sexta-feira, 19 de julho de 2013

Centrais sindicais lembram 30 anos da greve geral contra a ditadura

Marcos Manocchi/CUTAs centrais sindicais que integram o grupo de trabalho Ditadura e repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical, da Comissão Nacional da Verdade (CNV), farão um ato público na segunda-feira (22), no Sindicato Nacional dos Aposentados, no centro da capital paulista, para lembrar a greve geral de 1983, que levou 3 milhões de trabalhadores para as ruas.

Segundo o coordenador da Comissão Nacional de Memória Verdade e Justiça, da CUT, Espedito Solaney, o ato busca incorporar os sindicatos na agenda da CNV e ajudar na luta por reparação para as vítimas da ditadura. "Sindicalistas de base tiveram seus mandatos cassados, vários desapareceram, vários foram exilados. Queremos a reparação moral, política e material para todos que foram vítimas e foram violados em seus direitos humanos fundamentais."


Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Solaney diz que o grupo de trabalho destacou 11 temas a serem estudados referentes à ditadura, como repressão às greves, a legislação "antissindical e antissocial" e o levantamento de sindicatos que sofreram intervenção, durante e após o golpe.


O coordenador diz que a política de arrocho salarial implementada ao longo da ditadura rebaixou o salário mínimo "em mais de 50%", o que significou uma perda "imensurável" para os trabalhadores: "Parte dos filhos deles ficou raquítica, não se desenvolveu física e intelectualmente. A lei de arrocho salarial veio de encontro à campanha de reposição salarial iniciada com o João Goulart".


O relatório final do grupo de trabalho deve ser concluído em novembro de 2014. As centrais incluirão no relatório o pedido de reparação aos trabalhadores, feita pelas empresas que colaboraram com a ditadura, inclusive em forma de indenização, a exemplo do que ocorreu na Argentina, onde houve reparação e condenação de generais.


Para o secretário das Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes, empresários que colaboraram com a perseguição de trabalhadores também devem pagar indenização. 


"Quem comete crime deve pagar pelos seus atos. Muitos empresários faziam listas exclusivas proibindo determinados trabalhadores de trabalhar, fazendo eles ficarem na extrema pobreza por perseguição. Os trabalhadores não tiveram condição de sobrevivência."


Fonte: Rede Brasil Atual

Dest autoriza Caixa a contatar mais 9.823 empregados até 2015

O Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), autorizou a Caixa Econômica Federal a ampliar o seu quadro de pessoal em mais 9.823 empregados nos próximos dois anos.

Segundo a portaria nº 14, de 16 de julho de 2013, publicada no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira, dia 17, a Caixa pode contratar mais 4.850 empregados em 2014 e 5.023 em 2015. O limite de empregados estabelecido para 2013 é de 102.049.


Conforme a publicação, a Caixa fica autorizada a gerenciar o quadro de pessoal próprio, praticando atos de gestão para repor empregados desligados ou que vierem a se desligar do quadro funcional.


A Caixa poderá abrir novos concursos, mas, segundo a assessoria de imprensa da empresa, os últimos certames realizados ainda estão em vigência.


O coordenador da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, considerou importante a medida, mas que ainda é insuficiente mediante a estratégia da Caixa de ampliação crescente do número de agências em todo o país.


Atualmente, a Caixa tem 95.679 empregados ativos e, pelo acordo coletivo 2012/2013, deve chegar até 31 de dezembro deste ano ao total de 99 mil trabalhadores.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

Ministério da Justiça notifica sete bancos sobre pacotes de serviços

   Os sete maiores bancos do país terão de prestar esclarecimentos ao Ministério da Justiça sobre o oferecimento e a padronização de pacotes de produtos e serviços básicos. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) notificou as instituições financeiras com base na resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que regulamenta o assunto.

Desde o dia 1º, os bancos são obrigados a oferecer quatro pacotes padrão aos correntistas, um pacote mínimo de serviços gratuitos, exigido desde 2010, e três novos pacotes padronizados associados a contas de depósito. O cliente também pode contratar serviços individuais à parte.


A medida, informou o Ministério da Justiça, tem como objetivo ampliar a transparência e facilitar a comparação de tarifas entre os serviços bancários.


Foram notificados o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Bradesco, o Itaú, o HSBC, o Santander e o Citibank. As instituições têm até dez dias para apresentar os documentos que demonstram o cumprimento da resolução do CMN.


De acordo com o Ministério da Justiça, a pasta não chegou a receber denúncias de descumprimento da nova regra. O DPDC quer apenas verificar se a exigência está sendo respeitada e de que forma os bancos se ajustaram à norma.


Fonte: Agência Brasil

CCJ aprova fim do voto secreto na eleição de presidente do Senado

     A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) um projeto de resolução que torna aberto o voto dos senadores nas eleições para presidentes da Mesa Diretora e das comissões da Casa.

O projeto altera diversos artigos do Regimento Interno para eliminar as possibilidades de voto secreto nesses casos. O objetivo é tornar mais transparente a atuação dos senadores e mostrar se há coerência entre o que eles defendem publicamente e a maneira como votam.

O projeto de resolução que torna aberto o voto para eleição do presidente do Senado - que também preside o Congresso Nacional - faz parte de um conjunto de propostas legislativas que têm sido pautadas para atender às demandas das manifestações de rua que começaram em junho em todo o país.

O voto aberto, entretanto, ainda não está valendo. O projeto de resolução será encaminhado para a comissão especial que está cuidando da reforma do Regimento Interno do Senado.

Depois, junto com as demais propostas de mudanças no regimento, seguirá para o plenário da Casa para votação final. Em seguida, o texto segue para a Câmara dos Deputados. Se for aprovado, será promulgado. Não há previsão de quando a tramitação será concluída.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 18 de julho de 2013

OIT apela para países do G20 investirem em políticas de emprego

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez um apelo nesta quarta-feira (17) aos países do G20 para que invistam em políticas de criação de emprego. O organismo divulgou nota sobre o assunto na véspera de reunião dos ministros de Trabalho e Emprego do G20, que ocorre nesta quinta (18) e sexta (19) em Moscou, na Rússia. Além disso, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, apresentou as conclusões de estudos feitos pelo organismo em parceria com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Um relatório conjunto da OIT e OCDE aponta quais políticas adotadas pelos países do G20 desde 2010 no combate ao desemprego foram consideradas exitosas. Entre elas, aumento do investimento em infraestrutura para promover crescimento econômico, melhora dos salários mínimos para enfrentamento da pobreza e desigualdade, fortalecimento da negociação coletiva para alinhar salário e produtividade, ampliação da cobertura dos sistemas de proteção social, programas de capacitação e educação e concessão de subsídios para contratação de grupos vulneráveis.


Na descrição de algumas das medidas, como aumento do investimento em infraestrutura, melhora do salário mínimo e ampliação da proteção social, o Brasil está entre os países citados como exemplo. O dirigente da OIT ressaltou que há espaço para o G20 fazer mais em favor do emprego.


Um levantamento da OIT e OCDE, que será apresentado durante a reunião dos países do G20, destaca que a taxa de desemprego é superior a 7% em oito países do grupo e supera os 25% na Espanha e na África do Sul. Ainda de acordo com o estudo, o desemprego está abaixo de 5% somente em quatro países - China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Nos 12 meses que precederam o primeiro trimestre deste ano, a taxa aumentou em países nos quais já era elevada, principalmente na França, Itália e Espanha.


De acordo com Guy Ryder, cinco anos após a eclosão da crise financeira, o desemprego mantém-se em níveis "inaceitavelmente altos". O diretor-geral destacou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a revisar para baixo o prognóstico de crescimento global para 2013 e 2014.


"Isso significa que não podemos esperar melhoras significativas na situação do emprego a menos que os países adotem políticas mais ambiciosas para enfrentar o déficit de postos de trabalho", declarou, em entrevista coletiva.


Fonte: Agência Brasil

Sindicato de Brasília ganha ação contra demissões no BB. Veja a inicial

http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=35067

Santander continua demitindo e desmarcando reuniões com bancários

O modelo de gestão do Santander permanece desrespeitando os trabalhadores. As demissões imotivadas aumentaram no primeiro semestre, superando os números do mesmo período do ano passado. As condições de trabalho pioraram com a falta de funcionários, as metas abusivas, o assédio moral, a insegurança e o adoecimento de muitos colegas. E as práticas antissindicais e as terceirizações não param, deixando indignados os representantes dos bancários.

Em vez de apostar no diálogo e na negociação coletiva, o Santander entrou em contato com a Contraf-CUT na tarde desta quarta-feira (17) para comunicar que estava adiada a reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) marcada para a próxima segunda-feira (22), às 14 horas. O banco alegou problemas de agenda e não anunciou nova data.


Na reunião adiada estava prevista a discussão da pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários e entregue ao banco no dia 26 de junho, que não chegou a ser debatida na reunião do CRT no último dia 4. O novo superintendente de relações sindicais do Santander, Luiz Cláudio Xavier, que assumiu o cargo no início de maio, disse que ainda não tinha conseguido examinar todas as demandas.


A pauta contém propostas de emprego, condições de trabalho, remuneração, saúde suplementar e previdência complementar, além de várias pendências de reuniões anteriores do CRT.


Essa medida unilateral do banco repete a da última sexta-feira (12), quando cancelou a reunião específica para tratar das demandas dos funcionários com deficiências (PCDs), que foi igualmente agendada na reunião do CRT. Nos meses anteriores, o banco já havia suspenso as reuniões sobre o Grupo de Trabalho (GT) do Call Center e a apresentação sobre a agência Select.


O banco limitou-se a agendar o Fórum de Saúde e Condições do Trabalho para a próxima quinta-feira (25), às 14 horas, bem como o GT do Call Center a ser realizado no dia 29, às 14 horas. As duas reuniões não tem local confirmado. E nada foi agendado para retomar o GT sobre o processo eleitoral do SantanderPrevi, previsto no acordo aditivo à convenção coletiva.


Nova enrolação

"Trata-se de nova enrolação do banco em cima do movimento sindical e dos funcionários", protesta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "O banco não quer negociar os problemas de emprego, condições de trabalho e remuneração, e apela a práticas antissindicais, como as recentes ações judiciais movidas contra várias entidades sindicais, além das terceirizações ilegais, como a contratação de prepostos para tentar fazer as homologações nos sindicatos", destaca o dirigente sindical.


Segundo informações da maioria dos sindicatos para a Confederação, o banco espanhol demitiu 2.604 funcionários no 1º semestre deste ano, dos quais 1.820 sem justa causa.


Enquanto isso, cada diretor do banco vai receber, em média, R$ 5,6 milhões por ano, o que corresponde a 118,4 vezes o que vai ganhar um caixa no mesmo período, conforme projeções do Dieese com base no manual da assembleia de acionistas e na convenção coletiva dos bancários.


"Os trabalhadores, principais responsáveis pelo lucro do banco, que representa 26% do resultado global do Santander, não podem ser tratados como se fossem de segunda categoria", salienta o dirigente sindical.


"Esses sucessivos cancelamentos são injustificáveis. A situação nas agências é caótica. O banco, além de não parar com as demissões como temos reivindicado, fez uma reestruturação, na qual retirou os coordenadores das agências menores, classificadas como C e D. Essa função agora é exercida por caixas, gerentes. Ou seja, além de não darem conta do próprio trabalho, esses funcionários são obrigados a acumular mais essa função", afirma a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani.


"Esses problemas não podem continuar e exigimos que o Santander trate o processo negocial com a mesma seriedade do movimento sindical", enfatiza a dirigente sindical.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Senado aprova projeto que permite parcelamento de férias para todos


Trabalhadores com menos de 18 anos e os empregados com mais de 50 anos de idade poderão fracionar as férias, se o projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (17) no Senado seguir a mesma trajetória na Câmara dos Deputados e receber o aval do Planalto.

Os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) entenderam que todos os empregados podem optar por dividir o período de férias ou utilizar o período integral, independentemente da idade.


O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), destacou que "o parcelamento das férias ocorre na maioria das vezes em proveito do próprio trabalhador, que pode aglutinar os dias de férias com períodos festivos ou especiais, como carnaval, veraneio, férias escolares, e outras datas em que pode estar no convívio de sua família".


Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que regulamenta as relações trabalhistas no Brasil, empregados menores de 18 e os com mais de 50 anos de idade não podem dividir os dias de férias em dois períodos. Apesar da determinação nacional, a maior parte das convenções internacionais permitem flexibilizar o descanso anual, como a Convenção 132, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo governo brasileiro há 15 anos.


"Não encontramos a razão por que o legislador vedou ao menor de dezoito e ao maior de cinquenta anos de idade o parcelamento do gozo das férias. O indicativo pode estar relacionado à idade com que as pessoas começavam a trabalhar e à expectativa de vida, na época da edição da lei", avaliou o relator do texto, senador Armando Monteiro (PTB-PE).


Monteiro reuniu, no mesmo texto, a proposta que tramitava em outro projeto prevendo férias proporcionais para empregados contratados há pelo menos seis meses.


As regras trabalhistas definem que o período mínimo para ter direito a férias é de um ano de trabalho, mas como a legislação trabalhista obriga, no caso de demissão por justa causa, o pagamento equivalente ao período proporcional de férias, o relator entendeu que o direito pode ser admitido, em casos excepcionais se estiver previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.


"Nada obsta que as férias possam ser gozadas semestralmente, em caráter excepcional. Ambas as proposições são meritórias, uma vez que refletem com muita propriedade a modernização das relações de trabalho, sem, no entanto, ferir qualquer direito do trabalhador", avaliou Armando Monteiro.


Fonte: Agência Brasil

15ª Conferência Nacional dos Bancários começa nesta sexta em São Paulo

A 15ª Conferência Nacional dos Bancários terá início nesta sexta-feira, dia 19, no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo. O evento contará com 696 participantes, dentre delegados e observadores, que irão discutir e deliberar a estratégia e a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2013 que será entregue à Febraban.

Até domingo, dia 21, os trabalhadores também participarão de painéis e debates sobre temas importantes da conjuntura, do sistema financeiro e da realidade da categoria, bem como discutirão em grupos os quatro grandes eixos indicados pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT: emprego, reestruturação produtiva no sistema financeiro, remuneração e condições de trabalho.


"Trata-se do maior evento nacional dos bancários, que coroa todo um processo democrático e participativo de organização da Campanha 2013 em todo país, hoje um modelo e referência para as demais categorias de trabalhadores. Somos desafiados, frente à conjuntura que atravessamos, a realizar uma campanha com ousadia, unidade e mobilização, a fim de buscar novos avanços e conquistas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.


Haverá transmissão online pelo site da Contraf-CUT das palestras e da abertura oficial, oportunizando que todos os bancários possam acompanhar os principais debates.


Confira a programação da 15ª Conferência Nacional:


Sexta - dia 19

8h30 às 18h - Credenciamento


9h30 às 11h - Painel sobre Condições de Trabalho

Roberto Heloani (professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas e professor conveniado junto à Université de Nanterre - Paris/França) e Wilson Amorim (professor da FEA/SP)


11h às 12h30 - Painel sobre Remuneração e Emprego

Nelson Karam (Coordenador de Educação Sindical do DIEESE e Diretor da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho).


12h30 às 14h30 - Almoço e check-in hotel


14h30 às 16h - Terceirização e Reestruturação Produtiva no Sistema Financeiro

Miguel Pereira (Secretário de Organização da Contraf-CUT), Vivian Rodrigues (subseção Dieese na Contraf-CUT) e Moisés Marques (professor e coordenador do Centro de Pesquisas 28 de Agosto do Sindicato dos Bancários de São Paulo.


16h às 18h - Reforma Política

Vagner Freitas (presidente da CUT) e Deputado Ricardo Berzoini (PT/SP)


19h - Abertura solene da 15ª Conferência Nacional dos Bancários


21h - Jantar


Sábado - dia 20

8h30 às 13h - Credenciamento


9h às 09h30 - Votação de Regimento Interno


9h30 às 10h - Apresentação dos resultados da Consulta aos Bancários 2013


10h às 10h30 - Apresentação da mídia para 2013


10h30 às 12h30 - Análise de conjuntura

Márcio Monzane (chefe da UNI Finanças), João Sicsú (professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-diretor do Ipea) e Altamiro Borges (Coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé)


12h30 às 14h - Almoço


14h às 18h - Trabalho em grupos


Grupo 1 - Emprego (Sala Jequitibá Branco - Lobby)

Grupo 2 - Reestruturação Produtiva no SF (Sala Jequitibá Vermelho - Lobby)

Grupo 3 - Remuneração (Sala Jacarandá-Mezanino)

Grupo 4 - Condições de Trabalho (Auditório 09 - Anhembi)


19h - Jantar


Domingo - dia 21

9h30 às 13h -Plenária Geral


13h às 14h30 - Almoço

Fonte: Contraf-CUT


Agnaldo AzevedoA Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram com o Banco do Brasil nesta terça-feira 16 para tratar de diversas questões de interesse dos bancários. A reunião ocorreu em Brasília e durou o dia todo.
Na questão da reestruturação da Dirao (Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais), foram ouvidas as justificativas do banco e após a apresentação foram reivindicadas garantias para os trabalhadores que serão atingidos pelo processo.

O banco alegou que as mudanças visam segmentar e especializar as operações, bem como centralizar o back office da área. Também afirmou que trabalhará em parceria com demais unidades do banco nas bases afetadas para minimizar impactos aos funcionários.

Uma das alegações da direção do banco para a reestruturação chocou as entidades sindicais. O BB alegou que está fazendo mudanças porque aumentou muito a quantidade de operações no setor nos últimos anos: passou de 500 para 1.300 operações por mês. 

"Na nossa visão, o que era para ser "Bom Pra Todos", porque o banco está sendo cobrado pelo governo federal para que atue mais na função de servir ao país fornecendo crédito, se tornou ruim para os bancários porque o banco está aumentando a terceirização de atividade-fim da categoria, e ruim para clientes e o próprio banco porque está colocando em risco serviços que são feitos pelos funcionários com muita competência", criticou William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Tanto é verdade que o BB é o banco que tem a menor taxa de inadimplência do mercado bancário (em torno de 2,0 % para 3,3 % no sistema) e tem muita qualidade na questão da recuperação de crédito. Mas isso é feito com a eficiência dos bancários.

No entanto, a Contraf-CUT considera a reunião com a Dirao/BB muito importante porque o que as entidades sindicais cobram com frequência aos bancos é que respeitem princípios básicos da Convenção 158 da OIT no que diz respeito a informar aos representantes dos trabalhadores processos que envolvam reestruturações para que seja possível minimizar impactos e ou achar soluções que protejam os trabalhadores.


Propostas das entidades sindicais

- Aumentar o número de funcionários na Dirao, em vez de aumentar a terceirização, porque o banco está alegando que a reestruturação na diretoria de ativos de crédito deve-se se a grande aumento da quantidade de operações, de 500 para 1.300 operações por mês. Não tem sentido terceirizar atividade-fim, em vez invés de contratar mais funcionários com os direitos legais da categoria.

- Garantir priorização para os funcionários da própria estrutura abrangida na reestruturação para o preenchimento de vagas na nova Dirao/Gecor.
- Garantir priorização para realocação daqueles bancários que perderem a função em condições similares de remuneração no próprio município/região.
- Ver a possibilidade de realocar funcionários que não fiquem na nova estrutura para locais de origem familiar ou onde estavam situados antes de irem para a rede Dirao.

- Garantir que os comissionados de funções extintas de 8h (novas de 6h no plano de funções) que não quiseram reduzir os salários migrem para a nova estrutura Dirao com a função de 8h. Foi compromisso do banco em 28 de janeiro garantir este direito. 

Resposta do  BB:O banco afirmou que as pessoas poderão manter sua opção de 8h tanto se forem para outras áreas como na própria estrutura da Dirao. Informou que os funcionários têm que solicitar a manutenção de 8h para a Gepes de sua região.


Demais questionamentos

- está garantida a hora extra para os optantes às funções de 6h até 2014 como o banco prometeu, mesmo se a pessoa mudar de prefixo nas reestruturações?

Resposta do BB: O banco afirmou que sim, pois o direito de fazer hora extra é do funcionário, independente do prefixo em que ele estiver.

- como se dará a questão da redução de 100 escriturários? E os assistentes, quantos serão na Dirao?

Resposta do BB: Serão 215 assessores operacionais plenos. Os escriturários terão maior facilidade de realocação e também poderão concorrer normalmente.

- se as Gepes e/ou Dipes nomearem em função de 6h, de forma equivocada, alguém que optou por ficar na Dirao/Gecor com a função de 8h ou que tenha ido para outra dependência optando por ser comissionado de 8h, o bancário pode pedir a correção?

Resposta do BB: Sim, pode.

- haverá redução da média salarial na estrutura nova?

Resposta do BB: O banco não tem esses dados.

- como será a trava de dois anos para concorrências após o processo de realocação das pessoas?

Resposta do BB: Onde não foi promoção, foi lateralidade, não haverá mudança de contagem de tempo. Se for como ascensão, começa nova contagem de dois anos.

- quanto tempo levará a reestruturação?,

Resposta do BB: Não tem prazo para finalizar. São ondas, e a próxima só ocorrerá quanto finalizar a anterior.

As entidades sindicais alertaram ao banco que não tire a função dos bancários que já estão em funções comissionadas a mais de 10 anos, pois a Súmula 372 do TST garante a incorporação da comissão e os sindicatos entrarão na justiça caso isso ocorra.

Nova GDP

A direção do banco apresentou, através da Dipes, o novo sistema de avaliação dos funcionários - a nova GDP. A mudança é a inclusão do cumprimento de metas individuais (resultados) na composição das notas da GDP.
O novo sistema permitirá que os gestores definam por conta própria e de forma subjetiva, metas diferentes para funcionários de suas dependências, o que pode acarretar distorções e aumentar a prática de assédio moral nos locais de trabalho.
A direção do banco alegou que os aprimoramentos foram baseados nas boas práticas do mercado, nas demandas organizacionais, na percepção dos funcionários e na literatura especializada. Afirmou que antes o acordo era formalizado só coletivamente: gestor registrava único acordo para todos integrantes da equipe e agora pode ser formalizado individual ou coletivamente, a critério do gestor.

Agora serão dois parâmetros avaliados:

COMPETÊNCIAS: indicar as competências a serem enfatizadas ou aprimoradas e ações de capacitação recomendadas.

METAS: indicar as ações esperadas, prazos e metas individuais negociadas.
Segundo o banco, quanto mais anotações houver, melhor para todos, inclusive os funcionários. Ao ser questionado pelas entidades sindicais sobre a questão de avaliações em 360º, o banco informou que a parte de competências segue em 360 graus, mas as metas "não!".

Avaliação e observações das entidades sindicais

Após várias críticas e questionamentos feitos pelas representações, a coordenação deixou claro que o banco vem tomando medidas unilaterais desde 2012 em relação aos parâmetros que avaliavam os funcionários e os resultados das dependências do banco.

A GDP era um sistema interno do banco com caráter formativo, pois avaliava os funcionários através de competências esperadas e sugeria melhorias através de retornos e avaliações periódicas (feedbacks). A inclusão de resultados de metas na GDP descaracteriza completamente o caráter que ela tinha.

"Essa mudança se soma à implantação do programa Sinergia BB em 2012, que substituiu o parâmetro ATB das dependências da rede de agências. O Novo Sinergia BB também veio com a individualização das metas nas carteiras de relacionamento das agências. Não fosse a luta do funcionalismo em 2012 e o banco instituiria o pagamento de Módulo Bônus individual por resultado de carteira em dependências, destruindo um sistema de distribuição de PLR conquistado no BB desde 2003 com o advento da campanha unificada dos bancários", avalia William Mendes, o coordenador da CEBB.

O Novo Sinergia BB nas agências somado à GDP baseada em cumprimento de metas individuais destrói a lógica do trabalho em equipe e aumenta a disputa interna nos locais de trabalho.

Outras cobranças das entidades sindicais

- FALTAS DE GREVE COM CÓDIGO 308  foi reivindicado ao banco novamente que sejam estornadas as faltas descontadas dos bancários no primeiro semestre devido aos dias nacionais de luta contra as mudanças unilaterais ao plano de funções comissionadas. Os problemas ainda não foram resolvidos e os funcionários querem mudanças no plano. O BB ainda não tem resposta, mas está avaliando o pleito. As faltas das lutas do segundo semestre, com as de julho, serão debatidas na campanha nacional.

- IN 383 DE CONTROLE DISCIPLINAR - em relação às mudanças reivindicadas pelas entidades sindicais em 19/06, o banco afirmou que está avaliando internamente com as áreas responsáveis, mas adiantou que está buscando formas de atender aos pedidos de mudanças solicitadas pelos representantes do funcionalismo.

- ACORDO MARCO UNI AMÉRICAS - a Contraf-CUT apontou dificuldades enfrentadas por entidades sindicais nos EUA para terem acesso aos trabalhadores do BB naquele país, o que contraria o Acordo Marco recém renovado. Foi pedido solução ao banco e a empresa ficou de verificar. 

- BB NO PARAGUAI - A Contraf-CUT também reivindicou ao banco uma agenda em conjunto com a UNI AMÉRICAS e o Sindicato dos Bancários do Banco do Brasil do Paraguai para se buscar solução sobre a renovação de acordo coletivo porque não se logrou assinatura de acordo nos últimos anos e a situação dos bancários está bem ruim, enquanto a situação do BB naquela país avançou muito nos últimos anos.

- PSO - as entidades sindicais reivindicaram uma mesa específica para tratar de questões deste setor do banco, pois desde que o BB estendeu para todo o país as PSO os problemas só aumentaram. Também é necessário atualizar a redação do regulamento de delegados sindicais para que o mesmo abranja a especificidade das PSO.

- CARREIRA DE MÉRITO - foi cobrado mais uma vez o cumprimento da conquista da Carreira de Mérito aos caixas que estão em mandatos sindicais ou foram dirigentes sindicais a partir de 1º/09/06. O direito dos caixas foi conquistado na campanha 2012 e até o momento alguns bancários não o receberam. Os bancários devem receber 0,5 ponto por dia de exercício de caixa. Também foi cobrado que o banco pague o mérito para os funcionários B-Zero que estão nas carreiras comissionadas porque o Mérito é pago por dia de exercício de função e não tem porque excluir nenhum trabalhador.
O banco informou que vai resolver o problema e pagar o que deve aos bancários caixas executivos que estão ou estiveram em mandato de representação sindical. O pagamento será retroativo a 1º/09/12 (data da conquista do direito). Em relação aos funcionários comissionados que são B-Zero, o banco vai avaliar internamente o pagamento do Mérito.

- SESMT - em relação à cobrança de preenchimento das vagas do SESMT pelos concursados, feita na mesa de 19/06, o banco informou que ainda faltam 23 vagas no país para serem ocupadas. O maior problema está nas vagas de médicos: são 16 vagas com dificuldades de preenchimento. Os concursados entram e depois saem e o processo de posse recomeça. Muitos concursados não tomam posse após a qualificação. O salário destes profissionais varia de R$ 6.235,33 a 7.898,76 para jornada de 4h.

- FALTA DE FUNCIONÁRIOS - o problema é generalizado no país. Existem concursos de escriturários em aberto em várias regiões do país. O BB não está fora de seu teto autorizado pelo governo. Os próprios gestores das dependências reclamam da falta de funcionários para preencher as vagas na dotação. Para piorar a situação, ao invés de contratar, o banco cria programas de incentivo à aposentadoria (o que agrava o quadro). 

- SACR (Remoção automática, Cláusula 48ª, §1º do ACT/BB) - também foi cobrado que a remoção automática (SACR) funcione em todas as dependências do banco - tanto em área meio quanto na rede de agências - porque em vários locais as remoções estão travadas e não estão rodando.

- REESTRUTURAÇÃO SURPRESA NO SAC - a direção do SAC em SP iniciou uma reestruturação nesta segunda-feira 15 de forma unilateral, com comissionamentos em novas funções gerenciais sem processo de seleção interna. A Contraf-CUT e o BB acabaram de sair de uma mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento onde o que mais se discutiu foi haver transparência e regras claras de seleção de candidatos para novos comissionamentos nas "oportunidades" e reivindicou que o banco cobre isso de seus gestores.

- AUSÊNCIAS PARA PARTICIPAÇÃO EM CONGRESSOS E CONFERÊNCIAS - as entidades sindicais estão reivindicando que o banco respeite a tradição democrática conquistada há décadas de liberar os bancários que forem eleitos em suas bases para participarem desses fóruns.

- BOLSA GRADUAÇÃO E PÓS - os funcionários com licença saúde e em QS-disponibilidade não puderam participar do processo. Foi reivindicado que se verifique isso e corrija o problema.

- SANTA CATARINA - no processo de incorporação do Besc, o BB se comprometeu a cumprir diversas questões locais por se tratar da aquisição de um banco público estadual. As entidades sindicais questionaram se o banco está tratando da renovação deste contrato de prestação de serviços com o Estado, o contrato vence em outubro. 


Saúde e Previdência
 
- PLANO DE SAÚDE SIM (BESC) - atualmente, os bancários não podem aderir ao plano de saúde do banco incorporado e nem à Cassi. Foi cobrado que o banco abra uma mesa com as entidades sindicais para apresentar proposta sobre a adesão de todos à Cassi e à Previ.

- ECONOMUS - foram apontadas dificuldades que as entidades sindicais encontram em obter retorno da direção da entidade ou, ao menos, de serem atendidas pelo Economus. Nem os ofícios remetidos a ele são respondidos.

- CASSI E PREVI PRA TODOS - a Contraf-CUT fez um apelo ao Banco do Brasil para que neste ano seja instalada uma mesa de solução para acabar com a discriminação aos funcionários oriundos de bancos incorporados e para que todos possam ter direito à Cassi e à Previ.

Fortalecer as mobilizações para uma campanha vitoriosa

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil convoca a categoria a participar ativamente da Campanha Nacional dos Bancários 2013 e buscar com muita unidade novos direitos e a manutenção das conquistas arrancadas na luta das últimas campanhas. 

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 17 de julho de 2013

BASTA DE DEMISSÕES!




Fim da rotatividade e mais funcionários já!



O Santander não para de dispensar trabalhadores. Segundo informações da maioria dos sindicatos filiados à Contraf-CUT, o banco espanhol demitiu 2.604 funcionários no 1º semestre deste ano, dos  quais 1.820 sem justa causa.
Esses números, embora parciais, já que nem todos os sindicatos informaram as homologações, superam os desligamentos ocorridos no mesmo período do ano passado. O Santander demitiu 2.449 empregados, sendo 1.175 sem justa causa, conforme dados do Caged, fornecidos pelo banco à Contraf-CUT por determinação do Ministério Público do Trabalho, em função das demissões em massa efetuadas em dezembro de 2012. Naquele mês, o banco dispensou 1.153 empregados sem justa causa, um corte de 975 postos de trabalho.
O balanço do 1º trimestre de 2013, apesar do lucro gerencial de R$ 1,519 bilhão, mostra que o banco cortou 508 empregos. Não é à toa que há falta de funcionários nas agências e postos de atendimento, o que levou a Contraf-CUT, sindicatos e federações a promover o dia nacional de luta, em 18 de abril, com paralisações e protestos em todo país.

Além de fechar vagas, as demissões atingemprincipalmente os funcionários com mais tempo de casa e perto da aposentadoria, cujos salários são bem maiores do que os dos novos. É a política de rotatividade. Em dezembro de 2012, essa diferença chegou a 59,8%. Assim, o banco reduz custos, turbina os lucros e melhora o chamado índice de eficiência. E a responsabilidade social?
No Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, realizado em 4 e 5 de junho, a luta pelo emprego foi uma das três prioridades aprovadas. Os bancários reivindicam o fim das demissões e da rotatividade, mediante a aplicação da Convenção 158 da OIT que proíbe demissões imotivadas.
As entidades sindicais também cobram mais contratações para acabar com a sobrecarga de trabalho e garantir atendimento de qualidade aos clientes e à população, bem como a realocação dos funcionários atingidos por fusões de agências ou extinção de funções. Os trabalhadores querem ainda o fim das terceirizações no banco e igualdade de oportunidades na contratação, na remuneração e na ascensão profissional, sem quaisquer discriminações.
Os bancários exigem emprego decente e aposentadoria digna. 

Fonte: Contraf-CUT




Demissões totais e sem justa causa - Santander Brasil - 1º Semestre

Mês
2012(*)
2013(**)

Total
Sem Justa causa
Total
Sem Justa causa
Jan
400
198
624
491
Fev
360
170
284
183
Mar
461
218
328
188
Abr
350
179
421
256
Mai
498
234
513
381
Jun
380
176
434
321
Total
2.449
1.175
2.604
1.820

Fonte: CAGED (*) e Sindicatos afi liados à Contraf CUT (**)

Elaboração: Dieese – Subseção Contraf CUT




Santander, respeite o Brasil e os brasileiros