sexta-feira, 13 de abril de 2012

Governo projeta reajuste de 7,3% e salário mínimo de R$ 667,75 em 2013

O salário mínimo em 2013 poderá chegar a R$ 667,75, o que corresponde a um reajuste de 7,3% em relação ao atual. O valor consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Ministério do Planejamento. A equipe econômica projeta ainda mínimo de R$ 729,20 para 2014 e de R$ 803,93 para o ano seguinte - o que resulta em aumento de 29% acumulados até 2015.

A LDO apresenta os parâmetros que servirão de base para a elaboração do Orçamento-Geral da União do próximo ano. O projeto manteve as projeções oficiais para a inflação e para o crescimento econômico.

O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) continuou estimado em 5,5% para 2013. A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também não variou em relação aos números divulgados em fevereiro pela equipe econômica e ficou em 4,5%, um pouco menos que os 4,7% estimados para este ano.

O Planejamento estima taxa de câmbio média de R$ 1,84 para 2013, contra a taxa de R$ 1,76 em 2012. Os juros básicos da economia, de acordo com o projeto da LDO, deverão encerrar 2012 em 9,75% ao ano e atingir 8,5% ao ano no fim de 2013.


Fonte: Agência Brasil

Dilma bate de novo nos juros dos bancos e pede "padrão internacional"

A presidente Dilma Rousseff continuou a bater nos juros dos bancos nesta sexta-feira (13). Ela disse que o Brasil precisa colocar os juros e os spreads (lucros dos bancos com juros) no nível dos "padrões internacionais".

Dilma fez a declaração em encontro com representantes da indústria, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, um dia após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter criticado os bancos.

Nos últimos dias, o governo federal tem travado uma batalha para baixar os juros. Na última semana, sob determinação do governo, os bancos oficiais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) derrubaram os juros para tentar influenciar o restante do mercado.

Na terça-feira (10), os bancos privados reclamaram das medidas. Eles fizeram uma reunião no Ministério da Fazenda, cobraram uma dívida de R$ 300 milhões da Receita Federal e pediram menos impostos para só depois cortarem os juros.

Na quinta-feira (12), Mantega, criticou os bancos, dizendo que eles ganham muito e têm margem para cortar os juros.

O Banco do Brasil anunciou no dia 4 um conjunto de medidas para reduzir as taxas de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas.

Para financiamento de bens e serviços de consumo - por exemplo, eletrônicos, computador, materiais de construção e pacotes de viagem - os juros médios serão reduzidos em 45%.

Já o financiamento de carros, com crédito pré-aprovado e sem tarifas embutidas, terá queda de pelo menos 19%, segundo o BB. O cliente poderá financiar a aquisição de um veículo com taxa de juros a partir de 0,99% ao mês.

O BB vai também aumentar em R$ 26,8 bilhões os limites de crédito para micro e pequenas empresas, e em R$ 16,3 bilhões os limites para pessoas físicas.

No dia 9 (segunda-feira passada) foi a vez de a Caixa Econômica Federal anunciar um corte nos juros em uma série de linhas de financiamento, seguindo a decisão anunciada na semana passada pelo Banco do Brasil.

O juro do cheque especial foi cortado em até 67%, para 4,27% ao mês, enquanto as linhas de crédito rotativo de cartão de crédito foram cortadas em 40%, para 9,47%, e nos financiamentos consignados houve diminuição de 34%.


Fonte: UOL Notícias