sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Proposta específica CAIXA




1) PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS - PLR
a) PLR Regra FENABAN
Regra Básica
Regra Adicional
b) PLR Adicional CAIXA
4% do lucro líquido realizado distribuído igualmente para todos os empregados e
Garantia de no mínimo uma Remuneração Base a todos os Empregados.
Valores de PLR - Exemplos paradigmáticos, com base no lucro orçado:
TBN referência 203 – R$ 8.000,48
Caixa Executivo - R$ 9.361,28
Tesoureiro - R$ 11.200,88
Avaliador penhor - R$ 10.695,98
 2) PLR – ANTECIPAÇÃO
Antecipação de 60% do valor devido a cada empregado, a ser paga em até 10 dias após assinatura do ACT.
4) PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAUDE – DEPENDENTE INDIRETO SAÚDE CAIXA
Extensão da condição de dependente indireto a filhos (as) / Enteados (as) com idade entre 21 e 27 anos incompletos que não possuam qualquer renda superior a R$ 1.800,00, inclusive as provenientes de pensão alimentícia.
 5) VALE CULTURA
A CAIXA participará do Programa de Cultura do Trabalhador, como empresa beneficiária, para distribuir o vale-cultura aos empregados que o requeiram e que tenham Remuneração Base igual ou inferior a 5 salários mínimos, conforme os termos estabelecidos pela Lei 12.761/2012 e seu regulamento.
6) HORAS EXTRAS
Manutenção da cláusula referente a prorrogação da Jornada de trabalho, assegurando-se o pagamento, com adicional de 50% sobre o valor da hora normal, ou a compensação das horas extraordinárias realizadas na proporção de 1 hora realizada para 1 hora compensada e igual fração de minutos.
Pagamento de 100% das horas extras realizadas em agências com até 15 (quinze) empregados, facultando ao empregado optar pela compensação, a partir de 02 de Janeiro de 2014.
7) JORNADA EM REGIME DE ESCALA
Assume o compromisso de em até 31 de dezembro definir a redação.
8) AUSÊNCIAS PERMITIDAS
Renovação da cláusula, acrescentando:
Até 2 (dois) dias por ano para levar cônjuge, companheiro (a), pai, mãe, filho ou dependente menor de 14 anos ao médico, mediante comprovação, em até 48 horas após.
9) PROMOÇÃO POR MÉRITO – ANO BASE 2013
A CAIXA realizará sistemática de avaliação para promoção por mérito em 2014, referente ao ano base 2013.
Redução das horas de estudo para efeito da promoção por mérito de 70 para 10 horas.
10) COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO VOLUNTÁRIA
A Caixa se compromete a renovar a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho que regulamenta a CCV por ocasião do seu vencimento.
11) PSI - Constituição de Comissão para avaliar e sugerir melhorias nos processos de seleção interna*;
12) Constituição de fórum para debater, propor e estruturar ações preventivas e de tratamento de situações que envolvam o tema condições de trabalho, abrangendo: conflito no ambiente de trabalho; jornada de trabalho; acompanhamento de resultados; estrutura física e de pessoas das unidades*.
* Início dos trabalhos 30 dias após a assinatura do ACT e conclusão até 30/Março/2014.
13) A CAIXA se compromete a dar continuidade ao processo de contratação de empregados, em 2014, para reposição dos empregados desligados e nas aberturas de agências.
14) Os descontos decorrentes de ausência ao trabalho em virtude de paralização nos dias 11/07/2013 e 30/08/2013 serão convertidos em compensação (na regra da greve) com a devolução dos valores aos empregados nessa situação.
CLÁUSULAS RENOVADAS
REFERÊNCIA DE INGRESSO E ENQUADRAMENTO
Os empregados serão contratados na referência 202 da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e nas referências 2402, 2602 e 2802 da Nova Estrutura Salarial (NES) e serão enquadrados nas referências 203, 2403, 2603 e 2803, respectivamente, no dia imediatamente posterior à conclusão do período referente ao contrato de experiência.
ISENÇÃO DE ANUIDADE DE CARTÃO DE CRÉDITO
Renovação da cláusula que garante a isenção de anuidade dos cartões de crédito CAIXA Mastercard e Visa a seus empregados.
JUROS DO CHEQUE ESPECIAL
Manutenção do enquadramento dos empregados, no programa de relacionamento para redução dos juros do cheque especial.
LICENÇA MATERNIDADE E LICENÇA ADOÇÃO
Ratificação das atuais condições para Licença Maternidade e Licença Adoção.
ESTABILIDADE PROVISÓRIA DE EMPREGO
Renovação da cláusula referente às estabilidades provisórias de emprego.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE
A CAIXA continuará a pagar o adicional de insalubridade ou de periculosidade, sempre que na prestação de serviços se verificar o seu enquadramento nas atividades ou operações insalubres ou perigosas.
LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE E TITULARIDADE DA FUNÇÃO GRATIFICADA OU CARGO EM COMISSÃO EM LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
A CAIXA renova a cláusula onde considera como de efetivo exercício os primeiros 15 dias de licença para tratamento de saúde do empregado.
A CAIXA garantirá ao empregado a titularidade da Função Gratificada ou Cargo em Comissão, pelo período da licença para tratamento. (Fonte: Contraf-CUT)

BB propõe avanços aos caixas, contratações e combate ao assédio moral


Após 22 dias de greve nacional, bancários do Banco do Brasil arrancaram nesta sexta-feira (11) uma proposta específica que se soma à conquista do aumento real de salário proposto na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

REAJUSTE COM AUMENTO REAL - O piso e demais verbas salariais serão reajustados em 8% (aumento real de 1,84%). Com essa proposta, o aumento real no piso do BB acumula 38,5% desde o início da campanha nacional unificada. O novo piso do BB será de R$ 2.104,66 após 90 dias (A2).

CONTRATAÇÕES - O banco apresentou propostas que estão entre as reivindicações do funcionalismo. Serão contratados 3 mil bancários até agosto de 2014.

PSO/CAIXAS - Os caixas executivos passarão a pontuar como os demais comissionados na primeira faixa de funções: 1 ponto por dia. A contagem será feita de forma retroativa considerando 2006 adiante e com isso os bancários que exerceram a função de caixa desde essa data já terão ou estarão próximos de completar 1095 pontos e adquirir mais uma letra de mérito (R$ 113). Além disso, serão efetivados no caixa mais de 1.200 bancários que já vêm exercendo a função a mais de 90 dias.

"As conquistas dos caixas são fruto da forte mobilização que fizeram nesta campanha nacional da categoria. Ainda temos muitos problemas pra resolver em relação às condições de trabalho nos caixas e nas PSO, mas os avanços são importantes", avalia William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

TRAVA PARA REMOÇÃO - os escriturários terão que esperar um tempo menor para poder concorrer à remoção para outras unidades de trabalho. A trava diminuiu de 24 para 18 meses.

INCORPORADOS - haverá uma mesa temática após 30 dias da assinatura do acordo sobre o tema Cassi e Previ para que o BB apresente os dados e estudos referentes aos incorporados, os planos de saúde e previdência desse segmento e demais fatores inerentes.

"A Contraf-CUT e as entidades sindicais já disseram que querem negociar e resolver o problema sobre a Cassi e Previ para os funcionários incorporados. Uma mesa temática onde o banco nos forneça os dados sobre todos os planos, os perfis dos grupos e onde estariam possíveis problemas será importante para as entidades sindicais e seus bancários representados poderem buscar soluções para a questão" avalia o dirigente.

QUESTÕES DE COMBATE AO ASSÉDIO MORAL

TORPEDOS - o banco propôs criar uma cláusula que limita o uso de mensagens de texto (SMS) cobrando metas de seus funcionários fora da jornada de trabalho.

"FICHA SUJA" - o banco também terá como pré-requisito para um funcionário ser gestor, não haver registro dele de denúncia procedente na ouvidoria ou no protocolo de prevenção de conflitos assinado entre a Fenaban e as entidades sindicais nos últimos 12 meses.

"Essa novidade é importante principalmente porque nossos bancários e nossas entidades sindicais podem fortalecer nossa conquista da greve do ano passado de fazer o BB assinar a cláusula de combate ao assédio moral em 2012. Ao denunciar o assediador e comprovar que ele praticou alguma conduta irregular, ele não poderá seguir impunemente em sua carreira e ascensão no banco", destaca William Mendes.

PLR

O banco pagará participação nos lucros e resultados para 117,8 mil bancários e os valores serão maiores que o semestre anterior devido ao excelente trabalho do funcionalismo.

FALTAS DOS DIAS DE LUTA E DA GREVE

Os banqueiros tentaram impor uma derrota aos bancários e exigir compensação de cada hora de luta durante seis meses. A força da mobilização e as lideranças sindicais não permitiram isso.

A nova redação da Convenção Coletiva de Trabalho permitira a compensação de até 1 hora por dia e até 15 de dezembro. Após isso, as horas restantes serão anistiadas.

RECLASSIFICAÇÃO DAS FALTAS DE LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES

Também serão reclassificadas e serão devolvidos os descontos dos dias de greve dos bancários que participaram da luta contra as mudanças unilaterais do plano de função.

"A proposta específica para os bancários do BB apreciarem nas assembleias tem uma série de questões importantes. Todas elas são fruto de muita luta de cada bancária e cada bancário nesta campanha e neste ano. A direção do banco tem agido de forma truculenta e desrespeitosa com o funcionalismo e as entidades sindicais. Graças à mobilização e a unidade, conseguimos exigir do banco a devolução dos dias descontados na luta contra o novo plano de função. O desconto será estornado e as horas de greve estarão incluídas na compensação" informa o dirigente.

"O BB anunciou que vai corrigir de forma escalonada o valor das gratificações de função que ficou muito baixo no novo plano de funções. Não vamos clausular isso, porque o banco não negociou conosco e há ações na justiça questionando as mudanças, mas ao fazer mudanças no plano fica claro que houve problemas na implantação sem diálogo com a representação do funcionalismo" diz o coordenador da CEBB.

PRORROGAÇÃO DO DIREITO A FAZER HORAS EXTRAS AOS QUE ADERIRAM ÀS FUNÇÕES DE 6 HORAS

O banco informou que os bancários que aderiram ao plano com jornada de 6 horas e redução de salário poderão continuar fazendo até 20 horas extras por mês por mais 6 meses após janeiro de 2014.

"Por fim, quero ressaltar a importância das cláusulas sociais que conquistamos nesta campanha. Nos empenhamos para melhorar a condição da bolsa dos estagiários, para ter alguma conquista para as pessoas com deficiência e para a questão de igualdade como o caso da licença adoção de 180 dias para os homens solteiros (família monoparental). Esses temas também têm relação com a melhoria das condições de trabalho no banco, assim como mais contratações" finaliza William

PROPOSTAS 2013 - FINAL

Já apresentadas

- Vale cultura: no valor de R$ 50,00 por mês para os funcionários que ganhem até 5 salários mínimos, a partir de janeiro/2014.

- Abono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano;

- Elevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias;

- Aumento do valor da bolsa dos estagiários, de R$ 332,00 para R$ 570,00;

- Auxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido em decorrência de assalto intentado contra o Banco - no limite de R$ 868,00 por mês até 24 anos incompletos, na forma das instruções internas (sem cláusula).

- Vacina contra a gripe para todos os funcionários (sem cláusula)

Demais Propostas

- Redução da trava para remoção de escriturários, de 24 meses para 18 meses;

- Movimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1º dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários;

- Cláusula com compromisso do Banco em preencher o número de vagas de caixa executivo existentes na data de assinatura do ACT, priorizando os funcionários que já estejam substituindo há mais de 90 dias e desde que haja interesse pelo funcionário;

- Elevação da pontuação do mérito para os caixas, de 0,5 ponto para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013;

- Cláusula com compromisso do Banco em normatizar internamente a proibição do envio, pelos gestores, de mensagens de texto (SMS) que tratem de cobrança de metas em fins de semana, além da limitação do horário de envio durante a semana;

- Compromisso do Banco em normatizar internamente o treinamento dos gestores que não obtiverem desempenho suficiente no RADAR (sem clausular);

- Mediação de Conflitos: Compromisso do Banco de agregar a metodologia de ouvidoria existente à metodologia de mediação de conflitos, treinando todos os gerentes de Gepes, analistas que atuam na Ouvidoria e Administradores (sem clausular);

- Compromisso de considerar somente os 20 primeiros do TAO para os processos seletivos e nomeações nas Unidades do Banco (sem clausular);

- Seleção para gestores, na rede de agências, pelo Programa de Ascensão Profissional, com pré-requisito de não ter demanda de Ouvidoria procedente nos últimos 12 meses, consideradas também as denúncias encaminhadas via "protocolo de prevenção de conflitos"; (sem clausular)

- Mesa Temática sobre Cassi e Previ com início previsto para 30 dias após a data de assinatura do ACT;

- 3.000 contratações de funcionários até 31.08.2014;

- O banco se compromete a efetuar ajustes nos percentuais do Adicional de Função de Confiança - AFC e do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação aos Valores de Referencia - VR das Respectivas Funções, a partir de 01.09.2016, conforme os termos desta Cláusula.

Parágrafo Primeiro - Em 01.09.2016, o percentual do Adicional de Função de Confiança - AFC em relação ao Valor de Referencia - VR da respectiva Função de Confiança - FC, passará a ser 43,75%.

Parágrafo Segundo - A partir do mês de setembro de 2016 e a cada 3 (três) anos, o percentual do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação ao Valor de Referencia - VR da respectiva Função Gratificada - FG, passará a ser:

I- Em 01.09.2016 - 18,75%
II - Em 01.09.2019 - 25,00%
III- Em 01.09.2022 - 31,25%; e
IV- Em 01.09.2025 - 37,50%. (sem clausular)

- Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

- Prorrogação por mais seis meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

- Realização de mesa temática sobre CABB.

- Participação nos Lucros e Resultados: o modelo de distribuição da PLR terá a mesma estrutura do exercício anterior. O aumento no montante do programa será distribuído para todas as faixas salariais (47% a mais):

Escriturários recebem R$ 5.837,15 e caixas executivos R$ 6.236,38

Parcela variável do Módulo BB (vinculado ao resultado): a tabela de salários paradigma será aumentada na mesma proporção de 47% a mais.

Veja alguns grupos: Comissionados FG e FC (plenos) 2,07 salários paradigma, gerência média 2,15 salários paradigma, primeiros gestores 2,57 salários paradigma. (Todas as demais funções na tabela da parcela variável no BB também foram reajustadas pela mesma proporção, informou o banco).


Fonte: Contraf-CUT

Greve arranca 8% de reajuste e bancos recuam sobre dias parados


Após mais de 16 horas de tensas negociações, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, nesta sexta-feira 11 uma nova proposta elevando para 8,0% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste sobre os salários e as verbas, para 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.

Após a negociação com a Fenaban, o Comando Nacional se reuniu separadamente com os negociadores do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste para receber as propostas das reivindicações específicas dos bancários dos três bancos públicos federais.

Diante da dura resistência do Comando, os bancos recuaram da proposição inicial de compensar todos os dias de greve em 180 dias. Evoluíram para a proposta do ano passado, de compensação de duas horas diárias até o dia 15 de dezembro. Finalmente aceitaram compensar no máximo uma hora extra diária, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro.

A nova proposta da Fenaban, apresentada após o 22º dia da greve, que fechou 12.140 agências, inclui ainda três novas cláusulas: proibição de os bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano e adesão ao programa de vale-cultura do governo, no valor de R$ 50,00 por mês.

Em razão desses avanços, o Comando Nacional está orientando os sindicatos a realizarem assembleias até a segunda-feira 14 e a aceitarem a nova proposta, que garante aumento real de salário pelo décimo ano consecutivo, valorização do piso e novas conquistas econômicas e sociais.

"A forte mobilização e a unidade da categoria foram fundamentais para romper a intransigência dos bancos e garantir avanços importantes, especialmente aumento real de salário e avanços nas condições de trabalho", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A nova proposta da Fenaban

> Reajuste: 8,0% (1,82% de aumento real).

> Pisos: Reajuste de 8,5% (ganho real de 2,29%).
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.148,97.
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.648,12.
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.229,05 (que inclui R$ 394,42 de gratificação de caixa e R$ 186,51 de outras verbas de caixa).

> PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.087,49. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 19.825,86.

> PLR parcela adicional: aumento de 2% para 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste).

> Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.016,40, limitado a R$ 5.452,49. Da parcela adicional, 2,2% do lucro do primeiro semestre, limitado a R$ 1.694,00. O pagamento do restante será feito até 3 de março de 2014.

> Auxílio-refeição: de R$ 21,46 para R$ 23,18 por dia.

> Cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 397,36.

> 13ª cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 397,36.

> Auxílio-creche/babá: de R$ 306,21 para R$ 330,71 (para filhos até 71 meses). E de R$ 261,95 para R$ 282,91(para filhos até 83 meses).

> Requalificação profissional: de R$ 1.047,11 para R$ 1.130,88.

> Adiantamento emergencial: Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

> Gestores ficam proibidos de enviar torpedos aos celulares particulares dos bancários cobrando cumprimento de resultados.

> Abono-assiduidade (novidade): 1 dia de folga remunerada por ano.

> Vale-cultura (novidade): R$ 50,00 mensais para quem ganha até 5 salários mínimos, conforme Lei 12.761/2012.

> Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

> Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

Compromissos

> Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

> Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Reunião específica para discutir aprimoramento do processo.

> Discutir um novo modelo de PLR antes da campanha nacional de 2014.



Fonte: Contraf-CUT

Proposta para Caixa: âgência com até 15 empregados pagará todas as horas-extras

 Na retomada da negociação das questões específicas dos empregados, realizada depois da reunião com a Fenaban, a Caixa Federal apresentou ao Comando Nacional uma série de propostas, entre elas a de que agências com até 15 funcionários não terão mais horas compensadas. A partir de janeiro de 2014, todas as horas extras realizadas nessas dependências serão pagas.

"Essa é uma das principais reivindicações dos empregados aprovadas no 29º Conecef e sua conquista é resultado da mobilização dos empregados em todo o país", afirma Jair Pedro Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Veja aqui em pdf a proposta completa da Caixa.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Assembleia


22° dia: Impasse sobre dias parados da greve suspende negociações temporariamente

A negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, iniciada na manhã desta quinta-feira 10, foi suspensa temporariamente e será retomada após as 14 horas, por causa de um impasse sobre o dias parados. A Fenaban quer descontar todos os dias de greve e o Comando defende a anistia total.

A negociação, retomada no dia 22º dia da greve, está sendo realizada no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT (Atualizado pelo SEEB NF às 14:34)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

No 21º dia, greve arranca nova negociação com Fenaban nesta quinta

A força da greve nacional dos bancários, que completa 21 dias nesta quarta-feira (9), arrancou uma nova negociação entre o Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban para ocorrer nesta quinta (10), às 10 horas, em São Paulo.




Assembleias rejeitam proposta

A nova rodada foi marcada após a rejeição pelas assembleias dos sindicatos da proposta de reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%, apresentada pelos bancos na última sexta-feira (4), que foi considerada insuficiente pela categoria.

A Contraf-CUT enviou ontem um ofício do Comando Nacional à Fenaban, comunicando a decisão das assembleias e reiterando que "permanece à disposição para continuar as negociações para a apresentação de uma proposta satisfatória dos bancos, que atenda de fato às reivindicações econômicas e sociais da categoria".

"A continuidade das negociações é fruto da intensa mobilização dos bancários, que estão vencendo o cansaço, mostrando uma extraordinária disposição de enfrentamento, combatendo as práticas antissindicais dos bancos e fazendo a maior greve da categoria dos últimos 20 anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"A expectativa dos bancários é que os bancos apresentem uma nova proposta que atenda as reivindicações de aumento real, valorização do piso, PLR melhor, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades", destaca. "Com os lucros de R$ 59,7 bilhões entre os meses de junho de 2012 e 2013, sobram recursos para compensar o trabalho e a dignidade dos bancários", sustenta Carlos Cordeiro.


Retomada de negociações, inclusive com bancos públicos

Durante todo o processo de negociações da Campanha 2013, iniciado no mês de agosto, os bancos apresentaram somente duas propostas. A primeira, feita no dia 5 de setembro, foi o reajuste de 6,1% que só repõe a inflação pelo INPC no período e ignorou as demais reivindicações da categoria, tendo sido rejeitada em todo país e motivando a deflagração da greve a partir do dia 19 de setembro. A segunda proposta foi a da última sexta-feira.

Ontem, no 20º dia de greve, os bancários paralisaram 11.748 agências, centros administrativos e call centers em todos os 26 estados e no Distrito Federal, um crescimento de 91,1% em relação ao primeiro dia da paralisação, quando 6.145 dependências foram fechadas. "Não é à toa que a força do movimento afetou as vendas do comércio e a concessão de financiamentos, o que comprova a importância do trabalho da categoria para o atendimento da população e a geração dos resultados dos bancos", destaca Carlos Cordeiro.

"Os bancários querem agora também retomar as negociações das questões específicas com os bancos públicos", conclui o presidente da Contraf-CUT.

O Comando Nacional representa 143 sindicatos e 10 federações de todo país, totalizando mais de 95% dos bancários de todo Brasil. Além das entidades integrantes, participam como convidados os coordenadores das comissões de empresas dos trabalhadores dos bancos públicos federais.

As principais reivindicações dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 8 de outubro de 2013

20º DIA: Bancários de Nova Friburgo rejeitam a proposta da Fenaban e greve continua

Bancários e bancárias de Nova Friburgo, reunidos em assembleia geral na tarde desta segunda-feira, dia 7, no auditório do Sindicato, decidiram por unanimidade rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban no dia 4 que reajusta os salários em 7,1% e do piso salarial em 7,5%. Os trabalhadores também decidiram manter a greve por tempo indeterminado e cobraram que os bancos públicos voltem a negociar.

“Todas as 22 agências da cidade estão paralisadas e continuarão assim até que os banqueiros apresentem uma proposta que satisfaça os trabalhadores”, informa Max Bezerra presidente do Sindicato. “A categoria será contemplada quando conseguir aumento real e avanços sociais significativos para as questões de emprego, saúde e segurança”, afirma o dirigente.

Somente os seis maiores bancos do país lucraram quase R$ 30 bilhões apenas de janeiro a junho desde ano, alta de 18,21% em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas com tarifas cresceram 12,5% e ultrapassam os R$ 46 bilhões.

Por isso, os bancos podem atender as reivindicações dos bancários estão em greve há 20 dias por reajuste salarial de 11,93%; PLR: maior; mais contratações e menos demissões, mais segurança para clientes e usuários, dentre outras demandas.

O Sindicato informa que há mais 7 agências paralisadas e que somente haverá nova assembleia após uma nova proposta.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

07/10: 19º dia greve dos bancários



100% DE PARALISAÇÃO NAS AGÊNCIAS DE NF
ASSEMBLEIA 07/10 ÀS 18h30

Fenaban propõe menos de 1% de aumento real
Comando Nacional considera proposta insuficiente e recomenda rejeição nas assembleias. Greve continua
Os bancos propõe pagar 7,1% de reajuste salarial para a categoria. O índice corresponde a 0,97% de aumento real para os salários e demais verbas, como vales e auxílios, e foi considerado insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários. Assim, a greve, que completou 16 dias na sexta 4/10, continua por tempo indeterminado.
Em negociação na tarde de sexta 4/10, a federação dos bancos (Fenaban) apresentou proposta que prevê, ainda, 7,5% de reajuste para o piso (1,35% de aumento real) e não altera o modelo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados de 90% do salário-base mais valor fixo e valor adicional de 2% do lucro líquido distribuído linearmente entre os funcionários). Apenas reajusta em 10% a parte fixa e o teto da parcela adicional, PORÉM, sem alteração nos percentuais do lucro líquido distribuído. A MAIORIA DOS TRABALHADORES NÃO SERIA BENEFICIADA COM A MUDANÇA.
Insuficiente – O Comando Nacional considerou a proposta insuficiente porque o aumento real está aquém do que os bancos podem pagar. Setores menos rentáveis estão fechando acordos com aumento real maior.
Também é preciso deixar claro que o reajuste na parte fixa da PLR não significa necessariamente melhor distribuição do lucro entre os bancários e não fará qualquer diferença para a maioria dos trabalhadores como os do Bradesco, Santander e HSBC.
O Comando Nacional encaminhou documento à Fenaban reafirmando “a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários.
Piso – Em nota, a Fenaban afirma que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos, com aumento real de 23,21%.  “É um momento de se preservar conquistas e não de aumentar custos”, afirmou Magnus Ribas Apostólico, negociador da Fenaban.
O Comando respondeu e justificou que que somente nos sete maiores bancos o lucro cresceu 120% no mesmo período de sete anos: 55% acima da inflação. E que há uma margem muito grande de lucro sendo apropriada somente pelos bancos. A sociedade quer sua parte, na forma de melhores serviços, e os bancários na forma de melhores salários e condições dignas de trabalho. Por isso cobramos além de um reajuste maior, propostas mais concretas para acabar com a pressão que adoece a categoria e mais contratações para melhorar o atendimento e reduzir a sobrecarga de trabalho.
Bancos públicos – Não há qualquer avanço nem data prevista para a retomada das negociações no Banco do Brasil e na Caixa Federal. O Comando cobrou que as direções desses bancos voltem à mesa para debater as questões específicas dos seus empregados.