quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Reunião BB e CEBB/Contraf-CUT – Apresentação do Plano de Funções



Nova Friburgo e Região 
 ATENÇÃO BANCÁRIOS

Entre outras frentes de batalha que o Sindicato vai adotar para proteger os direitos dos bancários do BB com a implantação do novo plano de cargos está o ingresso na Justiça de ações coletivas por grupos homogêneos cobrando o pagamento das 7ª e 8ª horas dos últimos cinco anos.

Na assembleia de 06/02 realizada no auditório da Entidade, os bancários presentes deliberaram por ajuizar ações coletivas.

Foi deliberado também que os bancários que se enquadram nesta situação devem entrar em contato o Sindicato (falar com Lucimar ou Mariza telefone: (22) 2522-7264 ou 2523-2560) impreterivelmente até o dia 22 de fevereiro e informarem seu dados cadastrais para ingressarem com ação.

Para constar nas ações, é necessário ser sindicalizado.



SÍNTESE DA APRESENTAÇÃO

(está disponível aos funcionários)


O banco apresentou o plano para as entidades ao mesmo tempo em que o implantou.

O banco informou ter se baseado em um conjunto de estudos a partir de 2011 para tomar a decisão de implantar um novo plano de funções comissionadas.

O Plano de Funções é dividido em dois segmentos:

Funções de Confiança (FC)

- segmento gerencial e de assessoramento

Funções Gratificadas (FG)

- segmento de funções técnicas e operacionais




FC – FUNÇÕES DE CONFIANÇA (8h)


- Destaque na estrutura organizacional

- Atribuições diferenciadas

- Confiança / fidúcia especial

- Capacidade de influenciar a gestão

- Representa a empresa ou a unidade (preposto), tem acesso exclusivo a informações estritamente confidenciais etc.



FG – FUNÇÕES GRATIFICADAS (6h)


- Habilidades e conhecimentos específicos

- Atividades de cunho exclusivamente técnico e operacional

- Não envolve gestão de pessoas




UNIDADES ESTRATÉGICAS (EU) - EXCETO DITEC - E UNIDADES TÁTICAS (UT)


- Só terão funções comissionadas de 8 horas: de confiança e fidúcia especial




UNIDADES DE APOIO (UA) E UNIDADES DE NEGÓCIO (UN)

- Terão funções de 8h e de 6h.

- Exceção RESEG e GECEX, onde só haverá de 8h.




MIGRAÇÃO

FUNÇÕES DE CONFIANÇA (8h)

- As funções antigas que o banco considera como funções comissionadas de 8 horas foram extintas no domingo 27/01 e todos foram migrados automaticamente na segunda 28/01 para novas funções com os mesmos VR (Valor de Referência de função). Os funcionários são obrigados a assinar o “termo de posse” em 6 dias úteis (até segunda 04/02). Aquele que não assinar será descomissionado e volta ao cargo de escriturário com esmolão (VCP de 4 meses) e deve concorrer a remoção via SACR (remoção automática), ou o banco realocará em 20 dias úteis para UA ou UN mesma praça.




FUNÇÕES GRATIFICADAS (6h)

- As funções que o banco entendeu como técnicas e operacionais de 8 horas entraram em extinção em 28/01 e foram criadas novas funções de 6 horas. Eram 14 funções e foram criadas 9 sendo as outras extintas.

- A opção de migrar é voluntária e não tem prazo determinado

- Também tem o termo de posse na nova função aos aderentes

- Não migrando, funcionário fica na antiga função de 8h em extinção

- Não aderentes podem participar de concorrências a outras funções via TAO

- Não aderentes podem se deslocar lateralmente, na condição não-optante, para algumas das comissões em extinção.




NOVAS FUNÇÕES GRATIFICADAS EM UA / UN (6h)

- 07000 analista técnico pleno

- 07001 analista técnico júnior

- 07002 analista técnico finanças

- 07003 analista técnico CA

- 07004 analista operacional pleno

- 07005 analista operacional júnior

- 07010 assistente de negócios

- 07011 assistente de negócios

- 07012 assistente de operações UN-NEG




CASOS ESPECIAIS

1- Funções extintas

- Assessor júnior UE

- Assessor júnior de TI Diges

- Analista B UT (Super)

Estão em transição, durante a extinção. Banco diz que 70% serão promovidos (via TAO) e outros 30% serão realocados, na mesma praça e remuneração similar.

2- Analista júnior em UE e em UT (Super)

- Atividades tendem a migrar para UA

- Permanecem por 6 meses até migração para UA/UN (mesma praça e remuneração)

3- Reseg e Gecex

- Analista A e B de Reseg

- Analista A em Gecex

O banco alega que pelas características dos processos, todas as funções serão de confiança (FC). 



As funções analista A UA (4805) da Reseg e Gecex e a função analista B UA (4860) da Reseg foram consideradas pelo banco como natureza de FC.




REMUNERAÇÃO

FC (8h) – mantém o VR e o valor da hora trabalhada

FG (6h) – a remuneração corresponderá a 6,7/8 da remuneração das funções extintas de 8h (o banco se refere ao VR).

O banco diz que a hora trabalhada das novas funções de 6h terá uma valorização de 12%.

Horas Extras – os bancários que migrarem para as novas funções de 6h terão o direito de fazer hora extra por até 10 dias úteis por mês (até 27/01/14). Os gestores das unidades terão a gestão dos dias a se fazer hora extra.

Abonos e licenças - Conversões em espécies: os bancários que fizerem adesão às funções de 6h e tiverem redução de salário, terão 30 dias para converter em espécie ($), na remuneração anterior, os abonos assiduidade e as licenças prêmio (LP), seja saldo total ou parcial.




REESTRUTURAÇÃO DITEC

- As comissões não gerenciais foram extintas

- Amplia dotação para 230 funções (dotação anterior 3699, dotação nova 3929)

- UN. EST. SOLUÇÕES e UES TI (25% contingente de pessoas, atividades estratégicas FC 8h gerenciamento e assessoramento)

- UN. CONTRUÇÃO SOLUÇÕES (UCS TI) e UN. OPER. DE SOLUÇÕES (UOS TI) – 75% do contingente de pessoas, atividades técnicas e operacionais. Terá funções gerenciais de 8h e técnicas e operacionais de 6h.

A implantação da reestruturação se dará em 3 etapas que vão de 28/01 a 28/03.

O banco afirma que não será necessário ninguém sair da Ditec. Aqueles que não aceitarem as novas condições e funções podem migrar para a rede do banco e também terão VCP de 4 meses.

- os assessores júniores UE podem se reenquadrar na FC (8h) de assessoramento




CCV - Comissão de Conciliação Voluntária

- Foi assinado acordo macro com a Contraf-CUT em 4 de outubro para as entidades sindicais que tiverem interesse em aderir a partir da implantação do novo Plano de Funções do banco.

- O banco informa que há cerca de 38 mil posições nas antigas funções  extintas que foram transformadas em FG funções gratificadas de 6h, em que o banco terá proposta a fazer aos bancários que tiverem interesse em buscar solução extrajudicial via CCV nas entidades sindicais.

- As chamadas 38 mil posições, são funções que bancários passaram por elas nos últimos cinco anos e que foram extintas para criação das novas FG. Essas posições são de bancários que ainda estão na ativa.

- Também há 1195 posições passíveis de propostas em CCV para ex funcionários que saíram após 01/02/2011 (prescrição bienal).

- BASE DE CÁLCULO: O valor das propostas do banco nas CCV será calculado com base no histórico individual do funcionário que exerceu as comissões especificamente no período imprescrito (5 anos).

- Esta CCV específica para 7ª e 8ª hora não revoga as CCP que estão em vigor com as entidades sindicais.

- O banco se compromete a não divulgar valores aos bancários sobre seus passivos a não ser nas sessões de CCV nas entidades sindicais.

- O banco só fará proposta de 7ª e 8ª hora para os aderentes às novas funções gratificadas FG de 6 horas.

- A Ditec NÃO está incluída nas CCV.




CANAIS DE INFORMAÇÃO DO BB SOBRE O PLANO DE FUNÇÕES

- Banco criou uma central de atendimento interna para os funcionários

- Funcionários de UA e UN devem ligar para as Gepes jurisdicionantes

- Funcionários de UE e UT 4003 0383 ou 0800 7290383

- Entidades Sindicais ligar na Diref/Colet 61 3102 5496 / 5494




Orientações aos sindicatos e para matéria da Contraf-CUT

- banco manteve a linha de não negociar e fazer unilateralmente mudanças que envolvem a vida de milhares de funcionários

- o plano é uma decepção porque o banco reduz salário de milhares de funcionários comissionados;

- nas funções comissionadas de 6 horas, o banco está reduzindo de forma diferente os pisos de funções em 16,25% (VRs) e os valores das gratificações de funções (reduções muito maiores), de maneira a prejudicar os funcionários com maior tempo de dedicação à empresa. Quanto mais tempo de banco, maior a perda líquida de salário ao aderir às novas funções de 6 horas com redução de salário;

- o banco reduziu drasticamente as gratificações de funções comissionadas de 6 horas. Ainda não obtivemos informações em relação à nova estrutura interna de verbas das funções de confiança – FC, mas tudo indica que há redução dos valores de gratificação de função da mesma forma que nas funções de 6h;

- o banco extingue todas as funções existentes e cria novas, coagindo os bancários que estão nas funções que a empresa entende ter características de suas “funções de confiança” FC, forçando assinatura de termo de posse;

- as entidades sindicais devem organizar plenárias ao longo da semana para partilhar as informações fornecidas pelo banco, bem como para dar informações políticas e jurídicas para suas bases;



Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil CEBB/Contraf-CUT

Itaú pagará segunda parte da PLR no último dia, 1º de março





O Itaú informou a Contraf-CUT nesta quarta-feira 6 que depositará a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) somente no dia 1º de março, último dia do pagamento estabelecido pela Convenção Coletiva dos bancários do ano passado. O Bradesco, ao contrário, já anunciou que pagará a segunda parcela da PLR nesta sexta-feira 8 de fevereiro, véspera do Carnaval.
Pelo resultado do Itaú anunciado nesta terça-feira 5, de R$ 14 bilhões de lucro líquido em 2012, cada funcionário do Itaú deve receber 2,2 salários pela regra básica da PLR, limitada a R$ 18.511 e descontada a antecipação da primeira parcela (54% do salário mais R$ 924,60), além da parte adicional.
A Convenção Coletiva assinada após a greve do ano passado estabelece que a regra básica da PLR é de 90% do salário mais uma parcela fixa de R$ 1.540 com teto de R$ 8.414,34. Mas o valor da regra básica deve ser majorada até a distribuição de 5% do lucro líquido, com teto de 2,2 salários ou R$ 18.511,54, o que ocorrer primeiro. E o Itaú se encaixa nesse caso.
Além da regra básica, será creditada a segunda parte da parcela adicional da PLR, correspondente à distribuição linear de 2% do lucro líquido do ano todo, limitado a R$ 3.080, descontado o que já foi pago na primeira parte, em outubro do ano passado.

Isenção do IR

No pagamento, os bancários serão beneficiados pela primeira vez com a nova tabela de Imposto de Renda sobre a PLR. Pela nova regra, quem recebe até R$ 6 mil ao ano de PLR fica isento de IR e os descontos são progressivos a partir desse valor, mas todos pagarão menos imposto.

Nos ganhos até R$ 10 mil, o desconto do imposto cai de R$ 1.993,47 para R$ 375. Para quem recebe até R$ 15 mil, o IR cai de R$ 3.368,47 para R$ 1.338,75. E para a PLR de R$ 20 mil, o desconto que era de R$ 4.743,47, vai para R$ 2.704,37.
O desconto, com base na nova tabela, será na fonte. Posteriormente, no recebimento da primeira parcela da PLR 2013, a ser paga no segundo semestre deste ano, os dois valores (segunda parcela da PLR 2012 e primeira da PLR 2013) serão somados e o imposto será recalculado e descontado novamente na fonte.
As novas regras só valem para a PLR recebida em 2013. Ou seja, os valores pagos como primeira parcela de 2012, creditados dez dias após a assinatura da CCT, não serão restituídos.Fonte: Contraf-CUT

Itaú Unibanco anuncia lucro líquido de R$ 13,59 bilhões em 2012




O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, divulgou nesta terça-feira (5) um lucro líquido de R$ 13,59 bilhões em 2012, valor 7% menor do que os R$ 14,62 bilhões registrados no ano anterior.
O Dieese está fazendo um balanço sobre o lucro da empresa e em breve será divulgado pela Contraf-CUT.
O lucro líquido recorrente no ano passado foi de R$ 14 bilhões. Apenas no quarto trimestre, a cifra chegou a R$ 3,502 bilhões, queda de 6,5% na comparação com o mesmo período em 2011.
De acordo com o banco, contribuíram para o resultado de 2012 a queda de 5,1% no resultado da intermediação financeira (antes dos créditos de liquidação duvidosa), o crescimento de 6,6% nas receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias, e de 10,2% no resultado de operações de seguros, previdência e capitalização, em relação a 2011, adicionadas ao controle das despesas de pessoal, outras despesas administrativas e operacionais.
O patrimônio líquido do banco somou R$ 74,2 bilhões no ano passado, 4% acima dos R$ 71,3 bilhões vistos em 2011.


Carteira de crédito

A carteira de crédito total da instituição fechou 2012 com R$ 426,595 bilhões, incremento de 7,5% em 12 frente 2011. Os melhores desempenhos foram dos empréstimos para grandes empresas e para o financiamento de imóveis; a carteira de veículos registrou recuo na base anual.
O segmento pessoas físicas foi responsável por R$ 149,809 bilhões da carteira de crédito total do banco no último ano, mostrando ligeiro avanço de 0,7% frente aos R$ 148,723 bilhões registrados um ano antes.


Inadimplência e provisões

A inadimplência para débitos com atraso acima de 90 dias ficou em 4,8% no final do ano passado, abaixo dos 4,9% vistos em igual período de 2011 e dos 5,1% registrados no final do terceiro trimestre de 2012.
O aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos teve um peso importante para a redução do resultado do banco. Esse gasto somou R$ 24 bilhões em 2012, 20,7% maior do que os R$ 19,9 bilhões gastos em 2011.

Menos 7.935 postos de trabalho

Apesar do lucro bilionário, o banco segue a política de demissões praticada em 2011. Em 2012, o Itaú fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro. Desde março de 2011, já são 13.699 postos a menos, quando eram 104.022 bancários.

Segurança

O banco gastou em 2012 o equivalente a 3,64% do lucro líquido com segurança, somando R$ 510,974 milhões. Em 2011, foram gastos R$ 482,164 milhões, 3,3% do lucro registrado naquele ano. "Itaú e Bradesco são os bancos que menos investem, em relação a seus vultuosos resultados, na segurança de suas agências, postos, clientes e funcionários", critica Cordeiro.Fonte : Contraf-CUT

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dilma acata proposta da Contraf-CUT de conferência sobre sistema finaneiro


Roberto Stuckert Filho/PR Na reunião mantida nesta terça-feira 5 com a direção da CUT Nacional, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff acatou a proposta da Contraf-CUT para a realização de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro e sugeriu que seja ampliada para discutir também os direitos dos consumidores. Dilma ordenou ainda ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que receba o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, para discutir o processo de demissões e a reestruturação no sistema financeiro.

"A presidenta Dilma atendeu as duas demandas da Contraf-CUT", comemorou ao final do encontro o presidente da CUT, Vagner Freitas. "Na verdade, a conferência nacional para discutir o sistema financeiro nacional é uma iniciativa da Contraf, mas também foi encampada pela CUT no 11º Concut", acrescentou Vagner.

"A presidenta da República não só concordou com a proposta, como disse que vai trabalhar por ela e propôs ampliar a abrangência da conferência nacional. Além da discussão do papel dos bancos, da ampliação e do barateamento do crédito, a presidenta quer debater também na conferência os direitos dos consumidores, tanto no que diz respeito aos juros do cartão de crédito, do cheque especial e das tarifas, quanto em relação ao consumo das novas classes emergentes de todos os tipos de serviços, incluídos os dos celulares e telecomunicações em geral", detalhou o presidente da CUT.

Segundo Vagner, ex-presidente da Contraf-CUT, Dilma disse que as políticas econômicas e sociais do seu governo e do governo Lula ampliaram o poder de compra dos trabalhadores e de grande parte da população antes excluída. "Os serviços a que essa nova classe média passou a ter acesso são ainda muito caros e em geral estão acima dos padrões internacionais. Eles precisam não apenas ter as tarifas reduzidas, como proporcionar um melhor atendimento à população."

Audiência com o ministro da Fazenda

Vagner Freitas também cobrou da presidenta Dilma o pedido de audiência ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, feito em dezembro do ano passado (logo após as demissões em massa no Santander) e reiterado no último dia 10 de janeiro. "A presidenta mandou o ministro Mantega receber a Contraf-CUT para discutir as demandas dos bancários", informou o presidente da CUT.

Nas cartas enviadas a Mantega, a Contraf-CUT reforçou a necessidade de debater o emprego no setor bancário, ameaçado com a redução de postos de trabalho nos bancos privados.

A intenção é buscar medidas para garantir a proteção do emprego dos bancários e a defesa dos interesses da sociedade. "Não aceitamos pagar a conta da pequena redução de juros. Os bancos podem aumentar os lucros emprestando mais com juros e spread ainda menores. Queremos um sistema financeiro sólido e forte, que amplie o crédito e que trate o emprego como fator de desenvolvimento", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

"Todo início de ano é carregado de esperanças, porém, infelizmente, o dos bancários chegou com as preocupações do ano que se findou. Quais sejam: demissões em massa no Santander e anúncios de demissões também no Itaú e fechamento de agências do Citibank no Brasil", afirma a Contraf-CUT na correspondência.

"Através da grande imprensa, os bancos alegam que é necessário buscar maior eficiência, tendo em vista que seus lucros decresceram em função da queda de juros, medida do governo federal com a qual estamos totalmente de acordo. Porém, somos totalmente contra que esta busca pela eficiência dos bancos seja empreendida à custa de demissões em massa", alerta ainda a Contraf-CUT no ofício ao ministro da Fazenda.

Voz dos trabalhadores no G20

Vagner pediu ainda que a presidenta Dila ajudasse o movimento sindical a ter espaço e voz na próxima reunião de cúpula do G20, que acontece nos dias 5 e 6 de setembro, em São Petersburgo, na Rússia. Dilma disse que vai trabalhar para que uma delegação sindical internacional tenha direito de fala na próxima reunião do G20 e também para que os líderes sindicais sejam recebidos pelos chefes de Estado. Com a presidenta Dilma, a audiência já está garantida.

"A presidenta se comprometeu a ser a interlocutora do nosso pedido porque concorda que a crise financeira internacional não pode ser colocada como responsabilidade da classe trabalhadora", disse Vagner. Segundo ele, a CUT e a Confederação Sindical Internacional (CSI) vão escolher o grupo de dirigentes que vão participar dessas audiências.

Marcha das centrais sindicais

Vagner Freitas classificou de "muito proveitosa" a reunião com a presidenta Dilma, no Palácio do Planalto, na qual ela também se comprometeu a receber os presidentes das centrais sindicais durante a marcha do dia 6 de março, em Brasília.

"Isso nos dá a possibilidade de iniciarmos a discussão da pauta da classe trabalhadora, que inclui a jornada de 40 horas, o fim do fator previdenciário, o direito ao modelo de negociação salarial do setor público, a ratificação da Convenção 158 da OIT e a reforma agrária", afirma o presidente da CUT.

Além de Vagner, outros dois bancários da direção nacional da CUT participaram da reunião com a presidenta Dilma: Jacy Afonso e Expedito Solaney Pereira de Magalhães. Compareceram ainda o secetário-geral Sérgio Nobre, o secretário de Relações Internacionais João Felício, a vice-presidenta Carmen Foro, a secretária da Mulher Trabalhadora Rosane da Silva e o secretário de Finanças Quintino Severo.

(Atualizada às 10h10 de 6 de fevereiro)


Fonte: Contraf-CUT, com CUT

Itaú Unibanco anuncia lucro líquido de R$ 13,59 bilhões em 2012



O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, divulgou nesta terça-feira (5) um lucro líquido de R$ 13,59 bilhões em 2012, valor 7% menor do que os R$ 14,62 bilhões registrados no ano anterior.
O Dieese está fazendo um balanço sobre o lucro da empresa e em breve será divulgado pela Contraf-CUT.
O lucro líquido recorrente no ano passado foi de R$ 14 bilhões. Apenas no quarto trimestre, a cifra chegou a R$ 3,502 bilhões, queda de 6,5% na comparação com o mesmo período em 2011.
De acordo com o banco, contribuíram para o resultado de 2012 a queda de 5,1% no resultado da intermediação financeira (antes dos créditos de liquidação duvidosa), o crescimento de 6,6% nas receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias, e de 10,2% no resultado de operações de seguros, previdência e capitalização, em relação a 2011, adicionadas ao controle das despesas de pessoal, outras despesas administrativas e operacionais.
O patrimônio líquido do banco somou R$ 74,2 bilhões no ano passado, 4% acima dos R$ 71,3 bilhões vistos em 2011.

Carteira de crédito
A carteira de crédito total da instituição fechou 2012 com R$ 426,595 bilhões, incremento de 7,5% em 12 frente 2011. Os melhores desempenhos foram dos empréstimos para grandes empresas e para o financiamento de imóveis; a carteira de veículos registrou recuo na base anual.

O segmento pessoas físicas foi responsável por R$ 149,809 bilhões da carteira de crédito total do banco no último ano, mostrando ligeiro avanço de 0,7% frente aos R$ 148,723 bilhões registrados um ano antes.

Inadimplência e provisões
A inadimplência para débitos com atraso acima de 90 dias ficou em 4,8% no final do ano passado, abaixo dos 4,9% vistos em igual período de 2011 e dos 5,1% registrados no final do terceiro trimestre de 2012.
O aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos teve um peso importante para a redução do resultado do banco. Esse gasto somou R$ 24 bilhões em 2012, 20,7% maior do que os R$ 19,9 bilhões gastos em 2011.

Menos 7.935 postos de trabalho

Apesar do lucro bilionário, o banco segue a política de demissões praticada em 2011. Em 2012, o Itaú fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro. Desde março de 2011, já são 13.699 postos a menos, quando eram 104.022 bancários.

Segurança

O banco gastou em 2012 o equivalente a 3,64% do lucro líquido com segurança, somando R$ 510,974 milhões. Em 2011, foram gastos R$ 482,164 milhões, 3,3% do lucro registrado naquele ano. "Itaú e Bradesco são os bancos que menos investem, em relação a seus vultuosos resultados, na segurança de suas agências, postos, clientes e funcionários", critica Cordeiro.Fonte : Contraf-CUT

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Salário mínimo de R$ 678 começa a ser pago aos trabalhadores nesta semana

Agência Brasil
Daniel Lima e Wellton Máximo

      Brasília - Em vigor desde 1º de janeiro, o novo salário mínimo de R$ 678 só começa a ter efeito na renda da maioria dos trabalhadores brasileiros nesta semana, com o pagamento da quantia referente ao mês passado. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também está depositando os benefícios do piso previdenciário pelo novo valor. O pagamento das aposentadorias, dos auxílios e das pensões da Previdência começou no último dia 25 e vai até quinta-feira (7).

Quem recebe a cada 15 dias já foi beneficiado pelo aumento do salário mínimo no pagamento referente à primeira quinzena de janeiro. Quem recebe no dia 30 ou no início de cada mês só passou a sentir a diferença ao receber o salário do mês passado.

Até 2015, o salário mínimo será reajustado com base na Lei n° 12.382, de 25 de fevereiro de 2011. Pela regra, a cada ano, o aumento do salário mínimo corresponderá à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2013, o reajuste totalizou 8,83%. Desse total, 2,73 pontos percentuais referem-se ao crescimento do PIB em 2011; e o restante, à variação do INPC no ano passado.

O novo valor acresce R$ 56 à renda de quem ganha um salário mínimo e gera um impacto estimado nas contas da Previdência Social de mais de R$ 12,3 bilhões, em 12 meses. Ao todo, mais de 20 milhões de pessoas terão os benefícios reajustados.

Segundo os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do mínimo representa uma injeção anual de renda na economia de R$ 32,7 bilhões. O departamento informou também que o novo valor aumentará a arrecadação tributária em R$ 15,9 bilhões sobre o consumo, na mesma comparação, já que atualmente 45,5 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo.

Marcha das centrais vai cobrar desenvolvimento com valorização do trabalho


    Lideranças da CUT e das demais centrais sindicais (CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT) estiveram reunidas nesta segunda-feira (4) na capital paulista para ultimar os preparativos para a Marcha a Brasília, no próximo dia 6 de março. Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre destaca as principais definições da reunião, que ampliou o caráter da mobilização para "Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais", sublinhando a importância de uma "ação unificada para sensibilizar o governo e os parlamentares para a pauta da classe, que é de toda a sociedade brasileira, por um desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda".

A convocação para o dia 6 de março ganhou caráter mais amplo do que uma marcha apenas das centrais sindicais e passou a incorporar os movimentos sociais. Quais foram as razões desta decisão?
Há uma visão comum entre as centrais de que há importantes pontos de convergência com os movimentos sociais na nossa pauta: 10% do PIB para a educação - que tem um impacto direto na melhoria da qualidade do ensino, dialogando com o movimento estudantil, com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); os 10% do PIB para a saúde - que dialoga com uma parcela ampla da população, com os idosos, com as donas de casa e com um leque de atores sociais; e a própria bandeira do desenvolvimento, pois a continuidade do crescimento econômico traz melhores salários e empregos, elevando o padrão de vida da sociedade. Quando o país cresce, abre a possibilidade do movimento social ir à luta, mobilizar e conquistar. Já quando o país está em crise, a agenda é outra. Então esta é uma marcha que interessa ao povo brasileiro. É um gesto de unidade, de um amplo leque de forças, que estimula as pessoas a se envolverem. Isso aponta para uma grande manifestação, cuja expressividade demonstrará ao governo e ao Congresso Nacional que é preciso corrigir o rumo e avançar.

Um dos pontos que ganhou bastante destaque na Marcha deste ano é a política de valorização dos benefícios, que dialoga com milhões de aposentados e pensionistas. Qual a sua avaliação sobre o tema?

Os últimos 10 anos provaram que o salário é um indutor do crescimento e que, ao contrário do que diziam os neoliberais, com a política de valorização do salário mínimo, o país cresceu e a renda das famílias aumentou. Isso também repercutiu positivamente no reajuste das campanhas salariais, quando a ação sindical, a mobilização dos trabalhadores, garantiu reajustes acima da inflação. Diferente disso, quando no ano passado tivemos a resistência empresarial e do próprio governo em adotar uma política de ganho real para os trabalhadores, isso se refletiu na baixa do crescimento econômico, o que não é inteligente. Afinal, quando os salários aumentam, é mais dinheiro no bolso do povo e isso vai direto para o consumo, aquecendo a economia. No caso dos benefícios dos aposentados e pensionistas essa é uma realidade bem visível, pois os idosos consomem, havendo cidades inteiras sustentadas pelos idosos. Não podemos permitir que a mesma visão equivocada de 2012 se repita, pois não foi nada bom para o país.

E o fim do fator previdenciário?

O fim do fator previdenciário é mais do que uma necessidade, é uma questão de justiça social. Não é possível que um trabalhador passe a sua vida contribuindo pelo teto e, quando chega na hora de se aposentar, lhe apliquem um redutor no qual vai receber até 40% menos. Isso é como entrar num consórcio pagando por uma BMW e sair com um fusquinha. É preciso que se receba pelo que se pagou. Não há qualquer justificativa para que esse redutor seja mantido. O fator previdenciário tem que acabar.

Como a CUT pretende incorporar esse segmento, com recursos historicamente limitados, à Marcha?

As limitações financeiras e estruturais não devem ser um impeditivo, não podem ser um empecilho à participação dos aposentados e pensionistas. Se nós queremos lotar Brasília, cobrir a Esplanada dos Ministérios com uma grande mobilização e obter conquistas concretas, não podemos ter uma marcha esvaziada. Por isso é fundamental que as CUTs estaduais, Confederações, Federações e Sindicatos coloquem ônibus à disposição dos aposentados, e também dos estudantes e movimentos populares, para que tenhamos êxito no nosso movimento. Para nós, a solidariedade tem um papel fundamental.

Uma das preocupações das centrais é a defesa da indústria nacional, fundamental para o desenvolvimento do mercado interno e para a garantia de empregos, salários e direitos. Mas muitas empresas têm se aproveitado das desonerações, por exemplo, para demitir. Qual a sua avaliação?

Há uma unidade entre as centrais de que toda desoneração precisa vir acompanhada de contrapartidas sociais e que a maior delas é o próprio emprego. É inadmissível que uma empresa receba incentivos e logo depois venha demitir, como ocorreu em alguns setores. Precisamos de contrapartidas como a melhora das condições de emprego e nas relações de trabalho. Em relação à defesa do mercado interno, vale lembrar que o mundo todo protege a sua produção nacional, as suas empresas, e não vejo nenhuma razão para que no Brasil seja diferente. Mas, como falei, é fundamental termos contrapartidas. Para além do lucro, as empresas modernas têm responsabilidade social como uma das suas metas. Há países, inclusive, que tem esta responsabilidade regulada em lei. Por trás desta questão do papel social está o debate sobre o projeto de país, da necessidade de um desenvolvimento inclusivo, com distribuição de renda e valorização do trabalho.

Quais as tarefas de comunicação da Marcha?


Em primeiro lugar é importante organizar os nossos veículos da imprensa sindical, colocar todos em sintonia, o que já não é pouca coisa. Uniformizar a convocação é essencial para garantir uma ampla divulgação das reivindicações da Marcha, da pauta dos trabalhadores. Muitas entidades têm programas de rádio, jornais mensais, semanais e até diários, o que deve levar bem longe a nossa mensagem. Além disso, vamos utilizar outros meios, como outdoors e redes de rádio para propagar as nossas bandeiras, que também são do interesse de muitos meios de comunicação, como o crescimento econômico e a redução da jornada de trabalho. São bandeiras com as quais podemos cavar espaço inclusive nos meios tradicionais. Por isso é importante que o conjunto dos dirigentes das centrais visitem as redações dos jornais para vender a pauta da marcha. É preciso ocupar os espaços, fazer tudo o que está ao nosso alcance para dar visibilidade às nossas propostas.


Fonte: CUT

Brasil exporta Fome Zero e se o torna 10º maior doador mundial

Portal Terra
Rafael Belincanta, Direto de Mkuranga (Tanzânia)

A crise na Europa fez com que doadores tradicionais como França, Espanha e Itália tivessem uma retração nas verbas. O Brasil, porém, fez a maior doação repassada ao World Food Programme (WFP) de sua história em 2012, terminando o ano como o 10º maior doador, com mais de US$ 82 milhões. Isso representa duas posições à frente comparado a 2011,quando ficou em 12º lugar com US$ 70,5 milhões doados; e 34 posições à frente que em 2007, primeiro ano em que o Brasil apareceu no ranking dos 100 maiores doadores, em 44º lugar e US$ 1,1 milhão doado.


Dentro de um armazém no distrito de Mkuranga, Tanzânia, um saco de açúcar com a escrita Product of Brazil não deixa dúvidas: as doações de alimentos do Brasil ao Programa Mundial Alimentar (PMA) chegam à África. Não bastassem os financiamentos em espécie, em 2012 o Brasil também fez grandes doações de commodities.

Já em outubro do ano passado, durante o primeiro encontro da nova secretária executiva do PMA, Etharin Cousin, com a imprensa estrangeira em Roma, ela anunciara que o Brasil estaria entre os maiores doadores do ano.

De fato, desde que o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva foi eleito diretor-geral da FAO, Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, em 2011, o Brasil passou a exercer um novo papel nas decisões que concernem às agências da ONU em Roma. Além da FAO e do PMA, também tem sede na capital italiana o FIDA, Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura.

Mas não são somente as doações em dinheiro e de alimentos que aumentam o responsabilidade do Brasil diante da comunidade internacional. O reconhecimento maior, seja da África ou dos países europeus, aparece muitas vezes na forma de respeito às conquistas do País, dentro de casa, no combate à fome e à pobreza.

As experiências bem sucedidas do Fome Zero colocado em prática por Graziano durante o governo Lula vão além das fronteiras do Brasil. Principalmente em direção à África, confirmando as intenções da FAO em dar atenção especial a assim chamada Cooperação Sul-Sul. Tanto que um Centro de Excelência no Combate à Fome foi construído em Brasília em parceria do PMA com o governo.

Irene Del-Río é espanhola e trabalha no escritório regional do PMA no Malauí. Ela esteve no Centro de Excêlencia e de lá trouxe modelos de combate à fome que já estão em prática, como é o caso da escola do distrito de Mbwadzulu, distante cerca de 300km da capital Lilongwe. Ali, ao menos 600 crianças e adolescentes são beneficiados por um projeto inspirado no Fome Zero de investir na produção e consumo local. O PMA repassa verbas para as escolas e estas, por sua vez, compram os alimentos produzidos pelos pais dos alunos.

"O programa é uma continuação do Fome Zero. Estivemos dois meses no Brasil para aprender as práticas dos programas existentes no Brasil. Nosso enfoque aqui é na alimentação escolar. Dentre todas as experiências que o Brasil tem na luta contra à pobreza e contra à fome, a alimentação escolar é uma das coisas que se poderiam melhor implementar no Malauí", completa Del-Río.

Apesar das semelhanças na aplicação dos projetos, é preciso dar um rosto africano aos projetos. Principalmente na capacitação de quem conhece a fundo as principais necessidades dos países africanos.

"A ideia não é somente replicar os programas do Brasil mas ver quais foram as experiências, negativas e positivas, que foram aprendidas, e aplicá-las nos contextos africanos que em alguns casos, em alguns distritos, são bastante parecidos com o que vimos no Brasil. Então, a parte da assistência técnica é muito valiosa para os governos africanos que têm capacidades limitadas para desenvolver políticas", aponta Del-Río.

A mudança na posição do Brasil diante da comunidade internacional que, praticamente em uma década, passou de País que recebia recursos para um dos principais doadores do PMA, estreitou os laços com os países africanos mais necessitados e ganhou o respeito dos países ricos. Entretanto, o balanço fiscal do PMA relativo ao mês de janeiro deste ano revela um Brasil um tanto quanto mais ponderado nas doações: 22ª posição na lista com pouco mais de US$ 626 mil dólares enviados ao PMA.




O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, divulgou nesta terça-feira (5) um lucro líquido de R$ 13,59 bilhões em 2012, valor 7% menor do que os R$ 14,62 bilhões registrados no ano anterior.

O Dieese está fazendo um balanço sobre o lucro da empresa e em breve será divulgado pela Contraf-CUT. 

O lucro líquido recorrente no ano passado foi de R$ 14 bilhões. Apenas no quarto trimestre, a cifra chegou a R$ 3,502 bilhões, queda de 6,5% na comparação com o mesmo período em 2011.

De acordo com o banco, contribuíram para o resultado de 2012 a queda de 5,1% no resultado da intermediação financeira (antes dos créditos de liquidação duvidosa), o crescimento de 6,6% nas receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias, e de 10,2% no resultado de operações de seguros, previdência e capitalização, em relação a 2011, adicionadas ao controle das despesas de pessoal, outras despesas administrativas e operacionais.

O patrimônio líquido do banco somou R$ 74,2 bilhões no ano passado, 4% acima dos R$ 71,3 bilhões vistos em 2011.

Carteira de crédito

A carteira de crédito total da instituição fechou 2012 com R$ 426,595 bilhões, incremento de 7,5% em 12 frente 2011. Os melhores desempenhos foram dos empréstimos para grandes empresas e para o financiamento de imóveis; a carteira de veículos registrou recuo na base anual.

O segmento pessoas físicas foi responsável por R$ 149,809 bilhões da carteira de crédito total do banco no último ano, mostrando ligeiro avanço de 0,7% frente aos R$ 148,723 bilhões registrados um ano antes.

Inadimplência e provisões

A inadimplência para débitos com atraso acima de 90 dias ficou em 4,8% no final do ano passado, abaixo dos 4,9% vistos em igual período de 2011 e dos 5,1% registrados no final do terceiro trimestre de 2012.

O aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos teve um peso importante para a redução do resultado do banco. Esse gasto somou R$ 24 bilhões em 2012, 20,7% maior do que os R$ 19,9 bilhões gastos em 2011.Fonte: Contraf-CUT, com Anderson Figo - Folha de SP.