sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A TRAGÉDIA DA MERITOCRACIA

Devem, não negam e não querem pagar


De acordo com matéria publicada no portal da "Exame"¹, empresas que devem à Previdência Social acumulam uma dívida de R$ 426,07 bilhões.
Na lista, que tem mais de 500 nomes, há "empresas públicas, privadas, fundações, governos estaduais e prefeituras que devem ao Regime Geral da Previdência Social, segundo levantamento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, responsável por fazer a cobrança dessas dívidas".
Dentre dívidas mais antigas e mais recentes, há de empresas que já faliram (Como a VASP, Banco do Ceará e TV Manchete). Mas também há grandes empresas como a mineradora Vale (R$ 275 milhões) e a JBS, da Friboi, com R$ 1,8 bilhão.
Dentre bancos públicos e privados, a lista inclui Caixa Econômica Federal (R$ 549 milhões), Bradesco (R$ 465 milhões), Banco do Brasil (R$ 208 milhões) e Itaú Unibanco (R$ 88 milhões). Os bancos privados, por sinal, são os grandes interessados na reforma da previdência por duas razões: (i) haverá mais recursos disponíveis para que a União siga pagando os crescentes juros da dívida pública e (ii) maior demanda por planos de previdência privada.
A recuperação dos valores fica a cargo da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que em 2016 recuperou R$ 4,15 bilhões (1% do débito atual).
Obs: A matéria cita que o montante da dívida é quase o triplo do déficit da previdência, que seria de R$ 149,7 bilhões em 2016. Diversos/as Pesquisadores/as afirmam o contrário, como a Professora Denise Gentil (http://bit.ly/20bGj4D) e o Professor e Desembargador Sérgio Pinto Martins (http://bit.ly/2mcCAbb), dentre outros/as, que afirmam que o déficit da Previdência é uma farsa, já que a Previdência deve ser entendida como parte da Seguridade Social (que é superavitária), como manda a Constituição Federal.
Fonte: POEMA - POLÍTICA ECONÔMICA DA MAIORIA
Para mais informações: www.poema.info

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Assédio continua adoecer a categoria

28 de fevereiro se a aproxima. Esta data é o dia mundial de combate as LER/Dort.
Em 2013, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE, mostrou que 3.568.095 trabalhadores disseram ter tido diagnóstico de LER/DORT. Há décadas, dentre as doenças ocupacionais, são as mais frequentes nas estatísticas da Previdência Social.
O adoecimento é decorrente da utilização excessiva, imposta ao sistema musculoesquelético, e da falta de tempo para recuperação. Ou seja, a causa é proveniente do ritmo frenético e, repetitivo, sem pausas adequadas na jornada de trabalho e a sobrecarga de serviço causada pela falta de trabalhadores para fazer o serviço. Em 2016, os bancos desligaram 20.553 bancários/as.
Tão prejudicial quanto o adoecimento físico, é o mental que pode ser ocasionado:
# pela insegurança nas agências (do Itaú em Trajano de Moraes, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena, Valão do Barro e Cantagalo) nos postos de serviços, nas financeiras, nas lotéricas e nas cooperativas de créditos que não possuem portas giratórias.
# pela instabilidade financeira (nos bancos públicos os descomissionamentos).
# pela falta de perspectiva (em todos os bancos onde as oportunidades são subjetivas, apesar do discurso contrário)
# pela incerteza do amanhã (nos privados pelas demissões constantes).
# pelo assédio moral (para atingir as metas. A rentabilidade dos bancos no Brasil reflete é um assédio por si nos bancários e para quem utiliza o sistema financeiro. Todos pagam o “pato da FENABAN”).
O assediador é o capitão do mato para bancos
Rugendas

Vivemos o tempo em que o mercado dita as regras. Em que muitos trabalhadores se tornaram fiéis fervorosos às suas regras de competição, meritocracia e poder.
E estes novos capitães do mato, assim como seus antecessores, continuam a perseguir os trabalhadores, naquela época os escravos, através do assédio moral e sexual.
Como os capitães do mato que eram desprezados pelos senhores de engenhos e principalmente pelos escravos. Assim são os assediadores que são desdenhados pelos banqueiros e desdenhados, e em alguns casos menosprezados, pelos bancários ao qual deveriam ter uma relação respeitosa e cordial.
Companheirismo é outro assunto que os atuais capitães do mato desconhecem e que o capitalismo tentar apagar de nossas vidas.

Companheirismo, infelizmente é algo raro, mas existe.

Max José Neves Bezerra 
Presidente
Whattsapp + 55 22 99204 9017
Twitter Maxx Bezerra @maxxbezerra

28 de fevereiro – Dia Mundial de Conscientização ao Combate às LER/DORT!


Desde 2000, o último dia do mês de fevereiro é considerado Dia Mundial ao Combate às LER/DORT. Foi à primeira vez na história que uma doença profissional (LER) passou a ser considerada como questão de saúde pública mundial!!!
Redução do quadro aumenta a exploração e os lucros
 As doenças relacionadas às atividades profissionais tem sido uma preocupação constante nos dias atuais, em virtude da diminuição do quadro de funcionários nas empresas, da sobrecarga de trabalho, da falta de mobiliário adequado, etc. Isto tem se dado em razão da prática adotada em todos os segmentos empresariais. A tônica é, produzir mais, com menos mão de obra e obtenção de maior lucro, em um sistema capitalista, que visa apenas o acúmulo de capital em detrimento da exploração da força de trabalho. Esta é uma situação que afeta todos os trabalhadores.
As LER/DORT – como são conhecidas - são siglas que abrigam diversas doenças, tais como tendinite, tenossinovite, bursite, síndrome do túnel do carpo e epicondilite, entre outras. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), representam atualmente, a segunda causa de afastamento do trabalho no País, sendo a de maior prevalência entre as doenças do trabalho – entre 80 e 90% dos casos registrados pela Previdência Social nos últimos anos.
No sistema financeiro não é diferente.
De acordo com pesquisas comprovadas, esta profissão, é uma das mais estressantes, e que tem levado à problemas de saúde, tanto de natureza mental quanto física. O que mais tem atingido a categoria bancária, são as doenças relacionadas as lesões por esforços repetitivos (LER). Este tipo de doença torna o trabalhador incapaz, até mesmo, ao exercício das atividades mais simples do seu cotidiano.
O Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo tem procurado realizar, junto a categoria, através da Secretaria de Saúde e do Departamento Jurídico um trabalho de conscientização e esclarecimento das consequências das LER/DORT. Caminhando junto as LER/DORT temos as doenças psicossomáticas como a Síndrome do Pânico que está diretamente relacionada com o excesso de metas abusivas ocasionando o Assédio Moral umas das mais perversas técnicas adotadas pelos Bancos. Todo trabalhador que apresente qualquer sintoma de dor ou desconforto no exercício de suas tarefas deverá procurar o sindicato, para obter as orientações necessárias garantindo os seus direitos, pois, normalmente, quando o banco descobre que um funcionário se encontra nesta situação, a sua primeira atitude é dispensá-lo, pois assim, ficará isento de suas obrigações.
O mais importante, é deixar bem claro para tod@s trabalhador@s e para @s bancári@s, em especial, que o melhor remédio ainda é a prevenção e tratamento adequado para cada situação. Com este procedimento não deixaremos que a doença atinja um grau tão avançado, que se torne irreversível.
Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho.

Responsável: Ricardo Lontra.