sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PIB do Brasil cresce 0,6% no terceiro trimestre de 2012, anuncia IBGE


Alessandra Saraiva e Diogo Martins
Valor Econômico

    O Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma de todas as riquezas produzidas pela economia do país, teve expansão de 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre, na série com ajuste sazonal, de acordo com o resultado das Contas Nacionais divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo da estimativa média de 1,2% apurada junto a 11 analistas consultados pelo Valor Data. As estimativas variaram de 0,9% a 1,3%.

O PIB do terceiro trimestre também abaixo do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, e que indicou crescimento de 1,15% na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2012, na série com ajuste sazonal.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu esta semana que o desempenho do PIB do terceiro trimestre não seria 'nada espetacular', estimando uma taxa entre 1% e 1,3%.

No segundo trimestre de 2012, o PIB cresceu 0,2%, dado revisado de alta de 0,4% divulgada anteriormente, na comparação com o primeiro trimestre, na série dessazonalizada.

Setores

No lado da oferta, a indústria cresceu 1,1% no terceiro trimestre, ante o segundo. O setor de serviços mostrou estabilidade e a agropecuária teve expansão de 2,5%, na mesma base de comparação.

A média apurada pelo Valor Data foi de alta de 1% para a indústria, no terceiro trimestre ante o segundo. Para o setor de serviços, os analistas estimaram também avanço de 1% e, na agropecuária, aumento de 3,4% na mesma base de comparação.

Demanda


Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2012, ante o segundo de 2012. A demanda do governo aumentou 0,1% e a formação bruta de capital fixo (que representa o investimento em máquinas e equipamentos e na construção civil) caiu 2%, sempre na mesma base de comparação e na série com ajuste sazonal. A taxa de investimento atingiu 18,7% do PIB no terceiro trimestre.

A média apurada pelo Valor Data foi de alta de 1,2% para o consumo das famílias, elevação de 0,5% na demanda do governo e queda de 1% na formação bruta de capital fixo (FBCF), na passagem entre o segundo e o terceiro trimestre do ano.

Comércio externo


No setor externo, as exportações cresceram 0,2%, segundo o IBGE, enquanto as importações caíram 6,5% no terceiro trimestre, ante o segundo.

A média das previsões apuradas pelo Valor Data foi de aumento de 2% para as exportações e queda de 3,5% para as importações.


Fonte: Valor Econômico

CUT pressiona, mas fator previdenciário não é votado na Câmara

      Conforme garantiu na semana passada, a CUT voltou a ocupar o Congresso Nacional na tarde de quarta-feira (28) com cerca de mil militantes para cobrar o fim do fator previdenciário.

Porém, ao contrário do que havia garantido na semana passada o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), a matéria não foi a votação.

"Com apoio do (deputado) Vicentinho, conseguimos entrar na Casa, visitamos gabinetes e conversamos com os parlamentares, mas o fim do fator não será discutido nesta semana. Estaremos em Brasília novamente na semana que vem para que o texto não fique para 2013", disse o diretor executivo da CUT, Antônio Lisboa do Vale.

A Central defende a aprovação de uma emenda aglutinativa do deputado Ademir Camilo (PSD-MG) ao substitutivo do deputado licenciado Pepe Vargas (PT-RS), que exclui o cálculo do fator previdenciário quando o trabalhador atingir a fórmula 85/95, mecanismo presente no projeto do petista.

De acordo com essa fórmula, o trabalhador somará o tempo de contribuição e a idade e, caso o resultado seja 95, para os homens, e 85, para as mulheres, a aposentadoria será integral e não será impactada pelo fator.

A emenda determina ainda que sejam consideradas as 70% maiores contribuições previdenciárias desde junho de 1994, ao contrário das 80% atuais.

A emenda estabelece ainda um redutor de 2% para cada ano que faltar até atingir a formula e um acréscimo também de 2% para cada ano que o trabalhador permanecer na ativa após cumprir os requisitos. Desde que sejam cumpridos 30 anos de contribuição pelas mulheres e 30 para homens.

E as empresas que demitirem um trabalhador 12 antes da aposentadoria serão obrigadas a recolher esse período de contribuição para o empregado.

Por que o fator previdenciário prejudica o trabalhador

Atualmente, para se aposentar, um trabalhador precisa ter 37 anos de contribuição e 62 de idade para ter direito a 100% da média de contribuições, dois anos a mais do que o tempo exigido quando da constituição dão fator em 1999.

Já as mulheres devem ter em tese 32 anos de contribuição e 62 de idade. Porém, às contribuintes é permitido se aposentar por idade sem a incidência do fator ao completar 30 anos de contribuição e 60 de idade.

O fator previdenciário penaliza justamente quem começa a trabalhar antes e contribuiu por mais tempo com a Previdência brasileira.

Além disso, atualmente o tempo de contribuição aumenta a cada ano e o valor dos vencimentos diminuem em função da média de expectativa de vida divulgada anualmente em 01/12 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a nova regra, bastaria ao trabalhador atingir o fator 85/95 para ter direito à 100% da média de contribuição.

A emenda prevê ainda que se em alguns casos, se o fator previdenciário for favorável ao trabalhador, ele poderá utilizá-lo.


Fonte: Luiz Carvalho - CUT

Bancos públicos seguem ampliando participação nas operações de crédito

    A participação de bancos públicos no saldo das operações de crédito do sistema financeiro continuou a crescer em outubro, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quinta-feira (29).

Segundo o BC, em setembro essa participação era 46,1% e em outubro ficou em 46,7%. No caso das instituições privadas nacionais, a parcela caiu de 37,2%, em setembro, para 36,7%, em outubro. Os bancos privados estrangeiros reduziram levemente a participação de 16,7% para 16,6%.

Em 12 meses encerrados em outubro, a expansão do saldo das operações de crédito dos bancos públicos foi 28,4%, enquanto das instituições privadas nacionais foi 6,3% e das estrangeiras, 11,6%.

Na avaliação de Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC, a maior concentração dos empréstimos em bancos públicos não gera risco, uma vez que essas instituições concentram operações com baixa inadimplência, como financiamento habitacional e crédito consignado em folha de pagamento. "São modalidades de crédito que favorecem o crescimento e que têm inadimplência baixa", disse.

Em outubro, o estoque total de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,269 trilhões, com alta de 1,4% no mês e 16,6%, em 12 meses. Em relação a tudo o que o país produz - Produto Interno Bruto (PIB) - o saldo das operações de crédito ficou


Fonte: Agência Brasil

Número de greves no ano passado foi o maior desde 1997, aponta Dieese

   O número de greves registradas no ano passado no país atingiu 554 ante 446 em 2010, o que significa crescimento de 24%. A quantidade de paralisações também é a maior desde 1997, quando ocorreram 631. Além disso, a maior parte dos movimentos grevistas em 2011 ocorreu no setor público: 325, ante 227 no setor privado. As greves empreendidas conjuntamente, no período, foram duas.

Os dados fazem parte do estudo Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A conclusão da pesquisa é que o crescimento da quantidade de greves está relacionado à crise econômica internacional.

Na esfera pública, prevaleceram as greves em âmbito estadual (145 ocorrências), seguida pela municipal (109), e federal (33). Já no setor privado, a indústria foi o segmento que liderou em quantidade de movimentos: foram 131, seguida pelo segmento de serviços com 91 e pelo comércio com três.

Na avaliação do coordenador de Relações Sindicais, José Silvestre, há um fator preponderante para esse crescimento, associado ao desaquecimento da economia como reflexo da crise internacional. Ele observou que, em 2010, o Brasil tinha experimentado um crescimento de 7,5% no Produto Interno Bruto (PIB), percentual que caiu para 2,7%, no ano passado.

"O caráter da greve muda de acordo com o contexto da conjuntura econômica", disse o economista. Ele lembrou que, sempre em momentos de crescimento econômico mais robusto, a tendência é haver redução das paralisações, já que as negociações de ganhos salariais tendem a facilitar o alcance das reivindicações.

Os movimentos, nesses casos, segundo ele, quando ocorrem são mais propositivos. Ou seja, têm origem em pleitos que defendem a manutenção de conquistas ou ampliação das mesmas, melhores condições de saúde e segurança no trabalho. Em situação inversa, com cenário econômico desfavorável, as greves surgem com características defensivas, contra quebra de cláusulas de acordo coletivo, por exemplo.

Silvestre informou que, no ano passado, quase a metade (49%) das 196 mobilizações do funcionalismo pública ocorreu com servidores estaduais, em greves que duraram mais de 100 dias, citando como exemplo a paralisação na área da educação de Minas Gerais e na Bahia. Já no ano anterior, foram os servidores municipais que lideraram com 52% dos movimentos.


Fonte: Agência Brasil

Expectativa de vida sobe para 74,1 anos e muda cálculo da aposentadoria

   O Ministério da Previdência Social divulgou nesta quinta-feira (29) a nova tabela do fator previdenciário que será usada para o cálculo das futuras aposentadorias por tempo de contribuição. Os índices foram alterados com base na expectativa de vida do brasileiro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministério esclarece que a nova tabela será usada apenas nos novos pedidos de aposentadorias. Os benefícios antigos não serão alterados.

A expectativa de vida ao nascer no país subiu de 73,8 anos, em 2010, para 74,1 anos, em 2011, conforme o IBGE. No entanto, o ministério informa que as projeções do IBGE revelaram que, na faixa etária de 52 até 80 anos, "a expectativa de sobrevida caiu, o que vai beneficiar os segurados." Isso porque a expectativa de sobrevida do segurado é levada em conta no cálculo do fator previdenciário, assim como a idade do segurado e o tempo de contribuição.

Por exemplo, um homem com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição "poderia ter 17 dias a menos de tempo de contribuição para receber benefício de mesmo valor. O fator previdenciário, neste caso, teve uma pequena alteração. Passou de 0,715 para 0,716."

Criado em 1999, o fator visa a desestimular o trabalhador a aposentar mais cedo. Assim, se ele solicitar a aposentadoria com pouca idade, o fator será menor e, como consequência, o valor do benefício também diminui.

A fórmula é usada somente para as aposentadorias por tempo de contribuição. Para solicitar a aposentadoria por contribuição, o homem precisa ter contribuído por 35 anos, e a mulher, por 30 anos.

O fator não é aplicado nas aposentadorias por invalidez e especial. No caso da aposentadoria por idade, o uso é opcional, apenas para aumentar o benefício, segundo o ministério.


Fonte: Agência Brasil

Contraf-CUT repudia declaração de Felipão sobre trabalho no Banco do Brasil

                                                                                                                                                                                                                                  
      A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia a declaração do técnico Luis Felipe Scolari sobre o trabalho dos bancários do Banco do Brasil, feita na entrevista coletiva desta quinta-feira 29, no Rio de Janeiro, ao reassumir o posto de treinador da Seleção Brasileira.

Ao afirmar que, "se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada", Felipão não apenas desrespeita os trabalhadores bancários, como demonstra total desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro nacional.

Cerca de 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.

Luis Felipe Scolari começou mal como novo técnico da Seleção Brasileira. Esperamos que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos.


Carlos Cordeiro
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)



Fonte: Contraf-CUT

Funcionários protestam no Rio contra abusos da diretoria do BB

   Com grande participação dos funcionários, a paralisação parcial no prédio da Rua Senador Dantas (Sedan) e o protesto nas escadarias do prédio do Andaraí marcaram nesta quarta-feira (28) o Dia Nacional de Lutas contra os Abusos do Banco do Brasil.

A atual gestão do BB levou o banco a figurar como campeão de reclamações junto ao Banco Central por débitos não autorizados e cobrança irregular de tarifas e serviços.

O BB aumentou em 3 milhões o número de contas com o programa Bompratodos, mas, contraditoriamente, suspendeu a convocação de concursados, criando forte sobrecarga de trabalho. Diante da enorme demanda, acaba desrespeitando a jornada de trabalho de seis horas. Quem luta por esse direito é vítima de pressões e ameaças de descomissionamento.

"Essa forma de gestão autoritária e desrespeitosa só vem acarretando o adoecimento físico e psicológico dos funcionários. O atendimento perde em qualidade e a imagem do banco junto aos clientes fica arranhada", avalia o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Proença.

A paralisação no Sedan começou às 7h e terminou às 10h. Dirigentes sindicais e ativistas distribuíram o panfleto Bomprapoucos, com críticas à atual gestão do banco. No Andaraí, a manifestação reuniu os funcionários nas escadarias do prédio das 10h às 12h.

A diretora executiva da Secretaria de Bancos do Sindicato, Luciana Vieira, destaca a importância de manter a unidade contra a opressão e as ações arbitrárias da diretoria do BB: "Essa política perversa de gestão de pessoas é um problema nacional e precisa ser atacada com toda a nossa força".

A sindicalista Rita Mota afirmou que a "coerção a que os funcionários estão submetidos é fruto desse modelo cruel de gestão; a greve é um direito legal e não cabe punição".


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio

Para Contraf-CUT, ainda é cedo para interromper queda da taxa Selic

A Contraf-CUT avalia que a interrupção da redução da taxa básica de juros (Selic), mantida em 7,25% ao ano na última reunião do Copom deste ano, ocorrida nesta quarta-feira (28), é um equívoco, na medida em que ainda há espaço para a queda dos juros na economia brasileira.

Apesar dos cortes anteriores da Selic, os bancos continuam com juros e spreads entre os mais altos do mundo, travando e impedindo que a redução chegue de fato na ponta para as pessoas físicas e jurídicas.

"Os bancos continuam usando truques contábeis para manter os juros e spreads altos, o que inviabiliza o aumento da oferta de crédito, indispensável para fomentar o crescimento econômico do país. Sobretudo os bancos privados continuam ganhando muito e emprestando pouco. É preciso inverter essa lógica", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Por isso, precisamos de uma política sólida que reduza os juros de forma consistente."

Estudo divulgado nesta quarta pelo IBGE indica que o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, apesar da diminuiçao da pobreza nos últimos 30 anos. "Os bancos, ao manterem os juros elevados, acabam retirando recursos de investimento em políticas públicas, essenciais para transformar crescimento econômico em desenvolvimento com distribuição de renda, como exige a sociedade brasileira", critica Cordeiro.

"Os bancos, como concessões públicas, precisam assumir o papel de contribuir com o desenvolvimento econômico e social do país. E não há dúvidas de que juros mais baixos são fundamentais para ampliar o crédito, incentivar a produção e o consumo, gerar mais empregos, distribuir renda, combater a miséria e garantir inclusão social", salienta o dirigente da Contraf-CUT.

"Além disso, está na hora de o Banco Central definir, além das metas de inflação, metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do país", aponta Cordeiro.

Os seis maiores bancos no país (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) apresentaram lucro líquido somado de R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012 e provisionaram R$ 39,15 bilhões para os devedores com atraso superior a 90 dias. O aumento desse provisionamento variou de 22,2% (Caixa) a 63,43% no HSBC, para um crescimento da inadimplência no período de apenas 0,7 ponto percentual, segundo dados do BC.

"O spread estratosférico tem sido responsável por boa parte dos lucros dos bancos, que estão sendo maquiados e escondidos nos balanços por intermédio do truque do superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos", ressalta o presidente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CUT lança cartilha sobre mercado de trabalho e igualdade racial em Cuiabá

  A Central Única dos Trabalhadores (CUT), em parceria com o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT), lançou na segunda-feira 26, no auditório da entidade, a cartilha "Mercado de Trabalho e Igualdade Racial, subsídios para a Negociação Coletiva. A importância de debater e implantar ações para combater toda e qualquer forma de discriminação, preconceito e desigualdade".

O evento ocorreu em comemoração ao Dia da Consciência Negra celebrado em 20 de novembro e contou com a participação dos representantes de entidades do movimento negro, bancários, a ministra de Estado Chefe, Luiza Helena de Bairros, Secretária Nacional do Combate ao Racismo da CUT Nacional, Maria Julia Reis Nogueira e o superintendente Regional do Trabalho de Mato Grosso/SRTE, Valdiney Antônio Arruda.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Mato Grosso, João Dourado, o evento foi muito produtivo e foram discutidas questões sobre a desigualdade racial no Estado.

O objetivo do evento foi fortalecer a ação da CUT nas questões que envolvem a desigualdade racial principalmente nas instituições financeiras que contam com somente 9% de negros ocupando algum cargo nos bancos.

"A categoria bancária precisa priorizar o debate para que assim diminua a discriminação racial em nossa sociedade", ressaltou João Dourado.

Luiza Helena Barros parabenizou o Sindicato por priorizar a iniciativa da temática sobre a igualdade racial em Mato Grosso.

Para a diretora do Seeb-MT, Italina Facchini, a vinda da ministra foi importante para o Estado porque será criada uma Superintendência Regional do Negro para assim alavancar as questões do negro no Estado.

"Com a implantação da superintendência vamos conseguir unir todas as forças para que seja feita políticas públicas para o Estado, como a exemplo da superintendência regional do Negro", destacou Italina.
O evento ainda promoveu o debate com uma mesa redonda sobre o tema, mercado de trabalho e igualdade racial.

Para o presidente do Seeb-MT, Arilson da Silva, se faz necessário o envolvimento da classe trabalhadora e o sindicato para que seja refletido o papel do negro em nossa sociedade. Muitas vezes, ele é discriminado em várias esferas como, por exemplo, no mercado de trabalho, principalmente nos bancos. Há mais de dez anos os trabalhadores vêm denunciando a existência da discriminação da população negra nos bancos", conclui Arilson.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb MT