sexta-feira, 26 de abril de 2013

Comando Nacional reúne-se nesta sexta para discutir Campanha 2013

    O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reúne-se nesta sexta-feira 26 em São Paulo para discutir os temas e a estratégia da Campanha 2013. A reunião começará às 14h, na sede da Contraf-CUT.

Os bancários definirão a pauta de reivindicações deste ano nas consultas que os sindicatos farão em suas bases, antes da realização das conferências regionais, que precederão a 15ª Conferência Nacional da categoria, marcada para o Hotel Holliday Inn, em São Paulo, entre os dias 19 e 21 de julho.

"Essa reunião preparatória do Comando é importante porque vamos debater a consulta, os temas e a estratégia da campanha deste ano. Com certeza os temas do emprego e das condições de trabalho estarão no centro das discussões, uma vez que as demissões e a rotatividade nos bancos privados e o assédio moral para atingir metas abusivas em todas as empresas se constituem hoje nos principais problemas da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.


Fonte: Contraf-CU
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Polícia Federal multa 16 bancos em R$ 5,579 mi por falhas na segurança


  A Polícia Federal (PF) multou nesta quinta-feira (25) 16 bancos em R$ 5,579 milhões por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário, durante a 96ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília. As instituições financeiras foram punidas em processos abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de normas de segurança.

As principais irregularidades cometidas pelos estabelecimentos foram número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados, transporte de numerário feito por bancários, inauguração de agências sem plano de segurança aprovado pela PF e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outras itens. Houve também aplicação de multas e penalidades contra empresas de segurança, vigilância, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes


O campeão de multas foi o Banco do Brasil com R$ 2,130 milhões, seguido pelo Santander com R$ 1,064 milhão, Itaú com R$ 876 mil, Bradesco com R$ 776 mil, Caixa com R$ 315 mil e HSBC com R$ 150 mil.


Veja o montante de multas por banco:

Banco do Brasil - R$ 2.130.454,83
Santander - R$ 1.064.715,05
Itaú Unibanco - R$ 876.870,54
Bradesco - R$ 776.293,54
Caixa - R$ 315.699,32
HSBC - R$ 150.749,98
Banestes - R$ 54.979,92
BMB - R$ 47.885,56
Banrisul - R$ 46.114,90
BNB - R$ 35.471,77
BRB - R$ 26.603,56
Intercap - R$ 14.187,65
Schain - R$ 14.187,65
Citibank - R$ 10.642,06
Alfa - R$ 10.642,06
Bonsucesso - R$ 3.902,05


Total - R$ 5.579.400,44


A CCASP é integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários. A Contraf-CUT representa os bancários. Já a Febraban é a porta-voz dos bancos. A reunião foi presidida pelo delegado Lucínio de Moraes Netto, que comunicou a saída do delegado Clyton Eustáquio Xavier da Coordenadoria-Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP), em função da nomeação para a Superintendência da PF em Santa Catarina.


"Essas multas revelam que os bancos seguem tratando com profundo descaso a segurança dos estabelecimentos, na medida em que ainda hoje não cumprem uma legislação que está completando 30 anos em 2013", ressalta Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa e representante da Contraf-CUT na CCASP e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária. "O BB, como maior banco público do país, devia ser exemplo de zelo com a segurança, ao invés de ficar em primeiro lugar na lista dos bancos mais multados", critica o dirigente sindical.


"A insegurança pode piorar com o horário estendido que o Itaú está implantando em várias agências do país, sem qualquer negociação com o movimento sindical, aumentando os riscos para bancários, vigilantes e clientes", denunciou Ademir.


Recursos não faltam aos bancos para investir mais em segurança. Segundo estudo do Dieese, os seis maiores bancos do país lucraram R$ 51,3 bilhões em 2012, enquanto as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,1 bilhões, o que representa uma média de 6,1% em comparação com os lucros.


"Além de mais investimentos dos bancos em segurança, esperamos que avancem os debates com o governo sobre o projeto de lei do estatuto de segurança privada, que visa atualizar a lei federal nº 7.102/83. Queremos uma nova legislação federal que amplie equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros, colocando a proteção da vida das pessoas em primeiro lugar", defende o dirigente da Contraf-CUT.


Ao final da primeira reunião da CCASP em 2013, a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) entregaram ao delegado Lucínio a 4ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pelas duas entidades, com apoio do Dieese, que apontou um total de 2.530 ocorrências em 2012, entre assaltos e arrombamentos, um crescimento alarmante de 56,89% em relação a 2011.


Bancários cobram mais segurança nos bancos

"Os bancos estão fugindo de suas responsabilidades, quando se trata de segurança, uma vez que estão pensando somente no crescimento dos seus lucros, desprezando a proteção da vida humana. Eles que adoram metas, deveriam ter como meta fazer mais investimentos em segurança, em vez de seguir desrespeitando a legislação em função das multas insignificantes", avalia Carlos Damarindo, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.


"O descaso dos bancos continua cada vez maior, na medida em que o valor das multas da primeira reunião da CCASP (R$ 5,579 milhões) ultrapassou o montante de todo ano de 2012 (R$ 3,553 milhões)", destaca Danilo Anderson, diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas e representante da Feeb SP-MS.


"O crescimento dos ataques a bancos em 2012 e o aumento das multas pelo não cumprimento da lei federal 7.102/83 só confirmam a falta de responsabilidade dos bancos em garantir a segurança de trabalhadores e clientes", aponta André Pires Spiga, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.


"A infração da lei 7.102/83 e dos planos de segurança parece ser uma prática contumaz das instituições financeiras no Brasil. O elevado número de processos da primeira reunião da CCASP de 2013, bem como o montante das multas aplicadas, reforçam isso. O movimento sindical precisa continuar denunciando as ilegalidades à Polícia Federal até que os bancos priorizem os investimentos em segurança em detrimento às multas", declara Lúcio Paz, diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Fetrafi-RS.


"Novamente os bancos foram punidos por usarem ilegalmente bancários para transporte de valores, o que é inaceitável. As multas só não foram maiores porque continua vigente a Mensagem nº 12/2009, da PF, que flexibiliza a rendição do vigilante no horário de almoço, fragilizando a segurança", salienta Leonaldo Fonseca, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e representante da Fetraf-MG.


"Precisamos fortalecer a atuação dos sindicatos junto às Delesp da PF, encaminhando denúncias das irregularidades praticadas pelos bancos, a fim de reforçar a fiscalização dos estabelecimentos", frisa Valdir Machado, diretor da Fetec de São Paulo.


Também participaram João Rufino, diretor do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e representante da Fetrafi-Nordeste, Lucio Mauro Paz, diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Fetrafi-RS, e Júlio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e representante da Feeb SP-MS.


Fonte: Contraf-CUT

Desemprego tem a menor taxa para março em 12 anos, diz IBGE


Mesmo sem a economia ter mostrado uma reação mais firme no começo deste ano, a taxa de desemprego segue em patamar baixo. Ela ficou em 5,7% em março, nível similar à registrada em janeiro (5,4%) e fevereiro (5,6%) deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE.

Foi a menor taxa para o mês de março desde o início da série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2002. No mesmo mês do ano passado, ela havia ficado em 6,2%.

O resultado foi melhor que o esperado pelo mercado. Mediana de 25 previsões feitas por analistas consultados pela agência de notícias Reuters previa uma taxa de 5,9% em março. As estimativas variaram de 5,7% a 6,1%.

Foi estimado em 1,373 milhão o total de pessoas desocupadas no mês passado, recuo de 8,5% em relação a março de 2012 e alta de 1,2% em relação a fevereiro deste ano.

Já o contingente de pessoas ocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do país atingiu 22,922 milhões, alta de 1,2% ante março de 2012 e leve queda de 0,2% em relação a fevereiro.

O emprego com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% na comparação com março de 2012 e retraiu 0,5% ante fevereiro.

Setores


De fevereiro para março, o emprego caiu mais na indústria - que fechou 83 mil vagas de um mês para o outro, o equivalente a uma queda de 2,2% - e o ramo de outros serviços, com retração de 2,4% (menos 100 mil postos de trabalho).

A construção também registrou taxas negativas, com perda de 0,2%.

O emprego, no entanto, avançou nos ramos de educação, saúde e administração públicas (2%), serviços domésticos (2,3%), serviços prestados às empresas (0,7%) e comércio (0,4%).

Taxa de desocupação por região em %



Região Metropolitana
Mar.2013
Fev.2103
Mar.2012
Salvador
6,9
6,2
8,1
Belo Horizonte
4,6
4,2
5,1
Recife
6,8
6,5
6,2
Rio de Janeiro
4,7
4,6
5,9
São Paulo
6,3
6,5
6,5
Porto Alegre
4
3,9
5,2
Total
5,7
5,6
6,2


Rendimento médio por região

Pelos dados do IBGE, o rendimento, estimado em R$ 1.855,40 no mês passado, apresentou expansão de 0,6% na comparação com março de 2012 e recuo de 0,2% em relação a fevereiro.


Região Metropolitana
Mar.2013
Fev.2103
Mar.2012
Salvador
R$ 1.431,30
R$ 1.453,13
R$ 1.602,92
Belo Horizonte
R$ 1.802,90
R$ 1.835,32
R$ 1.788,87
Recife
R$ 1.391,20
R$ 1.382,47
R$ 1.302,46
Rio de Janeiro
R$ 1.930,40
R$ 1.945,10
R$ 1.926,69
São Paulo
R$ 1.995,90
R$ 1.977,86
R$ 1.966,40
Porto Alegre
R$ 1.780,30
R$ 1.806,78
R$ 1.719,75
Total
R$ 1.855,40
R$ 1.859,72
R$ 1.844,93




Fonte: Pedro Soares - Folha de São Paulo

Bancários do Rio e Niterói protestam contra horário estendido do Itaú

Os bancários do Rio de Janeiro e Niterói fizeram paralisações em agências do Itaú com horário estendido nesta quarta-feira, dia 24. O objetivo foi protestar contra a ampliação do horário de trabalho que, além de não respeitar a jornada de seis horas, tem provocado sobrecarga de trabalho.
"O banco ampliou o horário de funcionamento das agências, mas não contratou mais funcionários - pelo contrário, o Itaú vem demitindo e extinguindo postos de trabalho sistematicamente desde a fusão com o Unibanco. Quem ficou, está trabalhando demais", afirma Vera Luiza Xavier, diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

No Rio, a paralisação atingiu oito unidades do bairro da Tijuca, na Zona Norte, e outras oito da Av. Rio Branco, centro financeiro da cidade, que funcionam em horário estendido. Nenhuma destas unidades - que têm horários diferentes de atendimento - funcionou durante todo o dia.

"O problema não é só termos algumas agências funcionando das 09h às 16h, outras das 11h às 19h, ou em outros horários. Acontece que, além de não ter havido contratação de bancários para darem conta do aumento de trabalho, também há restrição no atendimento. Na maioria destas unidades, nos horários fora do expediente bancário normal, somente correntistas têm autorização para entrar e realizar suas operações", acrescenta Maria Izabel Cavalcante, diretora do Sindicato do Rio.

Em Niterói, foram paralisadas até as 13h três agências do banco - as três maiores do município, no centro. Destas, duas funcionam com horário estendido. Na terceira agência, o protesto foi motivado por outra situação: o acúmulo de função.

"O Gerente Administrativo está exercendo, além de suas funções, as de tesoureiro e de caixa. Com as demissões, os casos de acúmulo de função estão se tornando comuns no banco", ressalta Fabiano Júnior, presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói.

"Sempre que visitamos agências, ouvimos os bancários reclamarem que não aguentam mais a sobrecarga de trabalho. Estão todos exaustos. E isso vem aumentando o adoecimento na categoria", completa.


Fonte: Contraf-CUT com Feeb RJ-ES e Seeb Rio

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Contraf denuncia a parlamentares caos no BB e demissão nos bancos privados

Agnaldo AzevedoA Contraf-CUT reuniu-se nesta terça-feira 23 com o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), e com o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), para discutir os principais problemas da categoria bancária, como as demissões, a rotatividade e a terceirização nos bancos privados e as práticas antissindicais e absoluta falta de diálogo no Banco do Brasil. Por conta dessa conduta do BB, o funcionalismo marcou greve de 24 horas no dia 30, em todo o país.

"Estamos muito preocupados com essas questões fundamentais para os bancários. Apesar dos lucros astronômicos, os bancos privados, principalmente o Itaú, estão fechando postos de trabalho e usando a rotatividade para reduzir custos. No Banco do Brasil, todas as portas foram fechadas para o movimento sindical. Por isso, estamos orientando a greve no BB no dia 30", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, aos parlamentares.

Participaram também da reunião, realizada na liderança do PT no Senado, em Brasília, a presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, o presidente eleito do Sindicato de Brasília, Eduardo Araújo, e o diretor de Formação da Contraf-CUT, William Mendes, também coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O senador Wellington Dias, empregado da Caixa, e o deputado Ricardo Berzoini, funcionário do BB, anotaram todas as denúncias e assumiram o compromisso de encaminhar as reivindicações dos bancários.

A perversa política antissindical no BB


"Desde 2010, a relação do movimento sindical com o Banco do Brasil só piora", relatou Eduardo Araújo, citando os descomissionamentos de gestores que não cumprem as metas abusivas impostas pela direção, a penalização por meio de transferências para agências com classificação e remuneração menores, os cancelamentos de férias já programadas e 20 demissões sem justa somente em Brasília.

"A relação com o BB é a pior possível. Os bancários não aguentam mais essa situação", confirmou Juvandia, presidenta do Sindicato de São Paulo.

"Existe uma falta de diálogo absoluta na relação do BB com o movimento sindical e com os funcionários", acusou William Mendes, acrescentando entre os desmandos da direção do banco alteração unilateral na PLR negociada desde 2005 e a implantação das novas funções comissionadas, também unilateralmente, com perdas para os 30 mil funcionários desse segmento.

Demissões e rotatividade nos bancos privados

A Contraf-CUT também denunciou a política dos bancos privados de fechar postos de trabalho, apesar dos lucros exorbitantes, e de manter a rotatividade como mecanismo de redução dos salários, como forma de buscar "eficiência" diante da postura correta da presidenta Dilma Roussef de forçar a queda dos juros e do spread.

"O Itaú cortou mais de nove mil empregos em 2012, o Santander demitiu mais de 1.200 bancários somente em dezembro e o Bradesco fechou quase dois mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano", informou Carlos Cordeiro.

"Outro dado preocupante é a rotatividade nos bancos privados, que utilizam esse mecanismo de redução de custos salariais e, com isso, tentam anular, por meio de suas políticas de gestão de pessoas, as conquistas obtidas pela categoria bancária em suas recentes greves e campanhas salariais", acrescentou o presidente da Contraf-CUT.
A Pesquisa de Emprego Bancário realizada pela Contraf e pelo Dieese mostra que o salário médio dos bancários contratados (R$ 2.678,77) em 2012 foi 38,9% inferior ao dos desligados (R$ 4.385,33).

A ameaça da terceirização e dos correspondentes

A Contraf-CUT também manifestou aos parlamentares a preocupação com a discussão sobre a terceirização no Congresso Nacional. Para a Confederação, o parecer favorável do deputado Arthur Maia sobre o substitutivo ao Projeto de Lei 4.330/04, de autoria do deputado Roberto Santiago, abre caminho para uma virtual reforma sindical à revelia de mudanças constitucionais e pode ensejar uma perversa segmentação da classe trabalhadora entre uma parcela amparada pela legislação e por acordos e convenções coletivas e outra parcela precarizada, cujos direitos se limitarão aos patamares mínimos previstos na CLT.

"Se esse projeto de lei for aprovado, a terceirização será ampliada e oficializada no sistema financeiro, precarizando ainda mais as relações de trabalho. Por isso estamos mobilizando os bancários para se juntarem a outros setores da CUT para combater essa legislação. E queremos o apoio dos parlamentares na luta por emprego decente", alertou Carlos Cordeiro.

O presidente da Contraf-CUT que esse risco vem se somar à rápida disseminação dos correspondentes bancários, que os bancos estão usando para expulsar das agências a população de baixa renda, precarizando tanto as relações de trabalho dos bancários quanto o atendimento à sociedade.

Conferência do Sistema Financeiro Nacional

A Contraf-CUT também apresentou aos parlamentares a proposta de realização, em 2014, de uma Conferência Nacional para debater o papel dos bancos no Brasil.

"Entendemos que o Sistema Financeiro que o país necessita deve ser controlado democraticamente pela sociedade e direcionado, efetivamente, ao desenvolvimento do país e aos interesses da sociedade, como prevê o Artigo 192 da Constituição Federal", concluiu Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Portal do Inferno volta a denunciar assédio moral no BB em São Paulo

Seeb São Paulo"Eu já te disse", "Quem avisa amigo é" são algumas das mensagens contidas em cerca de 30 torpedos diários que os funcionários subordinados à Superintendência Regional Leste do Banco do Brasil, em São Paulo, recebem para que cumpram metas cada vez mais abusivas.

A pressão constante motivou manifestação lúdica do Sindicato nesta terça 23, em frente à concentração. O Portal do Inferno, que havia ocorrido em frente à Superintendência da Avenida Paulista em março, foi reprisado para denunciar as práticas abusivas que afetam os bancários de cerca de 40 agências na zona leste.


"As queixas dos empregados são contra o gerente regional Antonio Iva. Segundo os funcionários, as mensagens começam a chegar a partir das 9h com o gestor cobrando a previsão de vendas do dia, o que é um absurdo, pois nessa hora a unidade nem sequer está aberta ao público", afirma a diretora do Sindicato, Tânia Balbino.


Segundo a dirigente sindical, a cobrança é mais incisiva no chamado Dia D, quando é escolhido um produto para que todas as unidades foquem para oferecer à população. "Não se leva em conta a situação de cada agência antes de incluí-la nessas campanhas. No extremo da zona leste, por exemplo, existe grande contingente populacional e o número de trabalhadores das agências não consegue dar conta da rotina diária, muito menos cumprir essas metas."


Durante o protesto, que contou com atores disfarçados de capetas, foi distribuída carta à população, na qual é relatada a difícil situação dos funcionários.


"Os bancários precisam reagir e dar um basta a essa situação. Por isso orientamos a denunciar práticas desrespeitosas por meio do instrumento de combate ao assédio moral que está disponível no site do Sindicato", acrescenta Tânia.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Terceirização agrava rotina de desrespeito no call center do HSBC

    Penalizações por dar explicações aos clientes, desrespeitos constantes às pausas de descanso, aumentos exorbitantes das metas a serem cumpridas, a lista de sofrimentos que os funcionários do Telebanco do HSBC, em São Paulo, são obrigados a encarar no seu dia a dia é extensa e beira o limite do absurdo, mesmo para a já sofrida rotina de atendentes de call centers de bancos.

Quando o sistema ou a ligação caem, o operador é penalizado por não concluir o atendimento. Se o operador explicar para o cliente a diferença entre utilizar o limite da conta e fazer um empréstimo, também é punido.


Os operadores são obrigados a utilizar todas as suas pausas quando o sistema apresenta problemas, mesmo se o funcionário não estiver com fome ou não sendo o horário da ginástica laboral.


O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luciano Ramos, conta que quando o sistema volta a funcionar, os operadores não têm permissão para deixar o posto de trabalho, pois já utilizaram todas as suas pausas. "O detalhe é que o sistema do banco tem a opção de pausar o sistema por problemas, mas os funcionários são proibidos de usá-lo", explica.


Os operadores também são obrigados a engolir descontos na remuneração variável PSV (Programa Semestral Variável) se receberem uma carta de orientação ou de advertência, e ainda têm de convier com a pressão constante pelo cumprimento de metas abusivas.


Terceirização

A monitoria das ligações, que antes era realizada por bancários, agora é feita pela empresa terceirizada DBM. "Isso está causando boa parte dos problemas que os operadores estão passando, pois os mesmos não são bancários e não conhecem tão bem o sistema", explica Luciano.


O sindicalista cita ainda a questão do sigilo bancário. "Se os funcionários não são bancários, eles não poderiam ouvir as ligações de clientes nas quais são disponibilizados desde dados cadastrais até valores de conta corrente, empréstimos e aplicações. Se um operador que não é bancário tem acesso a dados bancários, como é o que está acontecendo, isso pode ser caracterizado como quebra de sigilo", afirma.


Luciano ressalta que o RH do HSBC foi contatado nesta terça-feira 23. "Fui informado de que a direção do banco quer conversar sobre os problemas relatados. A reunião provavelmente vai ocorrer na semana que vem."


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Doenças do trabalho matam 2 milhões por ano no mundo, diz OIT

   Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados nesta terça-feira (23), apontam 2,3 milhões de mortes, por ano, que têm algum tipo de ligação com a atividade que o trabalhador exerce. No relatório A Prevenção das Enfermidades Profissionais, cerca de 2 milhões de mortes são devido ao desenvolvimento de enfermidades e 321 mil são resultado de acidentes - cerca de uma morte por acidente para cada seis mortes por doença.

No Brasil, de acordo com o último acompanhamento mensal de benefícios da Previdência, de fevereiro de 2013, o pagamento do benefício por acidente de trabalho e do auxílio-doença segue uma dinâmica semelhante. A cada sete benefícios concedidos por afastamento por doença relacionada ao trabalho, um é pago por acidente.


De acordo com a organização, estima-se, anualmente, o surgimento de mais de 160 milhões de casos de doenças relacionadas ao trabalho. Isso significa que 2% da população mundial, em média, por ano, é acometida por algum tipo de enfermidade devido à atividade que exerce profissionalmente. Entre as doenças que mais geram mortes de trabalhadores estão as que afetam pulmão, músculos e ossos e os transtornos mentais.


As doenças laborais, ou enfermidades profissionais, segundo nomenclatura da OIT, são os males contraídos como resultado da exposição do trabalhador a algum fator de risco relacionado à atividade que exerce. O reconhecimento da origem laboral requer que se estabeleça uma relação causal entre a doença e a exposição do trabalhador a determinados agentes perigosos no local de trabalho.


No Brasil, a estimativa da OIT é a de que mais de 6,6 milhões de trabalhadores estejam expostos a partículas de pó de sílica (matéria-prima do vidro e um dos componentes do cimento), por exemplo, o que leva a pneumoconiose, gerada pela inalação de poeira - resultando em falta de ar, redução da elasticidade do tecido pulmonar e possível falência respiratória. Essa doença é uma das que mais preocupa a organização, por ser frequente em países em desenvolvimento, onde o setor industrial está em expansão e as áreas de saúde e trabalho ainda em frágil articulação.


As doenças musculoesqueléticas são outro alvo de atenção da OIT. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 10% dos casos de incapacidade por perda de movimentos ligadas ao trabalho são problemas em nervos, tendões, músculos e estruturas de suporte do corpo, como a coluna.


No que diz respeito aos transtornos mentais, no Brasil, por exemplo, dos 166,4 mil auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 15,2 mil são por problemas mentais ou comportamentais. A depressão está no topo, com mais de 5,5 mil casos, entre episódios depressivos ou transtorno recorrente.


A ausência de prevenção adequada contra essas doenças, que podem levar à morte, tem efeitos negativos sobre os trabalhadores, as famílias e, especialmente, os sistemas previdenciários, informou o relatório da OIT. Estima-se que, por causa dessa situação, sejam gerados no mundo encargos financeiros de cerca de US$ 2,8 trilhões anuais, aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial (que supera US$ 70 trilhões, segundo dados do Banco Mundial).


Para a OIT, a solução passa pela adoção de medidas de prevenção, levando em conta desafios recentes, resultantes de novas tecnologias e mudanças sociais no mundo do trabalho. A organização mencionou, no relatório, um sistema de registro e notificação que integre seguridade e saúde; a gestão e a avaliação de riscos; a melhora da colaboração entre as instituições para que haja prevenção das enfermidades profissionais por meio da atuação dos profissionais de inspeção do trabalho - sobretudo em setores perigosos, como a mineração, a construção civil e a agricultura -; o fortalecimento do sistema de indenizações; e a intensificação do diálogo entre governos, trabalhadores e empregadores.


Fonte: Agência Brasil