quarta-feira, 16 de abril de 2014

Bancos não terão atendimento ao público nos feriados de 18 e 21 de abril

Os bancos não vão abrir as portas nos próximos dias 18 e 21 de abril, devido aos feriados nacionais de Sexta-feira da Paixão e Tiradentes, informou nesta quarta-feira (16) a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As contas com vencimento marcado para os feriados, como as de consumo (água, luz, telefone e TV por assinatura, por exemplo) e os carnês, poderão ser pagas no próximo dia útil subsequente (22), sem incidência de multa. Os tributos, normalmente, já estão com data ajustada pelo calendário de feriados (federais, estaduais e municipais).


Os clientes também podem agendar nos bancos o pagamento das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos caixas eletrônicos.


Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil

Só 19% dos bancários participaram até agora do II Censo da Diversidade

http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=38056

Aumento do poder de compra promove expansão do volume de vendas

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil


A evolução do poder de compra da população, constatada pelo aumento de 4,1% da massa de rendimento médio do trabalhador (entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014) foi determinante para a expansão de 5,1% no volume de vendas do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Os dados apontam que o segmento proporcionou a principal contribuição relativa à taxa global de 8,5% de crescimento do varejo. A contribuição do segmento na base de comparação chegou a 32% da taxa global.


O IBGE informou que a atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, responsável pela segunda maior influência na formação da taxa do varejo (19%), obteve variação de 17,2% no volume de vendas em relação a fevereiro de 2013.


O segmento de Combustíveis e lubrificantes, com 13,5% de variação do volume de vendas em relação a fevereiro de 2013, respondeu neste mês pela terceira maior contribuição relativa à taxa global do varejo (16%).


Em termos de desempenho acumulado, as taxas de variação chegaram a 10% no ano e 7,3% nos últimos 12 meses. Atribui-se este comportamento ao menor ritmo de crescimento dos preços dos combustíveis (3,1% do subitem combustíveis contra 5,7% no índice geral, no que se refere ao acumulado dos últimos 12 meses, segundo o IPCA).


Móveis e eletrodomésticos, com variação de 10,5% no volume de vendas em relação a fevereiro do ano passado, registrou o quarto maior impacto na formação da taxa do varejo (15%). A atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a quinta maior participação na taxa global do varejo (12%), apresentou crescimento de 15,2% na comparação com fevereiro de 2013, e taxas acumuladas no ano e nos últimos 12 meses de 14,6% e 11,1%, respectivamente.


Em contrapartida, a atividade de livros, jornais, revistas e papelaria foi a única atividade a exercer influência negativa no resultado global do varejo. Em relação a fevereiro de 2013, apresentou variação no volume de vendas de menos 4,2%, revertendo uma série de três meses de resultados positivos.


Fonte: Agência Brasil

Especialista alerta para aumento dos casos de depressão no trabalho O jornal Folha de S.Paulo publicou no domingo, dia 6 de abril, uma reportagem sobre depressão no trabalho. Os sintomas da depressão são baixo-astral ou tristeza, perda de interesse em atividades cotidianas, mudanças no peso e atitude, dificuldades em planejar atividades diárias, dificuldade de concentração, indecisão e esquecimento. A pesquisa foi feita com 1.000 trabalhadores, com idades entre 16 e 64 anos. "A pesquisa é impactante porque demonstra que esta é uma doença não tratada adequadamente na maioria dos casos, especialmente por um grau de preconceito que há quanto ao tratamento das doenças relacionadas com o sofrimento psíquico", avalia o advogado Antônio Vicente Martins, assessor jurídico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre. "Outro elemento importante que sobressai da pesquisa é que a grande maioria dos episódios depressivos é desencadeado por algum aspecto relacionado com o trabalho", salienta o especialista. Para ele, uma pressão exagerada por parte do chefe, uma responsabilidade a que não se está preparado, um ambiente hostil com relação a colegas, uma empresa despreocupada com o ambiente laboral, a ausência de perspectivas profissionais, estabelecimento e cobrança de metas inatingíveis, são alguns exemplos de fatos cotidianos que envolvem os trabalhadores nos locais de trabalho e que acabam desencadeando um processo depressivo. "Outro elemento interessante na pesquisa é a constatação de que o fato do trabalhador permanecer laborando, mesmo apresentando os sintomas da doença (presenteísmo) por pressão do empregador, objetiva ou subjetiva, pode custar mais caro para a empresa do que quando ele se ausentar (absenteísmo). Isto porque a presença de empregado com a doença acarreta em uma significativa queda de produtividade", enfatiza o advogado. Para a professora de farmacologia da Universidade de São Paulo, Clarice Gorenstein, as empresas precisam implementar políticas para casos de depressão: "A baixa de produtividade decorrente da depressão já é reconhecida. O que as empresas precisam é implementar políticas para lidar com esses efeitos, principalmente de cunho educacional." O advogado ressalta que "diariamente atendemos trabalhadores que acabam sentindo os efeitos de péssimos ambientes de trabalho e tendo diagnosticado problemas relacionados com a depressão. Nossa preocupação com os efeitos devastadores da depressão relacionada com o trabalho permanece. O Estado também precisa se preocupar com o aparecimento desta doença que traz um elevado custo para a previdência social". "As empresas precisam ser responsabilizadas por provocar o aparecimento da doença nos trabalhadores. Precisamos procurar soluções que melhorem as condições de trabalho e não provoquem sofrimento nos trabalhadores", conclui Martins. Fonte: Contraf-CUT com AVM Advogados Associados

Com estimativa de crescimento da economia de 3% e inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5% para 2015, o governo encaminhou nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (LDO-2015). Pelo projeto, o salário mínimo será reajustado em 7,71% e vai ficar em R$ 779,79 em 2015.

O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será de R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimento dos R$ 28,7 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a meta do superávit primário fica em R$ 114,7 bilhões (ou 2% do PIB).


Superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo tem com outros países e outros credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, indica que tem condições de pagar suas dividas.


A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, das empresas públicas e das autarquias.


Com a LDO, o governo estabelece as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte.


A LDO tem de ser enviada pelo Executivo ao Congresso até 15 de abril e aprovada pelo Legislativo até 30 de junho. Se não for aprovada nesse período, o Congresso não pode ter recesso em julho. A aprovação da LDO é a base para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional até agosto.


Como é lei, após sancionada, nenhum governante deve aumentar despesas, gastar mais do que está previsto na Lei Orçamentária ou criar novos impostos para o pagamento de suas contas sem autorização do Legislativo.


Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a LDO passou a ter um papel importante na condução da política fiscal do governo, devendo estabelecer e indicar as metas fiscais a serem atingidas a cada exercício financeiro a que se refere.


Fonte: Agência Brasil

Especialista alerta para aumento dos casos de depressão no trabalho

O jornal Folha de S.Paulo publicou no domingo, dia 6 de abril, uma reportagem sobre depressão no trabalho. Os sintomas da depressão são baixo-astral ou tristeza, perda de interesse em atividades cotidianas, mudanças no peso e atitude, dificuldades em planejar atividades diárias, dificuldade de concentração, indecisão e esquecimento. A pesquisa foi feita com 1.000 trabalhadores, com idades entre 16 e 64 anos.

"A pesquisa é impactante porque demonstra que esta é uma doença não tratada adequadamente na maioria dos casos, especialmente por um grau de preconceito que há quanto ao tratamento das doenças relacionadas com o sofrimento psíquico", avalia o advogado Antônio Vicente Martins, assessor jurídico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.


"Outro elemento importante que sobressai da pesquisa é que a grande maioria dos episódios depressivos é desencadeado por algum aspecto relacionado com o trabalho", salienta o especialista.


Para ele, uma pressão exagerada por parte do chefe, uma responsabilidade a que não se está preparado, um ambiente hostil com relação a colegas, uma empresa despreocupada com o ambiente laboral, a ausência de perspectivas profissionais, estabelecimento e cobrança de metas inatingíveis, são alguns exemplos de fatos cotidianos que envolvem os trabalhadores nos locais de trabalho e que acabam desencadeando um processo depressivo.


"Outro elemento interessante na pesquisa é a constatação de que o fato do trabalhador permanecer laborando, mesmo apresentando os sintomas da doença (presenteísmo) por pressão do empregador, objetiva ou subjetiva, pode custar mais caro para a empresa do que quando ele se ausentar (absenteísmo). Isto porque a presença de empregado com a doença acarreta em uma significativa queda de produtividade", enfatiza o advogado.


Para a professora de farmacologia da Universidade de São Paulo, Clarice Gorenstein, as empresas precisam implementar políticas para casos de depressão: "A baixa de produtividade decorrente da depressão já é reconhecida. O que as empresas precisam é implementar políticas para lidar com esses efeitos, principalmente de cunho educacional."


O advogado ressalta que "diariamente atendemos trabalhadores que acabam sentindo os efeitos de péssimos ambientes de trabalho e tendo diagnosticado problemas relacionados com a depressão. Nossa preocupação com os efeitos devastadores da depressão relacionada com o trabalho permanece. O Estado também precisa se preocupar com o aparecimento desta doença que traz um elevado custo para a previdência social".


"As empresas precisam ser responsabilizadas por provocar o aparecimento da doença nos trabalhadores. Precisamos procurar soluções que melhorem as condições de trabalho e não provoquem sofrimento nos trabalhadores", conclui Martins.


Fonte: Contraf-CUT com AVM Advogados Associados

Discriminação é negação da igualdade de oportunidades, aponta OIT

A discriminação não é apenas um atentado aos direitos humanos e aos direitos fundamentais no trabalho, mas também representa um grande custo para as empresas e a sociedade. "A discriminação é a negação da igualdade de oportunidades e tratamento".

A afirmação foi feita pela diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, em Salvador, Bahia. Ela participou na última quinta-feira (10) do Seminário "O desenvolvimento sustentável das relações sociais de trabalho na perspectiva da equidade e não discriminação".


Laís Abramo listou as principais consequências da discriminação:


- provoca desperdício de recursos, talentos e potencialidades humanas, com efeitos negativos na produtividade e competitividade das empresas e no desenvolvimento econômico das sociedades;

- gera desigualdades profundas no acesso aos recursos econômicos, sociais, políticos e culturais;

- impede o pleno exercício da cidadania; e

- debilita a coesão social e a democracia.


A diretora do escritório da OIT ressaltou que as desigualdades de gênero e desigualdades étnicas e raciais constituem eixos estruturantes dos padrões de desigualdade social no Brasil. Além disso, são temas que dizem respeito à maioria da sociedade, pois as mulheres e os negros correspondem a aproximadamente a dois terços da População Economicamente Ativa (PEA).


Depois de demonstrar que o tema ocupa um papel central na agenda da OIT, por meio de suas Convenções e do conceito de Trabalho Decente, Laís Abramo destacou as várias faces da discriminação, que se manifestam nas oportunidades de emprego, nos rendimentos obtidos por homens e mulheres, na jornada de trabalho, na conciliação entre trabalho, vida pessoal e familiar etc.


Segundo ela, as empresas e organizações de empregadores e de trabalhadores desempenham um papel chave na luta contra a discriminação, com destaque para: a negociação coletiva; políticas de responsabilidade social e promoção da diversidade nas empresas; ações voluntárias e não derivadas da legislação e instâncias e processos de diálogo social.


O evento faz parte do Ciclo de Encontros das Estatais para o fortalecimento da equidade de Gênero e raça, com participação do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, Eletronorte, Embrapa, Itaipu Binacional, Petrobrás, SERPRO e Serviço Geológico do Brasil.


Fonte: OIT

terça-feira, 15 de abril de 2014

Justiça condena Itaú por não permitir 30 dias de férias em Florianópolis

A 5ª Vara do Trabalho de Florianópolis condenou o Itaú a pagar uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 21,8 milhões por não permitir que empregados tirassem 30 dias de férias, exigir horas extras em número superior ao limite legal e suprimir intervalos.

A decisão foi tomada pela juíza Rosana Basilone Leite Furlani, em março, e foi comunicada oficialmente ao Ministério Público do Trabalho, autor da ação.


A sentença, que julgou procedente em parte os pedidos da ação civil pública movida pelo MPT, condenou a empresa a permitir expressamente aos empregados a tirar 30 dias de férias, impedindo a indução da conversão de dez dias em abono por meio de formulário previamente preenchido, a se abster de prorrogar a jornada diária para além de duas horas extras e a respeitar o intervalo mínimo legal para descanso.


Os R$ 21,8 milhões devem ser revertidos a um fundo gerido por um conselho estadual ou pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador.


Em sua defesa, a empresa afirmou, nos autos do processo, que não coagiu os empregados a tirar menos que 30 dias de férias por ano e que os casos levantados pelo MPT que dizem respeito à prorrogação de jornada ou à eliminação de intervalos são isolados, não sendo possível afirmar que ocorram em todas as agências.


Em sua decisão, a juíza afirma que "o empregador pode definir em que época do ano concederá as férias ao empregado, e para tanto terá os 12 meses seguintes aos 12 meses já trabalhados pelo empregado, assim pode ocorrer de o empregado trabalhar ainda por mais onze meses, até que lhe sejam concedidas as férias do primeiro ano trabalhado, sem qualquer acréscimo pecuniário para o empregador. Mas não pode o empregador reduzir o direito a férias anuais do empregado, de trinta dias para vinte, assim como não pode compelir o empregado a vender dez dias de suas férias anuais. Somente ao empregado é facultada a conversão de dez dias de férias em abono pecuniário".


Em depoimentos à Justiça, empregados corroboraram a situação. "Ninguém na agência podia tirar 30 dias de férias, e sempre vinha uma cartinha pronta com os 20 dias, para vender 10 e tinham que assinar", disse um dos depoentes.


"Os recibos de férias referentes a empregados de todo o Estado de Santa Catarina comprovam a conversão de dez dias de férias em abono. Não se trata, assim, de prática isolada em algumas agências do réu, mas sim em todas as agências destes Estados", explica a decisão.


De acordo com a Justiça, verificou-se a ocorrência de jornadas de trabalho das 8h às 19h ou mais, com intervalo de 20 minutos a uma hora. A jornada legal dos bancários é de seis horas, com quinze minutos de intervalo.


Segundo o processo, para se esquivar da norma, a empresa concedia aos empregados o título de "gerente", o que diferenciaria a sua jornada. Contudo, os trabalhadores não contavam com poderes gerenciais nas agências.


Fonte: UOL

Bancários de Petrópolis protestam contra fechamento de agência do HSBC

O Sindicato dos Bancários de Petrópolis promoveu na última sexta-feira (11) um ato de protesto contra o HSBC no distrito de Posse (RJ). O banco inglês fechou as portas da única agência bancária existente na região, depois de 35 anos de funcionamento.

Os trabalhadores colocaram bolas pretas na fachada da unidade, uma coroa de flores e um caixão simbolizando o estado de luto. É mais uma agência que o HBSC fecha após o anúncio do processo de reestruturação, que tem causado demissões em todo o país.


Nem mesmo um abaixo-assinado com 1.221 assinaturas, moção de repúdio aprovada pela Câmara de Vereadores e declarações de clientes entregues à direção do HSBC em Curitiba, no último dia 4, foram capazes de sensibilizar para a necessidade de permanência da agência.


O banco caminha na contramão dos projetos de desenvolvimento em Petrópolis. O distrito da Posse foi autorizado a receber um parque industrial com redução do ICMS, o que deve incentivar a instalação de novas empresas na região.


Além dos funcionários da agência, mais de três mil correntistas e 500 beneficiários do INSS serão prejudicados. A partir de agora, a população de Posse, estimada em 10 mil pessoas, terá que se deslocar até Itaipava, distante 25 Km, para resolver assuntos bancários.


"Só nos resta, neste apagar das luzes, fazer este manifesto demonstrando o nosso repúdio contra a covardia do banco por esta atitude. Ficaremos atentos com os nossos colegas bancários, pois, segundo informações da instituição, todos serão remanejados para outras unidades do banco", ressalta o diretor do Sindicato e funcionário do HSBC, Jorge Papoula.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Petrópolis

Contraf-CUT volta a debater fechamento de agências com HSBC nesta terça

A Contraf-CUT, federações e sindicatos voltam a se reunir nesta terça-feira (15), às 14h, com o HSBC, em São Paulo, para discutir o processo de reestruturação do banco inglês, que tem efetuado demissões e fechamento de agências em todo o país. Números preliminares levantados pelas entidades sindicais apontaram que cerca de 17 agências serão encerradas e em torno de 150 trabalhadores desligados.

Na última reunião com a direção do banco, ocorrida no último dia 2 em Curitiba, os dirigentes sindicais manifestaram a preocupação dos bancários quanto às decisões do HSBC e reivindicaram que o banco reveja o plano de fechar agências.


"O HSBC se comprometeu a apresentar um quadro atualizado sobre a situação e soluções para os problemas. Esperamos que o banco traga essas informações e atenda as reivindicações dos trabalhadores", afirma o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.


Em várias cidades, os bancários vêm realizando paralisações e protestos contra os planos do HSBC. "A redução de agências enfraquece o banco no mercado e compromete o emprego dos trabalhadores. Cerca de 23 mil postos de trabalho estão em jogo em todo o país", aponta Miguel.


Reunião da COE do HSBC

Antes da negociação, a Contraf-CUT promove nesta terça-feira, às 10h, uma reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC, na sede da Confederação, no centro da capital paulista. O objetivo é preparar os debates com o banco.


Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 14 de abril de 2014

GT Saúde do Trabalhador avança nos normativos RH025 e RH052 da Caixa

Foi realizada na última sexta-feira (11), no edifício Matriz II da Caixa Econômica Federal, em Brasília, mais uma reunião do GT Saúde do Trabalhador. O encontro entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com o banco foi marcado por avanços em relação aos normativos RH 025 e RH 052, que tratam, respectivamente, de licença por adoecimento comum e dos casos configurados como acidente de trabalho.

Quanto ao RH 025, a Caixa informou que atendeu à solicitação da Contraf-CUT para que o Agente de RH não possa visualizar, no SISRH, a CID lançada pelo médico do trabalho para o afastamento do empregado. "Isso é fundamental para garantir o sigilo. Esse é um direito do cidadão, pode recusar-se a divulgar o próprio diagnóstico", destaca Plínio Pavão, representante da Contraf-CUT no GT.


Já com relação ao RH 052, o banco assegurou que vai alterar a redação do normativo no sentido de que, quando se tratar das doenças do trabalho objetivo de suspeita, o médico do trabalho emita a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) quando constatar a presença de fatores de risco. Segundo Plínio Pavão, esse é um direito do trabalhador expresso no artigo 169 da CLT e que precisa ser respeitado.


Também foi elaborada nova redação para o trecho da RH 052 que trata de procedimentos em caso de afastamento concedido pelo INSS com base no Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP). "O texto atual diz que o médico deve contestar o NTEP. O que queremos é que sejam verificadas as condições no ambiente de trabalho para constatar a existência ou não de fatores de risco. Em caso afirmativo, a Caixa é obrigada por lei a tomar providências para eliminar ou pelo menos neutralizar esses fatores", diz o dirigente da Contraf-CUT. De acordo com Plinio Pavão, a empresa vai analisar a mudança.


A Caixa assumiu o compromisso de verificar a viabilidade da realização de uma oficina sobre política de investigação dos casos de saúde mental, ainda no primeiro semestre de 2014, conforme deliberado na reunião anterior. A ideia da Contraf-CUT é debater o tema com especialistas, a fim de adotar medidas que previnam suicídios nos locais de trabalho.


"Vários estudos científicos comprovam que a pressão existente nos ambientes de trabalho, principalmente por aumento de produtividade, geram sofrimento mental que, em muitos casos, culminam com atitudes desesperadas. Infelizmente essas ocorrências vem acontecendo com certa frequência em nossa empresa", lembra Plínio Pavão.


A próxima reunião do GT Saúde do Trabalhador deve ocorrer em maio.


Saúde Caixa

Na quinta-feira (10), também no Edifício Matriz II, em Brasília, ocorreu a reunião do GT Saúde Caixa. A Contraf-CUT, federações e sindicatos fizeram um resgate das negociações e das reivindicações dos empregados nos últimos anos, já que este foi o primeiro encontro do qual participaram os novos representantes da Caixa no GT.


Segundo Plínio, houve um avanço importante. "Eles assumiram o compromisso de trazer, na próxima reunião, dados atualizados do superávit do plano de saúde. Esse superávit tem sido de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões por ano, nos últimos seis anos. Os usuários precisam conhecer esses números para definir como usar o dinheiro para implantar melhorias no Saúde Caixa", diz.


A próxima reunião do GT Saúde Caixa também deve ocorrer em maio.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

II Censo da Diversidade entra na reta final. Participe também até dia 25


http://contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=38024

Além de demitir, Santander extingue cargos sem dar explicações

Ao mesmo tempo em que assiste a um vertiginoso aumento no número de contas correntes (2,2 milhões novos correntistas apenas em 2013), o Santander continua perpetrando sua política de cortes de postos de trabalho.

Conforme denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, o banco espanhol está acabando com funções como GA+ e B1 e B2 (empresas). GA+ virou coordenadora dos caixas e B2 foi para plataforma. Ao menos dois gerentes empresa 1 e empresa 2 foram demitidos na região central de São Paulo, mesmo tendo atingido 100% das metas e tendo boa avaliação.


De acordo com o diretor do Sindicato, Marcelo Gonçalves, denúncias de bancários apontam que com a fusão dos cargos de empresa 1 e empresa 2, o Santander está criando uma nova categoria de gerentes, que tem o sugestivo nome de gerente misto. "Esta fusão representará mais clientes e serviços para um único gerente. A atual gestão do banco só cria confusão, sobrecarrega e gera enorme descontentamento entre os funcionários e impede o bom atendimento ao cliente."


Para os bancários que não foram demitidos por causa de mais essa reestruturação nos quadros do banco, sobra acúmulo de tarefas, pressão pelo cumprimento de mais metas, muito sofrimento e adoecimento.


"Estou esgotado, não posso ir ao médico, não consigo dormir e choro diariamente. Estou com atestado médico devido à resistência muito baixa, peguei uma baita infecção por dormir mal e comer muito pouco e pelo estresse causado por esse banco. E não poderei me afastar do trabalho devido a uma ferramenta punitiva chamada avaliação de qualidade operacional", relata um bancário.


A diretora executiva do Sindicato, Rita Berlofa, cobra posicionamento sobre a questão. "O banco extingue cargos de maneira truculenta e injustificável. Isso traz acúmulo de atividades e adoecimentos físicos e psíquicos aos funcionários remanescentes. O Santander deve respeitar os trabalhadores brasileiros, responsáveis por mais de um quarto dos lucros mundiais da instituição."


Em 2013, o banco espanhol reduziu 4.371 empregos, fechou as portas de 94 agências, 128 postos de atendimento (PAs) e desativou 835 caixas eletrônicos. Tudo isso no mesmo período em que passou a administrar 29,5 milhões de contas correntes, ante 27,3 milhões em 2013, e obteve lucro de R$ 5,7 bilhões, o que representa 23% do resultado mundial do banco.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Seminário do Comando Nacional debate modelo de PLR de 28 a 30 de abril

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, promove um novo seminário entre os dias 28 e 30 de abril, em São Paulo, para avançar na organização da Campanha Nacional 2014 e discutir o modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O encontro retomará as discussões feitas no seminário ocorrido nos dias 20 e 21 de fevereiro, que apontou também a necessidade de os trabalhadores se engajarem nas agendas em disputa na sociedade, como a reforma política e a democratização dos meios de comunicação.

"Com a força da ousadia, unidade e mobilização, conseguimos na campanha do ano passado o compromisso da Fenaban de discutir antes das negociações deste ano o formato da PLR, uma vez que a atual fórmula é muito complexa, além dos problemas, limites e vários condicionadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Precisamos avaliar o formato da PLR, aprofundar os debates e buscar construir um modelo mais simples e menos complicado, que garanta uma distribuição mais justa dos lucros e resultados para os bancários. Queremos a fim de ser negociada na campanha deste ano", projeta o dirigente sindical.

Além da PLR, a programação do seminário prevê análise de conjuntura e estratégia da campanha. "É fundamental avaliar corretamente o cenário político e econômico que o país atravessa e definir estratégias que possibilitem a realização de uma campanha vitoriosa com novos avanços para a categoria", conclui Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT

Fórum paritário volta a debater condições de trabalho na Caixa no dia 15

Na próxima terça-feira (15), o Fórum Paritário sobre Condições de Trabalho na Caixa Econômica Federal volta a se reunir em Brasília para dar continuidade ao debate iniciado na reunião realizada em 17 de dezembro do ano passado sobre jornada de trabalho, assédio moral e empregados por unidade. Esse será o quarto encontro do grupo, formado por representantes dos empregados e do banco.

A instituição desse fórum foi uma conquista da Campanha Nacional 2013. Na reunião de terça-feira, os representantes dos empregados voltam a questionar o método utilizado pela Caixa para dimensionar as agências. A expectativa é de que esse método passe por uma avaliação criteriosa, dado que na prática não vem ocorrendo o atendimento da demanda.


Como faltam trabalhadores e maiores investimentos nos locais de atendimento, os representantes dos empregados vão cobrar melhorias.

O acordo coletivo de trabalho prevê a realização de pelo menos cinco reuniões desse fórum, e a perspectiva é de que os trabalhos sejam concluídos o mais breve possível


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Bancários de Brasília cobram segurança em agência de negócios do Itaú


Uma das agências do Itaú do Setor Comercial Sul, em Brasília, está paralisada desde quarta-feira (9), em protesto pelas péssimas condições de segurança. O protesto, que completa três dias nesta sexta (11), ocorre porque essa unidade do banco funciona sem a porta giratória com detectores de metais e sem vigilantes.


O Itaú adotou a política de retirada das portas giratórias das agências de negócios no Distrito Federal e no resto do país. A situação expõe os trabalhadores e a população à insegurança, pois retira um dos instrumentos de inibir a ação de bandidos.


"O Itaú permite que os trabalhadores e a população fiquem à mercê de situações de insegurança com a retirada de equipamentos importantes, como as portas giratórias e os cortes na vigilância. Nós estamos na luta constante e reivindicamos mais segurança ao banco", destaca Louraci Morais, secretária de Assuntos Parlamentares do Sindicato e funcionária do Itaú.


Multas

A insegurança é uma realidade que atormenta bancários, clientes e usuários. O Itaú foi a segunda instituição mais multada pela Polícia Federal durante a 100ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP). O banco teve de pagar R$ 1.188.924,24 por descumprir a legislação.


O banco descumpriu vários itens da Lei federal 7.102/1983, entre as principais irregularidades constatadas estão o número insuficiente e equipamentos inoperantes, falta de rendição de vigilantes no horário de almoço, transporte de valores realizado por bancários, inauguração de agências sem plano de segurança aprovado pela Polícia Federal e cerceamento da fiscalização de policiais federais.


"Precisamos resguardar a segurança dos bancários e as condições de trabalho de modo a proporcionar conforto, segurança e desempenho suficiente. O descumprimento das normas de segurança provoca insatisfação da categoria e dos clientes", afirma Raimundo Dantas, diretor do Sindicato.


Ataques a bancos aumentam

O Sindicato destaca a importância de mais investimentos em segurança nos bancos baseado em dados de aumento à criminalidade no setor bancário. Dados da 6ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos mostram que os crimes aumentaram 16,36% em 2013 e alcançaram 2.944 ocorrências no país, uma média de 8,06 por dia.


Desses casos, 859 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, o que representou uma elevação de 11,99% em relação ao ano anterior, e 2.085 foram arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos, um crescimento de 18,26%.


Em 2012 foram verificados 2.530 ocorrências. Já no primeiro semestre de 2013 foram apurados 1.484 ataques, sendo 431 assaltos e 1.053 arrombamentos.


Fonte: Seeb Brasília

Artigo da médica Maria Maeno: Mais um que morre trabalhando

Milhões de trabalhadores no Brasil trabalham pressionados para atingirem metas estipuladas pelas empresas e para atingi-las correm, deixam de comer, deixam de passear, deixam de ficar com suas famílias e levam trabalho para casa.
 Acidentam-se e adoecem de todos os jeitos. Morrem muitas vezes depois de anos, sem que a doença que os leva à morte seja identificada como decorrente do trabalho.

Milhões trabalham em condições perigosas, escapam centenas de vezes dos acidentes e da morte. Outros milhares morrem. 

Foi o que aconteceu com Fabio Hamilton da Cruz, que ficou famoso porque trabalhava em obras famosas, sob o olho da imprensa, o Itaquerão, onde ocorrerá a abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho de 2014.

Ficou mais famoso ainda porque o atleta do século XX, Pelé, declarou que a morte dele era natural, pois acidentes acontecem. Triste declaração. Mais triste ainda é saber que muitos e muitos pensam como ele. Que acidentes são inevitáveis e que são resultado da negligência do trabalhador. Que o perigo é inerente a alguns trabalhos. Ora, se é inerente, há pouco o que se fazer, além do trabalhador usar EPI. E é isso o que acontece. Pouco se faz para mudar o trabalho.


Quem perde com esse pensamento é a sociedade, pois perde milhares de pessoas do mesmo jeito que perdeu Fabio. E quem sofre são os milhares de amigos e familiares dos que se vão por ganância das empresas, por negligência e omissão do Estado, não só no momento posterior ao ocorrido, mas sobretudo no cotidiano, quando considera o desenvolvimento econômico sem a proteção da vida do trabalhador e suas famílias.


Nação rica é onde os ricos andam de transporte público! Nação rica é nação sem pobreza! Nação rica e solidária é onde o trabalho não mata e não adoece!


Maria Maeno
Médica e pesquisadora da Fundacentro


Fonte: Maria Maeno

Quadrilhas instalam "chupa-cabra" em caixas eletrônicos no Tom Jobim

Uma viagem ao Rio de Janeiro pode se transformar em transtorno para o turista já no Aeroporto Internacional Tom Jobim, uma das principais portas de entrada do país. E não só pelas filas do check-in e a falta de elevadores e de ar-condicionado.

Quadrilhas especializadas em clonar cartões de crédito transformaram os 14 caixas-eletrônicos do aeroporto numa arapuca, com a instalação de equipamento conhecido como "chupa-cabra". O golpe vem sendo relatado em sites especializados em turismo, principalmente por americanos. Segundo funcionários do aeroporto, gangues de clonagem de cartão atuam nesses caixas há pelo menos seis anos.


- O último "chupa-cabra" foi retirado há duas semanas. Mas eles voltam e colocam outro no mesmo lugar. Tem a gangue dos caixas do HSBC e também a do Bradesco. Eles dividiram o território - ironizou um dos seguranças do aeroporto, que pediu para não ser identificado.


Outro segurança, que trabalha há dois anos no Terminal 2, conta que, nesse período, pelo menos dez "chupa-cabras" foram recolhidos pela delegacia local.


- Os grupos são rivais e costumam jogar cola Super Bonder no teclado dos caixas dominados pela outra gangue, só para ninguém usá-los - explicou.


Os bandidos normalmente agem em grupo. Enquanto um homem bem vestido instala o "chupa-cabra" no local onde se insere o cartão, além de uma câmera acima da tela, que filma o teclado da senha, uma mulher encobre o parceiro. Não raro, ao menos outras três pessoas se espalham pelo terminal, observando a movimentação de seguranças e agentes.


A partir daí, os donos de cartões sem chip - mais comuns no exterior, onde em alguns países, como Estados Unidos e França, essa tecnologia não é tão usada - tornam-se presas fáceis e têm seus dados clonados.


- Isso aconteceu com um amigo meu há três semanas - contou o francês Norbert Panerai, que acabara de sacar em um dos caixas do Terminal 1 na semana passada. - Tentaram realizar dois saques, no Chile e nos Estados Unidos, sendo que ele já estava na França. Os bancos franceses estão com medo da Copa do Mundo por causa disso - disse.


Casos assim são relatados desde 2008 no site de turismo TripAdvisor. O último aconteceu há poucos dias.


- Fui a uma conferência no Rio e as três pessoas que estavam comigo retiraram dinheiro em um caixa do Galeão. Os três tiveram os cartões clonados. Em poucas horas, foram feitos vários saques de R$ 700, e agora estão lutando para recuperar o dinheiro - conta, no TripAdvisor, Nancy B., de Nova Jersey.


O inglês Tom Phillips, que trabalhou como correspondente do jornal "The Guardian" no Brasil até 2012, só descobriu que seu cartão havia sido clonado três semanas depois de sacar dinheiro no Galeão.


- Tive que viajar para áreas remotas da Amazônia. Retirei uma quantia e só quando voltei a Manaus percebi que grandes somas de dinheiro foram tiradas da minha conta no Ceará! Perdi umas duas mil libras - diz.


O produtor cultural Jarbas de Sousa, de 31 anos, arrependeu-se de sacar dinheiro no Galeão assim que soube dos cartões clonados:


- Deve ter alguém no aeroporto que participe desse esquema. Não é possível isso se repetir há tantos anos sem que nada tenha sido feito.


Segundo seguranças do Galeão, o número de casos subiu nos últimos meses.

- Com a privatização, diminuiu o número de seguranças. Antes, eram 37 apenas no Terminal 1. Hoje são 12 - diz um.


A Polícia Civil afirmou que uma investigação está em andamento e que, por isso, não pode fornecer estatísticas. Disse também que hoje a clonagem de cartão é o principal golpe aplicado contra visitantes no Rio. A Delegacia de Atendimento ao Turista não quis se pronunciar.


Fonte: O Globo