quinta-feira, 28 de março de 2013

Dilma diz que é contra combate à inflação com redução do crescimento


A presidenta Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (27) ser contra o combate à inflação com políticas que levem à redução do crescimento econômico. "Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade", afirmou a presidenta em Durban, na África do Sul, onde participa da 5ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O país teve baixo crescimento econômico e aumento da inflação no ano passado, segundo Dilma, porque houve choque de oferta devido à crise mundial e não há nada a fazer internamente, além de expandir a produção das commodities para conter o aumento dos preços das matérias-primas.

"Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença, ele é complicado, você entende? Eu vou acabar com o crescimento do país? Isso daí está datado. Isso eu acho que é uma política superada", disse a presidenta em entrevista coletiva.

Ela ressaltou, no entanto, que o governo está atento e acompanha "diuturnamente" a questão da inflação. "Não achamos que a inflação está fora de controle, pelo contrário, achamos que ela está controlada e o que há são alterações e flutuações conjunturais. Mas nós estaremos sempre atentos". Nesta quinta-feira (28), o Banco Central divulga o Relatório Trimestral de Inflação, que informa a projeção da inflação para o ano.

Quanto à uma possível relação entre a situação de pleno emprego e aumento da inflação, Dilma Rousseff disse que o governo e empresários têm trabalhado para que não aconteça.

"Nós temos uma demanda grande por emprego especializado, de maior qualidade, e temos uma sobra de emprego não especializado. Estamos fazendo junto com o setor privado, um grande programa de formação profissional", disse Dilma, acrescentando o governo está desonerando a folha de pagamento para diminuir a pressão sobre o custo do trabalho.


Fonte: Agência Brasil

Taxa de desemprego sobe para 10,4% em fevereiro, aponta Seade/Dieese

A taxa de desemprego em sete regiões metropolitanas analisadas na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) passou de 10% em janeiro para 10,4% em fevereiro. Segundo a pesquisa, feita mensalmente pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o total de desempregados foi 2.311 pessoas, 82 mil a mais do que no mês anterior.
O nível de ocupação caiu 0,9%. A redução de 174 mil postos de trabalho foi superior ao número de pessoas que saíram do mercado (92 mil), o que resultou na elevação do contingente de desempregados. O total de ocupados foi estimado em 19.852 mil pessoas e a População Economicamente Ativa em 22.163.

A pesquisa analisa as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador, São Paulo e do Distrito Federal.

A taxa de desemprego aumentou em todas as regiões pesquisadas, à exceção de Porto Alegre, onde caiu de 6,3% em janeiro, para 6,2% em fevereiro.


Fonte: Agência Brasil

Adiada reunião com Fenaban sobre cláusula de combate ao assédio moral

  Foi adiada a reunião que estava marcada para ocorrer nesta quarta-feira (27) entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com a Fenaban sobre a cláusula de combate ao assédio moral. Nova data será agendada entre as partes, com previsão até o final do mês de abril.
A reunião visa fazer uma avaliação semestral do programa de combate ao assédio moral, conforme estabelece o acordo aditivo para prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, firmado entre bancos e entidades sindicais. O instrumento estabelece a apresentação de dados estatísticos setoriais pela Fenaban, devendo ser criados indicadores que avaliem o desempenho do programa.

Já o calendário de reuniões das mesas temáticas com os bancos permanece inalterado. Nesta quarta-feira, às 10h, ocorre o encontro de Igualdade de Oportunidades e nesta quinta-feira (28), às 10h, será a vez do debate de Saúde do Trabalhador.


Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT cobra mais contratações e mudança na gestão do Santander

Em reunião específica ocorrida nesta quarta-feira (27) com o Santander, em São Paulo, sobre condições de trabalho nas agências, a Contraf-CUT, federações e sindicatos cobraram mais contratações de funcionários, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de tratamento e mudança na gestão do banco. O encontro havia sido agendado em fevereiro no Comitê de Relações Trabalhistas (CRT).
Mais contratações
A Contraf-CUT denunciou falta de funcionários nas agências, lembrando que o banco fez demissões em massa em dezembro, o que resultou no corte de 975 postos de trabalho. "Até hoje essas vagas não foram ocupadas e novas dispensas estão pipocando no banco, aumentando a sobrecarga de trabalho e piorando o atendimento aos clientes", denunciou o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Esse descaso do banco só agrava as condições de trabalho, gerando estresse, síndrome do pânico, assédio moral e adoecimento de funcionários. Um gerente chegou a fechar a agência no horário de almoço por falta de funcionários. "A situação está insuportável", avaliou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani.

Os dirigentes sindicais defenderam mais contratações para garantir condições dignas de trabalho e preservar a saúde dos trabalhadores.

Fim das metas para caixas
Os representantes dos bancários voltaram a cobrar o fim das metas para os caixas. "Não é função de caixa vender produtos e bater metas, mas sim prestar atendimento de qualidade aos clientes", defendeu Ademir.

O banco prometeu novamente elaborar um comunicado interno para a rede de agências, orientando que os caixas não podem ser avaliados pela venda de produtos. O documento será apresentado até o dia 19 de abril para as entidades sindicais.

Fim das reuniões diárias de cobrança de metas
As reuniões diárias continuam dando dor de cabeça nas agências. Os encontros que, segundo o banco, deveriam ter o objetivo de planejar e organizar a rotina de trabalho, foram deturpados e hoje viraram oportunidade para a prática de assédio moral e a pressão para a venda de produtos.

"A reunião deveria ser de natureza motivacional, mas o que se vê é que ela acaba desmotivando os funcionários", apontou a diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rosane Alaby.

"Exigimos uma solução. Somos contra metas abusivas e vamos bater nesta mesma tecla quantas vezes forem necessárias até que o banco reoriente os gestores", enfatiza Maria Rosani. Ela salienta também que essa cobrança reflete em resultados negativos para o banco, uma vez que os bancários se sentem pressionados, adoecem e ficam sujeitos a problemas psicológicos.

O banco se limitou a dizer que não abre mão de metas desafiadoras, que os exageros de gestores têm sido apurados e que a forma de cobrança deve ser aprimorada.

Mudança na gestão
"Esse modelo de falta de funcionários, metas abusivas, cobranças diárias de resultados, assédio moral desmotivação e adoecimento, somado aos boatos de venda do banco, está gerando caos nas agências e prejudica a imagem junto aos clientes", alertou o diretor da Contraf-CUT.

Ademir defendeu mudança na gestão do banco. "Queremos que o Santander respeite o Brasil e os brasileiros. Esse é o caminho para crescer", ressalta.

Banco do juntos ou banco de alguns?
O Santander frustrou a expectativa dos dirigentes sindicais ao negar a extensão de um dia de folga no aniversário para todos os funcionários. No Rio de Janeiro, uma superintendência regional divulgou amplamente o benefício, que pode ser inclusive usufruído na sexta ou segunda-feira quando o dia natalício cai em fim de semana ou feriado.

O banco reconheceu que o "day off" já existe em agências e áreas administrativas, como no Rio e parte do Nordeste, mas disse que cada gestor tem autonomia para concedê-lo ou não e definir a forma de gozo.

Os representantes dos trabalhadores protestaram. "Com essa tremenda injustiça e discriminação, o Santander está rasgando a propaganda do banco do juntos, pois o que se observa é o banco de alguns", disparou Ademir. "Queremos respeito e igualdade de tratamento para todos, pois cada funcionário contribui para os resultados do banco", defendeu.

Prospecção de contas universitárias
Os dirigentes sindicais cobraram a proibição de abertura e prospecção de conta universitária fora da jornada e do local de trabalho.

O banco disse que orientará para que na próxima campanha, a ser realizada em agosto, sejam cumpridas regras como não obrigatoriedade, intervalo intrajornada, limite de duas horas diárias e pagamento das horas extras. O trabalho será feito somente por funcionários, vedado para estagiários e aprendizes.

Desvio de funções
Os dirigentes sindicais reiteraram que diante da carência de pessoal virou habitualidade o desvio e a substituição cotidiana de funções nas agências, envolvendo caixas, coordenadores e gerentes de atendimento e de negócios, como forma de reduzir custos e aumentar os lucros do banco.

"Esse comportamento é resultado da falta de condições de trabalho que os funcionários estão enfrentando. Falta bancário. É necessário que o quadro funcional seja maior, portanto, o banco deve contratar ao invés de tentar medidas paliativas", ressalta Maria Rosani.

Fim das metas para estagiários e jovens aprendizes
Outro grave problema denunciado mais uma vez foi a cobrança de metas para estagiários e jovens aprendizes. "Eles estão vendendo produtos em agências, o que não é permitido por lei. A direção do banco deve reorientar os gestores, que só podem desconhecer a legislação para agir de tal forma", aponta Maria Rosani.

Mais segurança
A diretora da Fetrafi-Nordeste, Teresa Souza, denunciou ainda que a fachada da agência Rio Formoso, no interior de Pernambuco, está com os vidros quebrados, após ter sido atingida por um tiro durante assalto na cidade. "Falta segurança para trabalhar", apontou. Ela cobrou providências urgentes do banco.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

quarta-feira, 27 de março de 2013

Implantação do login único é conquista dos empregados da Caixa

Reivindicação histórica dos empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal, o login único para acesso aos sistemas corporativos já é uma realidade na empresa. Fruto da mobilização dos trabalhadores na Campanha Nacional dos Bancários de 2012, a nova ferramenta de trabalho consta no acordo aditivo 2012/2013. Em abril, será implantado o login nos edifícios Matriz I e II, na Filial e nas superintendências regionais.
"A implementação do login único para os empregados da Caixa é uma conquista que vai melhorar as condições de trabalho e ajudar a evitar fraudes no ponto eletrônico, uma vez que o trabalhador só pode logar em apenas uma máquina por vez. Isso diminui as chances de algum empregado trabalhar no lugar de outro colega. Além disso, o bancário também vai ter resguardadas no sistema as horas extras que fizer", afirma Fabiana Uehara, diretora da Contraf-CUT e do Sindicato dos Bancários de Brasília.

Apesar da conquista, as entidades sindicais cobram agilidade da Caixa na implementação do login único também para os empregados das agências e demais unidades. A orientação é que os trabalhadores acompanhem o processo de implementação cuidadosamente e, se necessário, denunciem aos dirigentes sindicais qualquer problema no novo sistema.



Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

Senado aprova PEC das Domésticas em segundo turno e amplia direitos


  O Senado aprovou nesta terça-feira (26), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estende aos empregados domésticos todos os direitos dos demais trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Foram 66 votos favoráveis e nenhum contrário.
A PEC das Domésticas, como ficou conhecida a proposta, garante a essa classe trabalhadora o direito, entre outras coisas, a ter recolhido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a receber indenização em caso de demissão sem justa causa. A indenização, no entanto, deverá ser regulamentada posteriormente por projeto de lei complementar.

Os empregados que trabalham em domicílios, caso de faxineiras, jardineiros, cozinheiras e babás, por exemplo, também passam a ter a jornada máxima de trabalho estabelecida em oito horas diárias e 44 horas semanais. Em caso de o serviço se prolongar para além desse período, eles também passam a ter direito ao recebimento de horas extras de 50% a mais que o valor da hora normal e adicional noturno de 20%, no caso de o trabalho ocorrer após as 22h.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que existem atualmente cerca de 6,6 milhões de trabalhadores domésticos no Brasil, sendo 92,6% deles mulheres. Apesar de mostrar o receio de que as empregadas domésticas caiam ainda mais na informalidade com o aumento dos custos da contratação para os patrões, os senadores oposicionistas também apoiaram a aprovação da PEC.

A presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Creuza Maria Oliveira, acompanhou a votação e disse não acreditar em aumento do desemprego ou da informalidade. "Não acredito no desemprego, ele ocorre quando o salário aumenta. Vai haver uma acomodação do mercado", disse. Para ela, isso compensa porque se trata de "uma conquista de quase 80 anos".

A Secretaria Especial de Políticas para a Mulher (SPM) também acompanhou de perto a votação. A ministra Eleonora Menicucci compareceu ao Senado, mas deixou as declarações a cargo da secretária de Autonomia Econômica das Mulheres, Tatau Godinho. Para ela, a ampliação de direito não pode ser vista como um "problema" e a PEC não vai significar um aumento importante dos custos para quem já paga os direitos trabalhistas das domésticas.

"O que aumenta efetivamente é a obrigatoriedade do FGTS. Aqueles empregadores que cumprem a legislação, esses já pagam 13º salário, férias, INSS, já cumprem com a jornada de 44 horas semanais. São direitos que já existiam. Então para esses, o aumento é muito pouco", disse.

O presidente do Congresso Nacional e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a promulgação da PEC será feita em uma sessão solene na próxima terça-feira (2).


Fonte: Agência Brasil

Contraf-CUT discute igualdade de oportunidades com bancos nesta quarta

  A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam nesta quarta-feira (27), às 10h, a mesa temática de Igualdade de Oportunidades com a Fenaban, em São Paulo. A reunião irá abrir os debates visando o planejamento do 2º Censo da Diversidade, a ser executado em 2014.
A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Andrea Vasconcelos, afirma que os bancários apresentarão propostas para a realização da pesquisa, a ser aplicada nas redes de agências, departamentos e centros administrativos de todo país. "Além dos empregados, propomos incluir também terceirizados, estagiários, menores aprendizes e demais trabalhadores nos bancos".

"Queremos garantir a participação da Contraf-CUT desde a elaboração do questionário, passando pelo acompanhamento até o acesso a todos os resultados do levantamento", destaca Andrea.

Outro ponto importante para a pesquisa é possibilitar o conhecimento da realidade do trabalhador, focando o tempo no emprego, remuneração, deslocamento na carreira e ascensão profissional. "Nesta etapa queremos verificar também o recorte de gênero, raça e pessoas com deficiência, bem como a orientação sexual que ficou ausente no 1º Censo realizado em 2008", ressalta Andrea.

Além do censo, os dirigentes sindicais pretendem retomar o debate sobre as reivindicações dos trabalhadores com deficiência apresentadas na Campanha Nacional dos Bancários de 2012. "Queremos mais contratações, garantindo o respeito à cota prevista na legislação, bem como capacitação e valorização profissional, dentre outras demandas", salienta a diretora da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

CUT promove ato nacional em defesa da memória, verdade e justiça no Rio

     O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro sediará na próxima segunda-feira, dia 1º de abril, o debate "Os trabalhadores e o golpe militar de 1964: memória, verdade e justiça".
O evento, promovido pela CUT Nacional, CUT-RJ e Partido dos Trabalhadores, contará com a participação de Rosa Cardoso, integrante da Comissão Nacional da Verdade (CNV), e de Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da CUT.

Também responsável pelo acompanhamento da Central na Comissão, Solaney acredita que o evento "tem o papel de reforçar a instalação do Grupo de Trabalho do movimento sindical na CNV". A iniciativa visa resgatar a memória histórica das atrocidades e violações cometidas pelos golpistas aos trabalhadores e às organizações sindicais.

Para o dirigente da CUT, "orquestrado pelo governo estadunidense, o golpe foi dirigido contra o presidente João Goulart e as forças progressistas que o apoiavam, como as organizações operárias e camponesas, as principais vítimas das atrocidades".

"O GT sindical tem a tarefa de escrever o capítulo dos trabalhadores no relatório final da Comissão e o nosso compromisso é o de fazer o levantamento mais preciso e representativo possível. Temos centenas de sindicatos que foram invadidos e fechados - 400 só no dia do golpe - além de dirigentes e trabalhadores que foram torturados, executados ou exilados. São crimes de lesa humanidade que não prescrevem e necessitam vir à tona para que seja feita justiça, a fim de que situações como essas nunca mais se repitam", conclui Solaney.


Fonte: Leonardo Severo - CUT

Contraf-CUT discute condições de trabalho com Santander nesta quarta

A Contraf-CUT, federações e sindicatos discutem com o Santander nesta quarta-feira (27), às 14h, as condições de trabalho nas agências do banco. A reunião específica foi marcada no último Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) e ocorre no prédio do ex-Banespa (16º andar), no centro de São Paulo.
As entidades sindicais reivindicam melhoria das condições de trabalho nas agências, postos de atendimento e centros administrativos. Dentre as propostas, destacam-se mais contratações de funcionários, fim das metas para os caixas, proibição da abertura e prospecção de contas universitárias fora da jornada e do local de trabalho, fim das reuniões diárias para cobrança de metas e do desvio de funções nas unidades.

Antes da reunião com o banco, a Contraf-CUT realiza, às 10h, uma reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, no auditório da Confederação (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro de São Paulo, a fim de preparar os debates.

Próximas reuniões agendadas com o Santander
Fórum de Saúde e Condições de Trabalho
- 3 de abril (quarta-feira), às 14 horas

GT do SantanderPrevi
- 11 de abril (quinta- feira), às 14 horas

GT de Call Center
- 19 de abril (sexta-feira), às 14 horas

Reunião sobre segmento Select
- 30 de abril (terça-feira), às 14 horas


Fonte: Contraf-CUT

Economia brasileira vive momento de recuperação cíclica, avalia Ipea

   O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que a economia brasileira está em momento de "recuperação cíclica". De acordo com a Carta de Conjuntura divulgada nesta terça-feira (26), o ciclo atual é "bem distinto" do observado em outros anos e isso pode atrapalhar a previsibilidade político-econômica.
"Isso tem implicação em política [macroeconômica] importante porque torna essa tarefa mais complicada do que seria em ciclo típico", disse o coordenador do Grupo de Estudos em Conjuntura, Fernando Ribeiro. Como exemplo, citou o impacto na taxa básica de juros, a Selic, que está em 7,25% ao ano.

"Em um ciclo típico, neste momento, o país estaria reduzindo o juro, como aconteceu em outros momentos. Na recuperação, você joga o juro para baixo para impulsionar a economia. Hoje, a gente tem a taxa de juro baixa e, por conta da pressão inflacionária, o Banco Central reconheceu que não há espaço para novas quedas, talvez, tenha necessidade em um aumento [da taxa]", explicou.

O economista destaca que, apesar das pequenas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), nos últimos meses, não há aumento do desemprego, da inflação e queda da atividade nos setores da economia. "Há alguma desaceleração do consumo, mas mais discreta que em outros ciclos", diz a carta.

"Difícil prever o que vai acontecer daqui para frente. Quando o ciclo é típico existe uma história, mais ou menos, padrão, que explica o que acontece na queda e na recuperação. Não é esse o caso", reforçou Ribeiro.


Fonte: Agência Brasil

Campanha nacional de vacinação contra gripe começa dia 15 de abril

   O Ministério da Saúde pretende vacinar este ano 31,3 milhões de brasileiros contra a gripe. O número representa 80% de um total de 39,2 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários - gestantes, idosos com mais de 60 anos, crianças entre 6 meses e 2 anos, profissionais de saúde, índios, população carcerária e doentes crônicos.
Uma das novidades anunciadas pela pasta é a inclusão de mulheres em puerpério (período de até 45 dias após o parto) nos grupos prioritários para vacinação. Outra mudança vai possibilitar que pessoas com doenças crônicas tenham acesso ampliado à vacina por meio de postos de saúde e não apenas centros de referência. Basta apresentar uma prescrição médica no ato da imunização.

A Campanha Nacional de Vacinação começa no dia 15 de abril e segue até o dia 26 do mesmo mês. No dia 20 de abril (sábado), todos os 65 mil postos de saúde do país vão funcionar para um dia de mobilização. Ao todo, 240 mil profissionais de saúde devem participar da ação, além de 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

Serão distribuídas cerca de 43 milhões de doses que, este ano, protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B. Além dos R$ 330 milhões gastos com a vacina, o governo federal vai enviar aos estados e municípios R$ 24,7 milhões para apoiar ações de mobilização e preparação de equipes de saúde.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, destacou que a vacina é segura e só é contraindicada para pessoas com alergia severa a ovo. Ele lembrou que, no ano passado, a cobertura entre gestantes, por exemplo, foi baixa em razão da falta de conhecimento sobre a importância da imunização. "Muitas vezes, o obstetra não está familiarizado e não recomenda", explicou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a dose contém o vírus em sua forma inativa, mas que não há risco de uma pessoa contrair gripe em razão da imunização. O que pode ocorrer, segundo ele, é a pessoa tomar a vacina com o vírus em período de incubação no corpo e apresentar um quadro gripal logo em seguida.

"A vacina contra a influenza é o melhor método que temos para reduzir o risco de casos graves e de internação", disse Padilha. "É importante que a gente mantenha altas taxas de cobertura vacinal", completou.


Fonte: Agência Brasil

Mulheres no FSM reforçam luta por justiça, liberdade e igualdade

   Em uma só voz, em um só canto, mulheres com as suas várias cores, línguas e culturas entoaram em alto e bom som um basta à opressão, à violência, à discriminação e à injustiça.
Um plenário lotado onde ouvia-se gritos de: "a gente vai morrer, mas antes vamos acabar com a injustiça"; "abaixo ao capital, abaixo à ditadura"; "o povo unido jamais será vencido".

Uma luta em todo mundo por liberdade, igualdade e justiça que ganha ainda mais simbologia ao ver a Asembleia de Mulheres nesta terça-feira (26) abrindo os grandes atos do Fórum Social Mundial (FSM) em Túnis, capital da Tunísia.

Este país que tem vivido uma nova fase de participação social das mulheres, conforme relata a estudante tunisiana Manel Mezfef. "As mulheres tiveram um papel de enorme importância no grande levante que derrubou o regime ditatorial de Ben Ali. Não tínhamos liberdade para poder se expressar e lutar pelos nossos direitos. Hoje, já nos organizamos, realizamos protestos pacíficos para que a nova Constituição que está sendo construída salvaguarde integralmente os direitos humanos e o das mulheres", destacou.

A marcha inicial do FSM está marcada para as 16h (horário local).


Fonte: CUT - William Pedreira