sexta-feira, 7 de março de 2014

08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Os diretores do Sindicato dos Bancários festejam com todas as mulheres o seu DIA !!!!!


Com alta dos juros, pedidos de falência voltam a aumentar, aponta Serasa

Valor Econômico
Tainara Machado

Após um período de melhora da solvência das empresas, os pedidos de falência voltaram a aumentar no fim do ano passado e alcançaram em fevereiro deste ano o maior número desde outubro, de acordo com dados da Serasa Experian divulgados nesta quinta-feira (06).


Os pedidos de falência subiram de 124 para 151 entre janeiro e fevereiro e, no primeiro bimestre, acumularam alta de 3% na comparação com igual período do ano passado. Em 2013, a melhora da inadimplência do consumidor e o crescimento um pouco mais forte compensaram o ciclo de aperto monetário iniciado em abril e levaram os pedidos de falência a cair 8,9%.


Para especialistas, o aumento de 3,5 pontos da Selic desde abril de 2013 começa a afetar a saúde financeira das companhias, que também enfrentam um cenário em que a concessão de crédito segue fraca. De acordo com dados do Banco Central, a taxa média de juros para as pessoas jurídicas foi de 15,9% ao ano em janeiro, alta de 0,8 ponto em relação a dezembro (15,1%) e de 1,9 ponto desde abril.


Para Luiz Rabi, economista da Serasa, o aumento dos pedidos de falência nos últimos meses, especialmente a alta mais forte entre janeiro e fevereiro, mostra deterioração da posição financeira das empresas, que ainda pode ser agravada em função dos efeitos defasados do aperto das condições monetárias em curso.


Os dados mais recentes de concessão de crédito também são pouco animadores. De acordo com dados dessazonalizados e deflacionados pelo Itaú, a média diária de concessão de crédito para a pessoa jurídica caiu 3,9% em janeiro, na comparação com dezembro. Em uma das linhas mais relevantes para as empresas, a de capital de giro, o saldo de operações avançou apenas 1,9% no trimestre encerrado em janeiro, na comparação com igual período do ano anterior, bem menos do que a alta de 5% observada nos últimos 12 meses.


Para Rabi, é possível que março mostre uma acomodação dos pedidos, mas muito em função do Carnaval, que ocorreu mais tarde neste ano e vai diminuir o número de dias úteis neste mês. No primeiro trimestre do ano, os pedidos de falência tendem a ficar próximos da estabilidade em relação ao mesmo período de 2013, início da reversão de tendência de queda observada no ano passado, diz.


Outro ponto citado pelo economista é o fato de que o aumento das requisições de falências ocorreram principalmente entre as grandes empresas, que em geral são mais bem preparadas para enfrentar ambientes econômicos adversos. Para Rabi, a deterioração pode estar relacionado à piora do cenário internacional. No período de liquidez abundante na cena global, a captação externa era uma alternativa mais barata de financiamento para algumas companhias, o que mudou desde que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) começou a reduzir os estímulos monetários à economia americana. Além disso, a taxa de câmbio mais desvalorizada também afeta negativamente empresas que têm empréstimos denominados em dólar, afirma.


Flávio Calife, economista da Boa Vista Serviços, não avalia que a piora das condições financeiras das empresas vai ser expressiva neste ano, embora também veja pouco espaço para melhora da situação. Dados da Boa Vista, também divulgados ontem, mostraram alta de 26,5% dos pedidos de falência em relação a janeiro. Calife pondera que no ano as requisições de falência ainda recuam 1,9%, mas afirma que a queda já é menos expressiva do que a retração de 3,1% observada em 2013. "Temos um cenário mais incerto para 2014, com perspectiva de desaquecimento da atividade, juros mais alto e mercado de trabalho desacelerando", comenta. Além disso, a inadimplência, que recuou ao longo do ano passado e contribuiu para melhorar a saúde financeira das companhias, também não deve mais mostrar reduções significativas. Nesse quadro, diz, é pouco provável que os pedidos de falência fechem o ano com queda.


Se o cenário não é positivo, Calife também não espera repetição de um ano como 2012, quando as falências deram um salto. O fato de que as recuperações judiciais pararam de subir e acumulam queda de 6,1% neste ano, na comparação com igual período de 2013, ajudam a sustentar essa visão. "É um fator que merece atenção, embora a base de comparação seja bastante elevada após a alta recente."


Paulo Calheiros, sócio do escritório Mandel Advocacia, especializado em direito falimentar, nota aumento "generalizado" dos casos de falências em que o escritório atua. "Diferentemente de outros momentos, quando os casos eram mais concentrados em determinada cadeia com problemas, temos demanda em diversos setores da economia, na indústria, no comércio, no agronegócio", diz.


Segundo dados da Boa Vista, o comércio, que representou 22% dos pedidos de falência no primeiro bimestre do ano passado, respondeu por 28% das requisições em igual período deste ano. A indústria ficou praticamente estável, com 37% do total, enquanto o setor de serviços passou a representar 36% dos pedidos, menos do que os 40% de 2013.

BB abre concurso para engenharia de segurança e medicina do trabalho

O Banco do Brasil abriu inscrições para seleção de candidatos a vagas da carreira de serviços especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho. Os interessados podem se inscrever até o dia 20 de março.

O seleção será feita para formação de cadastro de reserva, em todas as regiões do país, para os cargos de auxiliar de enfermagem do trabalho, técnico de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho e médico do trabalho.


As vagas são destinadas a dependências situadas nas capitais de todos os estados e em Ribeirão Preto (SP). Os salários variam entre R$ 3.673,08 e R$ 8.707,19.


Para cargos de nível superior completo, o valor da inscrição é R$ 83. Para cargos de nível médio completo, as inscrições custam R$ 45.


A prova objetiva terá 30 questões de conhecimento básico, o que inclui língua portuguesa e cultura organizacional, e 40 questões de conhecimento específico. Será cobrada também uma redação. A aplicação das provas está prevista para o dia 4 de maio.


O edital está disponível na página da Fundação Cesgranrio na internet.


Fonte: Agência Brasil

Banco do Brasil pede ao Cade para oferecer mais produtos no Banco Postal

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil


O Banco do Brasil vai ampliar os produtos oferecidos nas agências do Banco Postal. Em comunicado ao mercado, o BB e Correios informaram que fizeram um Acordo de Condições Gerais de Associação e o submeteram para aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


A expectativa do banco é que o acordo seja aprovado ainda este mês e, a partir de abril, os novos produtos já possam ser oferecidos. Além dos produtos, também serão ampliados os pontos de atendimento. Atualmente, o Banco Postal tem 6.183 postos e a expectativa é a ampliação em 1.093.


Segundo o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Abreu, atualmente, os produtos da instituição financeira oferecidos no Banco Postal são apenas conta-corrente, um tipo de crédito, poupança e cartão de crédito.


A ideia é passar a oferecer todos os tipos de aplicações financeiras e de crédito, como o imobiliário e o agrícola, além de seguros, previdência e capitalização. Mas, inicialmente, Abreu disse que os produtos serão oferecidos no Banco Postal, de acordo com o perfil dos clientes de cada localidade. "Por exemplo, em uma zona rural, vamos oferecer o Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ]", disse.


De acordo com Abreu, como o negócio envolve duas grandes empresas e a nova lei do Cade ampliou as atribuições do conselho, o BB e os Correios submeteram o acordo à aprovação. Esse acordo é "uma fase intermediária" para a criação da nova instituição financeira, formada com capital do BB e dos Correios. Cada uma dos participantes da nova instituição vão ter participação de 50%.


Para o vice-presidente econômico-financeiro dos Correios, Luís Mário Lepka, a atuação conjunta do banco e da empresa amplia o leque de serviços oferecidos e a renda conquistada com a parceria. "Acrescenta valor aos Correios", disse.


A vice-presidenta de Negócios dos Correios, Morgana Cristina Santos, argumenta que a parceria também "traz valor para a sociedade" porque irá atender à nova classe média, formada por pessoas quem nem sempre se sentem à vontade para entrar em uma agência bancária formal. "Muitas vezes, esses clientes não se relacionam de forma satisfatória com as instituições financeiras tradicionais. O ambiente [do novo Banco Postal] será mais flexível e vai atender todas as necessidades financeiras da população", disse Morgana.


Atualmente, a parceria entre o BB e os Correios é regida por regulamentação específica de correspondente bancário, o que restringe a ampliação dos negócios. O banco e os Correios esperam concluir o Plano de Negócios para a criação da nova instituição financeira ainda neste semestre.


Quando os estudos forem concluídos, a proposta será enviada para aprovação do Banco Central e, novamente, ao Cade. Abreu estima que até o final do ano, a criação da nova instituição financeira seja aprovada e já comece a operar em 2015.


O Banco do Brasil assumiu o Banco Postal em janeiro de 2012 ao ganhar a licitação, tomando o lugar do Bradesco. E no ano passado, BB e Correios informaram que estudam criar nova instituição financeira.


Fonte: Agência Brasil

Bancário com LER/Dort demitido três vezes é reintegrado no Santander



Dois dias antes da data que marca mundialmente o combate às LER/Dort (Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), 28 de fevereiro, um bancário do Santander pode sentir pela terceira vez o gostinho da Justiça. Demitido três vezes, mesmo com LER/Dort, o trabalhador foi reintegrado às suas funções no banco no dia 26.

Em 23 de agosto de 2013, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo proibiu o Santander de rescindir o contrato de trabalho de bancários com a doença ou com suspeita de LER/Dort. Assim, e com apoio do Sindicato dos Bancários de São Paulo, o bancário voltou ao trabalho.


"Fui aplaudido no dia que voltei, pois os colegas sabiam que o banco não poderia ter me dispensado mais uma vez. Não acho que o Santander se importa com o sofrimento de quem tem LER, eles só querem metas cumpridas", desabafa o funcionário, que é bancário há 27 anos.


A decisão do TRT-SP também obriga o banco a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) nesses casos e ainda a aceitar atestados e exames médicos do SUS, de convênios ou de médicos particulares.


"É desrespeito com o trabalhador adoecido e o banco tem agido assim em outros casos. Estamos de olho para denunciar e também acionar a Justiça novamente, se necessário", ressalta o diretor do Sindicato, Roberto Paulino. Ele lembra que recentemente uma bancária com LER foi dispensada depois de nove anos trabalhando no Santander. "Vamos lutar para reintegrar trabalhadores que passam por situações de injustiça", afirma.


Superação

O bancário reintegrado em fevereiro precisou superar não só o desrespeito do banco diante das dispensas, mas também as dores da doença ocupacional. "Ainda vou precisar fazer cirurgia no ombro esquerdo e a qualquer momento o tendão pode romper. Fui digitador no banco durante 11 anos, foi quando adquiri as lesões. Hoje ainda tenho muitas dores e formigamentos. Tenho insônia, tomei antidepressivos e calmantes, já diminui a dosagem, mas ainda tomo", relata.


Ele conta que está feliz por ter voltado ao trabalho. "Na primeira vez que voltei ao banco, após ser demitido injustamente, com LER, me jogaram para trabalhar num cofre mexendo com arquivos. Fui conquistando meu lugar e mesmo com cargo de analista estava trabalhando como gestor antes da última demissão."


Na segunda dispensa, em janeiro de 2000, ficou afastado durante seis meses. "Briguei muito com o INSS para acatarem a CAT, o que consegui somente seis meses após minha saída. Então tive apoio do Sindicato e entrei com ação contra o banco solicitando a reintegração. Dois anos e oito meses depois ganhei e fui reintegrado."


Além das dores, ele também sofreu preconceito por estar lesionado. "As duas primeiras vezes que voltei sofri muita discriminação dos colegas de trabalho, não só de gestores. E profissionalmente ninguém tem o que reclamar", ressalta.


Em 25 de novembro de 2013, o bancário foi novamente desligado. Mas a ação do TRT-SP já valia desde agosto de 2013. "Fui comunicado no dia 18 de fevereiro sobre meu retorno por um representante dos Recursos Humanos, que me ligou e pediu desculpas por telefone ao perguntar se eu poderia retornar no dia 25", comemora o bancário.


Fonte: Seeb São Paulo

CUT, OAB e movimentos sociais lançam Fórum em Defesa da Democracia

Para trazer à tona a justiça, a memória e a verdade sobre do golpe militar de 1964, a CUT, entidades dos movimentos sociais, estudantil, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, a secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e outros atores lançaram na última quinta-feira (27), em Brasília, o Fórum em Defesa da Democracia - 50 anos de resistência. Durante o lançamento do Fórum, foi divulgado manifesto assinado por mais de 10 entidades de representação nacional.

Há 50 anos, o povo brasileiro foi vítima de um golpe de Estado que implantou a ditadura militar no país. Teoricamente, o regime durou até 1985, com a volta dos civis à Presidência, mas ainda hoje há resquícios da censura, criminalização de movimentos sociais, uso de força policial contra organizações populares. Também estão aos montes torturadores que não receberam punição e torturados que não puderam contar com justiça e reparação.


Segundo o integrante da Comissão Nacional da Verdade e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana, um dos principais articuladores do Fórum, o objetivo de se formar o grupo de representação nacional é "dimensionar o que acontece em todo o território".


"Precisamos mostrar que existe uma frente nacional que repudia o golpe de 64 e a ditadura implantada. Ainda existe muita gente que é a favor desse momento da história. Há mais ou menos 10 dias, um general das forças armadas assinou um artigo na (jornal) Folha de São Paulo dando a entender que queria desarticular qualquer movimento em combate à ditadura", disse.


De acordo com Viana, a expectativa é de que os manifestações contra o golpe de 64, nos meses de março, abril e maio, reúnam milhares de pessoas. É importante para a defesa das instituições democráticas e a busca do fortalecimento da democracia no país.


O secretário de Política Social da CUT-DF, Ismael José Cesar, lembrou, durante o lançamento, que a ditadura e o modelo imperialista estão necessariamente ligados. O dirigente cutista citou o caso das manifestações na Venezuela, onde, segundo ele, "se verifica uma tentativa de golpe patrocinada pelos Estados Unidos".


"Este exemplo é para que nós entendamos o mundo em que vivemos. O mundo está em convulsão. E nós aqui do Brasil, não estamos ilesos. Aliás, concepções arbitrárias herdadas da ditadura ainda estão no dia a dia, com a prisão de líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), criminalização dos movimentos organizados por sindicatos e outros ramos da sociedade civil. Por isso, temos que nos unir para pedir sim memória, verdade e justiça, mas sem nos esquecermos de reivindicar o que queremos para o agora e para o futuro", avaliou Ismael César.


O dirigente da CUT-DF afirmou ainda que será criado um Fórum pela Democracia na capital federal para relembrar as atrocidades do período da ditadura em âmbito distrital. A primeira reunião do grupo será feita em 13 de março.


O golpe de 64

Desde a morte de Getúlio Vargas, em 1954, militares e políticos de direita brasileiros vinham se articulando e ameaçando se rebelar contra os governos eleitos democraticamente. Esta pressão se acirrou no governo de Jânio Quadros, que renunciou em 1961.


O vice, João Goulart, que estava em viagem oficial à China voltou ao Brasil após concordar governar em regime parlamentarista. Mesmo assim, Jango lançou as famosas reformas de base (reformas rural e urbana, entre outras) adotando uma postura considerada socialista.


Com medo do avanço dos interesses populares, militares e as elites sociais se insurgiram e conspiraram para que o presidente fosse deposto em 31 de março de 1964, dando início a um tenebroso e violento período de perseguições de dirigentes e militantes partidários e sindicais, prisões, tortura, mortes, fechamento, ocupação e intervenção de milhares de sindicatos.


Os militares golpistas chegaram até a criar plano de contingência em caso de levante esquerdista. Os norte americanos também lideraram a operação "Brother Sam", que previa o envio de navios ao Rio de Janeiro para apoiar os militares.


O regime ditatorial no Brasil durou 21 anos (1964 - 1985) e soma um número de mortos que ainda não pode ser contabilizado com absoluta certeza. Em 2012, o governo concluiu estudo que insere pelo menos 370 nomes na lista oficial de mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar. O número praticamente triplicou a lista reconhecida pelo Estado de vítimas da repressão política durante a ditadura militar.


Hoje, a Comissão da Anistia e da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos registra o número de 379 pessoas mortas pela ditadura militar. Isso sem contar com o altíssimo número de rebeldes que foram enviados a sanatórios como punição e lá morreram.


Fonte: CUT-DF

Cresce presença de mulheres no mercado de trabalho no Brasil

Nos três primeiros anos do governo Dilma (2011 a 2013), mais da metade dos 4,5 milhões de novos postos de trabalho foram ocupados por mulheres. A informação é da presidenta Dilma Rousseff no programa de rádio do governo Café com a Presidenta, da última segunda-feira (3), dedicado ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). "Foram 2,4 milhões que tiveram suas carteiras assinadas", informou Dilma.

A fim de ressaltar as políticas públicas voltadas às brasileiras, Dilma destacou ações do governo. Em sua fala ao programa, ela afirmou que 72% das propriedades da reforma agrária e 93% dos cartões do programa Bolsa Família estão em nome das mulheres. No Minha Casa, Minha Vida, do total de 1,5 milhão de casas entregues até janeiro deste ano, 52% também estão no nome de mulheres.

A presidente declarou que as mulheres são maioria no acesso às bolsas do ProUni e nos cursos de qualificação profissional do Pronatec.

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, afirma: "Há um processo de abertura na sociedade, de revisão de conjunto de valores e regras, principalmente a partir da segunda metade do século passado, quando as mulheres começaram a reivindicar direitos com mais força".

Ele completa: "Há uma clara evolução no sentido de diminuir as discriminações e desigualdades. Por isso, cada vez mais as mulheres ocupam espaço no mercado de trabalho". Segundo ele, o Dieese publicará estudo anual sobre o tema até o final deste mês.

Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012 aponta outro motivo que também tem contribuído para a mulher avançar. "As mulheres são maioria entre os brasileiros com ensino médio e superior. Enquanto elas estão 15% mais presentes no ensino médio, a diferença chega a 36% no ensino superior. Mais de 8 milhões de brasileiras estudaram mais de 15 anos contra 6 milhões de homens".

Segundo os dados, em 2012 a taxa de desemprego total entre as mulheres estava em 12,5% e caiu para 11,7% em 2013, sendo a menor taxa de desemprego total registrada na década de 2000. Entre os homens, essa taxa passou de 9,4% em 2012 para 9,2% em 2013. "Para as mulheres, a retração da taxa de desemprego é decorrente da relativa estabilidade do nível de ocupação, concomitante à diminuição da sua presença no mercado de trabalho", mostra a pesquisa.

O rendimento médio real por hora das mulheres aumentou 0,8%, enquanto para os homens houve queda de 1,3%, o que alterou a diferença entre os dois gêneros. Em 2012, os valores médios recebidos pelas mulheres correspondiam a 75,5% dos obtidos pelos homens e em 2013 essa proporção passou para 77,1%.

A pesquisa mostra ainda que o nível de ocupação para as mulheres apresentou estabilidade entre 2012 e 2013, com 2 mil novas ocupações (ou 0,1%) e queda para os homens de 21 mil postos de trabalho (ou -0,4%). Mesmo assim, a alteração da proporção de mulheres ocupadas foi pequena, passando de 45,8% em 2012 para 45,9% em 2013.

Segundo o estudo, a estabilidade para as mulheres ocorreu devido ao desempenho positivo do Comércio Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (8,3%). No setor de Serviços, responsável por 68,95 das vagas destinadas a mulheres, foi registrada expansão nos ramos do transporte, armazenagem e correio (12,6%), informação e comunicação; atividades financeiras, de seguros e relacionados; atividades profissionais, científicas e técnicas (4,2%) e atividades administrativas e serviços complementares (3,5%).

Na indústria da transformação, houve decréscimo para as mulheres (-2,3%). Os serviços domésticos tiveram retração de 4,7%. No comércio, setor que emprega mais mulheres (68,9%), foram abrigadas 17,2% das mulheres ocupadas em 2013. Na administração pública, defesa e seguridade social, na educação, saúde humana e nos serviços sociais houve retração de 1,4%. No ramo de alojamento e alimentação, de outras atividades de serviços, de artes, cultura, esporte e recreação caiu 5,3%.


Fonte: Agência de Notícias

Comando analisará dados sobre assédio moral apresentados pela Fenaban

Na negociação realizada ontem (06/03), sobre o instrumento de combate ao assédio moral, previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, os dados estatísticos setoriais sobre as denúncias, para que possa ser feita avaliação do andamento do programa. O Comando a partir de agora, com a assessoria do Dieese e consultorias, vai analisar os dados apresentados e uma nova negociação será realizada.

"O adoecimento dos bancários é um tema prioritário para a Contraf-CUT e o assédio moral está entre as principais reclamações dos bancários. Temos grande expectativa que o Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador possa fazer o tema progredir na mesa temática, com participação cada vez maior dos sindicatos na discussão e nas denúncias de assédio moral nos locais de trabalho", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.


Os bancários apresentaram uma série de críticas e sugestões ao funcionamento do programa, como sobre a necessidade de maior rigor no cumprimento do prazo de 45 dias para a apuração das denúncias, ao fato dos bancos estarem apresentando respostas padronizadas aos sindicatos e a preocupação de como fica a situação dos denunciantes e denunciados dentro do banco, pós-denúncia.


Outras questões levantadas foram a da necessidade de preservação do sigilo das pessoas que transitam pelo programa e também a de uma divulgação mais ampla desse direito dentro dos bancos: "Nosso objetivo é aprofundar essa discussão, dar mais credibilidade ao programa e com isso melhorar as condições dos ambientes de trabalho", afirma Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.


Oficina sobre o Combate ao Assédio Moral

O Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador, reunido na manhã desta quinta-feira, na sede da Contraf-CUT, discutiu e avaliou como tem sido até agora o cumprimento do Acordo Aditivo de Combate ao Assédio Moral, que completou três anos.


Na reunião, o Coletivo reafirmou que o Acordo representa um grande avanço, é uma importante conquista para os bancários e que é preciso aprofundar este debate.


"Precisamos fortalecer o instrumento de maneira coletiva. O combate ao assédio moral precisa ser melhor compreendido e apropriado pelos trabalhadores", salienta Walcir.


O Coletivo reiterou proposta apresentada no Seminário do Comando Nacional dos Bancários, realizado no mês passado, de promover uma oficina sobre o tema, com a participação de todos os sindicatos signatários do Acordo Aditivo. A data indicativa para a realização da oficina é meados de abril.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 6 de março de 2014

Maiores bancos privados sobem anuidades de cartões em até 85%

Os maiores bancos privados no país (Bradesco, HSBC, Itaú e Santander) aumentaram as anuidades de 99 modalidades de cartões de crédito, com índices entre 4,7% a 85% em 12 meses (de janeiro de 2013 a janeiro de 2014). O levantamento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e avaliou 209 tipos de cartão, ou seja, 45% do total tiveram seus custos corrigidos.

Além dos quatro privados, o Idec pesquisou também os dois maiores públicos, Banco do Brasil e Caixa Federal, mas não constatou aumento.


O campeão foi o Bradesco, que reajustou as anuidades de 25 modalidades, com índices a partir de 13%. O mais elevado foi o do Bradesco Seguros e Previdência Internacional (Visa), que teve aumento de 85%, passando de R$ 108 para R$ 199,88.


O Itaú foi o que elevou o maior número de modalidades: dos 78 tipos de cartão, reajustou o preço de 62. Os índices, porém, foram mais baixos que os do Bradesco: entre 4,8% até 37,9%. O maior foi no Americanas Itaucard Gold Visa, de R$ 174 para R$ 240.


O HSBC reajustou a anuidade de quatro cartões entre 6% e 50%. O maior foi no HSBC Advance (Martercard/Visa): de R$ 160 para R$ 240.


Já o Santander aumentou a de oito, a partir de 13% até 26% (o Fit foi de R$ 162 ao ano para R$ 204).


Além da inflação

Os reajustes foram três vezes mais altos que a inflação registrada no período. Segundo o IBGE, o IPCA (Índice de Preços Amplo ao Consumidor) fechou 2013 em 5,91%, enquanto que a média de aumentos promovida pelos bancos chegou a 18%.


Para a economista Ione Amorim, do Idec, é necessário controle. "Infelizmente, de acordo com as normas do CMN (Conselho Monetário Nacional) e BC (Banco Central), essa prática é permitida aos bancos a cada ano e os valores são estabelecidos pelo mercado. Seria razoável que as normas fossem aprimoradas para inibir reajustes tão abusivos".


Confusão

O Idec também destaca que as diversas opções de cartões oferecidas pelos bancos dificultam a avaliação pelo consumidor. E cita como exemplo o Itaú, que possui 78 alternativas, com diferença de anuidade por bandeira que chegam a 10%. A do Itaú Gold, por exemplo, é de R$ 222 na bandeira Visa e de R$ 201 na Mastercard. O segundo lugar em número de opções é o Bradesco, com 46.


Tarifas

A cobrança de tarifas de cartões de crédito foi regulamentada pelo Banco Central em 2010. Após a Resolução 3.919/10, as oitenta taxas praticadas pelas instituições financeiras foram reduzidas a cinco: anuidade do cartão básico nacional, 2º via, saque na função crédito no país ou exterior, pagamento de contas no cartão e avaliação emergencial de crédito.


Mas as regras de 2010, segundo a economista do Idec, não estabelecem índices de reajustes, apenas determinam que eles não ocorram em prazo inferior a doze meses.


O que fazer

O Idec orienta o consumidor a, diante de aumentos abusivos, procurar outra modalidade de cartão ou mesmo outro banco com anuidades mais baixas. E ainda a pesquisar e comparar preços antes de escolher um cartão.


Fonte: Seeb São Paulo com Idec

Sonegação de impostos no Brasil supera orçamentos de Educação e Saúde

Rodrigo Gomes
Rede Brasil Atual - RBA


A sonegação de impostos no Brasil superou R$ 415 bilhões em 2013. O valor corresponde aproximadamente a 10% de toda a riqueza gerada no país durante o período e é maior que os orçamentos federais de 2014 para as pastas de educação, desenvolvimento social e saúde, somados. Neste ano, o total de impostos e tributos não recolhidos já se aproxima dos R$ 68 bilhões. Os dados são do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), que organiza o painel Sonegômetro.


O serviço calcula, a partir de estudos daquela entidade, o total de impostos e tributos que deveriam, mas não são pagos, por obra das chamadas pessoas jurídicas, isto é, empresas em geral, de todos os ramos e tamanhos. Para comparação, o programa social do governo federal Bolsa Família tem R$ 24 bilhões ao ano para atender 14 milhões de famílias. 

Portanto, o que foi sonegado no ano passado equivale a 17 anos do programa.

Ainda segundo o Sinprofaz, a soma dos tributos devidos pelos brasileiros, constantes na Dívida Ativa da União, ultrapassa R$ 1,3 trilhão, quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 que foi de R$ 4,84 trilhões.


O estudo do sindicato se baseia em dados da Receita Federal, outras análises específicas sobre cada tributo, para então elaborar uma média ponderada. Os tributos não pagos são relativos a impostos diretos - aqueles que não estão embutidos em produtos - como Imposto Sobre Serviços (ISS), Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por exemplo. E escancaram a diferença com que o sistema tributário brasileiro atua sobre ricos e pobres.


"Eles são sonegados pelos muitos ricos e por pessoas jurídicas (empresas, indústrias), com mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro e de caixa dois", afirmou o presidente do Sinprofaz, Heráclio Mendes de Camargo Neto, que é advogado e mestre em Direito.


A sonegação gigantesca, diz Camargo Neto, impõe a necessidade de tributar pesadamente o consumo, onde não é possível sonegar. "É injusto que todo paguem uma carga em tributos indiretos. E o povo paga muito. Mesmo que você seja isento do Imposto de Renda, vai gastar cerca de 49% do salário em tributos, mas quase tudo no supermercado, na farmácia", explica.


Outra injustiça está na forma como incide o Imposto de Renda. Quanto mais o contribuinte tem a declarar, maiores são as possibilidades de abater valores. "Os mais ricos podem abater certos gastos no Imposto de Renda. Em saúde, por exemplo, se você tem um plano privado um pouco melhor, você pode declará-lo e vai ter um abatimento (no cálculo final do imposto). Esta é uma característica injusta do nosso sistema. Os mais pobres não conseguem ter esse favor."


No entanto, continua o advogado, quem tem salários a partir de R$ 2.400 é tributado automaticamente pelo Imposto de Renda Retido na Fonte e muitas vezes não tem como reaver parte deste valor.


Em 2005, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e a Associação Comercial de São Paulo criaram o impostômetro, cuja versão física está instalada no Pátio do Colégio, região central da capital paulista. O objetivo, ao mostrar o tamanho da arrecadação do poder público, é justamente debater a carga tributária do país, com vistas à redução de impostos e à reforma tributária.


Logicamente, os valores registrados pelo impostômetro (R$ 313 bilhões este ano, até o fechamento desta matéria) são superiores aos do sonegômetro (R$ 68 bilhões), caso contrário nem sequer haveria dinheiro para manter o funcionamento da maquina pública.


No entanto, alerta Camargo Neto, se o governo brasileiro efetivasse a cobrança deste valor sonegado, já seria possível equalizar melhor os impostos no país. "Se nós conseguirmos cobrar essas grandes empresas e pessoas físicas muito ricas, o governo poderia desonerar a classe média e os mais pobres. Seria o mais justo. Se todos pagassem o que devem, nós poderíamos corrigir a tabela do Imposto de Renda (que incide sobre os salários) e reduzir alíquotas sobre alimentos e produtos de primeira necessidade, que todo mundo usa", defende.


Desigual

Detalhando-se a carga tributária brasileira pelas principais fontes, percebe-se que os tributos sobre bens e serviços, que afetam sobretudo os mais pobres, respondem por quase metade do total (49,22%). Em seguida vêm os tributos sobre a folha de salários (25,76%) e sobre a renda (19,02%). Somados, eles respondem por 94% da carga tributária total. Para o procurador, existe uma "escolha política" em não atuar na cobrança dos mais ricos e manter a situação como está.


Uma demanda urgente, segundo o procurador, é uma reforma tributária, que incida sobre o capital e deixe de onerar os trabalhadores. "É preciso um avanço maior da tributação sobre a riqueza. Veja os lucros astronômicos dos bancos, por exemplo. Por que o Banco do Brasil precisa lucrar R$ 12 bilhões e não pode ser tributado sobre metade disso? Essa é uma escolha política da sociedade. Imagine bilhões de cada um dos grandes bancos, o quanto você poderia desonerar os produtos de primeira necessidade?", questiona.


Camargo Neto aponta ainda que a sonegação é maior por conta da precariedade estrutural em que a própria Procuradoria da Fazenda Nacional, responsável pela fiscalização sobre os tributos, se encontra. Ele conta que existem 300 vagas de procurador abertas há pelo menos seis anos esperando serem preenchidas.


"Nós não temos carreira de apoio, por exemplo. Há menos de um servidor de apoio para cada procurador. Os juízes, por exemplo, têm de 15 a 20 servidores de apoio. Nós temos 6,8 milhões de processos para cobrar e quase nenhum auxílio", denuncia.


Para completar, a sonegação de impostos prescreve em cinco anos, o que aprofunda o favorecimento dos sonegadores e sonegadoras. "É muito fácil se livrar com todas essas condições", lamenta.


Fonte: Rede Brasil Atual

Interior passa capitais na criação de empregos pela 1ª vez em oito anos

Luiz Guilherme Gerbelli
O Estado de S.Paulo


O interior do Brasil ultrapassou as áreas metropolitanas e criou mais empregos com carteira assinada em 2013. As grandes cidades lideravam a abertura de postos formais no País desde 2005, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.


Os números do Caged revelam que o interior de nove Estados (Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul) foi responsável pela abertura de 340.881 postos formais na série sem ajuste, enquanto as áreas metropolitanas empregaram 211.190 pessoas. Apesar de o levantamento não abranger todo o País, a representatividade desses Estados é expressiva. Juntos, foram responsáveis por 552.071 empregos formais, de um total de 730.687 criados no Brasil em 2013.


A vitória do interior também ocorre na análise da série ajustada de 2013. Nesse recorte, o interior criou 465.542 empregos, e as áreas metropolitanas, 331.229 postos. A série sem ajuste é a preferida pelo governo e engloba as informações enviadas pelas empresas sobre admissões e desligamentos para o governo dentro do prazo estabelecido.


A análise detalhada dos números da série sem ajuste do emprego formais feita pela LCA Consultores mostra que, dos cinco grandes setores empregadores da economia, quatro tiveram melhor desempenho no interior: indústria, construção, comércio e serviços (ver quadro). A exceção foi a agricultura, mas o desempenho ruim pode ser explicado pela baixa participação das grandes cidades nesse setor.


Um forte fator que contribuiu para a superioridade do interior no ano passado é a política de reajuste real do salário mínimo. Cidades menores costumam depender mais do mínimo para manter a economia local aquecida. Em 2013, a alta real foi de 2,7%, acima do 1,8% do ganho real do trabalhador médio do Brasil apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


"O salário mínimo também é um indexador de quem é beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Dois terços dos previdenciários têm o salário ligado ao mínimo, o que beneficia em boa medida o interior", diz Fabio Romão, economista da LCA. "Em várias cidades do Nordeste e Norte faz muita diferença ter um beneficiário do INSS no domicílio. Ele continua contribuindo com a família, inclusive para o sustento até dos netos."


Impacto

É justamente o impacto do mínimo, aumentando o poder de consumo, que pode explicar o bom desempenho da indústria no interior - o setor criou 61.097 empregos formais em 2013 na série sem ajuste, acima dos 27.079 abertos em 2012. Nas áreas metropolitanas, houve retração de 163 nos postos.


O interior concentra boa parte da indústria voltada para a produção de bens não duráveis, setor mais resiliente à variação de renda, mas também mais impactado pelo reajuste do mínimo. No ano passado, por exemplo, a indústria de alimentos e bebidas contratou 21.268 empregados no interior e 13.240 em áreas metropolitanas.


O setor de construção também ajudou a impulsionar o interior dos Estados. O programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida 2 beneficia brasileiros com menor renda, cuja maioria está no interior. Além disso, o boom do setor começou nas áreas metropolitanas e a desaceleração, ao longo dos últimos anos, atinge naturalmente essas regiões primeiro.


A desaceleração das áreas metropolitanas não foi apenas apontada pelo Caged. Embora não apure somente o emprego com carteira de trabalho, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada mensalmente pelo IBGE e concentrada em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Porto Alegre), apontou em 2013 uma desaceleração no ano passado da população ocupada nesses locais. A alta foi de apenas 0,7% em relação a 2012, para 23,116 milhões de pessoas - a menor variação já registrada pela pesquisa em toda a série histórica.


"Desde o ano passado, a região metropolitana mostra um nível de contratação mais baixo", diz Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).


Na avaliação do pesquisador, um dos fatores que pode estar limitando a criação mais forte de emprego nas áreas metropolitanas é o desempenho mais fraco do consumo. Dessa forma, grandes setores empregadores, como serviços e comércio, estão sendo afetados e abrindo menos postos.


Fonte: O Estado de S.Paulo

Brasil está em rota de ascensão e combate desigualdade, diz Pochmann

Ao se basear no investimento, que cresceu mais do que o consumo, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, duas vezes maior que o do ano anterior, aponta recuperação do nível de atividade de forma mais "qualificada", diz o economista Marcio Pochmann. "Estamos em rota de ascensão gradual. E o Brasil está se reposicionando no mundo", afirma o presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
"Esse PIB dá resposta a várias questões."
Uma delas, por exemplo: a recuperação brasileira não podia se dar apenas pelo consumo, que segue sendo um fator importante. Mas há um novo contexto mundial, em que a economia não vem sendo mais puxada pelos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), mas se encontra em um momento de "saída da crise" conduzido, principalmente, pelos Estados Unidos. E o Brasil cresceu nos últimos anos via consumo e exportações de commodities.


Expansão do PIB do Brasil em 2013 só fica atrás de China e Coreia
Mantega: resultado do PIB mostra aceleração gradual da economia

Além da necessidade de continuar buscando distribuição de renda, Pochmann identifica um novo padrão, que exige investimentos em infraestrutura. E, nesse sentido, avalia o resultado do PIB como "bastante animador", pelo crescimento nesse item.


Os investimentos recuaram de 2010 para 2011, chegaram a ser negativos em 2012 e voltaram a subir no ano passado. Foi uma fase difícil de transição, acredita Pochmann, com decisões envolvendo o governo e o setor privado, em setores como estradas, aeroportos, portos, hidrelétrica e petróleo. "E a recuperação do investimento se dá em um período em que a taxa de juros estava subindo, o que é difícil de acontecer", observa.


O reflexo desses acordos entre o poder público e o setor privado deve ser visto pelos próximos três anos. "São investimentos de longa maturação." E também abre perspectivas melhores para o comércio internacional.


O economista também ressalta que essa transição acontece sem prejuízo aos mais pobres e aos trabalhadores. "O país continua combatendo a desigualdade." Em outros países, como na Europa, o ajuste teve alto custo social.


Fonte: Rede Brasil Atual

LER/Dort é uma doença crônica e invisível, alerta Fundacentro

No Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos (LER), pesquisas realizadas por especialistas da Fundacentro nas diversas áreas do conhecimento mostram que a LER/DORT é uma doença crônica, invisível, muitas vezes irreversível, e que carece de esforço conjunto de instituições em mudar esse cenário perverso de ocultação da doença.

Pesquisadores alertam que medidas organizacionais que respeitem as capacidades psicofisiológicas dos trabalhadores são URGENTES nos pontos de produção de bens e serviços nos diversos setores econômicos da indústria, comércio, serviços e agricultura.


As LER/DORT decorrem da intensificação do trabalho e representam um desgaste do sistema musculoesquelético de trabalhadores, cujas atividades de trabalho exigem a execução de movimentos repetitivos, associados muitas vezes a esforços físicos e manutenção de determinada postura por tempo prolongado. Costumam evoluir de forma lenta para quadros crônicos e assim nem sempre são percebidas precocemente pelos trabalhadores, que retardam a procura por auxílio com receio de repercussões negativas na empresa, agravados por situações de discriminação e assédio moral, o que lhes causa sofrimento e transtornos mentais, com grande impacto em suas vidas e de suas famílias.


Na década de 80 surgiam os primeiros casos de tenossinovite entre digitadores. A Fundacentro dava as suas primeiras contribuições junto aos sindicatos de trabalhadores para estabelecer a correlação entre a atividade e a doença musculoesqueletica encontrada. Foi nesse período que a introdução de novas tecnologias se deu no campo da digitação, exigindo maior velocidade na digitação e a eliminação de pausas. A partir desses estudos o MTE iniciou o processo de formulação e implementação da atual NR 17.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, em 2009, que as perturbações musculoesqueléticas eram responsáveis por mais de 10 % de todos os anos perdidos por invalidez. No Brasil, há mais de uma década, os distúrbios musculoesqueléticos figuram em primeiro lugar dentre as doenças relacionadas ao trabalho registradas pela Previdência Social. Dos benefícios acidentários concedidos pelo INSS, de 2006 para 2007 houve um salto de 19.956 para 95.473, fato desvelado pela implementação do critério epidemiológico no reconhecimento de acidentes e doenças ocupacionais e que comprovou haver subnotificação, ainda presente na atualidade.


O desafio para estimular a produtividade dos trabalhadores, oferecendo oportunidades de pausas para descanso e eliminando o uso de estratégias gerenciais de pressão pela aceleração do trabalho é fundamental para a sustentabilidade do crescimento econômico do país, promovendo a prevenção de novos casos de transtornos musculoesqueléticos e garantindo a existência de postos de trabalho para a reabilitação dos trabalhadores já acometidos por esses transtornos. É preciso um esforço interinstitucional do estado e das empresas para eliminar a intensificação do trabalho que tem se mostrado extremamente nociva para a saúde e segurança dos trabalhadores brasileiros.

 
Embora insuficiente, algumas políticas publicas devem ser destacadas: os Anexo I e II da NR 17 e a NR 36, que abordam respectivamente os trabalhos de caixas de supermercados, as operações de teleatendimento e o processamento das carnes em frigoríficos. A Instrução Normativa do INSS nº 98/2003 foi elaborada no intuito de estimular e subsidiar a perícia médica do INSS a reconhecer as LER/DORT e a incapacidade delas decorrente.


O protocolo de Dor Relacionada ao Trabalho: LER/DORT do Ministério da Saúde, de 2012, também teve o objetivo de dar subsídios aos profissionais de saúde a reconhecerem precocemente esses quadros clínicos e a notificarem ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN). Para auxiliar na divulgação desse Protocolo do Ministério da Saúde, a Fundacentro produziu vídeo lançado em 2013.


Além disso, foram evidenciadas nas pesquisas institucionais que os trabalhadores, mesmo com dores, continuam a exercer sua função e ocultam a doença como forma de negar que algo esteja errado. Em outras situações, o uso de anti-inflamatórios prescritos servem como paliativo e mascaram o problema, pois muitas empresas punem o trabalhador por uma doença não reconhecida e se instala, em muitas vezes, o assédio em cima do adoecido.


Em depoimento extraído de pesquisa institucional verifica-se o medo do desemprego e a constante luta dos trabalhadores para exercer a atividade a despeito de suas dores e sofrimento. "Choro de tristeza quando tenho que trocar os idosos sozinha, por causa do peso. Já estou com começo de depressão de tanto trabalhar sozinha, eu sei que tem vez que eu estou trabalhando, tô chorando, só pedindo a Deus, prá Deus me da (r) saúde".


A resistência patronal pelo não reconhecimento dessas doenças leva consequentemente a não implementação de ações prevencionistas. É necessário que a organização das atividades de trabalho leve em conta a saúde do trabalhador, sem estabelecer metas abusivas e fornecendo pausas para descanso.


Documento elaborado por profissionais da área de saúde dos trabalhadores, com contribuições de pesquisadores da Fundacentro, propõe uma reflexão sobre o papel dos métodos de gestão e a violação dos direitos dos trabalhadores.


Nesse dia 28 de fevereiro de 2014, temos a convicção de que muito há que se fazer para que haja o necessário equilíbrio entre as exigências do trabalho e as capacidades psicofisiológicas do ser humano.


Fonte: ACS/A.R.

Santander dispensa gerente perto da estabilidade pré-aposentadoria

Era gerente e ficava semanas fora de casa para realizar viagens de negócios. Trabalhava até 15 horas diariamente. Batia de longe todas as metas contratadas com a instituição financeira e ficava todo o tempo com o telefone ligado, à disposição.

Apesar da grande dedicação, calcada em sólida experiência de mercado, o bancário foi demitido quando estava prestes a alcançar a estabilidade de 12 meses antes da aposentadoria, prevista na cláusula 26 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários.


Para ele, contratado em 2004, a demissão foi consequência da política de redução de custos praticada pela instituição. "O banco espanhol centrou, equivocadamente, sua estratégia na redução de custo e está fazendo isso com demissões", explica.


"O executivo-chefe do Santander Brasil, Jesús Zabalza, está fazendo aqui o mesmo que fez quando estava na filial do México: reestruturação com demissão, falta de investimento e fechamento de unidades de negócio", afirma a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Vera Marchioni.


Sem bônus

Além de demiti-lo com quase 34 anos de contribuição ao INSS, o banco não pagou o bônus devido. "Não recebi nem 1% do que devia." Segundo o funcionário, seu caso não é isolado. "Como o banco pede engajamento, se demite e não cumpre sua palavra?", revolta-se.


Gestão equivocada

Para ele, a estratégia do banco não é racional. "Leva-se anos para formar um profissional. Para reduzir gastos, seria preciso ver o quanto os funcionários dão de resultado, não o quanto custam".


O Santander é o maior campeão de queixas do ranking do Banco Central. Durante 2013, esteve por oito meses no topo das reclamações do BC. Em janeiro desse ano, voltou à liderança.


"Como vai querer ter resultado e não ser o líder de reclamações, se demite funcionários com experiência, sobrecarregando as agências e causando um ambiente de trabalho instável, onde o trabalhador não consegue dormir de noite por medo de ser demitido?", pergunta-se o gerente.


Isban

A onda de demissões atinge também os funcionários da Isban Brasil, empresa de tecnologia da informação do grupo espanhol. Em 11 de fevereiro, demitiu um empregado. Detalhe: era o dia do seu aniversário.


O diretor do Sindicato, Wagner Cabanal, conta que o trabalhador chegou com bombons para comemorar e encontrou a sua mesa enfeitada pelos colegas com felicitações. Mas, momentos depois, foi demitido friamente. "Todos ficaram revoltados com a falta de sensibilidade da atual gestão", conta.


Demissões

Apesar do aumento de clientes, o Santander eliminou 4.371 empregos - 957 apenas nos três últimos meses -, além de fechar as portas de 94 agências, 128 postos de atendimento (PAs) e desativar 835 caixas eletrônicos, em 2013.


No ano passado, o banco ganhou 3% a mais com receitas de tarifas e prestação de serviços, que atingiram R$ 10,674 bilhões. Porém, o lucro da filial brasileira foi 9,7% menor que o de 2012.


Segundo o jornal Valor Econômico, de 4 de fevereiro, o banco criou uma nova área de custos, para controlar despesas, bem como um fundo de R$ 593 milhões voltados para consultorias, renegociação de fornecedores e mudanças nas localizações físicas do banco.


"O resultado da política de redução de custos é a demissão e suas decorrências: falta de funcionários, metas abusivas para os trabalhadores que ficam e insatisfação dos clientes. Não vamos aceitar isso", afirma a diretora do Sindicato, Maria Rosani.


Fonte: Seeb São Paulo

Contraf-CUT quer agilidade do BB para fazer 3 mil contratações até agosto


A Contraf-CUT promoveu uma reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil nesta quinta-feira (27), em São Paulo, para tratar de assuntos importantes para o funcionalismo, como a organização do 25º Congresso. Houve também debate sobre a questão da falta de funcionários nas agências e unidades de todo o país, deixando os bancários em estado crítico e no limite de sua saúde física e mental devido às péssimas condições de trabalho. Ainda foi discutido o risco existente entre o embate do MPT e o BB porque a decisão pode por em risco milhares de funcionários que estão em funções comissionadas.


Contratações

A questão de mais contratações faz parte do cumprimento da cláusula 50ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, onde o banco se compromete a contratar 3 mil funcionários até 31 de agosto deste ano. 

Conforme o último balanço, mesmo abrindo 88 novas agências, o banco fechou 1.966 postos de trabalho em 2013.

"Estamos atentos e conferindo os números de contratações para ver se o acordo está sendo cumprido. Além do mais, a sobrecarga de trabalho nas agências é muito grande, pois o banco passou a não contratar nem repor as aposentadorias, fazendo assim uma economia burra no último período porque os bancários estão adoecendo, se afastando e o banco poderia atender melhor à população cumprindo seu principal papel de banco público", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.


"Conquistamos esse compromisso do BB na Campanha Nacional 2013 e exigimos que seja cumprido o quanto antes para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes e à população", salienta.


O diretor da Contraf-CUT informou que, segundo a direção do BB, já foram contratados 1.233 funcionários entre o dia 1º de setembro de 2013 até o dia 26 de fevereiro.


O banco acrescentou que já foram convocados e estão em processo de qualificação mais 1.157 candidatos aprovados no concurso público, perfazendo um total de 2.390 convocações em todo o país.


"É importante o banco acelerar as contratações, tanto porque há estados onde faltam centenas de funcionários para preencherem vagas existentes, bem como têm alguns concursos expirando a validade nos próximos meses e os cidadãos aprovados estão aguardando para serem chamados", alerta William.


Pagamento da PLR do 2º semestre de 2013
 
Na reunião, William explicou o pagamento da PLR relativa ao segundo semestre de 2013, que foi efetuado na terça-feira (25). O lucro e o montante apartado para distribuição foi 43,4 % menor em relação ao primeiro semestre de 2013. A redução foi equivalente para todas as funções no banco, inclusive da direção.


Os escriturários receberam R$ 3.303,83 e os caixas executivos, R$ 3.743,98. As tabelas do Módulo BB variável (ATB/Sinergia), com os salários paradigmas por função, já foram disponibilizadas na parte superior do site da Contraf-CUT na seção de Convenções e Acordos.


Das 6.200 unidades, o banco informou que apenas 217 (3,5%) não atingiram a pontuação do ATB/Sinergia e que é direito das unidades pedirem reavaliação do resultado.


"Para os funcionários compreenderem melhor a distribuição da PLR no BB relativa ao 'maior lucro de sua história' é importante que eles somem os valores recebidos nos dois semestres, porque o resultado ajustado do banco foi de R$ 10 bilhões no primeiro e de R$ 5,7 bilhões no segundo", salienta William.


Ação sobre as promoções no BB

O BB está sendo processado por dano moral coletivo pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do Distrito Federal por criar cargos públicos e promover ascensões profissionais por meio de seleção interna e regime de comissionamento, o que seria inconstitucional segundo aquele MP. Uma audiência está agendada para o dia 20 de março.


A Contraf-CUT ouviu a assessoria jurídica e as federações, e vai buscar formas de expressar na audiência entre o MP e o Banco do Brasil a opinião das entidades sindicais e dos bancários sobre o tema ascensão profissional.


William lembrou que o 24º Congresso dos Funcionários do BB debateu e deliberou que se lute por critérios transparentes e isonômicos de ascensão profissional às diversas funções dentro da empresa.


A assessoria jurídica da Contraf-CUT apresentou uma explicação entre a diferença de cargos e funções que ajudou a balizar o debate na reunião da Comissão de Empresa, informando que o BB detém o chamado cargo único, sendo que as atividades desenvolvidas pelos bancários não são cargo e sim função. Ou seja, caixa, chefe, gerente, são funções, sendo que o cargo é escriturário.


As entidades sindicais querem expressar sua opinião no processo porque elas representam a totalidade dos bancários, independente da posição do procurador do MPT ou do acusado, Banco do Brasil.


"Uma coisa é certa: o banco não tem um Processo de Seleção Interna (PSI) para preencher as vagas das funções diversas existentes. É preciso avançar na discussão da criação, de forma negociada com as entidades sindicais de um plano de carreira e comissionamento, onde todos os escriturários (cargo de entrada no banco) possam concorrer e ascender em iguais condições", ressalta William.


Algumas reivindicações aprovadas no Congresso de 2013 sobre ascensão profissional e comissionamentos

- Fim do descomissionamento por "Ato de Gestão" com alteração do atual normativo interno (IN), observados exclusivamente os requisitos constantes no Acordo Coletivo;


- Ascensão Profissional: defender que as seleções, a partir de provas e títulos, sejam da alçada da Diretoria de Pessoas, realizada por equipes de profissionais com formação na área e que haja seleção interna para avaliação do conhecimento de normativos e rotinas do cargo a ser selecionado (na verdade, se trata de funções);


- Defender o respeito à jornada de 6 horas sem redução de salários;


- Estabelecer horários dentro do expediente para estudo e o pagamento de cursos externos, principalmente nas certificações obrigatórias;


- Valorização da Carreira Profissional de advogados, com aumento de remuneração mínima, progressão proporcional nos níveis da carreira e ressarcimento dos gastos com a mensalidade da OAB;


- Valorização das Carreiras de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, com aumento do quadro e reposição dos funcionários transferidos;


- Criação de Plano de Cargos e Salários: Carreira em 'Y'; instituir encarreiramento nos CSL (júnior, pleno e sênior); e criação de novo piso para estes segmentos técnicos.


Organização do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB

A Comissão de Empresa também discutiu a organização do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, já agendado pelo Comando Nacional dos Bancários para os dias 6, 7 e 8 de junho. O evento será realizado no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, na Rua Prof. Milton Rodrigues nº 100, em São Paulo.


Ficou decidido que a inscrição das teses deve ser feita até o dia 30 de abril e o prazo de realização de encontros e assembleias irá até o dia 1º de junho. Já a inscrição de delegações deve ser feita até o dia 3 de junho.


Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT exige segurança em agências de negócios do Itaú


As agências de negócios, que o Itaú abriu em várias cidades do país, devem ter obrigatoriamente plano de segurança aprovado pela Polícia Federal, conforme estabelece a lei nº 7.102/83. Não podem funcionar sem portas giratórias e sem vigilantes. A exigência foi feita pela Contraf-CUT, federações e sindicatos aos representantes do banco, durante negociação realizada na tarde desta quinta-feira (27), no prédio do CEIC, em São Paulo.


"Banco que não tem segurança é um convite para o ataque de assaltantes, cada vez mais ousados, aparelhados e violentos", alertou Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco. Ele lembrou o assalto ocorrido no último dia 29 de janeiro, na agência de negócios de Londrina, onde os bancários ficaram aterrorizados e ainda tiveram os seus pertences roubados.


Risco para bancários e clientes

Wanderley disse que as agências de negócios possuem caixas eletrônicos e por isso há operações de abastecimento e saques de dinheiro, colocando em risco a vida de bancários e clientes. "Mesmo que não tivesse numerário, é preciso ter segurança, como tem aqui no prédio do CEIC e noutras dependências do banco, onde não há dinheiro, mas existem funcionários trabalhando", salientou.


Essas agências de negócios são, na verdade, agências tradicionais que tinham plano de segurança e foram transformadas para esse novo modelo de atendimento seletivo do banco, porém os equipamentos de segurança foram retirados. "A intenção do Itaú é reduzir custos para aumentar ainda mais o lucro, mas isso deixa bancários e clientes muito expostos e prejudica a imagem do banco", frisou Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, que também participou da negociação.


Ademir recordou que em 2011 o Itaú retirou inúmeras portas giratórias durante a reforma das agências, no processo de fusão com o Unibanco. "Após a pressão das entidades sindicais, o banco voltou atrás, inclusive recolocando esse equipamento em unidades onde havia retirado", ressaltou.


"Não podemos esperar por uma tragédia para recolocar portas giratórias e vigilantes nas agências", apelou Carlos Damarindo, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Ele citou que a agência na rua Duque de Caxias, no centro da capital paulista, ficou paralisada durante dez dias no início de fevereiro por falta de segurança, ganhando o apoio de clientes que também se sentem inseguros e desprotegidos. "Segurança é prioridade", reforçou.


Modelo inseguro e excludente

Esse novo modelo excludente de agências do Itaú também foi criticado pelos dirigentes sindicais. Não existe bateria de caixas. O atendimento não é para todos os clientes, que ainda são direcionados para unidades próximas se precisarem de determinados serviços.

 "Esse modelo representa uma segregação social. Queremos melhores condições de atendimento para todos os clientes do banco", defendeu Daniel Reis, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Os representantes do Itaú ouviram os dirigentes sindicais e disseram que segurança "é uma preocupação do banco" e ficaram de estudar o problema junto às áreas envolvidas do banco. Eles reconheceram que "segurança é um desafio" e se comprometeram a agendar nova negociação para o mês de março, onde irão trazer uma resposta.


"Esperamos que o banco recue e garanta segurança nas agências de negócios, protegendo a vida de bancários e clientes e prevenindo assaltos", avaliou Wanderley.


"O Itaú investe bilhões de reais em novas tecnologias, preocupado com a segurança na nuvem, mas ainda trata como despesa a segurança das pessoas, o que precisa mudar", enfatizou Ademir.


Retomada da pauta específica

Ao final, o Itaú ficou de agendar uma negociação para o mês de abril sobre a retomada da pauta específica de reivindicações dos funcionários, que inclui questões como emprego, plano de saúde, reabilitação profissional, programa Agir e Plano de Cargos e Salários (PCS), dentre outras.


Fonte: Contraf-CUT