sexta-feira, 23 de setembro de 2016

18º dia - Comando Nacional dos Bancários solicita volta das negociações com a Fenaban



A última rodada de negociação aconteceu no último dia 15

O Comando Nacional dos Bancários enviou, na tarde desta sexta-feira (23), um oficio à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para solicitar a volta das negociações da Campanha Nacional 2016. No texto, o Comando reforça que, como os dirigentes sindicais estarão reunidos na próxima segunda-feira (26), em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, eles estão à disposição para a retomada dos temas tratados na mesa de negociação.
A pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 9 de agosto, mas a Fenaban não apresentou proposta decente, que contemple as reivindicações dos trabalhadores. Já foram oito rodadas de negociação sem sucesso. Mesmo após recordes diários de agências e locais de trabalho paralisados, os bancos insistem em se manter em silêncio, diante das demandas dos bancários, preferindo o uso de práticas antissindicais para tentar desestruturar o movimento grevista.
 “Construímos todos juntos a maior greve em número de locais parados, mas os banqueiros continuam intransigentes em relação a repor as nossas perdas. Pior do que isso, voltaram a usar sua parceria judicial em ações de Interdito Proibitório. Perguntamos? Por que neste ano resolveram reduzir os nossos salários? A quem interessa isso, além de alimentar sua ganância por redução de gastos com pessoal para lucrar mais? As respostas para isso talvez estejam fora das nossas mesas de negociação e isso não vamos admitir”, afirmou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.

Mesmo sob pressão, greve nacional dos bancários entra no 18º dia com forte adesão

Nesta sexta-feira (23), 13.385 agências e 40 centros administrativos paralisaram suas atividades em repúdio ao descaso dos banqueiros

Greve é um direito, não se deixe constranger - leia aqui

A OAB e a greve dos bancários: quanta contradição!


As seccionais da OAB em vários estados do país estão acionando a Justiça para exigir que os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal mantenham 30% do funcionamento das agências durante a greve dos bancários. No Rio de Janeiro, o presidente da seccional, Felipe Santa Cruz, tem feito declarações a respeito desta situação que nos deixaram abismados.
“Tenho como história de vida a defesa dos trabalhadores, e em especial, a defesa dos bancários.”“Fomos ao judiciário defender que cidadãos e advogados recebem valores alimentares, garantam o pão na sua mesa.”
Ora, Doutor Felipe, exigir que as agências mantenham trabalhando 30% do seu efetivo durante a greve é uma tremenda covardia! Os bancários vêm, a cada dia, adoecendo com sobrecarga de serviço e estão, apenas e tão somente, lutando por seus direitos. Exigir que abram mão de seu direito de greve, garantido pela Constituição, é defender os trabalhadores, Nobre Doutor? O senhor pensou na qualidade de vida dos 30% dos trabalhadores que serão obrigados a permanecer em seus postos de trabalho durante esse período? Será que cidadania é garantir alimentos e pão apenas na mesa dos advogados e não de toda população?
Isto é, na realidade, defender, única e exclusivamente, a advocacia!!!
Diante destas perguntas, acho que os presidentes da OAB/RJ e de todas as demais seccionais deveriam parar para pensar e refletir, sobretudo no trecho do último parágrafo da inicial da Ação Civil Pública, que diz: “Para atendimento aos advogados e jurisdicionados, com o fim de atender aos mandados de pagamento e liberação dos valores depositados em contas judiciais”
Gostaria de saber se, quando os bancários retornarem ao trabalho, as OABs entrarão com mandados de segurança contra os banqueiros, exigindo que os bancos cumpram as leis que, há muitos anos, deixam de cumprir, como é o caso da Lei da Filas. Também gostaria de saber se haverá um mandado contra a cobrança de juros extorsivos nos cartões de crédito e nos cheques especiais?
Por fim, é importante lembrar que a Lei 7.783/89, a chamada Lei de Greve, não exige a permanência de 30% de funcionários nas agências bancárias para atendimento ao público. A legislação define somente a compensação bancária como serviço essencial que deve ser mantido, o que deveria ter sido observado pelos nobres e cultos doutores. Profissional competente que é, o senhor Felipe Santa Cruz certamente tem conhecimento de que esta exigência não só não tem amparo legal, como fere nossa Carta Magna. Se não foi desconhecimento que ensejou o pleito, qual teria sido o motivo?

Nilton Damião Esperança
Presidente da Fetraf-RJ/ES

Comércio de Friburgo, RJ, tem queda nas vendas com greve dos bancos

Paralisação já dura 15 dias e não tem data para terminar.
Apenas caixas eletrônicos funcionam para transações bancárias.

 Fonte: G1.Globo.com



A greve dos bancos em Nova Friburgo, na Serra do Rio, completou 15 dias e os comerciantes estão enfrentando dificuldades para pagar as contas. Nos bancos, apenas os caixas eletrônicos estão funcionando nas 21 agências bancárias da cidade. A comerciante Simone Fazolato tem feito o pagamento dos boletos da loja de presentes nos caixas eletrônicos e afirma que o movimento da sua loja já caiu 20%.
“Muita gente não sabe como lidar com transições bancárias sem o banco estar aberto. Então, acaba parando oo movimento, cartão de crédito, o dinheiro não circula tanto”, disse.
O presidente do Sindicato dos Bancários na região, Max Bezerra, diz que a greve não tem previsão de término. As negociações estão paradas. Os bancários pedem 5% de aumento em cima da inflação, maior participação nos lucros, melhores condições de trabalho, mais segurança e mais contratações.
O Sindicato os Bancários que atua em Nova Friburgo, abrange outros 11 municípios da região. Em seis, a adesão à greve foi total. Em Sumidouro, metade das agências continua funcionando normalmente e, em Cordeiro, Cantagalo e Macuco, as agências bancárias não aderiram ao movimento.

FONTE: G1.globo.com

Comando Nacional dos Bancários se reúne no dia 26 em São Paulo


Em Nova Friburgo e Região 42 agências estão paralisadas. Ontem, 22/09, início da primavera, a nossa camisa foi vermelha para simbolizar as rosas e a cor da luta da classe operária. (https://twitter.com/maxxbezerra)

Bancários fazem reunião para avaliar e fortalecer o maior movimento grevista da história

O Comando Nacional dos Bancários se reúne na próxima segunda-feira (26), em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, a partir das 14h. Os dirigentes sindicais vão avaliar as paralisações e mobilizações da maior greve da história da categoria e definir os próximos passos a serem seguidos.

A pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 9 de agosto, mas a Fenaban não apresentou proposta decente, que contemple as reivindicações dos trabalhadores. Já foram oito rodadas de negociação sem sucesso. Mesmo após recordes diários de agências e locais de trabalho paralisados, os bancos insistem em se manter em silêncio, diante das demandas dos bancários, preferindo o uso de práticas antissindicais para tentar desestruturar o movimento grevista.
O Comando Nacional dos Bancários salienta que está aberto a negociações, mas até agora a Fenaban não marcou nova reuniõe.
“Construímos todos juntos a maior greve em número de locais parados, mas os banqueiros continuam intransigentes em relação a repor as nossas perdas. Pior do que isso, voltaram a usar sua parceria judicial em ações de Interdito Proibitório. Perguntamos? Por que neste ano resolveram reduzir os nossos salários? A quem interessa isso, além de alimentar sua ganância por redução de gastos com pessoal para lucrar mais? As respostas para isso talvez estejam fora das nossas mesas de negociação e isso não vamos admitir”, afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
Roberto von der Osten também destaca a importância do fortalecimento da greve em todos os locais de trabalho. “Pedimos que nossos companheiros e companheiras intensifiquem a greve, que continua crescendo, e não sejam iludidos pelos aliados dos banqueiros que estão espalhando boatos para nos dividir. Vamos ficar juntos. Manter a unidade nacional. Só a luta te garante!”.
Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

17º dia de greve paralisa grandes centros administrativos e 13.159 agências

Das 43 unidades paralisadas, três de São Paulo reúnem mais de 25 mil bancários


A mobilização no 17º dia de greve foi focada nos grandes centros administrativos e em atividades de ruas por todo o Brasil. Das 43 unidades paralisadas, só em São Paulo cerca de 25 mil trabalhadores aderiram à paralisação na Cidade de Deus, do Bradesco, no Centro Empresarial Itaú Conceição e na Torre do Santander. Em Brasília, o prédio Matriz da Caixa, onde fica a presidência do banco, também foi paralisado.
“Foi um grande dia para nós bancários e bancárias. Sem desmobilizar a nossa greve específica, que chegou ao seu 17º dia forte, participamos de atos e manifestações classistas por todo o Brasil. Fechamos os centros administrativos dos três principais bancos privados em São Paulo e o prédio Matriz da Caixa em Brasília. Foi um movimento histórico e necessário. Muito orgulho de ter vivido este dia. Cada vez mais temos certeza de que ‘Só a luta te garante!’”, declarou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.
Ainda nesta quinta-feira (22), 13.159 agências tiveram as atividades paralisadas. O número representa 55% das agências de todo o Brasil. Betão explica que a redução de 1,78% no número de agências paralisadas é por conta da truculência dos banqueiros. “Eles colocaram polícia e conseguiram interditos proibitórios para obrigar a abertura de algumas agências. Mas elas voltarão a aderir à greve, pois vamos cassar essas liminares”, garantiu.
O Comando Nacional dos Bancários se reúne na próxima segunda-feira (26), em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, a partir das 14h. Os dirigentes sindicais vão avaliar as paralisações e mobilizações da maior greve da história da categoria e definir os próximos passos a serem seguidos.
A pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 9 de agosto, mas a Fenaban não apresentou proposta decente, que contemple as reivindicações dos trabalhadores. Já foram oito rodadas de negociação sem sucesso. Mesmo após recordes diários de agências e locais de trabalho paralisados, os bancos insistem em se manter em silêncio, diante das demandas dos bancários, preferindo o uso de práticas antissindicais para tentar desestruturar o movimento grevista.
O Comando Nacional dos Bancários salienta que está aberto a negociações, mas até agora a Fenaban não marcou nova reuniões.

Jornal da Luau - Greve dos bancários continua 20/09/2016 Luau TV

17º dia - Dez motivos que levaram os bancários à greve (HISTÓRICA)





Como os bancos ainda não apresentaram proposta decente de valorização dos trabalhadores, categoria permanece de braços cruzados desde o dia 6 de setembro; razões não faltam! Escolha a sua e pare!


1 – Empregos: só neste ano, os bancos extinguiram quase 8 mil postos de trabalho e se recusaram a negociar qualquer proteção aos empregos bancários.


2 – Perdas salariais: o reajuste proposto pelos banqueiros nem mesmo repõe a inflação.


3 – Abono não é remuneração: o abono proposto pela Fenaban é pago apenas uma vez e não incide nas férias, 13º salário, FGTS, vales, auxílios e previdência.


4 – O setor mais lucrativo: segundo a consultoria Economatica, entre 25 setores pesquisados, os bancos foram os que mais lucraram no 1º trimestre do ano.


5 – PLR: BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, que compõem a mesa de negociação, ignoraram a reivindicação dos bancários e, apesar de terem chegado a R$ 29,7 bilhões de lucro, querem manter a mesma regra de 2015 para a Participação nos Lucros e Resultados.


6 – Vale-refeição na licença-maternidade: mesmo que signifique pouco para os bancos, que têm subsídio de 40% no valor, disseram não a essa reivindicação que seria de grande importância para as mães bancárias.
7 – Vida de bancário não é moleza: assédio moral, cobrança por metas, adoecimento, sobrecarga de trabalho, terceirização. Os bancos não fizeram nenhuma proposta para melhorar as condições de trabalho.


8 - Desigualdade entre homens e mulheres: mesmo representando um setor onde mulheres ganham em média 22,1% a menos que homens, e encontram mais dificuldades na ascensão da carreira, a Fenaban mais uma vez quer adiar este debate para uma mesa temática.

 

9 - Auxílio-creche/babá: bancos querem reajustar em 6,5% o valor atual de R$ 337, que iria para R$ 359. Porém, creches públicas não dão conta e empresas, por lei, têm de disponibilizar ou pagar creche para filhos dos funcionários. A reivindicação da categoria é que o valor seja de R$ 880.

10 – Responsabilidade social: no momento que o Brasil atravessa, o setor mais lucrativo do país deveria contratar mais funcionários e injetar dinheiro na economia a partir da justa valorização dos seus trabalhadores. E não o contrário, como os bancos insistem em fazer.

"RUMO À GREVE GERAL"


Do número de refugiados à nossa ‘estabilidade extraordinária’, as 10 maiores mentiras de Temer nos EUA.



Por Kiko Nogueira

Nos anos 80, o Jornal da Tarde fez uma série de matérias com Paulo Maluf, então governador de São Paulo. Ninguém se lembra do tema (era a Paulipetro, um delírio megalomaníaco do velho picareta), mas as capas se tornariam antológicas.
A dupla de cartunista Gepp e Maia desenhou Maluf com um nariz de Pinóquio que crescia a cada edição. Brilhante. Pouca gente achou que seria difícil surgir na vida nacional alguém capaz de tanta cascata quanto Maluf.
Até surgir Michel Temer. A viagem dele aos Estados Unidos o imortaliza como um dos maiores mitômanos da política brasileira. Não é apenas demagogia. É algo patológico.
Temer tentou engrupir as plateias que encontrou desde o momento em que pisou no plenário da ONU até o lanchinho que pagou para empresários para tentar vender um país que não existe.
Nossa equipe de especialistas listou as mentiras de Michel, autêntico sucessor de Maluf e de Pinóquio na arte da empulhação e da cara de pau.
  1. “O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu, devo ressaltar, dentro do mais absoluto respeito constitucional”. Então tá.
  2. “O Brasil se preocupa com a defesa da igualdade de gênero, prevista na nossa Constituição”, declarou o sujeito que nomeou uma mulher depois de ser constrangido por imprensa e aliados.
  3. “O Brasil, nos últimos anos, recebeu mais de 95 mil refugiados de 79 diferentes nacionalidades”. Foram na verdade 8 800, segundo órgão submetido ao Ministério da Justiça. Em junho, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu uma negociação com a Europa para receber sírios.
  4. “Perseguições, prisões políticas e outras arbitrariedades ainda são recorrentes em muitos quadrantes. Nosso olhar deve voltar-se, também, para as minorias e outros segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade. É o que temos feito no Brasil”. Às vésperas da Olimpíada, dez jovens foram caçados e detidos sob a alegação de que faziam parte de uma “célula terrorista”. Um deles era criador de galinhas. Estão incomunicáveis. Em São Paulo, 26 manifestantes foram presos pela PM depois que um coronel do Exército se infiltrou entre eles. A polícia de São cegou uma estudante de 19 anos.
  5. “A integração latino-americana é, para o Brasil, não apenas uma política de governo, mas é um princípio constitucional e prioridade permanente da política externa. Coexistem hoje, sabemos todos, em nossa região governos de diferentes inclinações políticas. Mas isso é natural e salutar”. Tão logo assumiu a pasta das Relações Exteriores, José Serra escancarou seu desprezo pela América do Sul e pelos “bolivarianos”. Tentou comprar o voto do Uruguai para tirar a Venezuela da presidência do Mercosul. Temer é tão querido na área que delegações se picaram durante seu pronunciamento.
  6. “A vizinhança brasileira também se estende a nossos irmãos africanos, ligados a nós pelo Oceano Atlântico e por uma longa história.” Em maio, Serra encomendou um estudo dos custos de postos diplomáticos abertos nos governos Lula e Dilma na África e no Caribe.
Isso tudo na Organização das Nações Unidas. Num encontro com homens de negócios em Nova York, a cavalgada continuaria:
7.  “No Brasil hoje nós temos uma estabilidade política extraordinária, por causa da relação política muito adequada entre o Executivo e o Legislativo”. Há praticamente um protesto por dia. Alguns ocorreram ali mesmo, em Nova York. Um Congresso corrupto vive acossado por uma operação que perdeu o controle e tem licença para matar.
8.  “Nós temos alardeado que, lá no Brasil, o que for contratado será cumprido”, afirma o cidadão que rompeu o contrato de uma eleição presidencial depois de conspirar durante meses, tendo como articulador um comparsa como Eduardo Cunha.
9. “Se a minha popularidade cair para 5%, mas eu salvar o Brasil nestes dois anos e quatro meses, colocar o país nos trilhos, eu me dou por satisfeito”. Além do fato de que ele não governará com esse índice, o governo Temer pensou em lançar campanhas geniais para rebater o “Fora Temer”. Uma tinha como mote “Bora Temer” e outra “Fora Ladrão”.
10. “Não sabia [sobre os casos de corrupção]. Vocês sabem que eu não tive participação no governo. Um dia eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação.” O PMDB tinha sete ministérios na gestão Dilma Rousseff. Marcelo Odebrecht falou, em delação premiada, que repassou R$ 10 milhões ao partido, em 2014, a pedido de Michel Temer numa reunião no Palácio do Jaburu.
Sobre ser decorativo, pelo menos ali ele falou a verdade.

Apoio às candidaturas nas eleições de 2016

Nova Friburgo, 22 de setembro de 2016.

Estimado(a) Companheiro(a),

Entendemos que o Sindicato é um dos instrumento de luta e resistência da nossa Categoria e da nossa Classe contra a retirada de direitos por parte dos bancos, governo, enfim, da representação patronal.

O Sindicato dos Bancários e Bancárias de Nova Friburgo e Região sempre esteve atento a estes ataques constantes contra todos nós, trabalhadores(as) aposentados(as) e ativos(as), desempregados(as), estudantes... Por isso, temos apoiado candidaturas nas eleições desde quando assumimos a Direção da nossa Entidade desde 1996.

Sendo assim, neste momento de incertezas, dúvidas e descrença com a política e os políticos, afirmamos que existem pessoas que estão do lado certo da história , ao lado da classe trabalhadora e de quem necessita do poder público e que farão o melhor para que a sociedade seja mais justa e menos desigual. Cláudio Damião e Vicente Guerra reúnem estas qualidades e têm o nosso apoio e confiança.

Claudio Damião 50 atuou como Presidente do Sindicato de 1996 até 2008,é bancário, sindicalista, e Vereador desde 2009.

Vicente Guerra 54.180 atuou no Departamento Jurídico do Sindicato de 1996 até 2008, é advogado tendo trabalhado no escritório que assessora o Sindicato entre 2008 e 2012, e desde então é funcionário da nossa Entidade.

Se você vota ou conhece eleitores em Nova Friburgo, pedimos o seu voto e também de seus familiares e conhecidos para Cláudio Damião, candidato a Vice-Prefeito de Glauber Braga, 50 e para vereador Vicente Guerra, 54.180.

Nosso posicionamento é claro! Ao lado da Categoria Bancária e da Classe Trabalhadora!

Direção do Sindicato dos Bancários e das Bancárias de Nova Friburgo e Região

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mídia oculta a maior greve dos bancários - 13.398 agências fechadas



Nesta terça-feira (20), os bancários completaram 15 dias de paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhares do Ramo Financeiro (Contraf), esta já é a maior greve da história da categoria em termos de abrangência. Balanço parcial indica que 13.071 agências estão fechadas – o que representa 56% do total de estabelecimentos em todo o país. Apesar desta prova de unidade e combatividade, a mídia rentista – que lucra fortunas com os anúncios publicitários dos bancos – evita dar maior destaque à mobilização. O registro é meramente formal, sem manchetes ou matérias mais aprofundadas. Alguns “calunistas”, como Carlos Alberto Sardenberg, da TV Globo, até preferem afirmar que “a greve é política”.

A força da greve decorre da intransigência e da arrogância dos banqueiros. Em oito rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou qualquer avanço na sua contraproposta de acordo coletivo. Ela ofereceu um mísero reajuste salarial de 7% – 2,39% abaixo da inflação oficial – e não deu garantias da manutenção do emprego. Os abutres financeiros alegam que o Brasil está em crise e que não há margem para aumento real de salário. O cinismo é descarado. Somente no primeiro semestre deste ano, o lucro dos cinco maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) chegou a R$ 29,7 bilhões. No mesmo período houve corte de 13.600 postos de trabalho.

“O aumento da folha de pagamento seria uma parte muito pequena em relação ao lucro dos banqueiros que dizem ter responsabilidade social. Isso num ano em que ainda tem o segundo semestre para arrecadar”, afirma Roberto Osten, o Betão, presidente da Contraf. Para o sindicalista, a oligarquia financeira – que apoiou o “golpe dos corruptos” e aposta suas fichas na retirada de direitos trabalhistas pelo usurpador Michel Temer – está testando a força dos bancários. Ela pretende derrotar a greve para que sirva de exemplo para outras categorias de trabalhadores. O jogo é pesado. Betão cita o caso da retirada das faixas e cartazes da paralisação nas agências, numa tentativa de invisibilizar o movimento.

“Os banqueiros pretendiam fazer com que a população acreditasse que a nossa greve fracassou. Somado a isso, eles pressionam e constrangem para que alguns trabalhadores furem a greve. Os bancários e bancárias continuaram firmes e cada vez mais indignados com o desrespeito e com a truculência destas ações antissindicais dos bancos”, afirma. Ele também crítica a postura da mídia patronal. “Alguns veículos de comunicação financiados pelos bancos têm dito que a nossa greve é político-partidária. A população não é boba e sabe que há mais de 30 anos nós fazemos campanha na mesma época. Quem diz que a greve é partidária, ou tem desconhecimento da história ou tem intenção de nos desmobilizar.”.

Fonte: Blog do Miro

(Tabela postada por Max Bezerra)

Nota de repúdio: OAB ataca o direito de greve dos bancários



NOTA DE REPÚDIO: OAB ATACA O DIREITO DE GREVE DOS BANCÁRIOS
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) recebeu com indignação a notícia de que seccionais estaduais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estariam impetrando ações com pedido de liminar corporativista na Justiça do Trabalho, tendo como réus Sindicatos de Bancários, filiados a esta Confederação, prejudicando a greve legítima da categoria bancária.
Uma greve cuja legalidade e legitimidade nem mesmo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ousou questionar.
As ações pretendem decisões liminares para garantir a advogados o direito de adentrarem nas agências bancárias para receberem o pagamento de alvarás judiciais.
O que nos pareceu atos isolados, a princípio, configurou ação organizada, a partir da leitura das petições feitas de molde uniformizado e a relatos da insistência da OAB Federal para que seus órgãos estaduais se lancem contra a greve nacional dos bancários.
Por toda parte, os seus órgãos estaduais têm sofrido pressão para pedir a abusividade e ilegalidade da greve bancária, sob o pretexto de garantir o acesso dos advogados aos alvarás judiciais, bem como pedem o funcionamento de todas as agências do Banco do Brasil.
Esclarecemos que nossa greve é tão legítima quanto legal, uma vez que os Sindicatos cumpriram rigorosamente todas as determinações estabelecidas na Lei de Greve, priorizando os direitos dos aposentados e pensionistas, prova de vida, troca de senhas e recebimentos de novos cartões; garantia de 100% das salas de autoatendimento, através das quais os clientes podem realizar todos os serviços bancários; e, bem como assegurar o abastecimento dos caixas eletrônicos diuturnamente.
Reafirmamos nosso respeito pela Ordem dos Advogados do Brasil e pela sua história, mesmo nos momentos em que divergimos de suas posições.
Assim foi em 1964, quando a referida instituição se posicionou ao lado do golpe civil-militar financiado pelo capital internacional, e atualmente quando se posiciona em apoio ao golpe político, econômico, jurídico e midiático desferido contra o voto de mais de 54 milhões de brasileiros e contra as conquistas sociais adquiridas com muita luta.
Entretanto, não podemos nos calar perante tal atitude, uma vez que fere o direito à greve de categoria organizada, prevista em lei específica.
A advocacia é uma profissão associada à ideia da busca da justiça.
A ameaça do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ao direito de greve dos bancários lamentavelmente é um desserviço à sociedade e vem contaminando cada vez mais as seccionais, que resvalam na tarefa que tem de defender o Estado Democrático de Direito, colocando questões corporativas acima dos direitos dos trabalhadores e das pessoas, prestando um serviço, ao que se saiba, não solicitado pela própria Fenaban.
Utilizando-se de expediente legal, a OAB acaba assumindo indevidamente o papel de preposto dos banqueiros, que nos últimos anos tentam usurpar o direito à greve valendo-se da figura dos Interditos Proibitórios.
Temos convicção que essa postura está longe de ser uma unanimidade na categoria e cremos que a maioria dos advogados não compactua com a mesma.
Sendo assim, resta à Contraf-CUT lamentar e repudiar este cerceamento ao direito de greve dos trabalhadores bancários, feito justamente por quem deveria defendê-lo.
Acatamos e informamos que iremos cumprir a determinação legal, mas não passivamente. Estamos buscando os recursos legais cabíveis diante da casuística postura corporativista travestida de nobre preocupação social.
Por culpa dos banqueiros a greve continua. Nossa greve é justa, nossas reivindicações são justas e os bancos podem atendê-las.
Só a luta te garante!
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro -Contraf-CUT.

Aos consumidores de serviços bancários


Centrais e movimentos promovem dia nacional de paralisação nesta quinta-feira (22)

Mobilização inclui paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas das empresas, passeatas e manifestações

São Paulo – Por "Nenhum Direito a Menos", CUT, CTB, UGT, Força Sindical, Nova Central, CSP-Conlutas e Intersindical, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo promovem quinta-feira (22) dia nacional de paralisação contra as propostas para o mundo do trabalho que vêm sendo anunciadas pelo governo Michel Temer. A mobilização inclui paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas das empresas, passeatas e manifestações, que serão atividades preparatórias para a construção de uma greve geral no país.
Em São Paulo, às 10h, trabalhadores farão concentração diante da sede Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), na Avenida Paulista. Às 11h, sindicalistas entregarão à entidade patronal pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.
Às 15h, trabalhadores e militantes de várias categorias profissionais vão se reunir no vão livre do Masp, onde os professores da rede pública estadual estarão em assembleia. Às 16h, haverá ato público.
Além de projetos como a ampliação da terceirização, a manifestação chama a atenção para a reforma da Previdência e para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os investimentos sociais pelo poder público, em especial nas áreas de saúde e educação por 20 anos. "É contra esses ataques aos direitos sociais e trabalhistas que todos os trabalhadores têm de participar do dia nacional de paralisação e se preparar para a greve geral", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Dia 22 de setembro, todos nós, trabalhadoras e trabalhadores, temos que estar nas ruas, dando um recado para esse governo golpista, dizendo que não vamos tolerar que mexam em nossos direitos”, disse.

As centrais defendem um projeto de desenvolvimento com criação de empregos e distribuição de renda, trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.
De acordo com o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, a principal bandeira da mobilização será a denúncia das medidas que vêm sendo anunciadas por Temer em relação à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e à Previdência. "Somos contra uma reforma da Previdência que estipule uma idade mínima para aposentadoria; contra aumento de jornada e contra a flexibilização das relações trabalhistas", afirmou.
Os sindicalistas criticam a postura do governo em relação ao debate dessas questões. "Tudo ainda está muito jogado no ar. Ninguém diz as coisas como deveriam ser ditas. O governo apresenta uma coisa, depois muda e diz que não falou. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) falou em 80 horas, depois recuou. Vem o ministro do Trabalho e fala em 12 horas por dia", criticou o diretor da CUT nacional João Cayres, que também é secretário-geral da CUT paulista. "Essa história da idade mínima vai prejudicar justamente os mais pobres, que começam a trabalhar muito mais cedo. Vão ter que trabalhar muito mais para se aposentar."
A Frente Brasil Popular também criticou as propostas de congelamento no investimento público e o pacote de privatizações, incluindo a entrega do pré-sal.

Ensaio

A ideia das centrais é que no dia 22 se inicie um processo mais amplo de construção de uma greve geral no país, caso seja necessário. "O diálogo frequente com os sindicatos e as bases têm sido importante para essa construção da greve geral", afirma Freitas.
"A gente acredita que o governo está segurando um pouco por conta das eleições municipais. Depois disso, vão querer passar o trator. Precisamos estar atentos e preparados", diz Cayres. Sobre o movimento de quinta-feira, ele afirma que a intenção maior é fazer mobilizações nos locais de trabalho, nas várias regiões. "Nós vamos realizar assembleias nas fábricas e no setor público também, como em hospitais, explicando para os trabalhadores o que está em risco. Há 55 projetos (de lei) no Congresso que incluem retirada de direitos", afirmou.

Fonte: Rede Brasil Atual

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mesmo com pressão dos bancos, bancários fortalecem greve

O 15º dia de greve geral dos bancários, realizado nesta terça-feira (20), foi também um dos mais difíceis para a categoria. Ao invés de chamar o Comando Nacional dos Bancários de volta para a mesa de negociação e apresentarem uma proposta decente, os bancos investiram em práticas antissindicais para tentar enfraquecer a mobilização. Mas não adiantou e 13.096 agências e 36 centros administrativos tiveram suas atividades paralisadas. O número representa 56% das agências do Brasil.
Roberto von de Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional, salientou que o dia de hoje exigiu muita disposição de luta dos bancários e bancárias. “Os bancos usaram a velha tática de permanecerem em silêncio para que a angústia tome conta de nossa greve. No lugar de chamar negociações querem intimidar os grevistas. Limparam novamente as agências para tornar a greve invisível, pressionaram de novo os trabalhadores para furar a greve, contrataram cartórios para fazer atas e fotografar os locais com vistas a interditos, estimularam parceiros deles para que buscassem liminares contra nossa greve, em suma, mais do mesmo. Um brutal ataque aos nossos direitos pretendendo reduzir os salários de nossas famílias. E novamente os corajosos e indignados participantes desta greve de protesto resistiram. São gente de fibra. Sabem, cada um e cada uma que ‘Só a luta te garante!’”
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Cinco maiores bancos lucram R$29,7 bi, mas fecham mais de 13 mil postos de trabalho

Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal seguem com lucros elevados, mas demitem e fecham agência


Em plena crise econômica os cinco maiores bancos brasileiros (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) somados apresentaram, no primeiro semestre de 2016, o lucro líquido de R$ 29,7 bilhões. Mesmo apresentando lucros expressivos, os cinco bancos fecharam mais de 13.600 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015 e, juntos, fecharam 422 agências bancárias.
Em média, no período analisado, as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias aumentaram 8,7%, somando R$ 55,0 bilhões.
É o que revelam os dados sobre o desempenho destes bancos, levantamento feito pelo Dieese.  Veja a análise completa.
O total de ativos das cinco maiores instituições bancárias do país (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) totalizou, em 30 de junho de 2016, R$ 5,8 trilhões, com evolução de 9,1%, em média, em relação ao mesmo período de 2015. O patrimônio líquido (PL), capital próprio dessas instituições, cresceu 4,6%, atingindo, aproximadamente, R$ 412,6 bilhões no período.
Segundo Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, a sociedade brasileira precisa olhar com muito cuidado estes números. Lucro de bilhões, fechamento de milhares de postos de trabalho, fechamento de centenas de agências, aumento das receitas com tarifas e prestação de serviços bancários. Crescimento de seus ativos e crescimento do patrimônio líquido dos bancos.
“Precisa comparar tudo isso com a Campanha Nacional dos Bancários. Estes trabalhadores tiveram os seus salários reduzidos pela inflação em 9,62% no período em que os bancos tiveram estes lucros e avanços. Os bancos querem corrigir os salários de seus empregados em 7% apenas. Querem causar uma redução dos salários em 2,39%. Os trabalhadores, em protesto, entraram em greve. Quem são os culpados pela greve?, questiona.
Para Max Bezerra, presidente do SEEB - Nova Friburgo, "as bancárias e os bancários também exigem a preservação e ampliação dos direitos trabalhistas, trabalho decente e remuneração digna para si e para a classe trabalhadora."
Muito lucro com menos emprego
O Bradesco foi o banco que fechou mais postos de trabalho. Foram eliminados 4.478 postos, que representam 4,8% do quadro funcional em junho de 2015.
O Itaú Unibanco, que vem diminuindo seu quadro de funcionários desde março de 2011, eliminou 2.815 postos de trabalho no período. Já o Santander, que no ano anterior aumentou o total de trabalhadores, fechou 1.368 postos no 1º semestre, sendo 1.268, apenas entre março e junho de 2016.
A Caixa fechou 2.235 postos, revertendo uma tendência verificada desde 2004. No Banco do Brasil foram eliminados 2.710 postos de trabalho. Nos dois bancos federais a redução de postos de trabalhos decorreu da implementação, em 2015, de planos de aposentadoria incentivada.

Greve dos bancários 2016 já é a maior da história


Paralisação atinge 13.071 e bate recorde histórico

A greve nacional dos bancários 2016 é a maior da história. Nesta segunda-feira (19), décimo quarto dia de mobilização, 13.071 agências tiveram as atividades paralisadas, um recorde para a categoria. O número representa 56% do total de agências do Brasil.
O crescimento do movimento, que entrou na sua terceira semana, é uma resposta ao desrespeito apresentado pala Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com a categoria, ao não apresentar, nas duas últimas rodadas de negociação, melhorias na proposta já rejeitada.
Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que a retirada das faixas e dos cartazes organizada pelos bancos para impedir a nossa manifestação e para tentar deixar a nossa greve invisível não teve sucesso. “Pretendiam fazer com que a população acreditasse que a nossa greve fracassou. Somado a isso, pressionaram e constrangeram para que alguns trabalhadores furassem a greve. Os bancários e bancárias continuaram firmes e cada vez mais indignados com o desrespeito e com a truculência destas ações antissindicais dos bancos.”
Para ele, os banqueiros precisam entender que não queremos redução dos nossos salários. “Apelamos para o bom senso dos bancos: precisamos retomar as negociações para, além dos nossos salários, garantir emprego, saúde, segurança, condições de trabalho e igualdade de oportunidades, PLR maior, valorização do piso da categoria, melhorar VA e VR e tantos outros assuntos que temos pendentes. A sociedade quer muito entender os motivos desta greve. E nós estamos explicando. Nenhum direito a menos? Só a luta te garante!”, completou.
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Evolução da Greve dos Bancários


Paralisação atinge 13.071 e bate recorde histórico leia aqui

1º dia (6/9): 7.359
3º dia (8/9): 8.454
4º dia (9/9): 10.027
7º dia (12/9): 11.531
8º dia (13/9): 12.009
9º dia (14/9): 12.386
10º dia (15/9): 12.608
11º dia (16/9): 12.727

TVC Canal 06 - TVC Noticias - Greve dos bancarios - 16-09-2016

domingo, 18 de setembro de 2016

A luta e a greve continuam!



DIRETOS NÃO SE REDUZEM, SE AMPLIAM!

A greve da categoria bancária entra na segunda semana e, após suspenderem as negociações, os banqueiros intransigentemente insistem na manutenção de uma proposta rebaixada. A ganância dos banqueiros é ilimitada! Se respeitassem os clientes, usuários e seus empregados, uma proposta de, no mínimo, repor a inflação já deveria ter sido apresentada. Os bancos oferecem 7%! A categoria reivindica a reposição da inflação de 9,62% mais 5% de aumento real.

Os lucros exorbitantes dos bancos sempre foram uma afronta à população. Os donos dos bancos nunca tiveram  e nem praticaram uma política efetiva de responsabilidade social, como por exemplo de financiamento no setor produtivo ou de infra-estrutura. Não financiam o desenvolvimento nacional. Ao contrário, só exploram e sugam da sociedade.


Esta gente nunca teve compromisso com a sociedade, somente com os lucros para seus acionistas. Por isso, temos a prova e a convicção de quem deseja e provoca a greve são os patrões! Os banqueiros!


Por outro lado, as bancárias e os bancários querem :

# o fim da demissões;
# mais contratações;
# o fim da imposição e a cobrança exageradas de metas inatingíveis que adoecem a categoria e consequentemente, causam inúmeros afastamentos do trabalho;
# mais segurança com proteção efetiva contra assaltos e sequestros;
# redução imediata das tarifas e dos juros que sufocam, paralisam e inviabilizam o crescimento da economia e a geração de emprego;
# o fortalecimento dos bancos públicos como agentes indutores da políticas sociais públicas.

A categoria também reivindica o fim do PLC 30/2015 (Projeto de Lei da Câmara). O projeto é uma reforma trabalhista que visa retirar e reduzir direitos contidos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), via terceirização em todas as relações de trabalho. Para a  Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), a regulamentação da terceirização, do jeito que está, pode ser vista como um passo para trás. "Esse projeto poderá resultar no maior retrocesso da história da legislação trabalhista brasileira desde a origem do trabalhismo e dos direitos sociais conquistados na década de 30"*. 


Enfim, as bancárias e os bancários querem a preservação e ampliação dos direitos trabalhistas, trabalho decente e remuneração digna para si e para a classe trabalhadora.


A luta e a greve continuam!
Max José Neves Bezerra
Bancário e Presidente do SEEB -Nova Friburgo e Região



*http://companhiadanoticia.com.br/terceirizacao-magistrados-temem-inseguranca-e-retrocesso-na-lei-trabalhista/   (Guilherme Feliciano, diretor de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da Anamatra).