira, 6 de março de 2017

Bob Fernandes/Os otários, os bobos, a Corte, e a escolha de culpados e i...

Moro, é o Lula? (Perguntas a quem acha que o Moro quer combater a corrupção)

do Conversa Afiada


É o Lula?
Lula recebeu 23 milhões na Suíça da Odebrecht?
Não, esse foi o Serra. Mais conhecido pelo codinome de "Careca", na lista de alcunhas da Odebrecht.

Lula estava pagando pensão de um filho fora do casamento com dinheiro de instituião mencionada em operações de lavagem?
Não. Esse era o FHC.

Lula recebeu um milhão de reais em dinheiro vivo dentro de uma garagem?
Não. Esse é mais parecido com o relator do impeachment (farsa), Antônio Anastasia.

Lula é o cara chato que cobrava propina da UTC?
Não. Esse é parecido com o Aécio.

Lula recebia 1/3 da propina de Furnas?
Não. Esse é mais parecido com o Aécio também.

Lula recebeu 3% das obras da cidade administrativa de MG quando era governador, totalizando mais de R$ 30 milhões em propina?
Não. Esse também é mais parecido com o Aécio.

O helicóptero com 450 kg de cocaína era do amigo do Lula?
Não. Era do amigo do Aécio.

Lula comandava o Estado que roubou 1 bilhão do Metrô e da CPTM?
Não. Esses são o Serra, o Careca; e o Santo, o Alckmin.

Lula tá envolvido no roubo de 2 bilhões da merenda?
Não. Parece que foram o Santo e um tal de Fernando Capaz.

Lula pegou emprestado o jatinho do Youssef?
Não. Esse era o Álvaro Dias.

Lula foi o cara que montou o esquema Petrobras com Cerveró, Paulo Roberto Costa e Delcídio?
Não. Esse era o FHC.

Lula nomeou o genro presidente da Agência que mandava na Petrobras?
Não. Foi o FHC também.

Lula é o compadre do banqueiro André Esteves?
Não. Esse era o Aécio, de novo, que passou a lua de mel no hotel Waldorf Astoria, em NY, por conta do André Esteves.

Lula é meio-primo de Gregório Marin Preciado, aquele que levou US$15 milhões na venda de Pasadena?
Não. Esse é o Serra (aquele que a Lava a Jato apresenta com tarja preta para a imprensa).

Lula construiu aeroportos em terras particulares de parentes com dinheiro público?
Não. Esse foi o Aecio, conhecido pelo codinome Mineirinho.

Lula foi descoberto com uma dezena de contas no exterior, ameaçou testemunhas, prejudicou alguma investigação?
Não. Esse é o Cunha, sócio do Temer nos jabutis das Medidas Provisórias, segundo o Ciro.

Lula levou grana da Companhia Docas de Santos?
Não. Esse é o Temer, conhecido na lista de alcunhas da Lava Jato como MT.

Lula recebeu uma grana na salinha da Base Aérea de Brasília?
Não. Esse foi MT, segundo o Sergio Machado.

Lula ameaçou empresários, exigiu 5 milhões de dólares, só de um deles?
Não. Esse também é o Cunha, o homem da farsa do impeachment.

O filho do Lula aparece numa roubalheira na Petrobras?
Não. Esse foi o filhinho do FHC.

Lula comprou um apartamentaço em Higienopolis numa operação com o banqueiro Safidie que o MP de São Paulo procura e nunca vai achar? Lula passa as ferias no apartamentinho do Jovelino na Avenue Foche, em Paris?
Não. Esse é o FHC.

Quando saiu do Governo, Lula tinha uma fazendola em Minas, comprada com o amigao Serjão?
Não. Esse é o FHC, o melhor amigo do Serjão.

O filho do Lula aparece na revista de milionários Forbes?
Não. É a filha do Serra...

Lula deixou prescrever o escândalo da corrupção do Banestado, onde só tinha tucano?
Não, esse é o juiz Moro.

Isso é para quem acha que Moro e sua turma querem combater a corrupção.
A partir de colaboração inestimável do Giuliano Furtado.

Postado por Maxx Jose 

Economia pós-golpe se acomoda a baixo crescimento e desemprego elevado

Sem vida, a economia não faz barulho, buscando se acomodar aos retrocessos que se acumulam no país sem horizonte de crescimento sustentável

A decisão do governo Dilma de promover o choque de custos no interior do sistema produtivo logo no início de 2015, com a desvalorização cambial, a própria elevação dos juros e a liberação de vários preços administrados, entre outros, terminou por empurrar, por consequência, o custo de vida para o patamar acima da meta superior de inflação. No cenário recessivo imposto, bem como acompanhada da queda dos preços das commodities, a espiral inflacionária não teria como se manter por longa duração, mesmo com o ainda elevado grau de indexação presente no interior da economia brasileira.
Mas arbitrária ascensão do governo dito pró-business de Temer terminou sendo acompanhada por uma ortodoxia ainda maior à frente do Banco Central (BC). O guardião da moeda nacional não se fez de rogado, pisou fundo na taxa de juros para somente promover a redução da taxa Selic quando os ganhos reais dos rentistas terminassem por colocar em risco o sistema bancário, diante da insolvência apontada pelas empresas e famílias.
A rebaixa na taxa de inflação vem sendo acompanhada pela ortodoxia encastelada no BC de uma espiral deflacionista que segue quase inexoravelmente a trajetória que decorre do patamar elevado dos juros reais atuais, sem falar no desejo subentendido de reduzir o centro da meta de inflação para o próximo ano. A menor inflação segue apoiada, inclusive, por equívocos da valorização do real, que joga por terra o esforço do começo do segundo governo Dilma de oferecer algum alento competitivo adicional ao setor produtivo nacional.
O que se tem nos dias de hoje é o crescente silêncio dos cemitérios. Sem vida, a economia não faz barulho, buscando se acomodar aos retrocessos que se acumulam no país sem horizonte de crescimento sustentável.
A grande dimensão do desemprego e o cada vez mais longevo prazo para o retorno dos sem empregos ao mercado de trabalho seguem acompanhados da queda da taxa de salários. Neste sentido, o consumo das famílias pouco poderá auxiliar no estímulo de puxar a demanda interna.
Mas a elevação no preço de algumas commodities concomitante com a queda nominal na taxa de juros poderia ensejar outro sentido de recuperação econômica. Talvez o reposicionamento dos estoques provocados no interior das empresas não seja suficientemente forte para interpor ao "freio de arrumação" em curso nos entes subnacionais como estados e municípios em situação quase falimentar.
O "silêncio ensurdecedor" da economia brasileira somente tende a ser interrompido pela "voz rouca das ruas", que almejam cada vez mais outro rumo para a economia brasileira. Os anos de 1990, com toda a experimentação neoliberal, deixou a marca indelével do desemprego em larga escala e a destruição da massa salarial.
A retomada do receituário neoliberal pelo governo pró-business de Temer segue o mesmo sentido. O desemprego já é maior do que o dos anos de 1990, cuja queda provocada na participação de salários faz retornar para a primeira metade da década de 2000.
Os segmentos mais empobrecidos e vulneráveis da população são os mais atingidos desfavoravelmente pelo curso atual da política econômica que produz o silêncio dos cemitérios. Mesmo assim, os estratos de classe média terminam sendo os mais prejudicados no médio e longo prazo por decorrência da destruição e difícil retomada dos empregos intermediários na estrutura ocupacional.
Não parece ser outro motivo que entre a juventude universitária, o estímulo de sair do Brasil cresce cada vez mais. O silêncio dos cemitérios não os agrada, pois preferem o barulho de uma economia ativa e próspera, que parece estar cada vez mais distante das medidas ortodoxas atualmente em curso no Brasil.
Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas