sexta-feira, 15 de junho de 2012

Balaio do Kotscho: Dilma vai agir para diminuir as tarifas bancárias

Balaio do Kotscho (*)

Em primeira mão, como diziam os jornais de antigamente, posso garantir aos caros leitores do Balaio: a presidente Dilma Rousseff não vai deixar barato a malandragem dos bancos que, para compensar a queda nos juros, resolveram na surdina aumentar as tarifas acima da inflação.

Tenho informações seguras de que Dilma vai agir, e rapidamente, em duas frentes.

Primeiro, vai conversar com as direções da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para que os dois bancos oficiais deem o exemplo, como já aconteceu na questão dos juros, e reduzam as tarifas cobradas dos seus clientes.

Ao mesmo tempo, pedirá ao Banco Central que faça um levantamento das tarifas cobradas pelos bancos e coloque tudo na internet, para que os seus clientes possam comparar o que pagam com o que é cobrado pela concorrência.

É a chamada tática do constrangimento, que já deu certo quando a presidente anunciou que o País precisava reduzir os juros. Imagino como tenha sido a conversa com os banqueiros.

- Posso contar com vocês?

- Ah, sim, claro, senhora presidenta. O nosso banco vai apoiar com o maior prazer a redução das taxas de juros...

Eles não mentiram. De fato, passaram a cobrar juros um pouco mais baratos, seguindo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, até para não perder a clientela. Em seguida, porém, deram ordens para seus executivos elevarem as tarifas, já que prometeram à presidente diminuir os juros, mas não os seus lucros.

Já que nós não estamos habituados a conferir os nossos extratos bancários nos mínimos detalhes, muita gente, assim como eu, nem deve ter percebido o golpe, mas a presidente Dilma estava atenta. A partir do momento em que o Banco Central divulgar todas as tarifas de todos os bancos, ninguém mais terá o direito de ser feito de trouxa. É só escolher aquele que oferece mais e cobra menos.

Ao ver a notícia sobre o aumento das tarifas bancárias nos telejornais da noite de segunda-feira, até me deu um certo desânimo. Já tinha até pensado num título para hoje - "Dilma manda muito, mas quem obedece?" - ao me lembrar dos tempos em que trabalhei no Palácio do Planalto como secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República nos dois primeiros anos do governo Lula.

"Você está mandando muito...", comentavam os colegas ao me ver nervoso dando ordens pelo telefone. "É, estou mandando muito, mas ninguém me obedece...", brincava.

Dilma tem fama de mandona desde que assumiu a chefia da Casa Civil, em 2005, com carta branca do presidente Lula para cobrar os demais ministros e colocar ordem na cozinha do governo. E é claro que, como presidente da República, ela manda muito mais, embora entre as ordens dadas e o seu cumprimento haja um abismo e uma eternidade, que tanto a irritam.

Por isso, achei que mais uma vez o governo seria derrotado na sua cruzada contra a voracidade dos bancos, mas antes que começasse a escrever minha coluna diária apurei as informações sobre quais providências Dilma vai tomar para enquadrar os bancos.

Desde a vinda de D. João VI com toda a família real e sua corte para o Brasil, em 1808 - como se pode ler no brilhante livro do mesmo nome, ou melhor, número, do jornalista Laurentino Gomes, tem sido assim: sempre se procura dar um jeitinho para driblar as leis e levar vantagem em tudo.

Não são só os banqueiros, não, que agem desta forma. Os militares, que deveriam dar o exemplo, formados que são para respeitar a hierarquia e a disciplina, também tentaram dar uma de espertos para não cumprir a Lei de Acesso à Informação.

O repórter Rubens Valente informa na Folha desta terça-feira que, "dias antes de entrar em vigor a Lei de Acesso à Informação, em maio, o Ministério da Defesa usou brecha na lei para elevar o sigilo de documentos militares, o que pode prorrogar o prazo para que eles se tornem públicos".

Trocando em miúdos: os militares simplesmente transformaram em "secretos" documentos antes catalogados como "confidenciais", aumentando de 10 para 15 anos o prazo do sigilo.

Que não percam por esperar. Assim que voltar da viagem que está fazendo hoje a Minas Gerais, certamente a presidente Dilma tomará suas providências para que a lei seja respeitada.

A cada dia sua agonia, uma nova cilada. Não deve ser nada fácil ocupar o cargo de presidente da República do Brasil.

(*)Blog do jornalista Ricardo Kotscho, que entre inúmeras atividades foi assessor de imprensa do primeiro governo Lula

CUT quer aprofundar debates e construir propostas na Cúpula dos Povos

A partir desta sexta-feira (15) e até o dia 23, mais de 20 mil representantes dos movimentos sociais de todo o mundo ocupam o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Com cerca de 800 atividades, a Cúpula dos Povos promoverá debates diários para denunciar as causas da crise ambiental, alinhar as propostas e apresentar soluções aos chefes do Estado.

Mais do que um evento protocolar paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que começou no dia 15 e segue até a próxima sexta, a cúpula tem a obrigação de intervir na decisão dos que tentam pintar o atual modelo de verde para manter a mesma lógica de exploração da mão-de-obra e dos recursos naturais.

Após três dias de Assembleia Sindical também na capital carioca, a classe trabalhadora inicia o encontro com uma visão muito clara de que o atual sistema faliu e não poderá ser reconstruído sob os mesmos parâmetros excludentes, que buscam minimizar o papel do Estado e mercantilizar os recursos naturais.

Os debates também deixaram claro que o tão comentado emprego verde não é efetivamente sustentável se não houver respeito aos direitos, proteção social e condições dignas de trabalho.

Discussão política

Para a secretária do Meio Ambiente da CUT, Carmen Foro (foto), a função da central e de seus parceiros é cobrar do governo brasileiro uma fala mais firme para garantir o cumprimento de compromissos mais audaciosos.

"O movimentos sindical não é tão presente e a voz dos trabalhadores brasileiros chega, principalmente, por meio do governo. Então, é fundamental que nosso país tenha uma postura mais audaciosa. Temos ouvido da presidenta Dilma Rousseff que ela não irá fazer uma defesa de uma economia verde de qualquer forma. Isso é positivo, porque chama para uma discussão política."

Tenda cutista

Em parceria com a Central Sindical das Américas (CSA) e a Central Sindical Internacional (CSI), a CUT promoverá diariamente atividades na Tenda Florestan Fernandes para. Clique aqui para ver a programação completa dos próximos dias.

Além de discutir a relação entre o mundo do trabalho e o desenvolvimento sustentável, as discussões tem o objetivo de aprofundar a unidade dos movimentos sociais, conforme aponta o secretário de Relações Internacionais da Central, João Felício.

"Mesmo com concepções, contradições e diferenças sobre a relação com o meio ambiente, acredito que é possível ter um discurso comum do movimento sindical em todo o mundo. Precisamos focar em unidade, sob pena de em alguns anos percebemos que não mudou nada, como ocorreu nos últimos anos em relação à Eco-92. Porque empresários e governos continuam tendo um conceito de desenvolvimento sem nenhum respeito à natureza e muito menos aos nossos direitos. Basta avaliar a crise na Europa agora para perceber que todas as reformas surgem para retirar direitos", aponta.

O dirigente avalia que cúpula também deve ter como missão conquistar o respaldo social e popular para defender as propostas dos trabalhadores. "Nem sempre governos progressistas são respeitados pelas grandes potências, o que dirá nós. Portanto, vamos lutar para transformar a Rio+20 num espaço de disputa política."

Implementar o que será discutido

Já o Secretário-Geral da CUT, Quintino Severo, ressalta que a mobilização conjunta é também fundamental para garantir a implementação das reivindicações da Central e da classe trabalhadora. Caso da taxação das transações financeiras para financiar a transição do atual modelo para um outro sustentável, no qual exista a preocupação com a distribuição de renda e com a preservação do meio-ambiente.

Segundo ele, há espaço para otimismo, já que o próprio tema da preservação dos recursos naturais era um tabu dentro do movimento sindical. "Esse tema entrou na nossa pauta, que á não é mais ligada somente à luta de questões ligadas ao dia-a-dia dos trabalhadores."

Porém, ele acredita que ainda são insuficientes. "Precisamos muito mais para consolidar definitivamente nos acordos que fazemos com empresas e governos pontos que obriguem a preservar o meio ambiente e contenham mecanismos para obrigar e punir governantes e empresários que não cumprirem esse compromisso."

Para Quintino, a Rio+20 deve ser o início de um grande processo. "A discussão sobre desenvolvimento sustentável não se encerra agora. Por isso, ficarei satisfeito se elevarmos essa discussão a um patamar mais global e se governos, estados e empresários aceitarem iniciar um diálogo constante sobre essa questão. Essa já será uma grande conquista para a sociedade."


Fonte: Luiz Carvalho - CUT

TRT-RJ condena Contax por manter trabalhadora em cárcere privado

Uma trabalhadora da empresa de telemarketing TNL Contax S.A. conquistou direito à indenização por ter sido impedida de sair do prédio onde trabalhava no momento em que o alarme de incêndio foi ativado, o que caracterizou cárcere privado.

Segundo a empregada, devido à pane elétrica que provocou cheiro de queimado, o alarme de incêndio foi ativado e a equipe de brigada da empresa, acionada.

No entanto, gestores da Contax, empresa que presta serviço a diversas instituições, entre elas Santander e Bradesco, impediu a saída dos trabalhadores do prédio e instruíram a brigada para que não deixasse ninguém sair, interditando com cadeiras as roletas da entrada para que não desse acesso à parte externa.

Diante do ocorrido, a operadora de telemarketing entrou com ação na justiça pedindo indenização por dano moral. A decisão em 2ª instância foi proferida pela 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ), que reformou sentença de 1º grau da juíza Elisa Torres Sanvicente, que julgou parcialmente procedente o pedido.

Segundo o relator do recurso, o episódio ocorrido caracteriza abuso de poder por parte da direção da empresa, ao promover "inequívoco cárcere privado de seus empregados."


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e TRT-RJ

Cúpula dos Povos será aberta nesta sexta no Aterro do Flamengo

Começa nesta sexta-feira (15) a Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O encontro deve receber cerca de 15 mil participantes, brasileiros e estrangeiros, até o dia 23 de junho, em mais de 600 eventos espalhados pelo Aterro do Flamengo, na zona sul da cidade.

Organizado por cerca de 200 organizações da sociedade civil, como o movimento indígena, de mulheres, de negros, por religiosos e ambientalistas do mundo inteiro, a cúpula pretende denunciar "as causas da crise socioambiental", além de se contrapor ao conceito de economia verde, defendido na conferência da ONU que reunirá chefes de Estado no Riocentro.

Em entrevista à Rádio Nacional, um dos organizadores da cúpula, Ivo Lesbaupin, disse que as soluções apresentadas pela Rio+20 "são insuficientes em relação à gravidade da situação" do planeta. "Nossa intenção é fazer uma análise crítica das falsas soluções, como a economia verde, e apresentar caminhos para enfrentar a crise ambiental que vivemos", explicou.

Com o tema Na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, serão promovidos nos próximos dias debates, assembleias, shows e manifestações. Entre as mais importantes está o protesto na Vila Autódromo - comunidade ameaçada pelas obras dos Jogos Olímpicos, em Jacarepaguá, na zona oeste - que ocorrerá dia 20, paralelamente à abertura do encontro de cúpula da conferência.

Experiências bem-sucedidas nas áreas de agroecologia e energia renovável serão apresentadas em minicursos durante o evento. Passeios a empreendimentos considerados tóxicos na Baixada Fluminense estão sendo divulgados. Um Fórum de Mídia Livre vai debater políticas de comunicação, entre outros temas, e uma rádio na internet vai amplificar as declarações dos participantes.

Durante assembleia, no último dia, será feito um balanço das atividades e das ações desde a Cúpula da Terra, realizada há 20 anos na Rio92, além de traçar um agenda de lutas e campanhas.


Fonte: Agência Brasil

Bancários paralisam 179 agências do HSBC por mais empregos e respeito

Os bancários paralisaram nesta quinta-feira (14) um total de 179 agências do HSBC em todo país, em protesto contra as demissões, a política de rotatividade de mão de obra e a intransigência do banco inglês em negociar mais empregos para melhorar as condições de trabalho e o atendimento dos clientes. O levantamento foi efetuado pela Contraf-CUT com base nas informações enviadas pelos sindicatos e federações até as 20h.

Em Curitiba, onde fica a sede do banco no Brasil, os bancários pararam 27 agências do HSBC, além do Centro Administrativo Palácio Avenida. No Paraná, ao todo foram 42 agências fechadas.

A mobilização foi organizada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos. "Foi um Dia Nacional de Luta em resposta à frustração dos bancários em todo país, pois não houve avanços na última negociação sobre emprego, remuneração e previdência complementar, ocorrida no último dia 4, em São Paulo", afirmou Alan Patrício, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Houve distribuição de carta aberta aos clientes e à população, elaborada pela Contraf-CUT, denunciando o desrespeito do banco com o Brasil e os brasileiros e a falta de valorização dos trabalhadores.

"Esperamos que essa grande paralisação de advertência sirva de alerta para o banco inglês negociar com seriedade as reivindicações dos bancários", disse o dirigente sindical.

"Queremos o fim das demissões, a contratação de mais funcionários para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes, o não desconto dos programas próprios de remuneração (PPR/PSV) na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a implantação de um plano de previdência complementar para todos os trabalhadores do banco e melhores condições de saúde e segurança", ressaltou Alan.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Agência Moody's rebaixa Espanha e deixa rating perto de grau especulativo

Ricardo Gozzi
Agência Estado


A agência de classificação de risco de crédito Moody's cortou em três graus hoje o rating da Espanha, deixando-o muito próximo do grau especulativo. A Moody's rebaixou a nota de crédito da Espanha de A3 para Baa3, apenas um grau acima do nível considerado "junk". Ao mesmo tempo, a agência informa que a dívida espanhola continua em revisão para possível rebaixamento.

Rating é como as agências de classificação de risco avaliam a capacidade de um determinado emissor de títulos de cumprir seus compromissos com os investidores.

No caso da Moody's, a escala vai de Aaa, que é o mais alto grau de qualidade de crédito, a C, o mais baixo. Este grau decresce avançando no alfabeto (de A a C) e na escala numérica (de 1 a 3); ou seja, abaixo de Aaa está Aa1, em seguida Aa2, e assim por diante.

A Moody's cita como justificativas o plano do país de recorrer a até 100 bilhões de euros da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, nas iniciais em inglês), o limitado acesso de Madri aos mercados da dívida e a persistente fragilidade da economia. Segundo a Moody's, a revisão deverá ser concluída em 90 dias.

Mais cedo, a agência de classificação de risco de crédito Egan-Jones rebaixou o rating da Espanha pela quarta vez em pouco mais de um mês. O rating foi rebaixado de B para CCC+, quatro degraus abaixo do grau de investimento. As três maiores agências de classificação de crédito - Standard & Poor's, Moody's e Fitch - ainda mantêm a Espanha com grau de investimento.

As informações são da Dow Jones.


Fonte: Agência Estado

Bancários organizam ato pela criação da taxa Robin Hood na Rio+20

Numa atividade paralela à Rio+20, bancários e trabalhadores de diversas categorias do Brasil e de vários outros países estão organizando a realização de um ato público pela criação de um imposto sobre as transações financeiras entre os países, chamada de taxa Robin Hood, para financiar o desenvolvimento sustentável, mais qualidade de vida e melhores serviços públicos.

A manifestação, que tem entre os organizadores a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, ocorre na próxima terça-feira (19), a partir das 14 horas, em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, na Avenida Almirante Barroso, no Centro do Rio. Está prevista a participação de várias personalidades políticas nacionais e estrangeiras.

Debate

Antes do ato público, às 11h30, será realizado um debate sobre sustentabilidade e a proposta do novo imposto, com representantes de entidades de vários países. A atividade será no auditório do Sindicato dos Bancários (Avenida Presidente Vargas, 502/21º andar, Centro).

Cúpula dos Povos

Para cobrar avanços na Rio+20 será realizada a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo, com a participação de entidades populares de todo o mundo.

As mulheres participantes da Cúpula dos Povos farão uma passeata na segunda-feira (18), a partir das 10 hores, com saída no Museu de Arte Moderna (MAM).


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio

Interventor do Cruzeiro do Sul garante emprego e direitos dos bancários

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro realizou uma reunião com o interventor do Banco Cruzeiro do Sul, José Lattaro, e com a gerente de Recursos Humanos da empresa, Ana Claudia Figueiredo, na última terça-feira, dia 12, na sede do banco, no centro do Rio.

Participaram da reunião o presidente do Sindicato, Almir Aguiar, os diretores do Sindicato, Marcelo Rodrigues e Carlos Maurício, e o advogado da entidade, Márcio Cordero.

A empresa está sob a intervenção do Banco Central desde o dia 4, em função de irregularidades na divulgação de seus ativos e pelo descumprimento de normas do sistema financeiro. Segundo matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, foi identificado um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão nos balanços do banco.

Não há previsão de dispensas

O presidente do Sindicato cobrou a garantia no emprego e os direitos trabalhistas previstos na Convenção Coletiva da categoria para todos os funcionários. Lattaro disse que, independentemente do tamanho do rombo na empresa, não há neste momento nenhuma previsão para dispensas, nem mesmo através de Programa de Demissão Voluntária (PDV).

Segundo o interventor, os salários e os direitos dos empregados também estão assegurados, inclusive os tíquetes.

Na quarta-feira (13), o Sindicato realizou, no auditório da entidade, uma reunião com os funcionários do Cruzeiro do Sul para passar as informações do encontro com os atuais gestores do banco e para tranquilizar os bancários.

Além disso, os sindicalistas e o advogado Márcio Cordero tiraram as dúvidas dos mais de 100 bancários que participaram do encontro. A vice-presidente do Sindicato, Adriana Nalesso, também esteve presente. Haverá uma nova reunião com os empregados, prevista para julho.

"Vamos acompanhar de perto este processo de intervenção e não vamos aceitar demissões ou quaisquer prejuízos para os bancários. Lattaro se comprometeu a resguardar os direitos dos trabalhadores, inclusive os salários, tíquetes e demais benefícios. Os funcionários precisam continuar mobilizados", disse Almir.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio

Dilma abre Rio+20 e pede compromisso com desenvolvimento sustentável

A presidente Dilma Rousseff abriu na quarta-feira (13) o Pavilhão do Brasil, no primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, na cidade do Rio de Janeiro.

Em seu discurso, ela lançou um alerta sobre a necessidade de um compromisso entre todos os países do mundo para alcançar metas de desenvolvimento sustentável, principalmente as nações desenvolvidas que enfrentam crise em suas economias.

Dilma mandou também um recado para os paises europeus afirmando que é possível crescer com sustentabilidade e ressaltou que o Brasil registrou um crescimento econômico de 40% desde 2003, sem nunca ter abandonado três eixos principais, que são a preservacao, a inclusão e a integração.

"Nós queremos mostrar as conquistas alcançadas e nosso compromisso com a redução da miséria ao mesmo tempo que vemos países avançados sofrendo revezes", disse.

"Não consideramos que o respeito ao ambiente só se dá em fase de expansão do ciclo econômico. Pelo contrário, um posicionamento pró-crescimento, de preservar e conservar é intrínseco à concepção de desenvolvimento, sobretudo diante das crises", afirmou.

Dilma ressaltou que "o ambiente não é um adereço, faz parte da visão de incluir e crescer porque em todas elas nós queremos que esteja incluído o sentido de preservar e conservar".

A presidente acrescentou que os compromissos apresentados durante a Rio+20 foram assumidos "voluntariamente".

"Consideramos que a sustentabilidade é um dos eixos centrais da nossa conviccção de desenvolvimento", destacou.

O Pavilhão do Brasil conta com uma estrutura de 4.000 metros quadrados construída com contêineres reaproveitáveis e abriga uma exposição multimídia sobre programas e projetos dos ministérios e órgãos governamentais. No local também serão realizados debates e palestras.

No espaço que circunda o pavilhão, há quatro áreas de exposição de programas de inovação, tecnologia sustentável e inclusão social, como o programa Minha Casa, Minha Vida, Água Doce e Cultivando Água Boa e produtos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Além do Brasil, dezenas de países montaram estandes e pavilhões para apresentar ações e iniciativas sociais, econômicas e ambientalmente sustentáveis no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, zona oeste, em frente ao Riocentro, principal sede das reuniões da conferência.

No dia 20, a presidente deve voltar à cidade do Rio, quando se reunirá com chefes de Estado até o dia 22, último dia da conferência.


Fonte: Agência Brasil

Vigilante que levou tiro em assalto a carro forte obtém indenização no TST

A Nordeste Segurança de Valores Ceará Ltda. terá que indenizar um vigilante atingido no pé esquerdo por um tiro durante assalto a carro forte, quando transportava valores a serviço da empregadora em março de 2003. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu sentença da 1ª Vara do Trabalho de Fortaleza (CE) que, em fevereiro de 2010, determinou o pagamento de indenização por danos morais ao trabalhador.

O vigilante, dispensado em 2004 após trabalhar por três anos para a empresa, pediu a indenização porque, em virtude dos ferimentos no pé, até hoje não pode caminhar normalmente nem praticar esportes e sente cãibras frequentes e dormência na região afetada, além de não poder apoiar o corpo sobre o pé esquerdo.

Isso, conforme alegou, o impede de arranjar outro emprego como vigilante. Além das sequelas físicas, afirmou que o fato lhe causou sérios danos morais, que se concretizaram como medo, susto, humilhação e depressão, durante e após o evento.

Antes de chegar ao TST, o caso foi julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE), para o qual, não tendo sido comprovada a culpa da empresa, não havia como atribuir-lhe qualquer obrigação de reparar o infortúnio sofrido pelo trabalhador. Contra essa decisão, o vigilante interpôs recurso de revista ao TST, alegando que, pela atividade desenvolvida pela empregadora, uma empresa de segurança e transportes de valores, os empregados estão submetidos a risco acentuado de assaltos e outros delitos que podem atentar contra sua integridade física.

TST

O relator do recurso de revista, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, deu razão ao vigilante, e considerou ser aplicável ao caso a responsabilidade objetiva do empregador, quando não é necessário ser comprovada a culpa por parte da empresa no acidente, pois as próprias tarefas executadas pelo empregado já são de extremo risco.

Ele esclareceu que o transporte de valores é atividade de alto risco, e, mesmo com a utilização de todos os meios preventivos recomendados pelas autoridades de segurança pública, o trabalhador teve lesada sua integridade física no assalto.

A decisão da Quarta Turma de restabelecer a sentença que condenou a empresa a pagar indenização de R$ 2.500,00, com correção, foi unânime. O ministro Fernando Eizo Ono, porém, fez ressalva de entendimento quanto ao conhecimento e ao mérito.


Fonte: TST

Juro do cartão de crédito se mantém em nível recorde de 10% ao mês

Folha de São Paulo
GABRIEL BALDOCCHI

Enquanto as quedas nos juros básicos e o aumento da competição entre bancos provocaram em maio a quarta redução do ano na taxa média para pessoas físicas, o custo para o uso do cartão de crédito permanece estável.

A taxa para a modalidade, de 10,69% ao mês, é a maior desde junho de 2000 (10,70%) e acumula 27 meses no mesmo nível.

Os dados constam de levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

Para o cartão, a entidade apura a média das taxas máximas por considerar que representam a maioria absoluta das operações.

Todas as outras cinco linhas ao consumidor pesquisadas pela associação caíram no mês e registram queda no ano. A média geral está no menor nível desde 1995.

Para os especialistas, a manutenção da taxa no rotativo do cartão de crédito reflete menor competição no segmento.

"Você abre uma conta bancária, recebe um cartão de crédito e você o mantém ao longo do tempo, não troca porque está mais caro ou mais barato", afirma o diretor-executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, responsável pela pesquisa.

A expectativa da Anefac é que os dois fatores -queda nos juros e maior competição no setor- devem se acentuar e levar as taxas para níveis ainda mais baixos.

HORA DE NEGOCIAR

Para Myrian Lurd, planejadora financeira e professora da Fundação Getulio Vargas, os juros para o cartão de crédito só cairão se os consumidores começarem a negociar ou pararem de usá-lo. "Os bancos só mexeram quando se sentiram ameaçados."

A Febraban, a federação dos bancos, disse que não comenta taxas.

O crédito para aquisição de bens, por exemplo, recuou 7% no período. Para os economistas, a modalidade teve o maior impacto do estímulo à negociação gerado pelos recentes anúncios de redução.

Os juros do cheque especial caíram 1,2% no período.

A taxa de juros para o cartão de crédito é a maior do mercado. Ela é capaz de fazer uma dívida de R$ 1.000 chegar a R$ 3.382 em um ano.

Considerada uma linha de fácil acesso, a modalidade é apontada como grande vilã ao bolso dos brasileiros.

Para evitar uso inadequado, especialistas recomendam que os consumidores não tenham mais de um cartão de crédito e que tentem acompanhar a fatura pela internet para pagar à vista.

Caso a dívida já tenha sido contraída, a dica é trocá-la por uma mais barata, como o crédito consignado.

Lurd é até mais conservadora em sua recomendação: "Quem tem problema de fluxo de caixa não deve usar o cartão de crédito". O Brasil contava em março 179 milhões de cartões de crédito.

Gerente sequestrado do Banco do Brasil ganha indenização de R$ 200 mil

O ex-gerente de uma agência do Banco do Brasil em Dom Feliciano, cidade de 14 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul (a 174 km de Porto Alegre), ganhou na Justiça o direito de receber do banco R$ 200 mil de indenização por danos morais. Ele foi sequestrado e mantido em cárcere privado em 30 de maio de 2006.

O funcionário foi rendido na porta de sua casa por dois criminosos fardados com uniformes da Polícia Militar em um carro oficial roubado.

Procurado, o Banco do Brasil disse, em nota, não ter sido informado da decisão. "Assim que tomarmos conhecimento, iremos analisar e adotar as medidas que o banco entender pertinentes. Nas instâncias inferiores, a ação foi julgada improcedente."

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) reverteu decisões das instâncias inferiores, que foram favoráveis ao banco e negaram o pedido. Segundo a assessoria do TST, cabe recurso.

O ex-gerente recorreu ao tribunal superior sob a alegação de ter sido levado de sua casa sob ameaça de morte e de ter sofrido agressões físicas e morais.

Por unanimidade, a oitava turma do tribunal acolheu o pedido na semana passada. O acórdão sai amanhã no "Diário da Justiça".

O CRIME

Os sequestradores queriam que o ex-funcionário abrisse o cofre da agência em que era gerente. Como ele não tinha as chaves, o assalto não teve sucesso.

O empregado do banco se aposentou após o crime.

Ele foi mantido em cárcere privado no porta-malas do carro. No recurso ao TST, disse ter sofrido graves danos psicológicos, que afetaram sua saúde e o levaram à aposentadoria.

Ao examinar o recurso, o relator Márcio Eurico Vitral Amaro considerou que o banco deveria pagar indenização por danos morais ao funcionário porque a atividade normal da empresa implicava riscos para o empregado.

Amaro disse que o empregador responde pelos danos causados ao empregado, independentemente de ter culpa ou não pelo sequestro.

O gerente pediu R$ 269,4 mil de indenização, valor equivalente a 40 vezes a sua remuneração à época.

Segundo o julgamento do recurso, a indenização de R$ 200 mil deve ser acrescida de juros a partir da data em que a ação foi ajuizada e de correção monetária a partir da decisão do TST.


Fonte: Folha de S.Paulo

Dia Nacional de Luta nesta quinta cobra emprego e respeito no HSBC

A Contraf-CUT, federações e sindicatos realizam nesta quinta-feira, dia 14, um Dia Nacional de Luta em resposta à frustração dos bancários em todo país após a última negociação permanente com banco inglês sobre emprego, remuneração e previdência complementar, ocorrida no último dia 4, em São Paulo.

"O movimento sindical apresentou propostas, mas o banco inglês não avançou nas negociações. Mais uma vez, as entidades sindicais têm suas reivindicações frustradas, o que irá aumentar o clima de insatisfação dos bancários", alertou Alan Patrício, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Os sindicatos estão promovendo manifestações, distribuindo uma carta aberta aos funcionários e aos clientes, pedindo apoio e solidariedade. O descaso com os trabalhadores prejudica o atendimento e a prestação de serviços de qualidade.

A mobilização reforça as principais reivindicações do movimento sindical, como o fim das demissões e a contratação de mais funcionários para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes, o não desconto dos programas próprios de remuneração (PPR/PSV) na PLR, a implantação de um plano de previdência complementar para todos os trabalhadores do banco e melhores condições de saúde e segurança.

Os bancários, que são os principais responsáveis pelos lucros do banco no Brasil, exigem emprego, valorização profissional e dignidade.


Fonte: Contraf-CUT

Redução do spread dos bancos ainda está no início, aponta Banco Central

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avaliou na terça-feira (12), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, que a redução dos chamados "spreads" bancários está acontecendo. Entretanto, ponderou que o processo ainda está no início.

O "spread bancário" é a diferença entre a taxa de captação dos bancos, ou seja, quanto pagam pelos recursos, e o valor cobrado de seu cliente na forma de taxa de juros. Para o Ministério da Fazenda, o spread dos bancos brasileiros é "elevado" se comparado com outros países tanto nas linhas de crédito para pessoas físicas quanto para empresas.

Dados recentes

Os números do Banco Central mostram que, somente em abril deste ano, os bancos começaram a repassar, integralmente, os cortes de juros iniciados pela autoridade monetária em agosto do ano passado. Desde então, a taxa básica da economia passou de 12,5% para 8,5% ao ano - uma redução de quatro pontos percentuais.

O movimento de corte mais agressivo dos juros bancários de pessoa física, com impacto no spread dos bancos, coincidiu com os anúncios, por parte de várias instituições financeiras, de reduções de suas taxas. O primeiro anúncio aconteceu em 4 de abril, por parte do Banco do Brasil, e foi seguido pela Caixa Econômica Federal e, somente depois, por bancos privados, como Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander, entre outros.

Pressão do governo

Integrantes do governo federal, como a presidente Dilma Rousseff, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, têm dado declarações mais fortes de que os bancos privados brasileiros têm de reduzir o chamado "spread bancário".

No mês retrasado, Mantega avaliou, após encontro com representantes das instituições financeiras, que os bancos privados têm "margem" para reduzir seu "spread bancário" e, consequentemente, os juros cobrados de seus clientes.

Já o presidente da Febraban, Murilo Portugal, levou ao Ministério da Fazenda mais de 20 propostas para reduzir o chamado "spread bancário". Entre elas, a redução do compulsório (medida que foi adotada pelo governo, com a liberação de R$ 18 bilhões) e dos impostos (também encampada pela equipe econômica, com a redução do IOF sobre o crédito de 2,5% para 1,5% ao ano).

Lucro dos bancos e spread bancário

Segundo relatório divulgado pelo Banco Central em novembro do ano passado, a parcela do lucro dos bancos em todo o valor do spread subiu de 29,94% do total em 2009 para 32,73%, quase de 1/3 do total, em 2010. Desde 2004, trata-se da segunda maior participação do lucro dos bancos no "spread" - perdendo apenas para 2008 (34,69% do total).

Os dados do BC também revelam que, nos bancos privados, a parcela de seu spread destinado ao lucro foi de 34,15% em 2010, mais alto do que os 30,60% registrados nos bancos públicos.

Levantamento da consultoria Economatica revelou, em abril, que o setor bancário, representado por 25 bancos, foi o que registrou o maior volume de lucro entre as empresas de capital aberto em 2011 no Brasil.

Segundo o estudo, os 25 bancos registraram lucro de R$ 49,4 bilhões no ano passado, crescimento de 14,48% em relação a 2010. O lucro do setor bancário representa 39,4% do total acumulado pelas 344 empresas consideradas no levantamento, que não inclui Petrobras e Vale.


Fonte: G1

Sardinhada marca ato contra assédio moral no Bradesco em São Paulo

As recorrentes situações de desrespeito aos trabalhadores, inclusive com gritos dirigidos a funcionários na frente de clientes, e o assédio moral foram motivo de protesto do Sindicato dos Bancários de São Paulo em frente ao Bradesco Prime Mooca, na zona leste da cidade. O protesto realizado nesta quarta-feira, dia 13, foi marcado por uma "sardinhada" e chamou atenção de bancários e populares.

De acordo com a diretora do Sindicato, Érica Simões, a manifestação deu resultado e alguns clientes confirmaram ter presenciado atitudes desrespeitosas por parte de uma gestora.

"O Sindicato tomou essa atitude por se tratar de um caso de reincidência. Os trabalhadores estão fartos dessa situação e estamos cobrando providências urgentes da direção da instituição financeira", afirma Érica.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

BC quer que bancos adotem política de responsabilidade socioambiental

O Banco Central (BC) vai submeter à audiência pública duas propostas regulatórias tratando da responsabilidade socioambiental das instituições financeiras. A informação foi dada nesta quarta-feira (13) pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, em palestra dada no terceiro dia do ciclo de debates Brasil Sustentável - O Caminho para o Desenvolvimento.

O ciclo de debates é promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20. Tombini esclareceu que a primeira proposta visa a estabelecer a obrigatoriedade de as instituições financeiras adotarem uma política de responsabilidade socioambiental compatível com seu porte e com a complexidade de seus produtos e serviços, devendo estar alinhada a sua política estratégica.

"Destacam-se a necessidade de mensurar os impactos socioambientais dos produtos e serviços ofertados, a adequação dos produtos às demandas dos clientes e usuários, bem como o gerenciamento do risco socioambiental. O estabelecimento de tal prática funcionará como um incentivo adicional para o aumento de eficiência, diminuição de custos e ganhos de produtividade", acredita.

Já a segunda norma visa a estabelecer a obrigatoriedade de divulgação anual, pelas instituições financeiras, de relatório contendo as informações relacionadas às práticas adotadas no âmbito da política de responsabilidade socioambiental da instituição. "Esse relatório deverá ser elaborado em conformidade com as melhores práticas internacionais, de modo a evidenciar para a sociedade, de forma clara, a relação da instituição com suas partes interessadas".

O presidente do BC disse, em seu discurso, que os desafios ainda são grandes e que a Rio+20 é um importante fórum para se discutir, inclusive, formas de aperfeiçoamento da participação do sistema financeiro para assegurar o desenvolvimento sustentável.

Tombini disse acreditar "no potencial transformador propiciado pelas ações, no âmbito do sistema financeiro, na direção de um modelo de desenvolvimento que seja economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente justo".

Segundo ele, a atuação pró-ativa e inovadora de várias instituições financeiras evidenciam clara percepção da necessidade de uma abordagem que incorpore tais preocupações ambientais e sociais em seus planos de negócios. "As medidas agora propostas fortalecem tal evolução das instituições financeiras no sentido desse novo modelo organizacional".

Tombini lembrou, ainda, que o BC e o Ministério do Meio Ambiente estabeleceram, em 2010, um acordo de cooperação técnica, com resultados na área do desenvolvimento socioambiental. "Esse trabalho conjunto tem contribuído para a construção de uma rede de cooperação institucional, no governo e no setor privado, permitindo um constante diálogo com a indústria financeira, particularmente no que toca ao engajamento em fóruns de discussão e em outros importantes encontros".


Fonte: Agência Brasil

Em reunião com Portela, Contraf-CUT afirma que emprego é prioridade

A garantia de emprego é prioridade para o movimento sindical. O recado foi dado pela Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, durante reunião ocorrida nesta quarta-feira (13) com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, na sede do banco, na capital paulista.

O encontro durou cerca de uma hora e havia sido solicitado através de cartas enviadas pelas duas entidades sindicais, após várias especulações divulgadas pela imprensa sobre uma possível venda da subsidiária brasileira do banco, diante da crise financeira na Espanha.

Participaram da reunião o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e a presidenta e a diretora de finanças do Sindicato, Juvandia Moreira e Rita Berlofa, respectivamente.

"Manifestamos a grande preocupação com o emprego dos 55 mil funcionários do banco e expressamos a necessidade de diálogo permanente com as entidades sindicais sobre a situação do banco e as medidas de gestão que envolvam os trabalhadores", afirma Cordeiro.

Portela reiterou que "o banco não está à venda", repetindo declarações já feitas à imprensa. Ele também explicou que o Santander não precisará utilizar o resgate financeiro disponibilizado pela União Europeia para os bancos espanhóis. "Ele manifestou ainda disposição de continuar dialogando com o movimento sindical sempre que necessário", diz o presidente da Contraf-CUT.

Pelo banco, além de Portela, estiveram presentes a vice-presidente de Recursos Humanos, Lilian Guimarães, e o superintendente e a assessora de Relações Sindicais, Jerônimo dos Anjos e Fabiana Ribeiro, respectivamente.

Concentração bancária

Os dirigentes sindicais também demonstraram preocupação com o processo de concentração bancária no Brasil. "Nos últimos anos, circularam muitos boatos sobre fusões de bancos, sendo que alguns viraram realidade, como o Santander e o Real, e o Itaú e o Unibanco, enquanto outros não se concretizaram, como a venda do HSBC", destaca o presidente da Contraf-CUT.

O Brasil é hoje um dos países com maior concentração do sistema financeiro. "Atualmente os seis maiores bancos detêm 81% dos ativos e 83% das operações de crédito, sendo que em 1999 os então seis maiores bancos detinham 59% dos ativos e 50% das operações de crédito", explica o dirigente sindical.

Para Cordeiro, "o resultado desse processo de fusões foi bom somente para os bancos, pois eles aumentaram as taxas de juros e as tarifas bancárias, e turbinaram os lucros, enquanto milhares de empregos foram fechados, prejudicando os trabalhadores e o atendimento da população". O dirigente sindical lembra que somente a fusão do Itaú e Unibanco representou o corte de 7.728 postos de trabalho entre março de 2011 e março de 2012.

A Contraf-CUT já pediu audiências ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Banco Central para discutir o problema da concentração bancária. "Além disso, estamos tomando outras iniciativas, como a discussão junto ao governo federal para a convocação de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro", destaca Cordeiro.

"Não podemos permitir um novo processo de fusão/aquisição gere novos danos para a sociedade brasileira, principalmente no momento em que existe enorme necessidade de que o setor financeiro contribua definitivamente para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda e justiça social", salienta o presidente da Contraf-CUT.

Venda responsável de produtos

Os dirigentes sindicais defenderam a assinatura de uma declaração conjunta com o Santander que garanta a venda responsável de produtos financeiros, a exemplo do instrumento firmado com o Comitê de Empresa Europeu e válido para todos os países da zona do euro onde o banco atua.

A reivindicação dos bancários está sendo discutida atualmente nas negociações com o banco para a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva dos bancários. Portela ficou de analisar a proposta.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Contraf-CUT faz nova reunião para mídia da Campanha 2012 nesta quinta

A Contraf-CUT realiza nesta quinta-feira, dia 14, às 14 horas, a segunda reunião específica para discutir a mídia da Campanha Nacional dos Bancários 2012. O encontro ocorre na sede da Confederação (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro de São Paulo.

"O objetivo é dar continuidade aos debates iniciados no dia 31 de maio, visando construir de forma participativa e democrática um conceito para a mídia nacional que seja capaz de dialogar com os bancários e a sociedade, pressionar os bancos, fortalecer a unidade da categoria e potencializar a marca da campanha em todo país", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Na primeira reunião, o secretário de Finanças da Contraf-CUT, Roberto von der Osten (Betão), fez uma apresentação com a retrospectiva das campanhas de mídias dos bancários dos últimos 20 anos. Ele também fez um relato sobre os debates já realizados pelo Comando Nacional e os participantes ficaram de ampliar as discussões nas entidades.

O encontro é aberto à participação de dirigentes do Comando Nacional, sindicatos e federações, especialmente diretores de comunicação e profissionais de imprensa das entidades.


Fonte: Contraf-CUT

Mesmo com Selic em queda, juros do cartão não caem há 27 meses

O consumidor que atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito paga os mesmos juros há dois anos e três meses, apesar de a taxa básica (Selic) e de outras modalidades de juros terem caído neste período.

Segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa média de juros cobrada do consumidor em maio foi de 6,18% ao mês. É a menor taxa registrada desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1995.

Apesar da queda média, os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito não tiveram redução. O rotativo é o limite usado quando o consumidor deixa de pagar a fatura integralmente ou em parte.

Desde fevereiro de 2010, a taxa cobrada no rotativo do cartão de crédito é de 10,69% mensais, o que representa 238,30% anuais, segundo os dados da Anefac.

Nem as constantes quedas da Selic (taxa básica de juros) nem as reduções promovidas pelos bancos públicos e privados nas últimas semanas resultaram, ainda, no corte dos juros do crédito rotativo.

Taxa cobrada no Brasil é quase cinco vezes maior que a da Argentina

Um estudo divulgado no começo do ano pela associação de consumidores Proteste mostrou que, entre sete países pesquisados, o Brasil apresentava os juros do cartão mais altos. A taxa cobrada no país é maior do que a de Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México.

A taxa cobrada no Brasil é quase cinco vezes maior do que a da Argentina, que aparece em segundo lugar nesse ranking. Lá, os juros chegam a 50% ao ano.


Fonte: UOL

Itaú, Bradesco e BB lideram ranking de patrimônio líquido ajustado

Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa são os cinco maiores bancos no Brasil em termos de patrimônio líquido ajustado. Juntas, as cinco instituições registraram um lucro líquido ajustado de US$ 25,1 bilhões no último ano - cerca de R$ 51,8 bilhões. Os dados são do levantamento "Exame - Melhores e Maiores de 2012", que deve ser publicado em julho.

Patrimônio líquido ajustado de uma empresa é a soma de bens, valores, créditos e semelhantes, menos suas obrigações com terceiros (dívidas de curto e longo prazos), e descontados os efeitos da inflação.

O primeiro e o segundo lugar não tiveram mudança de 2011 para 2012. Já o terceiro lugar passou a ser ocupado pelo BB, não mais pelo Santander.

Itaú Unibanco manteve-se na liderança, com um patrimônio líquido ajustado de US$ 38,4 bilhões (cerca de R$ 79,3 bilhões). Em segundo, aparece o Bradesco, com patrimônio líquido ajustado de US$ 31,1 bilhões (cerca de R$ 64,2 bilhões).

O Banco do Brasil passou o Santander e assumiu a terceira posição, com patrimônio líquido ajustado de US$ 28,9 bilhões (cerca de R$ 59,7 bilhões), contra US$ 27,1 bilhões (cerca de R$ 55,9 bilhões) do concorrente espanhol.

Já o quinto maior banco brasileiro em 2012 é o mesmo que em 2011: a Caixa Econômica Federal, com patrimônio líquido ajustado de US$ 10,6 bilhões (cerca de R$ 21,9 bilhões).

O HSBC foi outro que avançou, do 7º para o 6º lugar, trocando de posição com o Banco Votorantim.

O Votorantim teve o maior prejuízo (-US$ 288 milhões) entre os 50 maiores, pelo critério lucro líquido ajustado.

A revista "Exame - Melhores e Maiores de 2012" tem previsão de chegar às bancas em 5 de julho.


Fonte: UOL

Empréstimo da União Europeia à Espanha começa a ser pago só em 2017

O empréstimo da União Europeia (UE) para socorrer os bancos da Espanha terá vencimento de 15 anos, taxa de juro de 3% ao ano e começará a ser pago somente em 2017. A informação é do jornal espanhol "El Mundo" em sua edição desta quarta-feira (13). O valor final e os detalhes do pacote de resgate de até 100 bilhões não serão conhecidos antes da próxima semana, quando será concluída uma auditoria do setor bancário encomendada pelo governo.

Três dias após o pedido oficial de socorro do governo da Espanha, a agência de rating Fitch anunciou o rebaixamento de mais 18 bancos do país, enquanto nos mercados financeiros os juros cobrados por títulos da dívida pública espanhola atingiam o nível mais alto de sua história. Mas a cinco dias das eleições na Grécia, que podem definir se Atenas fica ou sai da zona do euro, o foco da turbulência parece cada vez mais se deslocar para uma próxima vítima: a Itália.

O caos da economia da zona do euro cresceu ontem, com a degradação da situação espanhola e com as suspeitas crescentes sobre a solidez da Itália. A nova jornada de más notícias começou pela manhã, quando a Fitch anunciou o rebaixamento em bloco. Na segunda-feira, as notas do Santander e do BBVA, os dois maiores do país, já havia sido reduzida. Ontem, outras 18 instituições foram reclassificadas, entre as quais "os bancos muito expostos ao setor financeiro e de construção e aqueles com base de capital pequena".

Entre as instituições mencionadas, estão Caixabank, Sabadell e Bankia, todos classificados como BBB. Mare Nostrum, Liberbank e Unicaja receberam a nota BBB-, a última antes da perda do grau de investimento.

A decisão trouxe ainda mais instabilidade à Espanha. Nos mercados de dívida, o prêmio de risco das obrigações soberanas chegou ao ponto mais alto desde a adoção do euro: 6,8% para papéis com validade de 10 anos. As más notícias obrigaram o ministro da Economia, Luis de Guindos, a admitir que o país continua a enfrentar a desconfiança dos investidores. Para ele, a Europa enfrenta dias de "enorme volatilidade e tensão" às vésperas da eleição na Grécia, domingo, quando uma eventual vitória da extrema esquerda pode levar o país a sair da zona do euro.

Ainda sobre o resgate da Espanha, não está resolvido se os ? 100 bilhões virão do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef), que será extinto dia 30, ou se do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo que o sucederá a partir de julho.

Próxima vítima

Não bastassem as dúvidas que pairam sobre os dois países, cresce na Europa o temor de que a Itália seja contagiada. Na segunda-feira, a ministra de Finanças da Áustria, Maria Fekter, afirmou que o sistema bancário italiano também pode ser obrigado a pedir um resgate similar ao espanhol nos próximos dias.

"A Itália deve sair desse dilema econômico de altos déficits e dívida. Mas, naturalmente, é possível que o país precise de um auxílio, diante das taxas elevadas que a Itália já enfrenta para refinanciar sua dívida nos mercados", afirmou a ministra a uma rede de TV.

O comentário provocou a ira do primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, contra a falta de solidariedade na União Europeia. "É totalmente inapropriado que um ministro de Finanças de um país-membro comente dessa maneira a situação de outro país-membro. Me recuso a fazer qualquer comentário sobre as declarações", disse Monti.

O problema é que no mercado de obrigações as dívidas da Itália também alcançaram juros acima do considerado sustentável pelos mercados. Ontem, a taxa para títulos com validade de 10 anos chegou a 6,2%, trajetória bem parecida à taxa cobrada da Espanha há dois meses.

Para analistas, a crise na UE está se aprofundando nos últimos dias sem nenhuma intervenção dos dois países mais importantes, Alemanha e França. Nos bastidores, sabe-se que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, negociam reformas na governança europeia, mas desde o resgate da Espanha nenhum comentário sobre as propostas na mesa foi feito.

"A situação da Espanha, por exemplo, é pior do que a da última semana", avaliou Nordine Naam, analista do banco francês de investimentos Naxitis.


Fonte: O Estado de S.Paulo

Um terço dos brasileiros não tem conta em banco, diz CNI/Ibope

Mais de um terço dos brasileiros não possui conta em banco e 78% da população prefere usar dinheiro como meio de pagamento, segundo pesquisa realizada pelo Ibope em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada na edição desta quarta-feira (13) do jornal O Estado de S.Paulo. O cheque, que vem caindo em desuso, é o meio preferido de somente 1% dos entrevistados.

O levantamento indica que a relação do brasileiro com o sistema financeiro ainda engatinha, apesar do aumento do crédito e a formalização do trabalho dos últimos anos.

Entre os que ganham até um salário mínimo, a maioria absoluta (64%) não temconta corrente ou poupança. O número cai pouco abaixo da metade (47%) quando se trata de assalariados entre um e dois salários mínimos.

Indagados sobre a razão disso, 60% dos entrevistados responderam que "não têm condições financeiras" para iniciar o relacionamento bancário.

Outro indicativo sobre a dificuldade do brasileiro apareceu no quesito "reserva de dinheiro" ou poupança. Apenas três em cada dez pessoas poupa ou investe. Somente 3% da população investe em aplicações financeiras e 16% dos entrevistados responderam que guardam dinheiro em casa. Já a caderneta de poupança, cujas regras foram alteradas pelo governo no mês passado, é o meio preferido por 68% dos que aplicam.

O levantamento mostra, ainda, que o contingente de homens que poupa ou investe (35%) supera o de mulheres (28%).

Dívida

De acordo com a pesquisa, mais de um terço da população brasileira tem dívidas, com um porcentual maior entre os homens do que entre as mulheres. Entre os níveis de renda, as pessoas com renda mais baixa têm um comprometimento menor dos recursos com dívidas, mas são as que dizem ter maior dificuldade de quitá-las.

O documento indica que mais da metade dos brasileiros que recebe acima de cinco salários mínimos possui algum tipo de "parcelamento de compra, empréstimo ou financiamento". Quando o rendimento é menor que dois salários mínimos, menos de um terço dos entrevistados declarou ter dívidas, sem informar valores.

A pesquisa CNI/Ibope tem margem de erro de 2 pontos porcentuais e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios do País entre 16 e 19 de março.


Fonte: O Estado de S.Paulo

Santander tem condições de avançar na proposta de aditivo e PPRS

Na segunda rodada de negociações com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, realizada na tarde desta terça-feira (12), em São Paulo, o Santander trouxe avanços, mas a proposta ainda é insuficiente para a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva dos bancários e do acordo do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS). Nova rodada foi agendada para quinta-feira (14), às 11h.

Enquanto na primeira reunião o banco propôs somente a manutenção do aditivo e do PPRS nos moldes atuais, desta vez se dispôs a incluir uma cláusula de igualdade de oportunidades e ampliar o número de bolsas de estudo para primeira graduação, que passariam de 2.300 para 2.500.

Os dirigentes sindicais avaliaram que as propostas trazidas são positivas, mas insuficientes. "Não basta acrescentar ao acordo a cláusula de igualdade de oportunidades, é preciso que o banco deixe claro quais são os instrumentos que garantem o cumprimento dessa cláusula", destaca a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da mesa de negociações, Rita Berlofa.

Rita também salienta que o Santander deve ampliar as bolsas para segunda graduação e pós. "É importante destacar que a ampliação do conhecimento e expertise dos bancários também resulta em ganhos para a empresa".

Garantia de emprego e manutenção do plano de saúde

Os representantes dos bancários reforçaram mais uma vez as principais reivindicações dos funcionários, apontadas em consulta feita pelos sindicatos que ouviram cerca de 6 mil bancários em todo país. Destacam-se a garantia de emprego, a ampliação das bolsas de estudos e a manutenção do plano de saúde durante a aposentadoria nas mesmas condições dos trabalhadores da ativa.

"Não é justo que o bancário se aposente e não mantenha as mesmas regras do seu plano de saúde. É preciso garantir para todos o direito que hoje só possuem os funcionários oriundos do Banespa que são associados da Cabesp", enfatiza o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Trata-se de uma demanda nacional que é fundamental para a saúde e a qualidade de vida", defende.

"Esperamos que o banco traga novos avanços na próxima negociação, como forma de valorizar os trabalhadores brasileiros, principais responsáveis pelos maiores lucros do banco em todo mundo", aponta Ademir.

Venda responsável de produtos

Durante a negociação, os sindicalistas também ressaltaram a necessidade de o banco estabelecer um acordo para a venda responsável de produtos. "Em pesquisa realizada pelo Sindicato, os bancários relataram que muitas vezes têm de passar por cima de seus princípios, pois se veem obrigados a bater metas e oferecer produtos muitas vezes desnecessários aos clientes. O Santander alega que já pratica a venda responsável de produtos no país, mas se isso é de fato uma política do banco, então temos que estabelecê-la em acordo, tornando-a clara", afirma Rita.

Ela lembra que o banco espanhol já firmou acordo para venda responsável em todos os países da Comunidade Europeia onde está presente. A dirigente sindical ressalta ainda que o tema é objeto de campanha mundial da UNI Finanças, braço da UNI Sindicato Global. "Está mais do que na hora de o Santander adotar a venda responsável de produtos aqui também. É bom para os trabalhadores, para os clientes e para a imagem da empresa, que tem no Brasil 30% do seu ganho mundial."

Rita acrescenta que, diante da crise na Espanha, é no Brasil que o grupo espanhol encontra tranquilidade e que, portanto, nada mais justo que o banco valorize os trabalhadores brasileiros. "Recentemente os executivos da empresa tiveram aumento de 22% em seus bônus, o que corresponde ao montante surpreendente de R$ 390 mil por mês para cada um deles. Falta que a instituição valorize os bancários, que são os responsáveis pelo bom desempenho das operações do grupo no país. E as propostas apresentadas até agora não são suficientes nesse sentido".

As entidades sindicais cobraram ainda redução das taxas de juros e a isenção das tarifas para os trabalhadores da ativa e aposentados. "Não é admissível que o banco queira ganhar em cima dos trabalhadores, que são os responsáveis por seu lucro", critica Rita.

Transparência no PPRS

Para os representantes dos trabalhadores, é preciso mais clareza nas regras do PPRS. "Queremos fazer a discussão sobre os programas próprios de participação nos resultados aos olhos da legislação. O PPRS tem de ser discutido com clareza e transparência. Os bancários precisam entender suas regras", destaca Rita.

Outras reivindicações

Para garantir isonomia de tratamento aos funcionários do Santander Brasil, os trabalhadores também exigem que seja incluída no aditivo a folga ao funcionário no dia de seu aniversário, que alguns gestores já praticam. "É fundamental que isso faça parte do acordo, para que não seja política de clube de amigos, mas sim um direito de todos os funcionários", diz Rita.

Outra reivindicação é que o prêmio de dois salários no mês em que o bancário completa 25 anos de casa, que já é uma prática do banco, também faça parte do aditivo.

A dirigente sindical acrescenta que deve haver isonomia também entre os trabalhadores da Espanha e Brasil. "Além da venda responsável de produtos, que na Espanha já está estabelecida em acordo, queremos tratamento isonômico para os dirigentes sindicais brasileiros. Na Espanha, os sindicalistas têm direito à valorização salarial e crescimento na carreira. Por que no Brasil é diferente?", questiona e reforça: "O Santander Brasil tem todas as condições de valorizar seus trabalhadores".

Reunião com Portela nesta quarta

Nesta quarta-feira (13), às 12h, a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo se reúnem com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, para discutir a situação do banco e os problemas que o grupo enfrenta na Espanha.

Participam da reunião o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, e a diretora do Sindicato, Rita Berlofa.

"Queremos obter informações sobre a real situação do banco, sobretudo diante da crise financeira da Espanha, bem como as medidas que estão sendo tomadas e o impacto sobre a atuação da instituição no Brasil", afirma Carlos Cordeiro. "Estamos muito preocupados com o emprego e os direitos dos 54 mil funcionários e dos milhares de aposentados do banco", destaca.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo