segunda-feira, 25 de maio de 2015

Contraf-CUT manifesta preocupação com possibilidade de venda do HSBC

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgou nota, nesta sexta-feira 22, manifestando preocupação com o anúncio feito pelo HSBC de que analisa a venda de seus ativos financeiros no Brasil.

A Contraf-CUT informou que entrará em contato com a direção da instituição para obter informações sobre o caso. O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, lembra que processos anteriores de compra e venda de instituições não deram atenção aos interesses dos trabalhadores. "Há impacto na economia e no emprego. São 20 mil famílias que podem ser prejudicadas", observou o presidente da Contraf-CUT.

A Comissão de Organização dos Empregados do HSBC já se reuniu com o Banco Central e com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para discutir o assunto. No Cade, foi protocolada uma denúncia de concentração de atividade econômica. Seis bancos concentram hoje no Brasil 90% dos trabalhadores do setor.

Representantes dos funcionários do HSBC decidiram encaminhar à presidenta Dilma Roussef uma carta manifestando a preocupação com a venda do HSBC. Outra carta, em nome dos empregados, foi entregue ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua participação no Seminário Nacional de Estratégia do Ramo Financeiro, organizado pela Contraf-CUT, na quarta-feira 20.

A Comissão de Empregados do HSBC também buscou apoio, no início do mês, de diversos parlamentares, entre eles os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), e os deputados Erika Kokay (PT-DF), Enio Verri (PT-PR) e Ivan Valente (PSOL-SP).

Fonte: Contraf-CUT 

Sistema financeiro com juro exorbitante trava economia, afirma Dowbor

Não é difícil entender que algo está errado quando se compara os juros praticados no Brasil, em relação a outros países. Ao comprar uma televisão por aqui, no crediário, ao custo de R$ 694, por exemplo, o consumidor pagará o total de R$ 1.4 mil ao final de 12 meses. São mais de 100% de juros ao ano. Na Europa, o televisor vendido por R$ 600 sai por R$ 690 no mesmo período de crediário, com juros de 15% ao ano.

São com exemplos assim, cotidianos, que o professor de economia Ladislau Dowbor, da PUC-SP, falou sobre juros no Brasil, ao participar do Seminário Nacional de Estratégia para o Ramo Financeiro, organizado pela Contraf-CUT, em São Paulo.

"Quando termina o crediário a pessoa está muito endividada, a economia fica travada pelo consumo. A demanda enfraquece, ao mesmo tempo que grandes lojas e financeiras ganham muito, com lucros fenomenais," explica.

ALTOS LUCROS

Ladislau Dowbor trouxe para o seminário estudos mundiais sobre o comportamento do setor financeiro. Usou como exemplo o Santander, que teve seu lucro mundial puxado pelo Brasil. Do resultado global de 1,72 bilhão de euros (US$ 1,87 bilhão) no primeiro trimestre de 2015, o Brasil foi o país que mais contribuiu, com 21% do montante, deixando para trás o Reino Unido, com 20%, e a Espanha, com 15%.

"Os juros, no rotativo do cartão de crédito do Santander, cobrados aqui, chegam a 633% ao ano. Nos Estados Unidos o banco cobra 16%. A média de empréstimo pessoal está na faixa de 110% aqui. Na Europa, 10% ao ano." Dados, que, para Dowbor, são importantes instrumentos de luta para categoria bancária.

SISTEMA FINANCEIRO SE ALIMENTA DE RECURSOS SOCIAIS

O professor também ressaltou o aumento da selic nos últimos períodos, hoje em 13,25%. O sistema financeiro brasileiro, conforme Dawbor, se privilegia de juros altos e alimenta-se dos recursos que poderiam ser utilizados em políticas públicas.

O Brasil tem um PIB de R$ 5 trilhões e um superávit primário fixado em 4% do PIB, dos quais, cerca de R$ 200 bilhões dos impostos são transferidos essencialmente para os grupos financeiros a cada ano, lembrou o economista.

"O sistema financeiro chupa este dinheiro e trava a expansão da economia e de políticas públicas. Com isso se esteriliza parte muito significativa da capacidade do governo de financiar mais infraestrutura e políticas sociais. Além disso, a selic elevada desestimula o investimento produtivo nas empresas, é muito mais fácil ganhar com títulos da dívida pública", avaliou.

JUROS ALTOS NÃO COBATEM INFLAÇÃO

Dowbor fez duras críticas aos economistas que propagam os juros altos como remédio para inflação no Brasil. "Eles têm espaço nos jornais, mas são economistas que trabalham para grandes bancos e grandes empresas. Então, que representatividade é essa?" indagou.

Para o professor, a inflação no Brasil é um problema político. "Na Europa está praticamente zero, com juros baixos, de 0, 5% ao ano. No Brasil, ficam apavorados com uma inflação de 7% ao ano, quando, no passado, já chegamos a 80%. Esse comportamento e essas declarações influenciam os comerciantes. Vendo isso, eles sobem os preços imediatamente e o trabalhador é prejudicado", disse Dawbor. Ele definiu esse processo como "inflação construída".

"DINHEIRO GERA DINHEIRO"


O professor da USP lembrou um ditado grego "dinheiro gera dinheiro" para explicar como grandes grupos financeiros dominam a economia global e influenciam na condução econômica de diversos países.

"São 147 grupos que controlam a economia no mundo. Destes, 75% são instituições financeiras. Estão conectados, formam uma rede. Controlam o sangue da economia mundial. Mas, como são muito estressados vão jogar golfe em Genebra", ironizou Dowbor.

Fonte: Conrtraf-CUT
 

Banco do Brasil apresenta proposta sobre sustentabilidade da Cassi

Foi realizada nesta terça-feira (19) em Brasília, a segunda rodada de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi entre o Banco do Brasil e os representantes de entidades dos funcionários do BB, da ativa e aposentados.

No início da reunião, os representantes das entidades reiteraram que concordam com a proposta de ações estruturantes apresentadas pelos dirigentes eleitos da Cassi com base em estudos acompanhados por técnicos do Banco. Insistiram na necessidade do aporte solicitado pelos eleitos. O BB repetiu que descarta a hipótese de aporte extraordinário.

Em seguida foram discutidas algumas premissas que devem nortear a busca de soluções para a Caixa de Assistência. O Banco concorda com os negociadores que representam o funcionalismo que o Modelo de Atenção Integral à Saúde, por intermédio da Estratégia de Saúde da Família, é a maneira mais adequada de garantir a saúde das pessoas, com ênfase na prevenção e não na cura. Os dois lados da mesa também concordaram que é preciso aperfeiçoar a gestão do modelo, o que envolve tanto os dirigentes indicados pelo Banco quanto os eleitos pelos associados.

Outro ponto que gerou consenso foi que nenhum associado, seja da ativa ou aposentado, pode ficar desamparado. As soluções que forem encontradas deverão atender estas premissas.

Os negociadores que representam os associados também reiteraram que a solidariedade é um princípio fundamental, pelo qual cada um contribui de acordo com sua capacidade e utiliza o plano de acordo com suas necessidades. O Banco argumentou que a solidariedade deve ser aperfeiçoada, esclarecendo que deve detalhar a que aperfeiçoamento se refere no decorrer das reuniões.

O diretor Carlos Neri apresentou a proposta do BB, dividindo-a em três partes:

A) na primeira parte, o Banco propõe repassar para a Cassi os R$ 5,830 bilhões que estão provisionados no balanço do BB como compromisso com o pós-laboral, ou seja, com os aposentados. Segundo o BB, este valor está construído sobre bases atuariais que garantem que seja suficiente para honrar com a contribuição do Banco de 4,5% do salário bruto dos funcionários ativos e aposentados de hoje. Este valor seria depositado numa conta em nome da Cassi, num fundo da BBDTVM, com regulamento próprio aprovado em conjunto com os associados, e somente poderia ser utilizado para arcar com as contribuições hoje de responsabilidade do BB para os aposentados. Além disso, o BB acrescentaria mais 0,99% a sua contribuição sobre os salários brutos mensais dos ativos, que também seria direcionado ao mesmo fundo na BBDTVM, que, segundo o BB seria suficiente para arcar com o valor equivalente a contribuição de 4,5% para os futuros aposentados. Com estas medidas, o Banco deixaria de contribuir para os aposentados, deixando de ser obrigado a fazer as provisões previstas pela CVM 695/2012;

B) o BB argumenta que, com os R$ 5,830 bilhões passando para o nome da Cassi, as atuais reservas obrigatórias mantidas pela Caixa estariam liberadas. Sendo assim, os valores hoje existentes nestas reservas poderiam ser utilizados no custeio da entidade, inclusive cobrindo os déficits existentes e possibilitando a implantação das ações estruturantes propostas pelos dirigentes eleitos da Cassi, que, com um investimento estimado em R$ 150 milhões, preveem a diminuição das despesas da Cassi ao longo dos próximos anos;

C) em caso de déficits futuros, o BB propõe que os estes sejam rateados somente entre os associados, a serem pagos no ano seguinte, em 12 parcelas mensais. O Banco propõe que nos critérios de rateio sejam utilizados fatores como idade do associado, grupo familiar (número de dependentes) e utilização do plano.

As entidades participantes da mesa de negociação vão avaliar a proposta apresentada pelo Banco, inclusive as premissas utilizadas para fundamentá-la.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, pela complexidade da proposta, "será necessário um amplo debate entre as entidades para avaliar a sua viabilidade, como também alternativas dentro e fora da proposta. Também precisamos ampliar as discussões com todo o conjunto do funcionalismo do BB, ativos e aposentados," avaliou.

Fonte: Contraf-CUT 

Grandes bancos concentram 71,85% do mercado de fundos administrados



Os quatro grandes bancos brasileiros de capital aberto - Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e BTG Pactual - concentram 71,85% de todo o volume administrado em fundos de investimentos no Brasil.No primeiro trimestre de 2015, essas quatro instituições arrecadaram juntas R$ 2,484 bilhões em receitas com a administração e a gestão do patrimônio de R$ 2 trilhões em recursos de terceiros.

"Devido à forte estrutura, os grandes bancos concentram a maior parte dos investidores e dos recursos e conseguem cobrar taxas de administração mais altas em fundos DI e de renda fixa", diz o diretor da Queluz Investimentos, Luiz Monteiro.

De acordo com os dados dos respectivos balanços publicados relativos ao primeiro trimestre de 2015, a evolução do patrimônio líquido dos clientes nos últimos 12 meses até março último favoreceu o aumento das receitas com taxas de administração mesmo num período de baixa captação líquida (entrada de novos recursos).

No líder Banco do Brasil, o patrimônio líquido administrado cresceu 15% para o montante de R$ 594,84 bilhões, enquanto as receitas avançaram 15,2% e atingiram R$ 1,081 bilhão no trimestre.

Na sequência, o Bradesco apresentou evolução de 12,1% no patrimônio administrado para R$ 492,4 bilhões, enquanto as receitas avançaram 11,2% e alcançaram R$ 625 milhões nos primeiros três meses do ano.

Na terceira posição em arrecadação com tarifas sobre os fundos, o Itaú teve um crescimento de 10,9% em patrimônio líquido para o montante de R$ 695 bilhões, mas as receitas recolhidas dos clientes ficaram praticamente estáveis em relação a igual período do ano passado, em R$ 508 milhões no primeiro trimestre de 2015.

Ainda entre as grandes instituições financeiras brasileiras de capital aberto, o BTG Pactual exibiu um aumento de 14,2% no patrimônio administrado para R$ 215,4 bilhões, mas as receitas da área de asset management recuaram 22,8% para R$ 270 milhões.

Nesse último exemplo, o BTG Pactual já havia explicado em teleconferência com analistas que nesse primeiro trimestre houve uma menor cobrança de tarifas sobre a performance (rentabilidade) dos fundos, predominando as receitas com taxas de administração que consideram o volume presente nas carteiras.

"As receitas ficaram abaixo em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A redução das receitas reflete o menor reconhecimento de taxas de performance. As taxas de administração continuaram a crescer", disse o diretor financeiro do BTG Pactual, Marcelo Kalim, em teleconferência.

Diferentemente dos grandes bancos de varejo que são mais concentrados em renda fixa de perfil mais conservador, o BTG Pactual (de perfil de banco de investimentos) trabalha com fundos mais arriscados de renda variável, onde se pode cobrar taxas de performance (sobre a rentabilidade) na entrega de resultados aos clientes.

Segundo Luiz Monteiro, diretor da Queluz Investimentos, devido aos juros altos no Brasil, os grandes bancos de varejo conseguem entre retorno aos clientes em fundos mais conservadores. "O investidor está correndo para o DI", diz.

Ao se considerar o período de 12 meses até março (relativo aos balanços publicados dos bancos), as carteiras de DI haviam apresentado uma valorização média de 11,4%, e as de renda fixa, de 12%. Em outras palavras, a evolução do patrimônio líquido dos fundos nos 3 principais bancos de varejo de capital aberto - Banco do Brasil, Bradesco e Itaú - está mais relacionada a preferência do investidor brasileiro por aplicações conservadoras.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) relativos ao fechamento de março mostravam que o Banco do Brasil possuía R$ 540 bilhões em ativos de renda fixa (91% de seu total administrado. Na sequência, o Itaú registrava R$ 411,8 bilhões em ativos de renda fixa somados com mais R$ 62,9 bilhões da Intrag nesses papéis, ou seja 68,3% do total administrado.
Já o Bradesco registrava R$ 327,5 bilhões em ativos de renda fixa, mais o volume de R$ 125,3 bilhões na gestora Bem, que somados representam R$ 452,8 bilhões, ou 92% do total de recursos administrados.

Esse perfil conservador explica o avanço do patrimônio líquido em 12 meses até março, e retorno melhor em receitas do Banco do Brasil e do Bradesco. Essas duas instituições preferiram aplicar mais de 90% dos recursos de seus clientes em papéis de renda fixa como: títulos públicos federais, operações compromissadas lastreadas em títulos públicos, certificados de depósitobancário (CDBs), letras financeiras, e em menor grau em títulos privados de renda fixa como debêntures.

Fonte: DCI - Ernani Fagundes

domingo, 24 de maio de 2015

Consulta Nacional 2015

Nossas reivindicações para este ano.

Reajuste!
PLR!
Segurança!
Condições de trabalho!
Mais saúde e menos metas!
E muito mais...

Merecemos muitos mais.
Tudo depende da nossa convicção e unidade na luta!

Participe preenchendo o formulário da Consulta Nacional dos Bancários e Bancárias 2015.