sexta-feira, 9 de março de 2012

GREVE DOS VIGILANTES

Diante de uma possível greve por tempo indeterminado dos Empregados em Segurança e Vigilância em todos municípios do Estado do Rio de Janeiro, a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo encaminhou um ofício à Fenaban sobre os desdobramento das negociações entre trabalhadores e as empresas que os contratam, no que diz respeito à segurança bancária.
O documento pede que associação de bancos esclareça quais medidas estão sendo tomadas para, caso a referida greve se confirme, garantir a segurança dos trabalhadores bancários, clientes e usuários dos serviços bancários nos municípios citados.
Em resposta a Fenaban “esclarece que tem plena confiança no processo negocial entre as partes, de forma a evitar uma paralisação que, em última instância, prejudicaria fortemente a população”.
Insegurança, fragilidade e descaso


Acompanhamos pela mídia os inúmeros assaltos, sequestros e tentativas de assaltos às agências que ocorrem todos os dias, de norte a sul do país. Muitas agências da nossa região não possuem porta de segurança e/ou faltam câmeras de vigilância, itens que consideramos necessários para coibir ataque às agências.
Por isso, destacamos que alguns procedimentos devem ser observados neste momento, caso a greve se concretize dos vigilantes:
Funcionamento das agências
De acordo com lei 7.102/83 a atividade bancária é vedada - ou seja, não funciona e não há atendimento para os clientes, mesmo que seja para transações que não envolvam dinheiro -  quando não possui sistema de segurança com parecer favorável à sua a provação, elaborado pelo Ministério da Justiça.
A mesma lei prevê, portanto é obrigatória “pessoa adequadamente preparada, assim chamada vigilantes; alarme capaz de permitir, com segurança, comunicação entre o estabelecimento financeiro e outro da mesma instituição, empresa de vigilância ou órgão policial mais próximo”. Em caso de descumprimento multas ao estabelecimento bancário.


Transporte de Valores
De acordo com a nossa CCT 2011/2012 que remete a portaria 387 considerada como atividade de segurança privada o transporte de valores que consiste em: transporte de numerário, bens ou valores, mediante a utilização de veículos, comuns ou especiais.
O Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo considera que pegar depósitos com clientes, independentemente do valor é transporte de valores. Afinal, bancário ou bancária não “são profissionais capacitados pelos cursos de formação, empregados das empresas especializadas e das que possuem serviço orgânico de segurança, registrados no DPF, responsáveis pela execução das atividades de segurança privada”.
Companheiros, caso a greve se confirme e a agência na qual você trabalhe coloque sua vida em risco, denuncie ao Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo e Região:
0 XX 22 2522-7264
ou
seeb.nova.friburgo@gmail.com
Outras informações serão disponibilizadas em nosso blog: http://seeb-nf.blogspot.com/
LEI 7.102/83 CLIQUE >AQUI<
PORTARIA 387/06 - DG/DPF CLIQUE >AQUI<

Ministério Público vai investigar ronda da PM de São Paulo nas agências

O Ministério Público Estadual instaurou na quinta-feira (8) um inquérito civil para descobrir se há improbidade administrativa no fato de a PM de São Paulo ter criado um serviço especial no qual policiais são obrigado a "bater ponto" em agências bancárias particulares no Estado. O inquérito foi aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. A notícia está na edição desta sexta-feira (9) da Folha de S.Paulo

A chamada "ronda bancária", como a Folha mostrou ontem, é uma operação na qual dois PMs são obrigados a patrulhar diariamente entre sete e 15 agências bancárias.

Nessas rondas, os PMs são obrigados a pegar assinatura e um carimbo do gerente de cada uma das agências visitadas para poder comprovar que fizeram a ronda obrigatória nas instituições privadas.

Os questionamentos da Promotoria são para descobrir por quais motivos os bancos têm o serviço e outras empresas, não.

Por conta da ronda especial, a Promotoria irá convocar para prestar esclarecimentos o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, representantes da Febraban (federação dos bancos), e o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

A PM informou anteontem que o serviço nos bancos não configura conflito entre o público e o privado. Já a Febraban disse que o objetivo da parceria é reduzir delitos dentro e no entorno das agências.

Bancários criticam nova ronda da PM

O Sindicato dos Bancários de São Paulo divulgou na quinta-feira posição contrária à nova parceria entre os bancos e a PM.

"Os bancos são o setor da economia quemais lucra no país. São bilhões e bilhões todos os anos. São eles que têm de investir, e pesado, em segurança privada 24 horas a fim de preservar a vida de clientes e funcionários. Têm de colocar portas de segurança eficientes, espalhar câmeras de vigilância e contratar, treinar e armar muito bem vigilantes em grande número", ressalta a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

"Colocar PMs para fazer esse serviço, além de um desrespeito à sociedade, é ineficiente, já que os policiais apenas cumprem uma função burocrática na agência", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e Folha de S.Paulo