sexta-feira, 28 de agosto de 2009

28 de agosto, a data da luta!












Data é comemorada desde 1951, quando aconteceu uma das mais longas e vitoriosas greves
No dia 28 de agosto de 1951, a categoria bancária iniciava uma das mais longas e vitoriosas greves das sua história: após 69 dias de paralisação, os banquei-ros acabaram concedendo 31% de aumento. Os tra-balhadores de São Paulo foram os únicos em todo o Brasil a manterem suas reivindicações e não aceitaram a proposta de apenas 20% oferecida inicialmente pelos bancos. Decidiram parar e acabaram dando i-nício ao movimento que marcaria o Dia do Bancário.
O preço pago foi alto, com forte repressão do governo estadual, do Ministério do Trabalho e até da Igreja. Com o fim vitorioso da greve, os banqueiros aca-baram demitindo algumas lideranças e transferindo outras para cidades do interior do Estado. Apesar da dificuldade de rearticulação dos trabalhadores nos anos seguintes, a greve resultou não só num aumento salarial maior para São Paulo, mas também levou suas lideranças a outros municípios, propiciando a formação de vários sindicatos bancários pelo país, além de questionar a lei de greve do governo Dutra.
Dieese: Os 20% oferecidos pelos bancos tinham co-mo base os índices oficiais do custo de vida, cuja legitimidade foi duramente questionada pelos trabalha-dores naquele ano. A greve, assim, acabou sendo o estopim da criação, em 1955, do Dieese, o Departa-mento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, uma fonte própria e confiável para o calculo da inflação. Os cálculos da inflação naquele ano, ao serem colocados em xeque, foram refeitos, pulando inexplicavelmente de 15,4% para 30,7%.
Manifestação em Nova Friburgo
Ontem, 27/08, a direção do Sindicato entregou a Minuta da categoria nas agências bancárias do Centro Município.
Durante a atividade os dirigentes distribuíram um comunicado à população informando que os bancários já estão Campanha Salarial. Com o tema MAIS BANCÁRIOS E MENOS FILAS, os sindicalistas co-braram a responsabilidade social dos bancos que fe-charam neste ano 2.224 postos de trabalho. Alerta-ram para o descaso com a segurança e protestaram contra os juros extorsivos e as tarifas abusivas. “Nos-sa Campanha não é corporativa. Os bancários de norte a sul estão na luta por aumento real, PLR mai-or, melhores condições de trabalho e denunciando a irresponsabilidade social dos bancos”, diz o presiden-te do sindicato, Max Bezerra.

Negociação sobre PCR do Itaú Unibanco não avança e termina em impasse

Terminou em impasse a negociação específica entre os bancários e o Itaú Unibanco, realizada no dia 2608, em São Paulo. Apesar das enti-dades sindicais, o banco disse que não vai aumentar o valor do Pro-grama Complementar de Remuneração (PCR), estabelecido pela em-presa em R$ 1.100 na reunião do último dia 11. Os dirigentes sindicais rejeitaram a proposta do banco e disseram que os funcionários não a-ceitarão um PCR menor que o do ano passado.
Para a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Uni-banco, a proposta não é só insuficiente como inferior ao ano passado, quando o banco pagou R$ 1.800 para os funcionários do Itaú. Esse va-lor é inadmissível. Os bancários do Itaú-Unibanco deve ter a possibili-dade de receber um PCR igual ou maior que o do ano passado. O mo-vimento sindical não aceitará este retrocesso agora, até porque o lucro do banco continua crescendo e a fusão entre o Itaú e o Unibanco só trará ganhos para a empresa.
Os sindicalistas lembram que a melhora no PCR do ano passado só foi garantida graças à mobilização da categoria na campanha nacional, que encampou uma greve de 15 dias. Agora não será diferente. Va-mos ter de pressionar novamente o banco, por meio das manifes-tações que os Sindicatos irão propor aos bancários, e também na mesa de negociações. Nunca conseguimos nada de graça, todas as conquistas vieram depois de muita luta e é assim que vamos garantir a valorização do PCR este ano.
O impasse na mesa de negociações pode inviabilizar a antecipação de R$ 500 do PCR anunciado pelo Itaú Unibanco para o início de setem-bro. O movimento sindical voltará a negociar com o banco para tentar superar o impasse e encontrar uma solução negociada para o PCR. A-liás, esse tema dominou as negociações desta quarta (26/08) e não houve avanço nas outras questões que estavam em pauta, como as u-nificações do convênio médico e das funções.
Veja a evolução do PCR desde a sua criação:
Ano - PCR
2003 - R$ 500
2004 - R$ 800
2005 - R$ 850
2006 - R$ 1.200
2007 - R$ 1.500
2008 - R$ 1.800 (Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fusões provocam desemprego em bancos, segundo Dieese

Os processos de fusão de grandes bancos privados ocorridos no ano passado continuam repercutindo ne-gativamente no mercado de trabalho do sistema bancário. Segundo o Departamento Intersindical de Estu-dos Socioeconômicos (Dieese), o fechamento de 2.224 postos de trabalho em bancos no primeiro semes-tre está ligado as adequações administrativas realizadas no Itaú-Unibanco e no Santarder-Banco Real.
De janeiro a junho foram demitidos 15.459 bancários e contratados 13.235. Cerca de 80% do saldo ne-gativo, 1.925 postos, estão concentrados no estado de São Paulo, sede da maioria das instituições fi-nanceiras privadas. Os dados constam em pesquisa divulgada ontem, 25/08 pelo Dieese.

Contraf-CUT e Itaú Unibanco negociam PCR, emprego e fusão nesta quarta

A Contraf-CUT se reunirá na tarde desta quarta-feira, 26/08, com os representantes do Itaú Unibanco para nova rodada de negociação, em São Paulo, que discutirá os temas que envolvem a fusão dos ban-cos e políticas de emprego. Na parte da manhã, os membros da Comissão de Organização dos Empre-gados (COE) do banco se encontram na sede da confederação.
Além disso, os bancários discutirão a Participação Complementar nos Resultados (PCR), e as questões referentes ao plano de saúde, que atingirá todos os funcionários do Itaú Unibanco. (Fonte: Contraf-CUT)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

BB atende movimento sindical e revê remuneração dos gerentes de módulo

O Comando Nacional dos Bancários reuniu-se nessa segunda-feira, dia 24/08, com a direção do Banco do Brasil para a primeira rodada de negociação das ques-tões específicas dos funcionários da empresa na Campanha Nacional 2009. O encontro aconteceu no Rio de Janeiro e retomou pendências das negociações perma-nentes, além de definir o modelo de negociação dessa campanha salarial.
O Banco do Brasil aceitou a reivindicação do movimento sindical bancário e irá rever a situação dos gerentes de módulo que tiveram sua classificação alterada de Avançado para Básico por falta de certificações. Os bancários voltarão a receber a comissão de gerente de módulo avançado até que haja novo processo de certificação, que está previsto para o mês de novembro, quando então esses gerentes terão que cumprir a exigência. O acerto será feito na folha de pagamento de setembro.
"Essa é uma reivindicação que foi apresentada pelo movimento sindical desde a implantação da medida. Foi uma resposta positiva do banco, que vem na linha do que o presidente da empresa, Aldemir Bendine, a-firmou a respeito da valorização do funcionalismo", avalia Marcel Barros, secretário geral da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do banco (CEBB), órgão que assessora o Comando Nacional nas negociações com a empresa.
Na questão da trava para remoções e concorrências, no entanto, o banco respondeu negativamente à demanda dos trabalhadores e manteve o período de dois anos pa-ra que os funcionários possam participar deste tipo de processo interno. Os trabalhadores reivindicavam a cri-ação de um modelo de transição para o novo prazo. Ainda nas pendências das negociações permanentes, as partes acertaram que as questões relativas a Comissões de Conciliação Prévia e as tratadas na Mesa Temática de Saúde serão retomadas após o término da campanha salarial.
Temas
O Banco do Brasil concordou em renovar até o dia 30 de setembro o Acordo Aditivo dos funcionários do ban-co à Convenção Coletiva de Trabalho. O atual acordo vence no dia 31 de agosto. "Foi uma decisão positiva do banco, valorizando o processo de negociação", afirma Marcel.
Os representantes de bancários e os negociadores do banco acertaram também o modelo da negociação específica desta campanha salarial. Ficou definido que a pauta de reivindicações será dividida em três temas: Saúde e Condições de trabalho; Cláusulas Sindicais e Cláusulas Sociais. A próxima rodada de negociação será dia 1º de setembro, terça-feira, em Brasília, com o tema Saúde e Condições de Trabalho. O encontro também definirá as datas das novas rodadas.
Soluções definitivas
Aproveitando a realização de uma reunião da Rede Ge-pes no local, os bancários reivindicaram um melhor contato entre as Gepes e os sindicatos. "Destacamos a importância de que estás gerências tenham maior poder para a resolução dos problemas apresentados pelos trabalhadores", afirma Marcel. "Entendemos que se as Gepes forem mais pro-ativas, poderemos resolver os problemas nas relações entre funcionalismo e empresa desde o seu nascedouro, apontando soluções definitivas para os problemas", acrescenta. (Fonte: Contraf-CUT)