quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Combate às mudanças climáticas não é danoso à economia, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (23), na Cúpula do Clima, um esforço global para ampliar investimentos no combate às mudanças climáticas e disse que o Brasil é um exemplo de que crescimento econômico e preservação ambiental não são contraditórios.

"Os custos para enfrentar a mudança do clima são elevados, mas os benefícios mais que compensam. Precisamos reverter a lógica de que o combate às mudanças climáticas é danoso à economia. A redução das emissões e as ações de adaptação devem ser reconhecidas como fonte de riqueza, de modo a atrair investimentos e lastrear novas ações de desenvolvimento sustentável", disse, em discurso durante a reunião. 

A cúpula, convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ocorre na sede da entidade, em Nova York, a um dia da 69ª Assembleia Geral.

Apesar da defesa de investimentos globais, Dilma destacou o princípio das "responsabilidades comuns, porém diferenciadas", que guia a negociação climática na ONU. Ela lembrou que os países desenvolvidos cresceram com base em economias sustentadas por altas emissões de gases de efeito estufa.

"Não queremos repetir esse modelo, mas não renunciaremos ao imperativo de reduzir as desigualdades e elevar o padrão de vida da nossa gente. Nós, países em desenvolvimento, temos igual direito ao bem-estar e estamos provando que um modelo socialmente justo e ambientalmente sustentável é possível", avaliou.

A presidenta citou medidas tomadas pelo governo brasileiro nos últimos anos para redução de emissões de gases de efeito estufa, principalmente as relacionadas à queda do desmatamento na Amazônia.

"Ao longo dos últimos dez anos, o desmatamento no Brasil foi reduzido em 79%. Entre 2010 e 2013, deixamos de lançar na atmosfera, a cada ano, em média, 650 milhões de toneladas [de gases de efeito estufa]", listou. "As reduções voluntárias do Brasil contribuem de forma significativa para a diminuição das emissões globais no horizonte de 2020. O Brasil, portanto, não anuncia promessas, mostras resultados", acrescentou.

Dilma ressaltou que os desastres naturais provocados pelas mudanças climáticas "têm ceifado vidas e afetado as atividades econômicas em todo o mundo", principalmente entre as populações pobres dos centros urbanos. Ela citou a Política Nacional de Prevenção e Monitoramento de Desastres Naturais como uma resposta brasileira ao problema. Segundo a presidenta, até o fim deste ano, o governo deve lançar o Plano Nacional de Adaptação.

Em relação ao novo acordo climático global, que deverá ser fechado na 21ª Conferências das Partes sobre o Clima (COP-21), em Paris, Dilma disse que o Brasil defende um texto ambicioso, mas que respeite as diferenças entre países ricos e nações em desenvolvimento.

"O novo acordo climático precisa ser universal, ambicioso e legalmente vinculante, respeitando os princípios e dispositivos da convenção-quadro [da ONU], em particular, os princípios de equidade e das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Esse acordo deverá ser robusto em termos de mitigação, adaptação e meios de implementação", ponderou.

Amanhã (24), Dilma fará o discurso de abertura da 69ª Assembleia Geral da ONU.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Queremos mais. Assembleias nesta quinta votam greve a partir de 30/9

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, orienta os 134 sindicatos que representa em todo o país a realizarem assembleias nesta quinta-feira 25 para rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban na sexta-feira 19 e decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 30. O Comando considera as propostas dos bancos insuficientes, tanto as econômicas quanto as sociais. Novas assembleias organizativas da paralisação devem ser realizadas no dia 29.

"Os bancos que atuam no Brasil continuam tendo a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional. Somente os seis maiores deles tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, graças em grande parte ao empenho e à produtividade dos bancários. Mas os banqueiros não querem atender as reivindicações da categoria. Propuseram apenas 7% de reajuste e rejeitam as principais demandas sociais, como preservação do emprego, fim da rotatividade, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional 

"Pela longa tradição de luta, os bancários sabem que todas as conquistas da categoria são resultado da sua capacidade de construir a unidade nacional, de se mobilizar e de pressionar os banqueiros. Agora é hora de intensificar a mobilização em todo o país, participando das assembleias e das atividades convocadas pelos sindicatos, para que possamos fazer uma campanha melhor ainda que no ano passado e alcançar novas conquistas", acrescenta Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial de 12,5%.

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

Fonte: Contraf-CUT

Comando volta a negociar com Caixa nesta quarta e aguarda proposta

Foi marcada para esta quarta-feira (24) uma nova rodada de negociação entre a Caixa Econômica Federal e o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). O pedido foi feito nesta segunda-feira pelo banco. A reunião para discutir a pauta específica da categoria, dentro da Campanha Nacional 2014, vai ocorrer em Brasília, a partir das 10h.

"Como foi a empresa que entrou em contato para solicitar o encontro, nossa expectativa é de que seja apresentada uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores. Infelizmente, não foi o que aconteceu nas quatro rodadas que já realizamos", afirma a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus.

Na sexta-feira (19), o Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e aprovou um calendário de luta. Assembleias por todo o país serão realizadas nos dias 24 e 25. O objetivo é aprovar greve a partir de 30 de setembro, caso os bancos não apresentem uma nova proposta que contemple a categoria.


Fonte: Fenae, com Contraf-CUT

Comando antecipa negociação e aguarda proposta do BB nesta quarta

A direção do Banco do Brasil e o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, anteciparam para esta quarta-feira 24 a quarta rodada de negociações da pauta específica da Campanha 2014, quando o BB deve apresentar uma proposta aos funcionários. A reunião será às 10h, em Brasília.

"Esperamos que o Banco do Brasil apresente uma proposta que atenda as reivindicações do funcionalismo e que possa ser levada à apreciação dos trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

O índice de reajuste de toda a categoria bancária, o que inclui os funcionários dos bancos públicos, está sendo negociado entre o Comando Nacional e a Fenaban, da qual o BB também participa. Os bancos propuseram na sexta-feira 19 reajuste de 7,0%, o que significa 0,61% de aumento real. O Comando considerou a proposta insuficiente e está orientando deflagração de greve a partir de 30 de setembro.

Na terceira rodada de negociações específicas entre o Comando Nacional e o BB, realizada no dia 12 de setembro, em São Paulo, foram as demais reivindicações econômicas do funcionalismo. Veja abaixo:

Plano de Carreira e Remuneração (PCR)

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O PCR foi bastante discutido, onde as principais propostas apresentadas pelos bancários são a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998.

Volta da substituição

O Comando insistiu na volta das substituições. Desde 2007, quando foram suspensas, têm causado enorme prejuízo aos funcionários e ao banco, devido a não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para o exercício do cargo.

Previdência complementar

Na parte sobre planos de previdência, entre as muitas reivindicações da minuta, foi debatida a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e também o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro e a diminuição das taxas de carregamento. 

Plano de Funções

Desde que o banco implantou unilateralmente o novo plano de funções, várias distorções foram criadas com prejuízo aos bancários de funções técnicas e gerenciais.

Os bancários reivindicam a criação de um plano negociado com os funcionários, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento, que subtraem as promoções por mérito e antiguidade.

Foi proposto pelo Comando a criação de módulos básicos e avançados em todos os cargos gerenciais, inclusive no de Supervisor de Atendimento.

Incorporação da comissão

Assim como já acontece em outras empresas, os bancários reivindicam que no BB haja a incorporação de 100% do Valor de Referência ,ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido. 

Gerência média

Foram apresentadas propostas para as reivindicações dos funcionários da gerência média, como a melhoria dos VR, a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado e equiparação de gerentes de grupo e de setor.

Ainda sobre o plano de funções, foi debatida a criação da comissão de pregoeiro para os funcionários que trabalham nas áreas de licitação e a função de analista técnico social para os responsáveis por programas sociais, como financiamento imobiliário do Minha Casa Minha Vida.

Reestruturações

Devido ao grande número de reestruturações em andamento dentro do banco, muitas vezes os funcionários envolvidos perdem os cargos ou parte dos salários devido à mudança de locais de trabalho. Os bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários nestes casos.

Foi sugerida pelo Comando a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar de reestruturações, com o objetivo de convencionar patamares mínimos de proteção aos bancários.

CABB

Os bancários cobraram do banco a apresentação de propostas para os funcionários da CABB, cuja mesa temática foi realizada no meio do ano e ainda há muitas pendências a serem resolvidas.

Folgas da Justiça Eleitoral

Os dirigentes sindicais também questionaram o BB sobre a edição de uma Instrução Normativa que trata das folgas da Justiça Eleitoral. Os bancários têm reclamado que está havendo muitos conflitos com o que determinam os tribunais eleitorais e os gestores do BB. 

Demais reivindicações

Os bancários detalharam e discutiram com o banco a implantação de demais reivindicações contidas na minuta sobre remuneração, como a implantação de menores taxas de empréstimos e financiamentos aos funcionários, a retirada de metas de avaliação da GDP e a extensão do vale-cultura para todos os funcionários.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, foi uma reunião importante para o debate aprofundado das propostas que são reivindicações colhidas nas bases e aprovadas nos congressos. 

Segundo ele, "é fundamental que o banco apresente soluções aos problemas apresentados, pois muitos deles não são apenas questões econômicas, mas contribuem significativamente para a melhoria das condições de trabalho".

"Temos expectativa de avanços depois de um ano de lucro alto com a contribuição direta dos funcionários. Queremos que a valorização dos funcionários saia dos boletins pessoais do banco, das matérias de revistas, jornais e passe efetivamente para a prática, através de novas cláusulas no acordo coletivo de trabalho", avalia Wagner.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Empregados da Caixa cobram contratações para combater sobrecarga

A Caixa chegou aos 100 mil empregados. A marca foi alcançada com a contratação de Luana Brayn Farias, chamada para se apresentar às vésperas de completar 29 anos, no dia 11 de setembro. Ela, que vai integrar a equipe da Agência Portugal, em Ribeirão Preto (SP), é formada em Ciências Contábeis e mora atualmente em Cravinhos, município localizado a 24 quilômetros da cidade onde vai trabalhar.

Apesar do número histórico, Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, lembra que as contratações não acompanham o ritmo de abertura de novas agências e postos de atendimento. 

"As convocações não têm sido suficientes para atender o aumento da demanda e do volume de operações. Ela precisa de mais pessoal para continuar crescendo e cumprindo seu papel de banco público, executando políticas públicas e alavancando o desenvolvimento econômico e social do país", afirma.

Entre 2002 e 2013, o total de unidades do banco passou de 2.082 para 4.012, alta de 92,7%. O número de empregados aumentou 76%, de 55.778 para 98.198. No mesmo período, em valores corrigidos a dezembro último, o lucro líquido saltou de R$ 2 bilhões para R$ 6,7 bilhões (+235%), enquanto a base de clientes passou de 23,1 milhões para 71,7 milhões (+210%). Em 2009, na média, eram 31,7 efetivos por unidade. No ano passado, apenas 24,5. Hoje, são 17 por agência, abaixo do número de outros bancos. "Mas essa é uma média. Há unidades funcionando com menos de sete empregados", diz Fabiana Matheus.

Categoria cobra contratações

No quesito contratação, entre os itens da pauta de reivindicações específicas da Campanha 2014, destacam-se: quantidade mínima de 130 mil empregados até o final deste ano, exigindo da Caixa a apresentação da metodologia utilizada para convocações; mais empregados por setor; pelo menos 20 trabalhadores por agência; e contratação permanente para reposição de aposentados, demitidos e afastados.

As negociações, porém, não avançaram nas quatro rodadas realizadas até agora. A empresa manteve a posição intransigente ao não reconhecer a existência de problemas como sobrecarga de trabalho e ao continuar com a metodologia atual para definir o quantitativo de empregados para abertura de novas agências. 

Na reunião do último dia 9, inclusive, Dionísio Reis, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, entregou abaixo-assinados de clientes que reivindicam mais contratações.

"É importante salientar que houve um avanço na política de pessoal da Caixa a partir de 2003. De lá pra cá, graças à mobilização da categoria e ao fortalecimento da empresa, foram mais de 40 mil efetivados. Mas a luta continua, pois o dia a dia nas unidades mostra que precisamos avançar muito mais. E só vamos conseguir isso com a união e a participação de todos nós", observa o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Mobilização nas redes sociais

Na última quinta-feira (18), aprovados no concurso realizado esse ano realizaram mobilização nas redes sociais Twitter e Facebook. Com a hashtag #chamacaixaaprovados2014, cobraram celeridade nas convocações. Apenas no Twitter, já foram mais de 40 mil posts sobre o assunto. "Convocações já", "Vamos acabar com as filas", "a Caixa precisa de funcionários", dizem algumas das postagens. Outra mobilização já está marcada para esta terça-feira (23).

Em nota divulgada na sexta-feira (19), a Caixa alegou que o concurso de 2014 visou à composição de cadastro de reserva e que a contratação de aprovados decorrerá do surgimento de vagas no período de validade do concurso. "Como as vagas surgem em razão de transferências ou desligamentos, não é possível prever data para que as contratações ocorram", explicou o texto.

As provas do concurso desse ano foram aplicadas no dia 30 de março, em todo o país, e o resultado foi homologado em 16 de junho. O concurso tem validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, a critério do banco. Foram mais de 1,1 milhão de inscritos para o cargo de Técnico Bancário Novo (nível médio) e quase 20 mil para os cargos de nível superior.


Fonte: Fenae.net

Assédio moral chega ao limite no Compliance do HSBC em Curitiba

Há alguns meses, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região vem cobrando do HSBC mudança nos métodos de gestão do setor Compliance/AML, do Centro Administrativo Vila Hauer. A área, responsável pela fiscalização de irregularidades na conta de clientes, nasceu há pouco mais de um ano com a promessa de ser um ótimo lugar para se trabalhar. Contudo, com o passar do tempo, os trabalhadores do setor passaram a ser sistematicamente assediados pela organização do trabalho estabelecida pelo banco.

No limite 

O Sindicato recebe denúncias cotidianamente de bancários sobre constrangimentos por causa de horas extras, fiscalização abusiva e cobranças sistemáticas e desmedidas. 

No mês de agosto, foi instalado no setor, inclusive, o ETCS (Eletronic Time Capture System), um sistema já utilizado pelo HSBC na China, Índia e em alguns departamentos no Brasil, que controla todas as atividades dos funcionários, com registro e monitoramento de todas as tarefas, incluindo idas ao banheiro, ginástica laboral e demais pausas.

Apesar das cobranças e exigência do Sindicato por mudança no tratamento com os bancários, o HSBC ainda não tomou nenhuma providência para melhorar as condições de trabalho no setor Compliance/AML. 

"O banco está sendo conivente com o assédio moral praticado contra esses funcionários e isso é inadmissível!", destaca Claudi Naizer, diretor do Sindicato. 

"É prática comum do HSBC virar as costas para as necessidades de seus trabalhadores. Ao implantar de forma unilateral um sistema utilizado em outros países, sem respeitar nossa cultura, o banco deixa claro sua postura de autoritarismo e desrespeito", completa Cristiane Zacarias, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC. 


Fonte: Seeb Curitiba

Queremos mais que 7% dos bancos.


Comando aponta greve para dia 30
Proposta da Fenaban ao Comando Nacional foi apresentada na sétima rodada
A exemplo das propostas de caráter social apresentadas na quarta-feira 17, o Comando Nacional dos Bancários também considera insuficientes as propostas de caráter econômico apresentadas pela Fenaban nesta sexta-feira 19, na sétima rodada de negociações da Campanha 2014, que incluem reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação). E aprovou um calendário de mobilização para pressionar os bancos a apresentarem novas propostas que atendam as expectativas da categoria, apontando para a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir de 30 de setembro, com assembleias deliberativas nos dias 25 e 29.
"É uma novidade em relação aos anos anteriores os bancos apresentarem uma primeira proposta já com aumento real e valorização do piso. Isso é importante para nós porque é um reconhecimento da necessidade de os bancários terem aumento acima da inflação e os pisos ainda mais valorizados, mas os índices de reajuste são muito insuficientes diante do lucro do sistema financeiro. Queremos mais. Além disso, a Fenaban não apresentou propostas para proteger o emprego, combater o assédio moral e melhorar a segurança, que hoje são fundamentais para os bancários", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
"Pela longa tradição de luta, os bancários sabem que todas as conquistas da categoria são resultado da sua capacidade de construir a unidade nacional, de se mobilizar e de pressionar os banqueiros. Agora é hora de estreitar a unidade e intensificar a mobilização em todo o país para que possamos fazer uma campanha melhor ainda que no ano passado e alcançar novas conquistas", acrescenta Cordeiro.
A proposta econômica dos bancos

Reajuste de 7% (0,61% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias - 1.235,14 (7,5% ou 1,08% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias - R$ 1.771,73 (1,08% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.393,33 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,08% de aumento real).
PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.812,58, limitado a R$ 9.723,61. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.391,93.
PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.625,16.
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 
Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.087,55, limitado a R$ 5.834,16 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.812,58
Auxílio-refeição - R$ 24,14.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 425,20.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 353,86.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 302,71.
Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,52.
Requalificação profissional - R$ 1.210,04.
Auxílio-funeral - R$ 811,92.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.072,92.
Ajuda deslocamento noturno - R$ 84,75.


A Contraf-CUT está enviando orientação jurídicas aos sindicatos sobre cumprimento dos prazos para realizações de assembleias e decretação da greve.

Calendário:
25 - Assembleia para aprovar greve a partir do dia 30.

29 - Assembleia para deflagração da paralisação.