quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Protestos fazem HSBC tirar blog do ar

Ricardo, Dalberto,Diniz e Gabriel

Gabriel, Dalberto, Max e Diniz

Protestos de bancários faz presidente do HSBC tirar blog do ar


A revolta dos bancários do HSBC com a PLR rebaixada levou o presidente do banco, Conrado Engel, a retirar o seu blog do ar. Nas últimas semanas, centenas de funcionários da instituição acessaram a página do presidente na internet e deixaram comentários de protestos e indignação.

"Os bancários estão revoltados com a PLR paga pelo HSBC. O blog do presidente foi uma forma a mais que os funcionários encontraram para manifestar seus protestos. Mas, numa cla-ra atitude antidemocrática de quem não consegue aceitar críticas, o Conrado Engel tirou seu blog do ar. Se o presidente do HSBC não quer dar espaço para os bancários expressarem seus sentimentos, no Sindicato tem espaço. Envie sua mensagem para o HSBC aqui no nosso site que faremos de tudo para entregá-las ao presidente do banco", explica Paulo Sobrinho, diretor da Fetec-CUT/SP.

Assim que os bancários começaram a deixar recado no blog de Engel, o superintendente executivo do banco Alcides Ferreira escreveu mensagem no canal dizendo-se "indignado com todos aqueles que de alguma forma colocaram em dúvida a integridade, lisura e ética" da direção da empresa. Como os bancários não pararam de enviar mensagens, a primeira atitude do presidente do HSBC foi fechar o blog para comentários. Em seguida, preferiu tirar a página do ar. A revol-ta dos bancários começou assim que o banco anunciou os valores da PLR. Numa manobra administrativa, o HSBC reduziu o lucro do semestre passado de R$ 2,1 bilhões para R$ 249,7 milhões. Essa maquiagem, garantida com o provisionamento de quase todo o lucro, derrubou a PLR em 26,22% na primeira parcela. "Os bancários estão mobilizados e vamos continuar com os protestos e paralisações para que o HSBC reabra imediatamente as negociações com os sindicatos e garanta o pagamento integral da PLR", afirma Paulo Sobrinho.

Demissões no Reino Unido

O HSBC anunciou nessa terça-feira (03/11) a dispensa de mais de 1.700 empregados no Reino Unido, como parte da reestruturação da gerência da rede de agências e de suas operações com cartões bancários. Conforme notícia publica pela Fetec/CUT-SP, paralelamente ao anúncio das dispensas no Reino Unido correm boatos de que também estariam previstas demissões na rede brasileira. "Diferentemente, de outros países, onde o HSBC sofreu perdas, no Brasil a institui-ção alcançou lucro de R$ 2,1 bi. Por isso, nada justifica a confirmação desses boatos por aqui", afirma o diretor da Fetec/CUT-SP, Luciano Ramos.

Fonte: site Contraf-CUT por Fábio Jammal Makhoul - Seeb São Paulo

Fusão Itaú Unibanco completa 1 ano com redução de 6.062 empregos

A fusão entre Itaú e Unibanco anunciada em 3 de novembro de 2008 teve a confirmação da redução de 6.062 mil trabalhadores, para 102.754, conforme mostra o balanço do banco do terceiro trimestre. Além disso, foi informada que a fusão está bastante acelerada e deve ser finalizada no final de 2010 ou, no mais tardar, no primeiro trimestre de 2011, conforme afirmou direção do banco em teleconferência com jornalistas.

A previsão da instituição é de que, em 2010, cerca de 150 agências do Unibanco sejam convertidas a cada mês em agências Itaú Unibanco, sob a marca Itaú -que vai prevalecer no segmento de varejo do banco. Ao todo, cerca de mil postos passarão pela conversão, o que significa que o processo deverá ser concluído até o fim do ano que vem.

O banco não divulgou qual será o custo da operação, afirmando que há agências de vários tamanhos e que, portanto, o cálculo não seria possível. A meta do Itaú Unibanco é abrir mais agências no próximo ano.
A direção do banco afirmou que, enquanto a necessidade de funcionários diminui com a otimização das operações dos dois bancos, o plano de abrir mais agências compensa esse movimento, ao menos em parte. Além disso a instituição está tentando realocar os funcionários em outros setores.
NEGOCIAÇÃO GARANTE REAJUSTE NO PISO DE ESCRITURÁRIOS E CAIXAS DO UNIBANCO

O piso de escriturários e caixas do Unibanco recebe em novembro um aumento de mais de 6% por conta da equiparação salarial com os bancários do Itaú. A conquista foi garantida durante negociação entre Contraf-CUT e a empresa ocorrida no dia 3/11, em São Paulo, em que os dirigentes sindicais cobraram mais uma vez igualdade de direitos entre os trabalhadores dos dois bancos no processo de fusão.

O salário inicial dos escriturários do Unibanco passa de R$ 1.089,49 para R$ 1.156,50, valor pago no Itaú, o que equivale a um reajuste de 6,15%. No caso do piso dos caixas do Unibanco, o valor subirá de R$ 1.538,98 para R$ 1.634,63, representando ganho de 6,21%.

A Contraf-CUT tem discutido com o banco desde o início da fusão a garantia dos direitos dos funcioná-rios do Itaú e Unibanco. Graças a essa pressão esse processo começa a chegar a soluções favoráveis para os trabalhadores, afinal é preciso manter a a-tenção para garantir as condições mais vantajosas para os trabalhadores nos demais pontos a serem negociados.

O banco também anunciou a isenção das tarifas, que será estendida aos bancários originários do Unibanco. No caso dos juros do cheque especial, também será adotada a taxa praticada hoje no Itaú, a mais baixa entre as duas. Já as taxas de crédito imobiliário seguirão os valores vigentes no Unibanco, também os mais baixos.
O banco reafirmou que não manterá o Instituto de Assistência Pedro Di Perna (IAPP) do Unibanco pa-ra fins de empréstimo, mas se comprometeu em as-segurar as condições para que os bancários tenham direito a mais um pedido. Os trabalhadores que já têm um empréstimo poderão concluir o atual e solicitar outro. Os que ainda não têm, poderão solicitar mais um pedido.

PLANO DE SAÚDE

Outra discussão importante girou em torno da unificação do plano de saúde. Os trabalhadores discutiram com o banco a elaboração de uma proposta que será depois apreciada pelos trabalhadores em assembleias para a construção de um acordo coletivo sobre o tema.
EMPREGO

Na negociação, os trabalhadores pediram explicações sobre as declarações do presidente da empresa, Roberto Setúbal, ao blog do jornalista Guilherme Barros, de que contratará entre 13 mil e 14 mil novos trabalhadores.

A cobrança dos dirigentes sindicais ocorreu no mesmo dia em que houve o anúncio do balanço do banco no terceiro trimestre, que mostrou um lucro de R$ 6,853 bilhões, um aumento de 15,5% em relação ao ano passado, e a redução de 6.062 postos de trabalho desde o início da fusão entre Itaú e Unibanco, há exatamente um ano.

O banco se limitou a descartar a existência de qual-quer processo de demissão em massa e de fechamento de agências. Para a Contraf-CUT, uma fusão lucrativa, como já demonstrou ser essa entre Itaú e Unibanco, não pode gerar perdas de qualquer tipo para os trabalhadores. A redução de postos de trabalho está aumentando a sobrecarga de trabalho dos funcionários, levando a stress e adoecimento. É preciso proteger os empregos e ainda contratar mais bancários para melhorar as condições de trabalho e saúde de todos. (Fonte: Contraf-CUT)