segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em posse de Barbosa, Dilma diz que objetivos são crescimento, equilíbrio e 'metas realistas'

Presidenta garante que ministros da Fazenda e do Planejamento devem perseguir "imediato crescimento econômico"


Barbosa e Dilma: mudanças no governo não alteram objetivos de curto prazo - Roberto Stuckert Filho/PR
Barbosa e Dilma: mudanças no governo não alteram objetivos de curto prazo

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff disse no final da tarde de ontem (21), na cerimônia de posse dos novos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão, que as mudanças no governo não “alteram os objetivos de curto prazo”. 
Segundo ela, esses objetivos são o equilíbrio fiscal, a redução da inflação e das incertezas e o crescimento econômico. Dilma afirmou acreditar que “o equilíbrio e o crescimento podem ir juntos”. Ela também disse que “a tarefa dos ministros Nelson Barbosa e Valdir Simão é de perseguir imediato crescimento econômico”. Barbosa, ex-ministro do Planejamento, substitui Joaquim Levy.

A presidenta declarou, em curto discurso, que o objetivo do governo também se mantém direcionado a “garantir o desenvolvimento e a reduzir as desigualdades nacionais e regionais”. “Precisamos ir além de corte de gastos a apontar para desenvolvimento com robustez macroeconômica.” Segundo ela, os ministros Barbosa e Simão estão orientados a “trabalhar com metas realistas, estabilizar a divida pública e retomar crescimento sem mudanças bruscas”.

Dilma admitiu a atual crise, mas atribuiu objetivamente os problemas econômico-políticos a alguns fatores. “A taxa de crescimento foi afetada por fatores externos e internos: redução do preço das commodities, do petróleo, (problemas na) construção civil e crise política baseada no quanto pior melhor”, disse.

Ela fez uma alusão à Operação Lava Jato, sem citar qualquer nome, ao dizer que o governo apoia o combate à corrupção, mas que esse combate não pode prejudicar o país.
“Queremos punição, mas o necessário enfrentamento da corrupção não deve causar prejuízos à economia.” Desde o ano passado, diversos economistas e cientistas políticos têm observado que a Operação Lava Jato é uma forte componente na redução do PIB este ano, que chegou a 3,5%.

De acordo com consultores, cujas opiniões foram divulgadas inclusive na mídia tradicional, a Lava Jato teria sido responsável por cerca de 2,5 pontos percentuais na retração do PIB em 2015.

Na cerimônia de transmissão de cargo, o ministro Nelson Barbosa afirmou que “o controle da inflação é prioridade no governo". Ele defendeu a necessidade de diminuir rigidez do orçamento e declarou ainda que a produtividade será essencial para o país sair da crise. "O aumento da produtividade é que compatibiliza com a recuperação do crescimento e geração de empregos”, disse. “Com a recuperação do crescimento, voltaremos a gerar empregos.”

Após afirmar que os desafios que ele e o governo têm pela frente “exigem medidas imediatas”, voltou a acenar ao mercado. “Apesar das turbulências econômicas, os investidores nacionais e internacionais podem continuar acreditando no Brasil”, disse o ministro.

Ele exortou ainda os outro ministérios, o Congresso, empresários e trabalhadores a colaborar na viabilização das metas do governo.

Com investidores

Mais cedo, na mesma linha, Nelson Barbosa disse, em conversa com investidores, que o governo mantém o comprometimento com o ajuste fiscal e fará o necessário para cumprir a meta de superávit primário de 0,5% do PIB em 2016.

Barbosa afirmou também contar com a aprovação da nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas que será preciso encontrar alternativas caso a proposta não passe no Congresso. Ele disse ainda que o governo fará "o que for necessário" para atingir a meta de superávit fiscal (economia para pagamento de juros), fixada em 0,5% do PIB para 2016.

A preocupação, afirmou o novo ministro aos investidores, é "criar condições para primeiro estabilizar e depois aumentar o investimento" no país. 

“Acertamos com o Congresso Nacional a redução da meta de 0,7% para 0,5% do PIB, com uma margem para investimentos, mas a decisão terminou não sendo essa. Mesmo assim, vamos perseguir esse objetivo (0,5% do PIB) e fazer os ajustes”, disse Barbosa.


Fonte: Redação RBA

Comissão de negociação cobra responsabilidade do BB com a Cassi


Representantes dos funcionários querem respostas quanto à finalização dos projetos - Agnaldo Ferreira de Azevedo


Em reunião realizada nesta segunda-feira (21), a Comissão de Negociação das Entidades de Representação dos Funcionários e aposentados deram continuidade às negociações com o Banco do Brasil acerca da Cassi. Os representantes dos funcionários cobraram do banco respostas quanto à finalização dos projetos que compõem as ações estruturantes e também sobre o banco fazer os investimentos necessários para concretização desses projetos de sustentabilidade, apresentados pelos representantes dos funcionários durantes as negociações.

Na reunião anterior foi apresentada ao banco proposta de antecipação de contribuições para que se tenha um reforço de caixa emergencial na Cassi, de forma a garantir o bom funcionamento da Caixa de Assistência e as negociações se concentrem nas soluções de longo prazo. O Banco informou que não fará aporte de recursos na Cassi por ter impacto muito significativo nas demonstrações contábeis e que o financiamento dos projetos na forma apresentada pelo banco anteriormente, com a proposta que previa a constituição de um fundo, havia boa condição para fazer os investimentos.

A Comissão de Negociação cobrou do banco que fizesse a conclusão dos projetos conforme havia promessa da empresa, para se chegar a um acordo quanto à precificação e projeção de ganhos com os projetos, algo que o BB havia questionado em rodadas anteriores.

O banco explicou que os projetos foram realmente apresentados no âmbito da Cassi e houve impasse sobre precificação, que é um passo importante na elaboração. O banco insistiu que para a conclusão dos projetos somente poderia ser feita no âmbito de uma proposta estruturante, sem de fato explicar que proposta seria essa.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, ficou clara na negociação a estratégia do banco em querer fugir da responsabilidade pela gestão da Cassi, quando retrocedeu quanto à validação dos projetos apresentados pelos representantes dos funcionários há mais de um ano na Cassi e na mesa de negociação desde maio. “Se os projetos não fossem sérios e importantes para a Cassi, o banco não teria incluído os mesmos na sua proposta junto com o fundo para pós-laboral.
Não vale agora usar da ‘má vontade’ habitual para postergar soluções. Esperamos que em janeiro as negociações aconteçam de forma mais efetiva. O banco não pode deixar que falte atendimento para nenhum funcionário da ativa e aposentado. É sua responsabilidade como patrocinador da Cassi”, destacou Wagner.

Embora destacando que está preocupado com a situação do caixa da Cassi, o banco registrou que a questão está sendo debatida na governança da Caixa de Assistência.
Portanto, a nosso ver, houve um retrocesso da rodada anterior, quando havíamos entendido que o banco teria sinalizado com a possibilidade de investimento pela empresa para implantação das medidas estruturantes.

Os representantes das entidades cobraram do banco sua responsabilidade com a Cassi já que há quase um ano os projetos foram apresentados e o banco posterga a validação dos cálculos, de responsabilidade da área financeira, de indicação do BB.

O banco informou que não fará antecipação de contribuições sem uma proposta estruturante e deixou claro que não pretende, em nenhuma hipótese, elevar contribuição referente aos aposentados.

A reunião foi marcada por momento de tensão, onde foi inclusive pedido um intervalo pelas entidades, uma vez que a diretoria do banco estabeleceu o rito do retrocesso para conduzir a negociação, principalmente quanto a participação nos projetos de ações estruturantes.

O banco afirmou que não havia consenso na Comissão de Negociação quanto a proposta de custeio, mas o banco não apresentou nenhuma proposta nova. 

Na proposta anteriormente apresentada pelo banco, a Comissão de Negociação, por consenso, já afirmou ao BB que não concorda com rateio de déficit que quebre a solidariedade e que a proposta do fundo não acordo da forma como apresentada pelo BB.

Após o intervalo e cobrada a manifestação do banco a respeito da sua avaliação dos projetos denominados de medidas estruturantes, o BB concordou em se reunir, nos próximos dias, com os diretores eleitos para uma apresentação mais detalhada e ajuste de procedimentos para avaliação.

As entidades farão debates internos com os funcionários e aposentados sobre a continuidade das negociações e nova rodada está prevista para o dia 19 de janeiro.


Fonte: Contraf-CUT

Num rompante de homofobia, Bradesco demite casal de bancários do mesmo sexo

Paulo (nome fictício) é bancário do Bradesco há dez anos. Funcionário exemplar, era gerente de uma agência do interior de Pernambuco. Vinha com todas as metas batidas e boa produtividade, apesar das dificuldades da agência.

João (nome fictício) está no Bradesco há três anos. É lotado em Pernambuco, mas trabalha em um Posto de Atendimento no interior da Paraíba. Paulo e João são um casal.

Foram demitidos no mesmo dia e quase na mesma hora, sem justa causa.

“Estamos certos de que foi um ato de homofobia. Não é a primeira vez que sou tratado de maneira diferente pelo gerente regional”, denuncia Paulo. Ele recebeu do próprio gerente regional a comunicação de seu desligamento. Uma equipe do Sindicato estava em visita à unidade e indagou se o motivo da demissão estaria ligado à homofobia. Mas o gerente regional preferiu desconversar. 

Pouco depois de receber a notícia, Paulo ligou para seu companheiro. Descobriu que também ele tinha sido desligado do banco, no mesmo dia. “No posto em que trabalho, tem apenas duas pessoas. O gerente chegou a dizer que não queria me demitir e que eu era um excelente funcionário. Eram ordens do gerente regional”, conta João.

Os dois preferem usar nomes fictícios para evitar o excesso de exposição. Mas querem que todos fiquem sabendo sua história.

“Não queremos que outros passem pelo mesmo. Não queremos que o banco continue perpetuando esta prática de perseguir funcionários por conta de sua orientação sexual.
Trabalhávamos em unidades diferentes e nosso relacionamento não interferia em nosso trabalho. Em quinze minutos, tivemos que revelar às nossas famílias tudo o que vínhamos omitindo há anos...”, desabafa Paulo.

Os dois receberam apoio da família, dos colegas e dos clientes.
 

Paulo – A demissão dos dois é o auge de uma história de homofobia que não começa por aí. Há vários anos, Paulo recebe tratamento diferenciado por parte de alguns superiores.
Nas reuniões presenciais ou por áudio-conferência, eram sempre reservadas para ele as palavras mais duras, ainda que ele cumprisse as metas e mantivesse a produtividade, apesar das dificuldades da agência.

“Tínhamos três funcionários para dar conta da demanda de seis cidades. Não tínhamos Gerente Pessoa Física nem Gerente Pessoa Jurídica. Eu cumpria todas as funções”, relata Paulo.

Ele conta que recebeu vários e-mails cobrando o cumprimento do orçamento, que já vinha sendo cumprido. “Eu ia lá, conferia várias vezes a planilha e via que estávamos cumprindo tudo. Não entendia o porquê das cobranças”, diz.

Antes de chegar à unidade em que era gerente quando foi demitido, Paulo passou por seis outras agências, sempre cumprindo suas funções com excelência. Mas seu pedido, de voltar para o Ceará, nunca foi atendido.

“Quando me transferiram de Fortaleza para Pernambuco, disseram que seria apenas por um ano. Deixei minha mãe e família no Ceará. Anos depois desse prazo, entrei em contato com Fortaleza e soube que havia vagas e eles me queriam lá. Mas o gerente regional não aprovou minha transferência. Dois outros colegas conseguiram retornar, só eu que não”, denuncia.

Em sua terra, a mãe adoeceu, com sintomas de depressão. “Eu ia lá sempre que podia, mas era difícil. Com tudo isso, acabei adoecendo também. Mas nem com atestados eu podia me ausentar”, diz Paulo.

Na Paraíba, onde ele trabalhou durante algum tempo, o funcionário não conseguia gozar nem os feriados do estado e nem os de Pernambuco. “Lá é feriado no Dia do Bancário, por exemplo. E só eu ficava trabalhando”, conta.
 

João - Paulo e João não se conheciam quando João começou a trabalhar no Bradesco. Indicado por um funcionário de outra cidade, ele passou por provas para contratação, junto com outras três pessoas. Sua admissão foi decisão do Conselho de Recursos Humanos. Mas, quando os dois começaram a se relacionar, João optou por pedir transferência, para resguardar sua vida pessoal e evitar qualquer interferência no trabalho. 

Passou a trabalhar em um PAA no interior da Paraíba, ainda que lotado em Pernambuco. Mas sua carteira profissional nunca foi assinada. “Em meu posto, diziam que deveria ser assinada pela agência de Pernambuco. Em Pernambuco, diziam o contrário”, relata João.

Diferentemente de Paulo, João sempre foi bem tratado no posto em que trabalhava e nunca sentiu diferença. Até a demissão.
 

Ação do Sindicato - Segundo a advogada Márcia Santos, que presta serviços ao Sindicato, o primeiro passo é garantir a reintegração dos trabalhadores. Depois, os bancários vão buscar o ressarcimento pelos danos morais na Justiça.

Fonte: Seec Pernambuco

Luta heroica, unidade e determinação mantiveram as nossas conquistas


Por Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT


A Campanha Nacional dos Bancários 2015 começou com a análise de que teríamos pela frente um ano difícil: Congresso Nacional inimigo dos trabalhadores, mídia golpista ampliando uma crise política para transformá-la numa crise econômica e desestabilizar o governo recém-eleito, setores da classe média articulando movimentos de rua para derrubar o governo, inflação em alta batendo nos 9,88% na nossa data-base, desemprego aumentando, um dos grandes bancos sendo vendido, em suma, indicadores de um ano difícil.

Entretanto, os balanços dos bancos desde o primeiro trimestre apontavam que não haveria crise no setor e os números dos trimestres seguintes confirmaram isso. Os bancos apresentavam os maiores lucros da sua história. Os cinco maiores lucraram mais de R$36 bilhões no primeiro semestre do ano, com um crescimento no lucro de 27%, sobre o igual período de 2014. Os ganhos de tesouraria e as altas taxas de juros garantiram este crescimento.

Os rituais de nossa construção da Minuta, da mídia da Campanha, da Estratégia e da Mobilização da categoria foram iniciados. Debates e conferências nos sindicatos, nas federações e, por fim, a 17ª Conferência Nacional dos Bancários, para fechar as nossas reivindicações. Além de uma Minuta completa e abrangente com 129 reivindicações, decidimos reivindicar um reajuste de 16% composto pela inflação mais um ganho real de 5,7%. Entregamos a Minuta de Reivindicações para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 11 de agosto e nos prontificamos a iniciar rodadas de negociação.
Os bancários estavam animados.

Foram cinco rodadas de negociação. Nelas, emprego, saúde, condições de trabalho, segurança, igualdade de oportunidades e remuneração foram profundamente debatidos e reivindicados.
Finalmente, em 25 de setembro, veio a proposta geral e desrespeitosa: 5,5% de reajuste nos pisos e verbas e mais um abono de R$2.500,00. Em tese, a proposta reduzia os salários em 4,15% e estava sendo feita pelo setor econômico que mais ganhou dinheiro nos últimos anos.

Indignado, o Comando Nacional avisou que levaria a proposta para as assembleias unificadas, que seriam realizadas em 1º de outubro, mas que indicaria a sua recusa e a consequente deflagração de greve geral se não fosse reconsiderada.

É importante relembrar que, neste momento, o Comando Nacional fez a sua mais corajosa escolha. Optou por não entrar no jogo do leilão de índices e abonos e declarou para a Fenaban que sem o reajuste da inflação mais um ganho real não haveria acordo. Isto ampliou o vínculo, a confiança da base com o Comando e estimulou a greve. No terceiro dia, já tínhamos batido todos os recordes de paralisação dos anos anteriores.

De repente, não era uma greve mais só por reajuste. Era uma greve por dignidade.

Banqueiros queriam impor uma derrota aos trabalhadores, interromper um ciclo de onze anos de ganho real que os incomodava muito. Deixaram claro isto na mesa de negociações. Era muito importante para os bancos retornar a um antigo modelo dos anos 90, da era FHC: um reajuste qualquer acrescido de um abono que funcionava como um cala-boca na categoria. Era feito o discurso pomposo da recomposição da massa salarial e os bancários amargavam mais uma campanha sem avanços.

Isto funcionou até 2004, quando este ciclo foi derrotado e no seu lugar começou o debate de ganho real. Cada ano um pouco, para crescer o poder real de compra do salário, independente da inflação que habitualmente era reposta.

A nossa unidade nacional e a nossa determinação dobraram os banqueiros e os setores que pretendiam reduzir o nosso salário. As negociações foram retomadas e, depois de 21 dias de greve, os bancários aceitaram uma proposta de reajuste de salários, verbas e PLR de 10%, acrescida de um reajuste nos vales refeição e alimentação de 14%. Negociamos também na questão da saúde do trabalhador um importante Termo de Entendimento, a ser assinado entre os cinco maiores bancos e o movimento sindical, para tratar de ajustes na gestão de pessoas das instituições e prevenir os riscos de conflitos no ambiente de trabalho.

Além de tudo, negociamos a compensação dos dias parados com anistia de uma parte expressiva das horas não trabalhadas.

O nosso mote de campanha ajudou muito. Dialogamos com a sociedade sobre a responsabilidade social dos bancos e a exploração do rentismo que leva a uma baixa oferta de crédito para a retomada do desenvolvimento brasileiro. Dialogamos com os clientes sobre a exploração dos juros e das tarifas e dialogamos com os bancários sobre a exploração da nossa saúde e do nosso trabalho. A mobilização popular ajudou a mudar a posição intransigente dos banqueiros.

Assinamos uma CCT, a 24ª, na qual evitamos que nosso salário fosse reduzido e conseguimos manter um ciclo de ganho real. Claro que o ganho real não foi como era a expectativa dos trabalhadores e das trabalhadoras. A nossa pedida era 5,7% de aumento real, não conquistamos. Mas, pense o que seria para a nossa categoria se o reajuste tivesse sido os 5,5% apresentados inicialmente pelos banqueiros, um desastre. A unidade e a determinação evitaram este desastre.

Foi uma luta heroica para manter o acúmulo de conquistas para a campanha do ano que vem. Para isso, nos organizaremos e a próxima será melhor, como a última foi mais heroica que a anterior. Com esse espírito de unidade e determinação é que vamos começar a campanha de 2016.


Fonte: Contraf-CUT