terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Aprovada a PEC da Morte: Veja quem são senadores que votaram contra os pobres, a educação e a saúde públicas, a favor dos bancos e dos mais ricos




Na fotomontagem acima, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), que atropelou as normas para votar nesta terça-feira (13/12/2016) a PEC 55 e, assim, cumprir o acordão para ficar à frente da Casa. Ou seja, agiu contra a população brasileira. E outros nove senadores que também votaram contra o povo, a favor dos mais ricos: Marta Suplicy (PMDB-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Ana Amélia (PP-RS), Álvaro Dias (PV-PR), José Agripino (DEM-RN), Fernando Coelho (PSB-PE) e os tucanos Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP) e Antonio Anastasia (MG). Todos repetiram o voto do primeiro turno. 
Da Redação
Nenhuma surpresa.
Por 53 votos a 16, o Senado aprovou há pouco em segundo turno a PEC da morte, apoiada vivamente pela mídia.
Golpe de classe contra a população mais pobre, a educação e a saúde públicas, a favor do capital financeiro, dos mais ricos.
Votaram 69 senadores. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se absteve.
O resultado representa oito votos a menos a favor do governo usurpador de Michel Temer na comparação com a primeira votação, em novembro, quando 75 senadores votaram (61 a favor e 14 contra).
Por ser uma emenda à Constituição, a medida precisava de 49 votos para ser aprovada.

Maioria é contra a PEC do fim do mundo, diz Datafolha




Mais uma grande derrota para Temer. De acordo com o instituto de pesquisa Datafolha, cerca de 60% dos brasileiros reprovam a PEC 55, que congela os gastos públicos por 20 anos.
O instituto entrevistou 2.828 pessoas em 7 e 8 de dezembro. A emenda, que deve ser votada nesta terça-feira (13) no senado, é rejeitada por ampla maioria. Estão marcadas várias manifestações em todo o país.
De acordo com 62% dos brasileiros, a emenda trará mais prejuízos do que benefícios, contra 19% que pensam o contrário. A PEC tem apoio de 24% da população e a indiferença de 4%. Os outros 19% afirmaram não saber como responder.
Apesar da rejeição à PEC, 53% afirmaram que os recursos públicos existentes hoje são suficientes, mas são mal aplicados, enquanto para 36% eles são, além de mal utilizados, insuficientes.
A desaprovação à emenda que congela os gastos é maior entre os mais jovens –de 16 a 24 anos, 65% são contra a medida, ao passo que 47% dos maiores de 60 não querem sua aprovação.
O repúdio também é maior entre os mais escolarizados. Entre os que têm ensino superior, 68% a rejeitam, contra 51% daqueles que possuem só ensino fundamental.
Apesar disso, as maiores rejeições estão entre as menores faixas de renda: 60% para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 1.670) e 62% para quem ganha entre dois e cinco salários mínimos (até R$ 4.400).
 Fonte: Revista Fórum

Pezão veta projeto de segurança nas agências e mantém bancários do Rio em situação de risco

Ao vetar o PL 184-A/2015, o governador Pezão respalda a postura dos bancos de colocar a vida dos bancários e de suas famílias em risco



O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, vetou o projeto de lei 184-A/2015 que proíbe os bancários de serem os responsáveis pelo porte de chaves dos cofres e portas de agências em que trabalham. A proposta havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no último dia 3. De autoria dos deputados Paulo Ramos (PSOL-RJ) e Carlos Minc (sem partido), a proposta impede, ainda, que os bancários transportem numerário, o que deverá ser feito unicamente por carros-forte.
Só este ano, 18 bancários foram sequestrados ou assaltados porque são obrigados pelos bancos a levarem as chaves dos cofres para casa. Há casos em que até as famílias dos funcionários sofrem violência dos bandidos.
"É lamentável a decisão do governador, que, mais uma vez, demonstra que não tem nenhuma preocupação com a vida das pessoas. Pezão agora resolve bajular os banqueiros, não aprovando uma proposta que protege a vida dos bancários. Este é mais um motivo para os bancários participarem do protesto desta terça-feira", disse a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso. O objetivo do projeto, antiga reivindicação da categoria, é reduzir o risco dos sequestros, fazendo com que estas funções sejam realizadas por empresas especializadas em segurança.
Fonte: Seeb RJ