terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que é AIDS

A AIDS é uma doença que se manifesta em pessoas que adquiriram o vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Também conhecida como Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida), a doença fragiliza o sistema imunológico, dificultando a proteção diversos microorganismos, como bactérias, protozoários, vírus e etc.

O enfraquecimento das defesas do organismo contribui para que a pessoa infectada pelo vírus HIV adquira uma série de doenças que são chamadas de doenças oportunistas. Elas podem aparecer diversas vezes e até mesmo simultaneamente. Diferente do que muitos pensam, não é a AIDS que provoca a morte do indivíduo e sim as do-enças oportunistas. Já que o or-ganismo não está forte suficiente para se defender sozinho, as infecções trazem sérios riscos à saúde do portador de AIDS.

É importante destacar que ter o vírus HIV não significa que a pessoa tenha AIDS. A presença do vírus HIV indica que, no sangue, foram detectados anti-corpos contra o vírus. Em todo o mundo, há milhares de pessoas soropositivas que vivem durante anos sem desenvolver a doença. Porém, mesmo sem manifestar a doença, elas podem transmitir o vírus para outras pessoas.

O QUE É O HIV?
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) pertencente à classe dos retrovírus e é causa-dor da AIDS. Quando entra no organismo humano, o vírus pode ficar silencioso e incubado por muitos anos e não apresentar nenhum sintoma. Quando aparecem os primeiros sintomas é possível identificar a AIDS. O HIV age no interior das células do sistema imunológico (responsável pela defesa do corpo), fazendo com que o vírus faça par-te do seu código genético.

Atualmente existem dois tipos de HIV: o HIV-1 e o HIV-2. Em todo o mundo, o mais comum é o HIV-1, mas ambos são transmitidos da mesma forma e causam AIDS. Uma das diferenças entre os dois, é que o HIV-2 é menos transmissível e seu período de incubação é maior.

O tempo médio entre a infecção pelo HIV e a manifestação da AIDS é de aproximadamente 10 anos para o HIV I e de 17 anos para o HIV II. Esse tempo poder ser consideravelmente mais curto em função da situação nutricional e/ou imunológica do in-divíduo e o acesso a tratamentos eficazes.

UM BREVE HISTÓRICO
ATÉ A CRIAÇÃO DO DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

1977/78 - Primeiros casos nos EUA, Haiti e África Central, des-cobertos e definidos como Aids, em 1982, quando se classificou a nova síndrome.

1980 - Primeiro caso no Brasil, em São Paulo, também só classificado em 1982.
1981 - Primeiras preocupações das autoridades de saúde pública nos EUA com uma nova e misteriosa doença.

1982 - Adoção temporária do nome Doença dos 5 H – Homossexuais, Hemofílicos, Haitianos, Heroinômanos (usuários de heroína injetável), Hookers (profissionais do sexo em inglês). Conhecimento do fator de possível transmissão por contato sexual, uso de drogas ou exposição a sangue e derivados. Primeiro caso de transfusão sangüínea.

1983 - Primeira notificação de caso de aids em criança. Relato de caso de possível transmis-são heterossexual. Homossexuais usuários de drogas são considerados os difusores do fator para os heterossexuais usuários de drogas. Focaliza-se a origem viral da Aids. No Brasil, primeiro caso de Aids no sexo feminino.

1984 – O Instituto Pasteur, na França, isola e caracteriza um retrovírus (vírus mutante que se transforma conforme o meio em que vive) como causador da Aids.

1985 - O primeiro teste anti-HIV é disponibilizado para diagnóstico. Caracterização dos comportamentos de risco no lugar de grupo de risco.

1986 - Criação do Programa Nacional de DST e Aids.

1987 - Início da utilização do AZT, medicamento para pacien-tes com câncer e o primeiro que reduz a multiplicação do HIV. A Assembléia Mundial de Saúde, com apoio da ONU (Organiza-ção das Nações Unidas), decide transformar o dia 1º de dezem-bro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids, para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Na-ções Unidas. Total de casos no-tificados no Brasil: 2.775.

Matéria completa e fonte: www.aids.gov.br

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Após um ano de negociações, bancários conquistam Novo PAC no Itaú

Um ano depois do início das negociações, os bancários e Itaú chegaram a um entendimento que garante uma alternativa ao Plano de Aposentadoria Complementar (PAC) atual. "A proposta contém avanços importantes e será levada para apreciação em seminários regionais com os funcionários do banco", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e conselheiro deliberativo eleito da Fundação Itaubanco, André Luís Rodrigues, o Novo PAC atende praticamente todas as reivindicações do Sindicato e dos participantes e é destinado aos que já participam do PAC atual.

"Conquistamos avanços significativos nesse novo modelo, que terá um desenho mais atraente para os bancários participantes. A adesão ao Novo PAC será opcional e traz uma série de melhorias que permitirá ao funcionário uma aposentadoria mais digna a partir de agora", explica André.

O novo plano foi aprovado por unanimidade nos conselhos da Fundação Itaubanco e foi discutido em reunião na Contraf-CUT com representantes das federações e sindicatos.

O Novo PAC também foi aprovado nas instâncias da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), em Brasília. As orientações sobre o Novo PAC e as datas de migração e simulação serão divulgadas em breve.

A luta continua

Apesar dos avanços conquistados com o Novo PAC, André ressalta que a luta dos bancários está longe de terminar. Ele destaca que muitos bancários do Itaú Unibanco ainda não têm nenhum plano de aposentadoria fechado, que é o mais seguro e que permite maior participação dos funcionários.

"O grande desafio do Sindicato e dos representantes eleitos para os Conselhos da Fundação é garantir a todos os bancários do Itaú Unibanco um fundo fechado de previdência", afirma André, acrescentando que outro desafio é por fim ao benefício "zero" existente no PAC atual, que, na opinião dele, "é uma aberração".

Veja os principais pontos do Novo PAC:

- Individualização das reservas para que o participante acompanhe melhor seus recursos;

- Criação do mecanismo de pensão, hoje inexistente no PAC;

- Além da entrada dos recursos individualizados do PAC atual, o banco fará novas contribuições na base de 1% da folha de pagamento dos migrantes;

- Possibilidade de o participante fazer contribuições ao fundo para incrementar seu saldo individual;

- Múltiplas formas de pagamento do benefício na época da concessão;

- Portabilidade dos recursos do Novo PAC para outro fundo em caso de desligamento da empresa;

- Abertura do Novo PAC a todos os participantes da ativa que estão inscritos no PAC atual (fechado desde 2002), autopatrocinados e os que estão em situação de BPD (Benefício Proporcional Diferido) - Os participantes poderão simular sua situação atual e no Novo PAC para escolher a situação mais confortável em termos de renda e benefícios;

- Os que optarem por permanecer no PAC atual terão seus complementos garantidos pela reserva ou pela parte expressiva do superávit que permanecerá no fundo atual para proteger os inativos.


Plano de Saúde: Os bancários devem esperar as assembleias

O banco encaminhará à Contraf-CUT a proposta final do Acordo para análise do departamento jurídico. Depois disso, os sindicatos deverão marcar datas para realização de assembleias para que os trabalhadores possam decidir pela aprovação ou não da proposta. Portanto, os companheiros e as companheiras não devem assinar nada enquanto a assembleia não for marcada.

Fonte: Contraf-CUT e SEEB São Paulo