sexta-feira, 13 de junho de 2014

Santander não aceita justificativas por faltas nos dias de greve do metrô

A falta de comunicação entre setores do Santander e o desrespeito de gestores estão gerando transtornos aos bancários do Vila Santander, em São Paulo, que não conseguiram chegar ao trabalho nos dias da greve dos metroviários. De acordo com denúncias, alguns supervisores deram falta injustificada para esses funcionários.

"Ao invés de aguardarem orientação do RH do banco, que devia ter sido passada logo no primeiro dia e não foi, os gestores resolveram fazer o que achavam melhor, no caso, o pior", relata a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Carmen Meirelles.


Segundo a dirigente sindical, quando questionados, os gestores se justificaram dizendo que seguiam orientação da diretoria do banco. Ela acrescenta que nos demais centros administrativos e agências, os faltosos tiveram os dias abonados, o que não ocorreu no Vila Santander Paulista.


"Num mesmo setor, alguns funcionários estavam com faltas, outros foram convocados à compensação de horas e outros tiveram dias abonados. Hoje estivemos no local e ouvimos todos os tipos de relatos. Alguns supervisores foram corretos com sua equipe e já haviam abonado as faltas, outros não aceitaram justificativas e causaram muito transtorno", conta Carmen.


Procurado pelo Sindicato, o banco informou que a orientação correta seria passada aos gestores ainda na quarta-feira 11. Carmen acentua que os trabalhadores precisam de tranquilidade e transparência nas ações.


"Sempre denunciamos ao banco que há um grave problema na gestão do Vila Santander Paulista: falta de comunicação. Não é a primeira vez que isso ocorre. É uma questão de bom senso abonar os dias ou horas e o uso da justificativa de 'força-maior' cabe bem nessa situação. Queremos que os trabalhadores do Call Center sejam tratados com respeito. Eles fazem parte do banco", afirma Carmen.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Itaú puxa aumento de juros do cheque especial, aponta Procon

A taxa média no cheque especial subiu 0,02 ponto percentual em junho, para 9,17% ao mês ante 9,15% em maio, de acordo com pesquisa divulgada na última quarta-feira (11), pela Fundação Procon-SP.

O aumento foi resultado da elevação da taxa do cheque especial do Itaú, que passou de 9,65% ao mês para 9,79%. Dos sete bancos pesquisados, apenas o Itaú aumentou a taxa de juros e apenas nesta modalidade de crédito. A taxa média dos sete bancos no empréstimo pessoal continuou estável em 5,54% ao mês.

Fonte: DCI

Fenae e Fenacef criticam campanha de difamação dos fundos de pensão

A campanha de difamação aos fundos de pensão precisa parar! A matéria publicada na edição 2324 da revista IstoÉ mostra que, para alguns, o processo eleitoral na Funcef e na Previ não terminou. Juntas, as duas entidades têm 235 mil participantes. São milhares de pessoas que contribuem hoje para garantir um futuro mais tranquilo.

É inadmissível que informações levianas gerem qualquer incerteza em relação a esse planejamento de vida e provoquem confusão. Ao que parece, não interessa aos detratores dos fundos de pensão a correta informação sobre o que acontece, posto que o que se busca é a distorção da realidade para torná-la permeável a críticas. Nesse sentido, é vital que haja mais responsabilidade para com os assuntos da nossa Fundação.


Analisar os dados de um fundo de pensão requer cautela e responsabilidade. No caso da Funcef, é público que alguns planos tiveram déficit de cerca de R$ 3 bilhões entre 2012 e 2013, sobretudo devido à conjuntura econômica mundial. Foi assim na maioria das entidades fechadas do sistema de previdência complementar.


No entanto, o patrimônio da Fundação não foi afetado, passando de R$ 49,8 bilhões para R$ 52,4 bilhões, no mesmo período. De 2003 a 2013, os investimentos tiveram rendimentos de 418,27%, enquanto a meta atuarial era de 243,48%.


Os resultados mostram que a gestão tem sido adequada e transparente, com investimentos aprovados após rigorosos processos de avaliações. Os comitês técnicos e de assessoramento externo garantem a segurança e a liquidez necessárias, como parte de um processo de democratização da gestão, conquistado com muita luta e mobilização ao longo dos anos. Ao contrário do que teria afirmado o novo diretor de Administração, Antônio Augusto de Miranda, investe-se onde acredita-se, com base nas análises, que os resultados serão bons para participantes e assistidos.


Aliás, é preciso conhecer os reais objetivos das declarações do diretor recém-empossado - que fala em "ameaça" no que diz respeito à destinação dos recursos dos fundos de pensão - e da matéria da revista IstoÉ. A Funcef tem o dever de cobrar explicações, pois essa postura não reflete compromisso com os 135 mil participantes da Fundação.


Afinal, a quem interessa levantar suspeitas infundadas sobre a condução da Funcef? Certamente, não aos empregados ativos e aposentados da Caixa. O mais grave, nesse caso, é que o comportamento não fortalece a atuação de diretores e conselheiros eleitos. 

Apenas prejudica o trabalho coletivo (todo o movimento dos empregados da Caixa por intermédio de entidades e representantes eleitos), em defesa da Funcef e de seus associados.

Por fim, é lamentável a decisão da IstoÉ de não ouvir a direção dos três fundos de pensão citados na matéria: Funcef, Previ e Petros. Uma das regras do bom jornalismo manda "verificar antes de disseminar".


Jair Pedro Ferreira
Presidente da Fenae

Décio de Carvalho
Presidente da Fenacef


Fonte: Fenae

Lançada campanha pelo piso nacional dos vigilantes em audiência na Câmara

Vigilantes de todo o país se reuniram na Câmara dos Deputados na terça-feira (10), quando lançaram a campanha pelo Piso Nacional dos Vigilantes, durante a primeira audiência pública da Comissão Especial destinada a debater o Projeto de Lei 4238/12, que trata da reivindicação da categoria. Eles receberam o apoio dos bancários e de parlamentares que reconheceram a importância de dar início a esta discussão e se colocaram à disposição dos trabalhadores da segurança privada em mais esta luta.

A necessidade de uma ampla discussão foi defendida pelo relator do PL, deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA). O projeto é de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e já conta com mais de 100 outros projetos apensados abordando temas relacionados à remuneração dos vigilantes e à segurança privada.


Além disso, segundo a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), há equívocos que precisam ser corrigidos, como o conceito de remuneração de acordo com o risco de atividade. Segundo o PL, os salários podem variar entre R$ 800, R$ 900 e R$ 1.100, dependendo da função desenvolvida pelo trabalhador.


Para o presidente da CNTV, José Boaventura, esta é uma oportunidade para negociar uma proposta que atenda aos interesses dos trabalhadores. Segundo ele, o processo contará com diversas etapas e levará algum tempo até se atingir consenso, mas ainda assim é uma grande conquista para toda a categoria.


"Esta será uma briga para definir valores. Sobre o conceito de piso nacional, até os patrões já concordaram que é necessário ser implementado. O presidente da Fenavist, Odair Conceição, apresentou um estudo mostrando as pequenas variações entre salários das diferentes regiões brasileiras. Isso reforça nossa ideia de que o debate se dará em torno de valores", afirmou Boaventura.


A diretora da Fetec-Centro Norte e integrante do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Conceição Costa, manifestou todo o apoio à luta dos vigilantes. "Os bancários já possuem um piso nacional, válido para funcionários de bancos públicos e privados, fruto da unidade e mobilização da categoria, garantido na convenção coletiva nacional de trabalho", destacou.


Valor do piso

Boaventura cobrou a aprovação de um piso salarial de R$ 3 mil. Ele afirmou que a segurança privada também requer a atualização da lei vigente.


"Queremos regras para que possamos de fato preservar a vida das pessoas, preservando a nossa, com condições de oferecer um serviço que seja um serviço de qualidade. E óbvio que um piso salarial digno vai trazer mais valorização e mais qualificação para esses profissionais", disse o presidente da CNTV.


Estatuto da Segurança Privada

Também foi cobrada a discussão do projeto de lei do Estatuto da Segurança Privada, que ainda se encontra em fase de avaliação no Ministério da Justiça (MJ). A Contraf-CUT e a CNTV apresentaram diversas propostas, bem como participaram de reuniões com o ministro José Eduardo Cardozo, defendendo as demandas dos trabalhadores.


"Estamos aguardando um posicionamento do MJ sobre este assunto. Queremos que, na próxima audiência pública, algum representante esteja presente para trazer novas informações", disse Pellegrino.


Os representantes dos vigilantes e bancários salientaram a necessidade de mudanças na lei federal nº 7.102/83, que trata da segurança nos estabelecimentos financeiros e regulamenta o funcionamento de empresas privadas que exploram o serviço de vigilância e transporte de valores. "Essa lei, apesar de ser descumprida por vários bancos e empresas de segurança, está defasada diante dos atuais problemas de violência e criminalidade", disse Conceição.


A representante da Contraf-CUT aproveitou para denunciar a retirada de vigilantes e portas giratórias de segurança nas agências de negócios do Itaú. "Estamos realizado hoje um dia nacional de luta e a garantia de segurança nessas unidades é uma das principais demandas dos bancários", destacou. "Queremos a proteção da vida de trabalhadores e clientes".


Próximos debates

A Comissão Especial realizará uma nova audiência pública no próximo dia 1º de julho, que abordará a segurança eletrônica nos bancos. Serão ouvidos representantes do Banco Central, CNTV, Contraf-CUT e Febraban, além de especialistas e empresas do setor.


Ao final da reunião foi aprovado também um convite ao ministro da Justiça para participar da discussão sobre o projeto de Estatuto da Segurança Privada.


Fonte: Contraf-CUT com CNTV

Banco Central lança aplicativo que ajuda a identificar dinheiro falso

O Banco Central (BC) lançou nesta quarta-feira (11) o aplicativo Dinheiro Brasileiro, que fornece informações sobre os elementos de segurança do real. Também foi lançada a nova versão do aplicativo Câmbio Legal, que localiza pontos de compra e venda de moeda estrangeira.

Os aplicativos para celular e tablet estão disponíveis em português, inglês e espanhol e podem ser baixados gratuitamente na App Store e na Google Play Store.


Para usar o aplicativo Dinheiro Brasileiro é preciso aproximar a cédula da câmara do aparelho. O aplicativo indica onde ficam os elementos de segurança para que a população brasileira ou turista estrangeiro possa verificar se a nota testada é verdadeira. Segundo o BC, a ideia é que o próprio usuário faça a verificação em caso de dúvida, pois o aplicativo não tem a capacidade, nem a finalidade, de verificar automaticamente a autenticidade das notas.


Segundo o chefe do Departamento do Meio Circulante, João Sidney Figueiredo Filho, esse tipo de iniciativa segue uma tendência internacional. Há aplicativos como esse no México, no Japão e na zona do euro. "Achamos por bem trazê-lo para o Brasil, aproveitando o momento em que turistas vêm para a Copa do Mundo", disse.


Este ano, até maio, foram recolhidas 132,3 mil notas de real falsificadas. A de R$ 100 da segunda família foi a mais copiada, com 37,7 mil unidades. A orientação do BC para quem recebeu uma cédula falsificada, sem perceber, é entregá-la a um banco.


Hoje, o BC também divulgou a nova versão do aplicativo Câmbio Legal, criado no ano passado. A ferramenta para dispositivos móveis, que localiza pontos de compra e venda de moeda estrangeira, tem agora novas funcionalidades.


O aplicativo permite a identificação de 13 mil pontos de atendimento cadastrados, sendo que desse total, 10 mil são caixas eletrônicos. Esses dados de pontos de atendimento são atualizados pelas próprias instituições financeiras.


O aplicativo também faz a conversão de mais de 160 moedas diferentes e mostra o histórico das cotações. Outra novidade é que o usuário pode consultar o Valor Efetivo Total (VET) cobrado nas operações de câmbio nas instituições desejadas. O VET reúne, em um único indicador, a taxa de câmbio, o tributo incidente e as tarifas eventualmente cobradas.


O VET, no entanto, é baseado na média de valor oferecido pela instituição financeira com dados do mês anterior. Ou seja, não é exatamente o valor que será cobrado do cliente na hora da compra da moeda. Entretanto, o chefe adjunto do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, Augusto Ornelas Filho, considera que a informação serve de referência para quem vai comprar ou vender a moeda no banco ou na casa de câmbio. 

"[Isso] não dá garantia para o cliente que for ao banco, mas ele vai ter a referência para argumentar."

Fonte: Agência Brasil

Copa deixa legado de quase 100 mil empregos e projeção de R$ 30 bi no PIB

"O Brasil já ganhou com a Copa. É um momento histórico de oportunidades, com obras de infraestrutura, promoção do país e qualificação de trabalhadores". A afirmação é de José Claudeonor Vermohlen, assessor da Secretaria de Relações Político-Sociais da Presidência da República e debatedor da mesa "O Legado da Copa", realizada no final de maio durante a 14ª Plenária Estatutária da CUT São Paulo, em Guarulhos.

Construção de 12 estádios multifuncionais; projetos de mobilidade urbana com 42 obras viárias, terminais, estações e corredores exclusivos; intervenções em 12 aeroportos e reformas em seis portos; investimentos em segurança pública e em telecomunicações. Isso sem contar a geração de 50 mil postos de trabalho na construção dos estádios e outros 47 mil empregos no setor turístico das cidades-sede. Para quem ainda tem dúvida sobre o legado da Copa do Mundo ao Brasil, vale destacar que estes dados são apenas parte do saldo positivo do evento.


Além de demonstrar uma série de benefícios ao Brasil, dados do Portal da Transparência e do Portal da Copa 2014 desmontam o mito de que os investimentos na competição são maiores do que o governo federal aplica em educação e saúde.


Para a construção e a reforma de estádios foram consumidos R$ 8 bilhões, dos quais R$ 4 bi são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - valor que retornará ao caixa do banco com pagamento de juros -, R$ 1,4 bilhão do governo do Distrito Federal e o restante oriundo de recursos privados, mas sem dinheiro federal para a área.


Para as obras de infraestrutura foram gastos outros R$ 17,6 bilhões sendo os maiores aportes: R$ 8 bilhões em 42 projetos de mobilidade urbana; R$ 6,3 bi em 30 projetos nos aeroportos e R$ 1, 9 bilhão em segurança pública nos centros integrados de comando e controle e aquisição de equipamentos para o setor. Somando estes custos e os das 12 arenas, foram R$ 25,6 bilhões destinados à realização do evento.


Em contrapartida, ano passado foram investidos R$ 101,9 bi em educação e mais R$ 83 bi em saúde. Em 2014, a previsão de investimento em cada área é de, respectivamente, R$ 107 bi e R$ 91,5 bi. Desde 2010, quando as obras da Copa começaram, o governo federal destinou R$ 825 bilhões nos dois segmentos.


Vale destacar, ainda, que, no ano passado, a Copa das Confederações acrescentou R$ 9,7 bilhões ao PIB e, para 2014, a projeção é de R$ 30 bi de incremento com a realização da Copa do Mundo.


Impactos sociais e econômicos

Segundo Vermohlen, 165 mil jovens e trabalhadores já fizeram ou estão matriculados em cursos oferecidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) na área turística, e 840 catadores serão contratados e capacitados para realizar a coleta de resíduos sólidos nos estádios da Copa para reciclagem. Também foram distribuídos gratuitamente 50 mil ingressos aos beneficiários dos programas sociais do governo federal.


Os investimentos em novos negócios para micro e pequenas empresas são da ordem de R$100 milhões e, de acordo com estimativa da Embratur, a expectativa é de que os turistas gastem R$ 25 milhões no país. Até 2016, serão 422 novos empreendimentos de hospedagem e, destes, 154 foram inaugurados entre 2011 e 2013.


"A Copa tem ainda como legado a revitalização de espaços e apoio a projetos ligados às artes, ao artesanato e à diversidade cultural brasileira, além do intercâmbio com outros povos, transparência na divulgação de dados e fiscalização das obras pelos órgãos de controle", finaliza Vermohlen.


Fonte: CUT São Paulo - Flaviana Serafim

Para CUT, trabalho infantil é a face mais cruel da exploração do capital

O trabalho infantil ainda é um problema crônico no Brasil. De acordo com a Pnad/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012, cerca de 3,5 milhões de crianças e adolescentes entre cinco a 17 anos de idade encontram-se sujeitas ao trabalho infantil.

A pesquisa aponta um recuo de 5,41% em relação ao ano anterior. Sedimentados por faixa etária, os dados apresentam o seguinte cenário: são 81 mil crianças entre 5 a 9 anos; 473 mil entre 10 e 13 anos e cerca de 3 milhões entre os 14 e 17 anos.


São crianças e adolescentes que não possuem qualquer tipo de representação, sem condições de reivindicar direitos, em situação de vulnerabilidade social e, portanto, tornam-se potenciais alvos do capital. "É a face mais cruel do capital, ampliar lucros e resultados a partir da exploração de mão de obra infantil", condenou Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da CUT, ao afirmar que o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho) é um importante momento para conscientizar, debater e propor ações contra esta prática.


O dirigente alerta que no ritmo atual o Brasil não cumprirá a meta de eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2015, conforme compromisso assinado junto a ONU (Organização das Nações Unidas) e OIT (Organização Internacional do Trabalho).


"A partir de dados dos últimos três anos é possível verificar que será muito difícil atingir a meta. Vamos pressionar o governo a adotar políticas mais agressivas e direcionadas que de fato levem a uma redução concreta dos atuais números", disse. O País, por exemplo, conseguiu com quatro anos de antecedência atingir um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que era o de reduzir a mortalidade infantil.


Vanguarda na luta

Após decreto assinado pelo então presidente Lula em 2008, o Brasil passou a adotar a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), elaborada pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), com mais de 80 atividades que permitiu aperfeiçoar as práticas de combate ao trabalho infantil, ampliar a punição contra indivíduos e empresas e proteger com maior abrangência crianças e adolescentes.


A legislação sobre trabalho infantil é respaldada pela Constituição Federal e pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O País também é signatário das Convenções 138 (idade mínima de admissão ao emprego) e 182 (proibição das piores formas de trabalho infantil) da OIT.


Em meio as dificuldades, o País é considerado uma referência mundial, sobretudo por reconhecer oficialmente a problemática, possuir uma legislação avançada e implementar políticas sociais de redução da pobreza, aumento do salário mínimo, geração de empregos formais e extensão da proteção social, o que melhorou a vida das famílias e tende a diminuir a pressão para os/as filhos/as dos/as trabalhadores/as.


Tal reconhecimento possibilitou o Brasil sediar no final do ano passado a III Conferência Global sobre Trabalho Infantil. Foi a primeira vez que um País fora da Europa recebeu o encontro.


No documento final, representantes dos governos, dos trabalhadores e empregadores de 193 países declaram que "o objetivo de erradicar o trabalho infantil une todos os países [...] e que a eliminação das piores formas de trabalho infantil até 2016 e a erradicação do trabalho infantil podem ser melhor alcançadas por meio do aprofundamento da cooperação entre países e da coordenação entre governos, organizações de empregadores e de trabalhadores, ONGs, sociedade civil e organizações regionais e internacionais." (acesse aqui a carta)


Valorizar o salário mínimo e investir na educação

Além do aprimoramento das políticas públicas, Solaney aponta duas questões como centrais para intervir na raiz do problema: aumento e valorização do salário mínimo e escola em tempo integral, de qualidade e com um papel mais ativo.


"Essas crianças queriam estar na escola, brincando, se divertindo, curtindo a sua infância e adolescência. Mas são obrigadas a se preocupar com a sobrevivência, em complementar a renda familiar, sem contar o apelo consumista imposto pelo nosso modelo de sociedade que as levam a querer adquirir roupas de marca, novas tecnologias", contextualizou.


"A rigor, o salário mínimo brasileiro ainda é muito baixo. Segundo estimativa do Dieese o valor nominal e necessário para arcar com todas as despesas deveria girar em torno de 3 mil reais. Com o montante pago hoje (R$ 724,00), a maioria das famílias tem dificuldade para sobreviver e o complemento da renda vem muitas vezes com o trabalho infantil", disse.


A CUT tem ampliado o debate com a sua base sobre este grave problema social. Uma das ferramentas de luta é a Cartilha pela Erradicação do Trabalho Infantil, cujo mote é: "Lugar de criança é na Escola!" lançada em 2012.


A Central também possui um termo de cooperação com o Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria) para a promoção do Projeto ViraVida que busca a inclusão social para jovens e adolescentes vítimas de exploração sexual com foco na geração de emprego e renda.

 
Agenda de atividades

Como forma de marcar a data (12 de junho), a OIT em parceria com o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil lançará a segunda etapa da campanha mundial Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil.


A campanha resgata o cartão vermelho como tema, mantém o catavento como símbolo e tem por objetivo mobilizar a opinião pública, particularmente no período da Copa do Mundo 2014. Especialmente por ser no Brasil, a campanha deste ano - "Todos Juntos contra o trabalho infantil", terá ênfase na conscientização contra o uso de mão de obra de crianças e adolescentes durante o Mundial.


No bojo do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Copa do Mundo 2014 válido até o dia 31 de agosto, que abrange os setores hoteleiro e de gastronomia, há também a preocupação com o combate ao trabalho infantil e à exploração sexual. O projeto foi elaborado em conjunto pela CUT e as demais centrais, o setor patronal e o governo federal, representado pela Secretaria Geral da Presidência.


"É uma preocupação nossa com a chegada da Copa. Não admitiremos qualquer tipo de exploração do trabalho infantil, seja dentro ou fora do campo, sem contar nossa luta contra a exploração sexual. Já conversamos com entidades que representam os trabalhadores em outros países para alertar que será tolerância zero no Brasil", afirmou Solaney.


* Com informações da OIT, Agência Brasil e TST


* Denúncias sobre casos de exploração sexual de crianças ou adolescentes em todo o país podem ser feitas através do Disque 100, de forma anônima e através até de um telefone público.

A legislação nacional permite apenas o trabalho do/a jovem na condição de aprendiz. A contratação deve ser feita a partir de um contrato de trabalho especial, regulamentado pelo Decreto 5.598/05.

Pela CLT (Consolidação das Leis trabalhistas), a idade mínima prevista é de 14 anos. O/a jovem pode desempenhar todas as atividades, desde que com o acompanhamento de um empregado monitor em conformidade com o programa de aprendizagem e com as atividades vedadas relacionadas na lista TIP.

O Estatuto da Criança e do Adolescente traz em seu artigo 60 a proibição de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

A condição de aprendiz é permitida desde que o/a adolescente esteja frequentando regularmente a escola e tenha bom aproveitamento escolar, ou seja, parte do pressuposto de que o trabalho não pode impedir o sucesso escolar. Exige também que o/a jovem tenha carteira assinada com contrato de aprendiz, assegurando direitos trabalhistas e previdenciários e que, na sua vida de profissional, o aprendizado, o desenvolvimento pessoal e social são mais importantes que o aspecto produtivo.


Fonte: William Pedreira

Copa do Mundo traz ganhos econômicos aos trabalhadores, aponta Dieese

As obras da Copa do Mundo beneficiaram os trabalhadores na construção civil. É o que aponta o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), baseado em levantamento das mobilizações e conquistas dos trabalhadores que atuaram na construção e reforma dos estádios.

O estudo, a pedido da ICM - Federação Internacional de Trabalhadores na Construção e Madeira - avalia os resultados da Campanha Trabalho Decente, antes, durante e depois da Copa 2014, iniciada em 2011.


A campanha aglutinou diversos sindicatos no País, fazendo reuniões com governos, visitas a estádios ou assembleias nos locais de trabalho, o que contribuiu para acordo nacional tripartite, que prevê melhoria das condições de trabalho, segurança e de vida aos trabalhadores.


Segundo o representante da ICM na América Latina e Caribe, Nilton Freitas, a luta conjunta dos sindicatos foi decisiva para que os trabalhadores alcançassem vitórias e melhorias.


Ganhos

"Houve ganhos reais de salário nas 12 cidades-sedes. Acima da média dos ganhos de todas as categorias e superiores à média do próprio setor da construção", afirma o coordenador de relações sindicais do Dieese, Silvestre Prado.


Os ganhos reais nos salários, acima da inflação, variaram entre 0,78% a 7,35%. Em 2012, a média foi 4,10%, a melhor do período analisado.


Também houve outros ganhos, como adicionais de hora extra e adicional noturno, com percentuais acima dos previstos em lei, e ganhos na organização por local de trabalho, com a formação de comissões para negociar com as empresas.


Greves

O estudo detecta pelo menos uma greve em todas as obras dos estádios. Entre 2011 e 2014, ocorreram 26 paralisações, a maioria nos dois primeiros anos. Foram 1.197 horas paradas. Convertidas em jornadas de oito horas, indicam que quase 150 dias deixaram de ser trabalhados.


Acidentes

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, em diversas entrevistas à Agencia Sindical, as mobilizações nas obras ocorreram também contra os acidentes de trabalho, abuso de terceirizações, excesso de horas extras e jornadas extenuantes.


Fonte: Agência Sindical

Ganhadores da repescagem da camisa do Brasil, agências de Nova Friburgo.

HSBC
Tatiana Pereira


SANTANDER
Nilza Guerra


ITAÚ - OLARIA
Elisabete Faria


BB - OLARIA
Sandra Monteiro

CAIXA - CONSELHEIRO PAULINO
Leoberto 


BB - CONSELHEIRO PAULINO
 Viviane

ITAÚ - CONSELHEIRO PAULINO
Zildete


ITAÚ NOVA FRIBURGO - BRAUNES
Lilia de Paula

segunda-feira, 9 de junho de 2014

SORTEADOS COM À CAMISA PARA TORCER PELA SELEÇÃO

O número sorteado para ser presenteado com a camisa para torcer pela seleção foi 7.

Segue abaixo os nomes:

7 ALESSANDRA CORBICEIRO DE JESUS ARAUJO
7 ALEXANDRE PEREIRA DA SILVA
7 ALLAN ALBERONE QUEIROZ SILVA
7 ANA LUIZA VIANA CHAVES
7 ANA MARIA SCHUENCK BRANTES DE MELLO
7 ANDREA LEITE MANSUR
7 ANDREA MARTINS DE MORAES
7 ARINILSO SILVA DE ASSIS
7 CAMILO DE LELLIS BITTENCOURT FRANCA
7 CLAUDIO FARIA DE CASTRO
7 DAIANE PEREIRA DE SIMAS
7 DÉBORA PEDRO FROTTÉ
7 EDILBERTO DA SILVA RIBEIRO
7 EMMANUEL DAVID ALVES PAIVA
7 FABIO DE CARVALHO MATOS
7 FERNANDA BAHIENSE SILVA
7 FLAVIA CRISTINA ROCHA DA SILVEIRA
7 FREDERICO DEBERG CORREA
7 GILSARA DOS ANJOS
7 HELOISA MARIA SABOYA DE ALBUQUERQUE
7 IRMA GONCALVES VIDAL
7 JAQUELINE FIGUEIRA SENRA
7 JOAO LUIZ GOMES HENRIQUES
7 JOSE EDMUNDO TORRES DE SA
7 JUAREZ DA SILVEIRA DEBOSSAN JUNIOR
7 JULIO CESAR GOMES DE REZENDE
7 KELI CRISTINA DONATO
7 LIDIANE LOPES ANDRÉ
7 LUANA SANTOS DO NASCIMENTO
7 LUCIANA MARTINS FERREIRA
7 LUIZ FERNANDO DE ALMEIDA
7 MARCELO DUSI ALVIM SILVEIRA CORDEIRO
7 MARCIA RAFAELA DE A. GRIPP COSTA
7 MARCOS GONÇALVES FERREIRA
7 MARIA FERNANDA PONTES FERREIRA
7 MATEUS LADEIRA FARINHA CARDOSO SOUZA
7 MIGUEL SIMOES COELHO JUNIOR
7 NILZA TOLEDO CABRAL
7 PAULA MORAES DE MOURA
7 PAULO SERGIO MOTA BARRETO
7 RAMON FARIAS MACHADO
7 RENATO DOS REIS SANT´ANNA
7 ROBERTA KELI OLIVEIRA PIRES
7 RODRIGO ANTONIO COSTA
7 RONALDO SARDOU
7 SAIMON PINHEIRO DA SILVA
7 SCHEYLA SINDRA FERREIRA
7 SIMONE APARECIDA ALMEIDA
7 TASSIANE RAMOS COUTO RAPOSO
7 THIAGO COSTA BONVALENTE
7 TUANY SOUZA MACHADO MELLO
7 VANESSA PUCCI LOPES
7 VIVIANE INACIO PONTES
7 WANDERSON DAFLON VIEIRA JUNIOR