quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Banqueiros se negam a discutir metas abusivas que adoecem bancários


1ª Rodada
2º dia de Negociação Campanha Salarial 2012/2013

"Não existem metas abusivas nos bancos. Elas são apenas desafiadoras. O assédio moral, quando existe, é resultado do desvio de caráter de alguns gestores. As reclamações que existem nos locais de trabalho são normais, parecidas com as dos filhos que se queixam das cobranças dos pais, dos alunos que protestam contra exigências dos professores e dos atletas que reclamam do rigor dos técnicos."

Foi isso o que os bancos alegaram nesta quarta-feira 8 ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, durante o segundo dia da primeira rodada de negociação da Campanha 2012, bloqueando as discussões sobre saúde e condições de trabalho e as reivindicações dos trabalhadores pelo fim das metas abusivas e do assédio moral, que estão provocando uma verdadeira epidemia de adoecimentos nas unidades.
"Os bancos querem naturalizar e individualizar a violência organizacional, como se ela fosse um desvio de caráter e a culpa, em última instância, fosse dos próprios bancários. Nós discordamos disso. Consideramos que o assédio moral é uma questão coletiva, resultado de um modelo de gestão equivocado, gerador de doenças", afirma Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Os dirigentes sindicais expuseram essa visão aos representantes dos bancos e reafirmaram a reivindicação de que é preciso que os bancários participem da discussão das metas. "O problema hoje é de violência organizacional. Por que não fazemos uma pesquisa para ouvir os bancários, de modo a efetuarmos uma radiografia conjunta do problema?", propôs Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Os bancos recusaram tanto a realização da pesquisa como a inclusão dos bancários na discussão sobre o estabelecimento de metas. Eles alegam que isso significaria submeter a gestão dos bancos ao escrutínio dos bancários.
Combate ao assédio moral
O Comando Nacional cobrou dos bancos uma reavaliação do instrumento de combate ao assédio moral previsto na Convenção Coletiva com adesão espontânea para bancos e sindicatos. Esse instrumento precisa ser avaliado. Ele é insuficiente e precisa de ajustes. Tem havido reincidências e, como é voluntário, não envolve todos os bancos.
Em São Paulo e Osasco há 640 casos de assédio moral registrados, muitos dos quais discutidos em cada local de trabalho, sem utilização do instrumento previsto na Convenção Coletiva. Há casos de respostas-padrão dos bancos que aderiram.
Programa de Reabilitação profissional
O Comando Nacional questionou os bancos sobre a razão pela qual nenhum deles aderiu ainda ao Programa de Reabilitação Profissional, que está desde 2009 na Convenção Coletiva. Pelo acordo, cuja implementação é opcional, os bancos devem instituir programas de reabilitação visando assegurar condições para a manutenção ou a reinserção ao trabalho do bancário com diagnóstico de adoecimento, de origem ocupacional ou não.
A Fenaban tentou fugir do questionamento, sugerindo remeter a questão à mesa temática de saúde e condições de trabalho, mas os dirigentes sindicais cobraram uma solução na mesa de negociação. Por fim, a Fenaban se comprometeu a fazer reuniões com os bancos e procurar resolver o assunto ainda na atual Campanha Nacional.
Nova rodada de negociação
Os debates sobre saúde e condições de trabalho continuarão na segunda rodada de negociação, que ocorre na próxima quarta 15 e quinta-feira 16, em São Paulo. Também serão discutidas as reivindicações sobre segurança bancária, igualdade de oportunidades e remuneração.
O Comando Nacional se reúne na terça-feira 14, às 10h, na sede da Contraf-CUT, para preparar os debates com os bancos. Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Banqueiros dizem que bancários não estão preocupados com emprego


1ª Rodada de Negociação Campanha Salarial 2012/2013

Na primeira rodada de negociação da Campanha 2012, realizada nesta terça-feira 07/08 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, discutiu com a Fenaban as reivindicações da categoria sobre emprego, como a contratação de mais funcionários, respeito à jornada de 6 horas, fim da rotatividade e da terceirização, e inclusão bancária sem correspondentes bancários. Os representantes dos bancos rejeitaram todas as reivindicações. Admitiram que setores do sistema "estão fazendo ajustes", mas disseram que os bancários não estão preocupados com o emprego e que a redução da média salarial via rotatividade é uma coisa normal.
A rodada de negociação continua nesta quarta-feira 8, às 9h, com a discussão das reivindicações sobre saúde e condições de trabalho.
O presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, abriu as negociações apresentando os dados da 14ª Pesquisa do Emprego Bancário divulgada na segunda-feira 06/08 pela Confederação e pelo Dieese, segundo a qual os bancos geraram apenas 2.350 novos empregos no primeiro semestre de 2012, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas. Sem a Caixa, que abriu 3.492 postos de trabalho, o saldo seria negativo em 1.209 empregos. A pesquisa reafirma também que os bancos usam a rotatividade para reduzir a massa salarial e que discriminam as mulheres, que entram e saem das empresas ganhando menos que os homens.
 "A rotatividade é como a jabuticaba, é um fenômeno que só existe no Brasil. E é mais grave no sistema financeiro. Enquanto na economia como um todo a diferença da média salarial de quem entra e quem sai é de 7%, nos bancos a diferença é de 35,40%. Isso explica por que o salário médio dos bancários cresceu apenas 3,4% entre 2004 e 2011, quando o aumento real foi de 13,92% e o piso subiu 31,67%", afirmou Carlos Cordeiro. "Por isso, queremos garantia de emprego e a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas."
Os representantes da Fenaban admitiram que alguns bancos "estão fazendo ajustes", mas negaram que haja rotatividade e fechamento de postos de trabalho. E disseram que o tema do emprego não faz parte do universo de preocupação dos bancários.
Eles chegaram a refutar o dado do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, elaborado a partir de informações passadas pelas próprias empresas, de que os empregos gerados pelo sistema financeiro no primeiro semestre representam apenas 0,22% dos 1.047.914 de empregos gerados em todos os setores da economia. Segundo os negociadores da Fenaban, a maioria dessas novas vagas é apenas a formalização de empregos sem carteira.
 
Terceirização e correspondentes bancários
"Queremos que os bancários tenham um emprego de qualidade e sem adoecimento. Houve redução de postos, mas o volume de serviços não diminuiu, sobrecarregando o trabalho. O bancário adoece e a sociedade sofre as consequências", disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, para quem os bancos que mais desligaram foram exatamente os que aumentaram os correspondentes bancários.
"Os bancos estão trocando bancários por correspondentes. Há bancos que se recusam a prestar atendimento, empurrando clientes para os correspondentes. Outros colocam o correspondente dentro das agências", acusou a dirigente sindical.
"Há dois mil municípios sem agência. Defendemos a transformação do corresponde bancário em agência ou posto de atendimento, que é um modelo que já foi seguido pelo Bradesco quando perdeu o contrato do Banco Postal, no ano passado", acrescentou o presidente da Contraf-CUT.
A Fenaban defendeu a terceirização e disse que os correspondentes bancários estão atuando dentro do que permite a legislação.
O Comando Nacional também propôs na mesa de negociação a isenção de tarifas e juros menores para os bancários, que arcam muitas vezes com as taxas maiores de crédito consignado que os clientes. Muitos funcionários estão pagando até 13% ao mês no cartão de crédito. A Fenaban respondeu que isso faz parte da política interna de cada banco, que não há um padrão e, portanto, não deve fazer parte da negociação coletiva.
Os dirigentes sindicais reivindicaram ainda o abono-assiduidade, que é o direito a cinco folgas abonadas por ano como forma de compensar os dias trabalhados sem remuneração (o ano tem 365 dias, mas os trabalhadores só recebem por 360 dias). Embora vários bancos já concedam esse abono, a Fenaban se recusou a discutir a questão.
Cumprimento da jornada de 6 horas
O Comando Nacional defendeu a reivindicação dos bancários aprovada na 14ª Conferência Nacional de que os bancos devem respeitar a jornada de seis horas, instituída na década de 1930, quando havia muito adoecimento de bancários.
"A produtividade do setor cresceu muito, assim como a intensidade do trabalho. Antes havia um fôlego entre uma atividade e outra. Hoje não tem nenhum respiro. O bancário trabalha intensamente, seja na agência, seja no departamento", enfatizou o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes.
"Outra coisa que deve ser discutida é a extrapolação da jornada, que é muito corriqueira. Em alguns segmentos, é muito forte. Quanto mais tempo no trabalho, menos tempo para a família. Isso gera desdobramentos. Hoje, a maioria não tem jornada de seis horas. Passou para uma função de chefia, passou para oito horas, mesmo que seja chefe de si mesmo", criticou Juvandia.
A Fenaban se recusou a discutir o cumprimento da jornada de seis horas para todos os bancários.
Melhoria do atendimento
O Comando Nacional defendeu ainda o controle do tempo de espera nas filas e a ampliação do horário de atendimento, das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, o que é importante para atender melhor os clientes e gerar empregos.
A Fenaban se recusou a incluir o horário de atendimento na convenção coletiva, assim como o controle das filas, por considerar que esse não é assunto trabalhista. Os representantes dos bancos disseram que o tempo de espera de 15 minutos pode aumentar a pressão sobre o bancário e que, portanto, o tempo de 30 minutos seria melhor. Pode?
"Os trabalhadores prezam um bom atendimento aos clientes. Não podemos trabalhar com horário prolongado ", retrucou Carlos Cordeiro. "A pressão que tem levado funcionários a tomar remédios de uso controlado, assim como o tempo de espera de 15 minutos, devem ser resolvidos com mais contratações para melhorar as condições de trabalho."
Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Comunicado aos clientes e usuários dos bancos (I)

Nova Friburgo, 07 de agosto de 2012.


Os bancários representados pelos Sindicatos e estes pelo Comando Nacional consideram o diálogo é a forma mais importante para resolver a disputa entre os patrões e trabalhadores. E para demonstrar que acreditam neste modelo de entendimento os representantes da categoria anteciparam em um mês a entrega da pauta de reivindicação dos bancários.

A data-base da categoria é 1º de setembro, mas desde 1º de agosto os banqueiros e as direções do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já estão cientes das nossas solicitações que visa o reajuste de 10,25%, a queda dos juros e tarifas, mais créditos, o fim das demissões, mais contratações entre outras. E para se iniciar este contato, já estão agendadas duas rodadas de negociação: a primeira acontece nos dias 07 e 08 de agosto enquanto a segunda nos dias 15 e16 de agosto, ambas em São Paulo.

Temos uma responsabilidade com a categoria e respeito pelos clientes e usuários e por isso exigimos que os banqueiros façam o mesmo. Não nos enrolem, nem rejeitem todas as nossas demandas que eles negociem de fato. Nós, bancários e bancárias, acreditamos no diálogo. Reafirmamos que esta é a melhor maneira de se resolver o conflito entre patrões e empregado, porém não é a única.

Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo e Região
Há 62 anos em defesa dos trabalhadores e presente na luta!

Caixa adia primeira rodada de negociação da pauta específica


A pedido dos representantes da Caixa Econômica Federal, a data da primeira rodada de negociação específica com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, foi adiada para a próxima sexta-feira, dia 10, a partir das 14h, em Brasília. O foco será a questão da saúde do trabalhador e o Saúde Caixa.

Esse encontro, inicialmente, estava previsto para o dia anterior, conforme havia sido definido na última reunião da mesa permanente de negociação com a empresa, realizada na segunda-feira (30), também na capital da República.

A segunda rodada de negociação específica está confirmada para o dia 17. Outras datas serão definidas de acordo com o andamento da negociação na mesa unificada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

As negociações das questões específicas na Caixa vão ocorrer simultaneamente aos debates da pauta geral da categoria bancária na mesa da Fenaban.

Aprovada no 28º Conecef, a pauta específica de reivindicações dos empregados da Caixa foi entregue aos representantes do banco na quarta-feira (1º), em São Paulo, imediatamente após o Comando Nacional ter entregue à Fenaban a pauta geral da categoria para a Campanha Nacional deste ano.

As principais reivindicações específicas na Caixa são contratação de mais empregados (100 mil já), saúde do trabalhador e melhores condições de trabalho, isonomia, recomposição do poder de compra dos salários, solução dos problemas do Saúde Caixa, extensão do tíquete e cesta-alimentação para aposentados e pensionistas, fim à discriminação dos participantes do REG/Replan não-saldado, fim do voto de minerva na Funcef, pagamento integral de toda hora extra realizada, defesa da jornada de seis horas, inclusão bancária para todos os brasileiros e fim do assédio moral. Fonte: Contraf-CUT com Fenae

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Comando Nacional marca encontro de isonomia dos empregados da Caixa para dia 11/08



O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), marcou para o próximo sábado, dia 11/08, o Encontro Nacional de Isonomia dos Empregados da Caixa. O evento será aberto, conforme decisão do 28º Conecef, e será realizado das 9h às 15h, em São Paulo, em local a ser definido.
“O encontro terá caráter organizativo, com o objetivo de reforçar a mobilização para conquistar a licença-prêmio e o adicional por tempo de serviço (anuênio) para os admitidos após 1997 e consolidar o processo de isonomia de direitos entre os empregados novos e antigos na Caixa”, afirma Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae.
A Federação dos Bancários dos Estados do Rio e Espírito Santo (FEEB RJ/ES) e o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro disponibilizarão 01 (um) ônibus para todos/as os/as bancários que queiram participar do encontro, desde que a sua ocupação alcance o mínimo de 80% da capacidade do mesmo.
Organização e calendário
Cada sindicato será responsável para organizar a sua participação, arcando com as despesas de transporte e alimentação.
Para facilitar a organização do encontro, a FEEB RJ/ES e a Contraf-CUT solicitam que cada sindicato informe o número de participantes até as 12h da próxima quarta-feira (08/08) as respectivas entidades.
Outras informações com a Diretora de Bancos Públicos Lucimar Gomes (22) 2522-7264.

Passeata marca lançamento da Campanha Salarial 2012

A Federação dos Bancários do rio e Espírito Santo lançou a Campanha Nacional dos Bancários 2012 em sua base com o tradicional ato-desfile no principal eixo financeiro do Rio de Janeiro, a Avenida Rio Branco. O tema da campanha “Chega de Truques, banqueiro” foi encenado pela Cia de Emergência Teatral, dirigida por Marco Aurélio Hamellin, e trouxe para a avenida uma carruagem puxada por dois cavalos brancos. Dentro da carruagem, os banqueiros do Bradesco, HSBC, Itaú, Santander e dos bancos públicos.





 

 

Os mágicos-banqueiros realizaram três truques. O primeiro foi a transformação de clientes em palhaços, já que pagam altas tarifas pelo serviço, mas precisam fazer as próprias operações nos terminais de autoatendimento, nos serviços por telefone e pela Internet. Outra mágica foi a transformação de bancários saudáveis em estressados e adoecidos. E o terceiro truque foi um número de desaparecimento: o do dinheiro dos clientes e bancários, que os banqueiros fazem sumir em suas cartolas e transformar em lucro.

Todos os sindicatos do estado se fizeram representar na manifestação: Angra, Baixada, Campos, Itaperuna, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense, Teresópolis e Três Rios. Fonte FEEB RJ/ES

Mais fotos acessem o facebook do Sindicato e clique  (Seeb Friburgo)

Agenda

25 de agosto, na Sede Campestre em Campo do Coelho, a Festa de Confraternização dos Bancários e das Bancárias.