sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Lucro do Bradesco de R$ 8,012 bilhões em 2009 garante PLR cheia

Primeiro grande banco a divulgar o balanço de 2009, o Bradesco apresentou lucro líquido de R$ 8,012 bilhões, crescimento de 5,1% em relação aos R$ 7,625 bilhões do ano passado. Assim, os funcionários de-vem receber o teto da PLR, de 2,2 salários (descontada a primeira parcela paga em outubro passado, de 54% do salário mais R$ 614). O valor adicional da PLR será de R$ 2.100 (descontados os R$ 1.050 já pagos em outubro), que representa o teto da regra dos 2% do lucro líquido.
O movimento sindical afirma que esse resultado in-dica que os bancários estavam certos ao lutar pela alteração na regra do adicional da PLR. Afinal, até 2008 o adicional era pago de acordo com o crescimento do lucro.
O Comando Nacional apostou na mudança para um valor perene, de 2% do lucro líquido independente da variação desse indicador, porque sabia que esses resultados já são muitos altos, devendo se manter num patamar próximo no médio prazo.
Não devemos esquecer que em 2009 os banqueiros queriam, inclusive, reduzir o valor da PLR. Mas os bancários foram à greve e pelo sexto ano seguido garantiram, além do aumento real de salário, melhorias na PLR com essa alteração da regra. Foi mais uma vitória da união entre os empregados dos bancos privados e públicos de todo o Brasil.
Como o banco já divulgou o balanço, pode pagar i-mediatamente esses valores aos bancários. O movimento sindical entrará em contato com a direção do Bradesco para que antecipe a distribuição da PLR e não aguarde o prazo limite de 1º de março.
Balanço
O Bradesco informou em seu balanço, divulgado nes-ta quinta-feira, dia 28, que mantém uma rede de atendimento de 3.454 agências tradicionais, 1.190 PABs, e 1.371 PAAs em todos os municípios do país, além de 30.657 máquinas de autoatendimento.
O lucro, de R$ 8,012 bilhões, é o terceiro maior da última década, de acordo com a consultoria Economática. O levantamento, feito com base em informações prestadas pelo banco à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em valores nominais (sem ajuste por inflação), coloca Banco do Brasil como o primeiro da década, com R$ 8,803 bilhões em 2008, e o Itaú em segundo, com lucro R$ 8,474 bilhões em 2007.
A lista, no entanto, pode ser alterada já que esses dois bancos ainda não divulgaram seus lucros em 2009.
Fonte: Seeb SãoPaulo

CEF: Redução de jornada e PAA geram dúvidas

Das medidas anunciadas pela CEF na última sexta-feira, a mais polêmica é a redução de jornada com redução de salários. A empresa informou que os em-pregados com cargos técnicos ou de assessoramento vinculado ao PCC de 1998 terão jornada reduzida para seis horas, com diminuição proporcional de salário. As indenizações que o banco oferece são de 40% sobre o passivo gerado pela diferença entre os vencimentos de 8 e 6 horas, considerando os pisos para as duas jornadas, descontando o valor da comissão para o cargo de 8 horas. Segundo os negociadores, esta fórmula estaria em concordância com decisões recentes do Tribunal Superior do Trabalho em ações desta natureza. Ao todo, serão atingidos pela mudança os funcionários que atuam em 37 cargos o que, segundo a CEF, chega a cerca de 24 mil bancá-rios. O valor das indenizações ficará entre R$ 11.834,18 e R$ 25.859,62, dependendo do cargo.


Os bancários que têm ações na justiça terão tratamento diferente, de acordo com a instância em que se encontra o processo e com a sentença proferida. Se o bancário ganhar no TST, recebe indenização de 80%. Para quem ganhar ações nos TRTs, o valor é de 60%. Decisões favoráveis em primeira instância ge-ram indenização de 40%. Para quem perder, em qualquer instância, a indenização será de 20%.

Os acordos serão feitos somente se o empregado tiver exercido uma das funções incluídas no programa pelos últimos cinco anos. Segundo a CEF, é preciso que o funcionário manifeste interesse em fazer o acordo, que pode ser administrativo ou judicial, pa-ra quem tem ação contra o banco. O bancário que não concordar em fazer o acordo deverá procurar a Justiça do Trabalho.
“O movimento sindical não concorda com esta medida e vem defendendo há muitos anos a redução de jornada sem redução salarial. A diminuição da jor-nada não é uma benesse do banco, mas adequação à legislação, que define que um bancário trabalhe no máximo 6 horas por dia”, ressalta Ricardo Maggi, representante da Federação na CEE. A medida, que pode trazer redução salarial, não atinge todos os empregados que, de acordo com a lei, devem cum-prir jornada de 6 horas: avaliadores de penhor e Técnicos de Operações de Retaguarda – TORs vão continuar trabalhando 8 horas por dia.

PAA caso a caso

O Plano de Apoio à Aposentadoria é outro ponto de dúvidas. O programa é voltado para 9.731 funcioná-rios que se enquadram em dois casos: os que já são aposentados e continuam trabalhando e os que vão se aposentar até 28 de fevereiro de 2011. A CEF es-tima que pelo menos 30% dos empregados elegíveis optem pela aposentadoria. “Mas a adesão deve sur-preender. Os funcionários, principalmente os mais antigos, não suportam a pressão por metas e o assédio moral. Quem tem oportunidade, acaba prefe-rindo sair”, avalia Ricardo Maggi.

Quem aderir ao PAA terá direito a uma indenização, que não sofrerá incidência de imposto de renda, mas não terá direito a receber mensalmente os tíquetes. “A CEF informou aos representantes dos trabalhado-res que a negociação para pagamento da indeniza-ção poderá ser feita através da Comissão de Concili-ação Prévia, mas os bancários têm que aprovar esta opção em assembléia”, informa o sindicalista. Se-gundo Maggi, o banco se comprometeu a pagar toda a contribuição do INSS – a parte do empregador e a do empregado – pelos meses indenizados. Quanto à contribuição para a Funcef, a Caixa pagará só a sua parte por 12 meses a contar da data do desligamen-to, ficando o empregado responsável por arcar com sua parcela de contribuição.

O PAA não é vantajoso em todos os casos e os funcionários elegíveis devem avaliar sua situação antes de optar por aderir. “Os empregados que são elegí-veis devem analisar a proposta com cuidado. O ideal é procurar seu sindicato para obter orientação e fa-zer os cálculos. Quem já tem direito a optar pela renda vitalícia da Funcef deve procurar o fundo para avaliar sua situação.” Para impedir que a experi-ência destes empregados se vá junto com eles, os que aderirem ao PAA terão prioridade no Programa Saber Caixa – Retenção de Conhecimentos.

O prazo de adesão ao PAA vai de 1º de fevereiro a 1º de março e o bancário que aderir deve deixar seu posto até 30 de abril de 2010. Os detalhes do PAA serão divulgados até a próxima sexta-feira.
Precipitação

A reunião da última sexta-feira começou por volta de 14h e, pouco antes das 15h a CEF soltou uma cir-cular para os funcionários informando algumas me-didas que foram anunciadas à CEE durante o encon-tro. O documento foi assinado pela Comissão de Ne-gociação da Caixa – a mesma que se reúne com os representantes dos empregados. “Nós ainda estáva-mos na mesa negociando e nem tínhamos falado a-inda do PAA quando o documento foi distribuído”, relata Ricardo Maggi. O movimento sindical enten-de que esta atitude da CEF demonstra desrespeito ao processo negocial e à representação dos fun-cionários. (Fonte: Unidade FEEB RJ/ES)

Bancárias do Itaú Unibanco já têm licença-maternidade de 180 dias

O Itaú Unibanco anunciou que está aderindo ao Programa Empresa Cidadã nesta sexta-feira 29 de janeiro, o que garante a prorrogação da licença-maternidade para 180 dias de suas funcionárias em todo o país. "Essa foi uma conquista importante da mobilização da campanha nacional dos bancários de 2009. Esperamos que todos os bancos cumpram adiram ao programa o mais breve possível", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. Além do Itaú Unibanco, aderiram ao programa Banco do Brasil, Nossa Caixa, Caixa Federal, VR, ING, Intercap, Industrial, Rendimento, Daycoval, Pine, Merril Lyn-ch, Cruzeiro do Sul, Cacique e BES.


No comunicado que divulgou a seus trabalhadores, o Itaú-Unibanco informou que as bancárias que retornaram ao trabalho a partir de 25 de dezembro de 2009, após ter completado 120 dias da licença-maternidade, e tinham enviado carta solicitando a ampliação para 180 dias, poderão gozar mais dois meses a partir de 1º de fevereiro próximo, independentemente se estiverem trabalhando ou em férias. As empregadas que estiverem em férias, terão o período interrompido para iniciar a prorrogação da licença-maternidade e imediatamente após o fim da extensão de 60 dias, será iniciada a contagem dos dias restantes das férias.
O banco também comunicou que as funcionárias que estavam de licença-maternidade até 24 de dezembro passado e ainda não tinham solicitado por carta a ampliação, poderão fazer isso até 21 de fevereiro. Após essa data, somente serão aceitas as solicitações de prorrogação da licença que atenderem ao prazo estipulado pela Lei 11.770/08, de até um mês após o parto. Todas essas informações valem também para a ampliação da licença nos casos de adoção.

A Contraf-CUT está enviando ofício ao Itaú Unibanco solicitando que o direito à prorrogação da licença-maternidade seja ampliado também para as bancárias que haviam feito a solicitação até um mês após o parto a partir do dia 10 de outubro de 2009, data da assinatura da Convenção Coletiva da categoria.
Fonte: Contraf-CUT, com Seeb São Paulo

Bancos podem aderir ao Programa Empresa Cidadã

Desde o dia 25/01, as empresas privadas podem aderir ao programa "Empresa Cidadã", que prevê o abatimento de impostos para companhias que prorrogarem por mais dois meses a licença-maternidade de suas funcionárias. A Receita Federal publicou, no dia 22/01, norma regulamentando a adesão das empresas.
De acordo com o secretário de Arrecadação e Cobrança, Marcelo Lins, o pedido de extensão da licença deve partir da empregada, que tem um mês após o parto para fazê-lo. Depois do pedido, a empresa poderá fazer a adesão no site da Receita Federal e então poderá descontar no Imposto de Renda o valor integral dos dois meses de salário pagos adicionalmente.
A concessão do benefício, porém, não é obrigatório. Se a empresa entender que não é vantajoso para ela, poderá se negar a prorrogar a licença por mais dois meses.
"É uma decisão interna dessa força de negociação, dos acordos coletivos", afirmou.
O desconto no IR só será possível para empresas que fazem a declaração pelo lucro real, não havendo desconto para empresas do lucro presumido e do Simples. Para Lins, isso não impede que essas empresas também ofereçam a prorrogação.
Atualmente, servidoras públicas já têm direito a licença-maternidade de 180 dias. Para as funcionárias de companhias privadas, as empresas são obrigadas a conceder a licença-maternidade por 120 dias. Nesse período, o salário é pago pelas empresas que são ressarcidas pelo INSS.
A lei que cria a licença de 180 dias entrou em vigor em setembro de 2008, mas só no fim do ano passado, depois da aprovação do Orçamento da União de 2010 no Congresso Nacional, foi publicado decreto do presidente Lula regulamentando a lei.

Mobilização dos bancários destravou Programa Empresa Cidadã

A publicação da norma e a abertura das adesões ao Programa Empresa Cidadã ocorrem dois dias após a Contraf-CUT ter se reunido, na capital federal, com o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli. O objetivo foi a busca de solução para resolver os entraves burocráticos que estavam travando a ampliação da licença-maternidade para seis meses, uma das conquistas da campanha nacional dos bancários de 2009.
Agora, cada banco poderá fazer a sua adesão, pois o incentivo fiscal está garantido, assegurando a opção pela ampliação da licença-maternidade de seis meses para cada bancária, nos moldes da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010.
Para a Contraf-CUT, a conquista da licença maternidade de 180 dias é fundamental para a saúde das mães bancárias e de seus filhos. Enfim, depois de pressões a parlamentares, aos bancos e ao governo, superamos os obstáculos para assegurar essa conquista às bancárias. Agora, os bancos privados não poderão alegar mais que o processo de ampliação da licença maternidade está travado.
A entidade sindical cobrará providências dos bancos no sentido da adesão ao programa, conforme o acordo coletivo.

Veja a íntegra da cláusula 24ª da CCT 2009/2010:
A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.
Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.
Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.
Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.
Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.
(Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília e Folha Online)
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lucro do Bradesco cresce 5,1% e vai a R$ 8 bilhões em 2009

O Bradesco encerrou o intervalo de outubro a dezembro de 2009 com lucro líquido de R$ 2,181 bilhões. O montante foi 35,9% superior àquele somado em mesmo período do calendário anterior, de R$ 1,605 bilhão. Ajustado, o lucro correspondeu a 1,839 bilhão no último trimestre do ano passado, com alta de 1,8% perante o R$ 1,806 bilhão obtido nos três meses finais de 2008.
Em 2009 completo, o lucro líquido alcançou R$ 8,012 bilhões, sendo R$ 5,289 bilhões advindos das atividades financeiras e R$ 2,723 bilhões provenientes das atividades de seguros, previdência e capitalização. O resultado representou uma alta de 5,1% em comparação aos R$ 7,625 bilhões apurados nos 12 meses antecedentes.
Em dezembro de 2009, as operações de crédito, considerando avais, fianças, antecipação de recebíveis de cartão de crédito e cessões de crédito (FIDC e CRI), equivaleram a R$ 228,1 bilhões, um avanço de 6,8% perante o saldo final do último mês de 2008.
O patrimônio líquido somou R$ 41,754 bilhões ao fim de dezembro do ano passado, superior em 21,9% em relação ao exercício anterior, e os ativos totais chegaram a R$ 506,223 bilhões, elevação de 11,4%. (Fonte: Valor Online)

Adesão ao Plano de Saúde deve ser efetuada até amanhã (29/01)

Durante a reunião do dia 17/12 na FEEB RJ/ES, entre os representantes do banco e dirigentes sindicais ocorreram inúmeros questionamentos e diversas cobranças sobre o novo Plano de Sa-úde. O problema maior apresentado pelos Sindicatos das cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro foi a escassa quantidade de médicos credenciados junto à operadora Caberj. Os representantes do Itaú alegaram que o Plano Saúde era este e que ampliariam os credenciamen-tos. Mas os sindicalistas mantiveram a reivindicação da possibilidade de opção entre as operadoras Caberj e Central Nacional Unimed.
Após intensas negociações entre o Itaú e a Fede-ração dos Bancários (FEEB RJ/ES), por intermédio de seu presidente Fabiano Júnior, a representação dos trabalhadores conseguiu que os funcionários do Itaú-Unibanco possam optar entre as operadoras Caberj e Central Nacional Umimed. O resultado desta conquista foi anunciado no dia 21/01 no FEEB RJ/ES, no Rio de Janeiro.

ADESÃO

Todos os funcionários deverão fazer a opção até amanhã, dia 29/01 pela Caberj e sua forma de contratação (Básico, Especial I, Executivo I, Executivo II e Premium).
É de responsabilidade do Itaú-Unibanco de entrar em contato com os funcionários que estão afastados de suas funções nas agências (férias e INSS) para fazerem esta adesão.
O banco e a operadora (Caberj) também são responsáveis pela contratação e credenciamentos de profissionais, hospitais e clínicas. Mas os bancários e bancárias podem e devem fazer indicações para credenciamentos direto com o Itaú-Unibanco para que todos os municípios on-de há agências e funcionários do banco possam ser atendidos com qualidade.

OPÇÃO ENTRE AS OPERADORAS


A partir de fevereiro, o banco enviará um formulário de opção entre as operadoras Caberj e Central Nacional Unimed para todos funcionários.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CAIXA - 2010, O ANO DA ISONOMIA

A luta dos empregados da Caixa Econômica Federal não tira férias. Após as recentes manifestações por um novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), digno, sem distorções e injustiças, que marcaram o aniversário de 149 anos da empresa, a Contraf-CUT e as entidades sindicais e representativas promovem nesta quarta-feira (27) o Dia Nacional de Luta com o lançamento da campanha “2010, o ano da isonomia”.
O objetivo é intensificar ainda mais a mobilização em todo país, a fim de pressionar a direção da Caixa para concluir o processo de isonomia de direitos aos empregados contratados a partir 98. Com as lutas e as greves dos bancários, vários direitos cortados durante o governo FHC já foram resgatados.
Mas a isonomia não pode ficar no meio do caminho. Ainda falta conquistar o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), também conhecido como anuênio, licença-prêmio e tíquetes para os aposentados. Para trabalho igual, salários e direitos devem ser iguais. Todos contribuem para o crescimento e os bons resultados da Caixa.

A atividade integra o calendário de luta de 2010, aprovado no encontro nacional de dirigentes sindicais, realizado no dia 18 de dezembro do ano passado, em São Paulo. A hora é de participação de todos, pois a luta continua!

Empregados da Caixa lutam pela equiparação de direitos

Mobilizações trouxeram bons resultados,
mas ainda há distorções que precisam ser corrigidas

A discriminação entre os empregados da Caixa Econômica Federal teve início no governo FHC, em 1998, quando os novos trabalhadores dos bancos públicos tiveram vários direitos retirados. A partir de então, o movimento sindical travou uma árdua e intensa luta pelo resgate dos direitos da categoria.
Ao longo dos últimos 12 anos, com mobilizações e greves, os bancários vêm confrontando a direção da Caixa para eliminar os obstáculos causados pela falta de isonomia. Mesmo após várias conquistas importantes, a isonomia ainda não é total.
Medidas como licença-prêmio para todos, adicional por tempo de serviço (anuênio) e tíquetes para os aposentados continuam na pauta de reivindicações dos empregados da Caixa, pois ainda não foram atendidas.
A campanha “Fome de justiça” prossegue coletando assinaturas para o restabelecimento do auxílio-alimentação na aposentadoria para todos. Para a Contraf-CUT e as entidades sindicais e representativas, a hora é de mobilização e luta, pois 2010 é o ano da isonomia.



O que falta para garantir isonomia
Licença-prêmio
Adicional por Tempo de Serviço (ATS) – anuênio
Tíquetes para os aposentados


Sequência de conquistas importantes
2003
Concessão do gozo de Apips e parcelamento de férias para os novos empregados.
Início de recuperação da cesta-alimentação, que era de 25% do valor da categoria.
2004
Alteração no plano de saúde com contribuição proporcional de 2% sobre a remuneração.
Possibilidade de acúmulo e conversão de Apips para os novos empregados.
2005
Retorno do auxílio-alimentação para aposentados até fevereiro de 1995.
Equiparação da cesta-alimentação ao valor da categoria.
2006
Criação do Novo Plano da Funcef.
Democratização da Funcef com eleição de 50% da diretoria e dos conselhos.
2007
Ampliação do reembolso do adiantamento de férias em 10 parcelas.
Manutenção do Saúde Caixa aos aposentados pelo INSS em efetivo exercício na Caixa.
2008
Unificação das tabelas do Plano de Cargos e Salários (PCS).


Fonte: Nossa Luta: Publicação da Contraf/CUT com apoio da FENAE.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Índios vivem em situação de pobreza extrema no mundo, aponta ONU

Os povos indígenas fazem parte do grupo populacional mais pobre do planeta. A informação foi divulgada na quinta-feira, 14 de janeiro, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e se baseia em relatório que revela um dado preocupante: cerca de 15% dos 370 milhões de índios representam um terço das pessoas mais pobres do mundo - algo em torno de 900 milhões de indivíduos que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de U$S4 por dia.

O documento destaca fatores como analfabetismo, desemprego e discriminação. "A comunidade indígena está associada a ser pobre”, aponta o texto. Quando se trata de mercado de trabalho, os índios, mesmo capacitados, recebem a metade do valor pago aos não-índios. Dos países da América Latina, a Bolívia apresenta a maior diferença de salário para cada ano adicional de escolaridade.

No entanto, a pobreza também atinge os índios de países considerados desenvolvidos, como o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândia. Nessas nações, a população indígena possui os indicadores sociais mais baixos e é vítima de doenças, a exemplo da obesidade e do diabetes tipo 2, além da baixa expectativa de vida.

O estudo também informa que a discriminação e a falta de perspectiva de vida podem ocasionar o alcoolismo, o diabetes e até mesmo o suicídio. “Em algumas comunidades, o diabetes alcançou níveis de epidemia e é um risco à existência dos índios". O aumento da Aids em razão da prostituição também preocupa.
Causas

Diferenças linguísticas, distâncias geográficas e precárias condições de habitação são fatores decisivos para a atual situação de pobreza dos povos indígenas.
De acordo com a pesquisa, o baixo acesso a mecanismos que garantam condições de sobrevivência a essas comunidades como terra, saúde, educação e participação nas decisões políticas e econômicas em seus países têm explicações históricas. O documento conclui que a colonização e a expropriação fundiária são responsáveis por esses indicadores.
Com informações da Agência Brasil

Policiais mataram 10 mil pessoas em 12 anos no Rio de Janeiro

O grande número de mortos em alegados confrontos com policiais é o principal problema a ser enfrentado na área de direitos humanos no Rio, apontam pesquisadores ouvidos pelo Estado. Em pouco menos de 12 anos, policiais do Rio mataram mais de 10 mil pessoas em supostos confrontos, registrados como "autos de resistência".

Foram 10.385 casos de janeiro de 1998, quando o governo começou a divulgar esses números, a novembro de 2009, último dado disponível. O período em que a polícia mais matou foi durante o governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB): 3,2 pessoas por dia, em média.

"Execuções sumárias são a questão mais grave no Rio", afirma o pesquisador Ignacio Cano, professor da Uerj. Ele defende monitoramento dos policiais e metas de redução dos autos. Cano diz que pesquisadores chegaram a propor isso ao governo em audiência pública.

Hoje, existem metas oficiais para redução de homicídios, roubos de rua e roubos de carros, estabelecidas no segundo semestre de 2009. A Secretaria de Segurança informou que a prioridade é reduzir esses crimes e avisou que não haverá meta para autos. A pasta atribuiu o grande número de mortes ao "contexto de guerra de gangues na disputa por territórios para o controle da venda de droga".

A Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, a cientista social Silvia Ramos, também aponta os autos como "o grande problema a ser enfrentado no Rio".

Silvia é entusiasta das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa iniciado pelo governo há um ano na favela Dona Marta, em Botafogo, que na semana passada chegou a mais duas comunidades de Copacabana - ao todo, seis favelas receberam ex-recrutas.

A medida beneficiou oficialmente 110 mil moradores, com o fim da presença ostensiva de traficantes armados. Ela diz que não se pode ter uma polícia esquizofrênica - "a da UPP, que aprende a respeitar, e a do policial que entra na favela dando tiro e chamando morador de vagabundo."

Para a cientista social, existe no Rio a cultura segundo a qual é natural que um policial entre numa favela, atire e mate pessoas. "Isso conta com o apoio de setores da sociedade. Tem muita gente que aplaude." Para a pesquisadora, auto de resistência tornou-se um problema sobre o qual não há um diálogo honesto.

"Criou-se um Fla-Flu, uma lógica do "nós e eles", polícia versus direitos humanos, e a sociedade se estagnou", diz. "O uso da força letal pela polícia no Rio é um problema sobre o qual a sociedade ainda não se debruçou suficientemente. Quando se fala desses números no exterior, vemos o despropósito. São mil por ano há vários anos."

Mais controle

Silvia avalia que a explicação dada pela secretaria sobre a configuração do crime no Rio é verdadeira, mas não pode ser uma justificativa. Ela defende o controle de armas e de munição. "Ninguém na PM sabe dizer qual é a média de tiros de um policial. Há um descontrole total." Para ela, um policial que mata deveria ser retirado de serviço e ter apoio psicológico.

A secretaria informou que existe um projeto de gestão do estoque de armas e de munições que "está no papel, esperando recursos".


Fonte: O Estado de São Paulo