quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Luis Nassif: A lógica de controle do superbanco

Blog do Nassif (Coluna Econômica - 05/11/2008)
Para entender a fusão entre Unibanco e ItaúComo se sabe, o Itaú é um banco bem maior do que o Unibanco. Isso não impediu uma fusão que, embora deixasse a maior parte das ações nas mãos do Itaú, permitisse o compartilhamento do controle.O modelo foi o seguinte.
No mercado acionário brasileiro existe a figura das ações ordinárias (ON), com direito a voto, e as ações preferenciais (PN) sem direito a voto. A legislação permite que se tenha até 66,66% das ações como preferenciais.
Os demais 33,333% podem ser de ordinárias. Por isso, basta o controlador ter 51% das ONs (correspondendo a 17% do capital total) para ter o controle da companhia.
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Com a a fusão, a Itaúsa (holding que controla o Itaú) passaram a deter 66% das ONs da nova companhia; a Unibanco Holding 26%; o mercado em geral 10,5% e o Bank of America 2,5%.
Para compartilhar o controle entre a Itaúsa e a Unibanco Holding, o que se fez?
1. Criou-se uma nova empresa, a IU Participações. Essa nova empresa ficou com 51% das ações ordinárias do novo banco e passou a ser controlada pela Itaúsa e pela Unibanco Holding.
2. Como a Itaúsa tem participação maior, dividiu-se o capital da IU em 66,6% de ON e 33,33% de PNs. A Itaúsa ficou com 50% das ONs e com 100% das PNs. O Unibanco Holding com 50% das ONs. A Itaúsa passou a deter 67% do capital total da IU; mas apenas metade do seu controle. Dessa forma, o controle será efetivamente compartilhado.
3. Criou-se então uma outra holding, a Itaú-Unibanco Holding para controlar o Itaú. O IU (a sociedade da Itaúsa com o Unibanco Holding) ficou com 51% das ONs dessa segunda holding. A Itaúsa ficou com mais 36% de ONs.
Mas, nas votações, valerá o que for decidido no âmbito da IU.
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Na outra ponta, as ações preferenciais estão em mãos do mercado (91,5%) e do Bank of America (8,5%). Completado o ciclo, o Unibanco Holding compartilhará o poder com a Itaúsa mas dispondo de apenas 9% do capital total do novo banco. A Itaúsa terá 35%; o mercado 50,6% e o Bank Of America 5,4%.
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Para se chegar ao valor de troca das ações, Itaú e Unibanco concordaram em tomar como referência o preço das ações nos últimos 45 pregões, de 1o de setembro a 31 de outubro.
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Até agora, as negociações se limitaram a esse acerto entre os controladores. Na última semana, o Itaú chegou a analisar a carteira do Unibanco, constatou que havia muita concentração em alguns grandes clientes. Mas não viu nisso um risco. O Unibanco sempre trabalhou com grandes grupos, enquanto o Itaú sempre diversificou mais a clientela.
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Haverá ganhos fiscais na operação, ganhos na unificação dos serviços de informática. Mas não se considera que haverá redução das agências.
Hoje em dia, as agências deixaram de ser enormes, como no passado. Funcionam mais como boutiques. Os dois bancos já vinham ampliando sua rede em cima de agências pequenas, optando por abrir uma nova (pequena) em lugar de ampliar as instalações das antigas.
Devido a esse estilo, afasta-se a idéia da sobreposição de agências.
Até agora não houve estudos maiores acerca da sobreposição de clientes - pessoas físicas e empresas.
Fonte: Blog do Nassif

Itaú, Bradesco e HSBC pagam a PLR no dia 7/11. Unibanco dia 10/11

O Itaú, Bradesco e o HSBC vão fazer nesta sexta-feira, 7 de novembro, o pagamento da PLR acertada no acordo da campanha salarial deste ano. O Unibanco fará o pagamento na próxima segunda 10. O Itaú havia comunicado a Contraf/CUT na segunda-feira que fará o pagamento na sexta. O Bradesco informou terça-feira, o HSBC e o Unibanco nesta quarta. Confira como foi o acordo da PLR com a Fenaban:

PLR - Regra Básica: 90% do salário reajustado, acrescido do valor fixo de R$ 966,00, limitado ao valor de R$ 6.301,00.
Se o total de PLR ficar abaixo de 5% do lucro líquido, utilizar multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 13.862,00, o que ocorrer primeiro.
O total da PLR não poderá superar 15% do lucro líquido.
O banco com prejuízo em 2008 não pagará a PLR.
O valor da PLR poderá ser compensado no pagamento dos planos próprios de participação em lucros ou resultados.
As condições e proporcionalidades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência.

PLR - Parcela Adicional: será correspondente a 8% da variação do valor absoluto do crescimento do lucro líquido do exercício de 2008, em relação ao lucro líquido do exercício de 2007, dividido entre os seus empregados em partes iguais, com limite individual de R$ 1.980,00.
Se o lucro líquido de 2008 for, pelo menos, 15% maior do que o lucro líquido de 2007, a parcela adicional não será inferior a R$ 1.320,00.
Esta parcela não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios e não será computada para cálculo do mínimo de 5% e do teto de 15% do lucro líquido.
As condições de pagamento e proporcional idades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência.

PLR – Antecipação

Antecipação da PLR:
Regra Básica: 45% do salário reajustado, acrescido do valor fixo de R$ 483,00, limitado ao valor de R$ 3.150,50. O pagamento da antecipação da PLR- Regra Básica não poderá ultrapassar 15% do lucro líquido do 1° semestre de 2008, sendo compensável com os valores dos planos próprios. O banco com prejuízo no 1° semestre de 2008 não pagará a Antecipação da PLR - Regra Básica.

Antecipação da Parcela Adicional: será correspondente a 8% da variação do valor absoluto do crescimento do lucro líquido do 1° semestre de 2008, em relação ao lucro líquido do 1º semestre de 2007, dividido entre os seus empregados em partes iguais, com limite individual de R$ 990,00. Se o lucro líquido do 1° semestre de 2008 for, pelo menos, 15% maior do que o lucro líquido do 1º semestre de 2007, o valor da antecipação da parcela adicional não será inferior a R$ 660,00. A antecipação da parcela adicional não poderá ser compensada com os valores dos planos próprios.
As condições de pagamento e proporcional idades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência. (Fonte: Contraf/CUT)

Caixa: Contraf cobra revogação da CI que desrespeita Convenção Coletiva

Nesta terça-feira, dia 4, a Contraf/CUT enviou ofício à presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, solicitando a revogação da CI SUAPE/SURSE 0107/08, em que o banco afirma que os dias de greve não compensados até o dia 16 de dezembro serão descontados. A confederação também solicitou uma negociação com o banco para discussão do tratamento a ser dado aos dias 23 e 24 de outubro, nas bases sindicais em que ocorreu greve nestas datas.

Na correspondência, a representação dos empregados afirma que o comunicado do banco "contraria os termos negociados entre a Contraf-CUT/Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban e essa empresa, na Cláusula 46 da CCT e Cláusula 33 do ACT Aditivo, respectivamente."

A CI da Caixa contraria entendimento expresso pelo acordo firmado com a Fenaban de que os dias de greve não serão descontados. A CCT (Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários) prevê a compensação até o dia 15 de dezembro do período em que os bancários ficaram em greve. Essa compensação deverá ser feita dentro da jornada semanal de cada bancário, conforme previsto pela legislação. Na contramão desse entendimento, a CI da Caixa orienta os gestores a descontarem na folha de pagamento de janeiro de 2009 "o saldo de horas que eventualmente remanescer sem o devido pagamento por compensação até a data-limite prevista na Convenção Coletiva Nacional"

PCS - Está marcada para a próxima sexta, dia 7, reunião entre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa da Contraf/CUT e o banco para dar prosseguimento aos debates sobre os critérios de promoção por merecimento no âmbito do novo PCS. (Fonte: Contraf/CUT)

Nova Friburgo: Os dirigentes Luiz Gabriel e Antônio Dalberto participaram ontem, 05/11, da reunião do sistema diretivo da FEEB RJ/ES, e um dos temas da reunião foi a Campanha Salarial.

Os companheiros expuseram que o Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo e Região repudia e condena a orientação da CI da Caixa. “É lamentável que a Caixa fez e faz. No dia 23 já era para ter fechado o acordo junto com a Fenaban e o BB. E para piorar, a Caixa emite esta CI no dia 31. O sindicato fará o que for possível para que os empregados não sejam prejudicados e que a empresa cumpra aquilo que foi acordado”, afirma Luiz Gabriel diretor de Bancos Públicos.

Lucro da Caixa cresce 90%
e salta para R$ 722 milhões no terceiro trimestre

A Caixa Econômica Federal teve lucro líquido de R$ 722,5 milhões no terceiro trimestre, o que representa um salto de mais de dez vezes em relação aos R$ 62,5 milhões do mesmo período de 2007. Na mesma época do ano passado, o banco fez uma provisão extraordinária para perdas com empréstimos a pequenas empresas e também sofreu impacto de um reajuste salarial acima do previsto o que justificou o lucro tão baixo.

No acumulado de nove meses, o lucro da Caixa foi de R$ 3,266 bilhões, com alta 90% sobre o resultado em igual período de 2007. Considerando o lucro acumulado, o retorno sobre o patrimônio líquido foi de 37,2%.

Do ganho apurado entre janeiro e setembro, R$ 1,5 bilhão já foram destinados para a União, controladora da instituição.

O resultado da intermediação financeira foi de R$ 9,087 bilhões nos nove primeiro meses do ano, um aumento de 21,5% sobre os R$ 7,48 bilhões de igual intervalo de 2007. Na mesma comparação, a receita de prestação de serviços aumentou 8,1%, para R$ 5,5 bilhões.

O saldo da carteira de crédito da Caixa encerrou o mês de setembro em R$ 69,168 bilhões, com avanço de 33% em 12 meses. Os depósitos totais somaram R$ 203,329 bilhões, com incremento de 11,4% sobre setembro de 2007.

O banco estatal fechou o terceiro trimestre com ativos totais de R$ 276,059 bilhões, uma alta de 15,3% sobre setembro de 2007. O patrimônio liquido da instituição era de R$ 12,05 bilhões em setembro, com avanço de 16,8% em 12 meses. (Fonte: Valor Econômico)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nota da Contraf/CUT sobre a fusão do Itaú e do Unibanco

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) manifesta grande preocupação com a fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, anunciada nesta segunda-feira 3 de novembro, por entender que a concentração bancária no Brasil é prejudicial para a economia, para os clientes e usuários e também para os bancários.
A crescente concentração é ruim para os clientes e usuários porque diminui a competição no sistema financeiro nacional, fortalece excessivamente os grandes bancos e diminui a possibilidade de redução dos juros ao consumidor, do spread e das tarifas e taxas bancárias.
É prejudicial para a sociedade porque o sistema financeiro nacional, além de cobrar os juros mais altos do mundo, é um dos que menos fornece crédito aos setores produtivos da economia. A grande concentração de recursos e de poder nas mãos de poucos grandes bancos pode acentuar essa tendência, que contraria a razão da existência do próprio sistema financeiro.
Por último, a concentração do sistema financeiro representa um risco para os empregos e para os direitos dos trabalhadores bancários, como historicamente demonstram as fusões ocorridas nos últimos anos, sobretudo as conduzidas pelo Banco Itaú.
A Contraf/CUT vai se reunir com o Banco Central e com Cade para solicitar que exijam dos dois bancos contrapartidas para que a fusão não traga efeitos prejudiciais para a sociedade e para os clientes e usuários.
E já solicitou negociação com as diretorias do Itaú e do Unibanco para discutir a fusão e buscar um acordo para evitar que ela tenha impactos negativos tanto no nível de emprego como nas taxas de juros, nas tarifas e na oferta de crédito, para que a economia brasileira continue crescendo e sofra os mínimos efeitos possíveis da crise internacional iniciada no sistema financeiro norte-americano.
A direção da Contraf/CUT

Reunião do PAMS CEF

Reunião em 17 de janeiro de 2008
CARTA DE CONVOCAÇÃO PARA REUNIÃO
Prezados(as) Companheiros(as)
Na última assembléia realizada no dia 17 de janeiro de 2008, por motivo do reduzido número de bancários presentes. Deliberou-se que a melhor decisão seria manter a reunião em caráter permanente e chamar os convocados para uma data posterior, e de posse dos dados de um questionário/pesquisa abordando os pontos referentes ao Plano de Saúde e ao Vale-Transporte, a ser elaborado e encaminhado aos funcionários. Mediante a posse dos referidos questionários, o Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo através do seu Departamento Jurídico, convoca os funcionários da Caixa Econômica Federal a participarem da reunião a ser realizada no dia 05 de novembro de 2008 (quarta feira) às 18:00h, no auditório do Sindicato dos Bancários, sito a Pça Dermeval Barbosa Moreira, nº28 – Ed. Comércio Indústria Sala 207, com a seguinte ordem do dia conforme o edital publicado no Jornal A Voz da Serra na edição de 15 de janeiro de 2008, página 04: a) informe, discussão e deliberação sobre a ação proposta pelo sindicato em 26 de setembro de 2001 relativamente ao PAMS – Programa de Assistência Médica Supletiva; b) Informe, discussão e autorização para o sindicato ajuizar ação coletiva em nome dos associados relativa ao Banco de Horas; c) informe, discussão e autorização para o sindicato ajuizar ação coletiva em nome dos associados relativa a base de incidência para cálculo do ressarcimento do vale transporte; d) informe, discussão e autorização para o sindicato ajuizar ação coletiva em nome dos associados relativa a cobrança dos reflexos incidentes sobre o valor pago à título de vale alimentação referente ao período anterior à adesão da Caixa Econômica Federal ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador); e) discussão e deliberação sobre honorários advocatícios; f) Discussão e deliberação sobre o prazo para que os associados e os ex-empregados associados compareçam ao sindicato para verificação e solicitação de inclusão do seu nome nas listas de substituídos que serão afixadas nos murais das agências e no mural da sede administrativa do sindicato, salas 202 e 204, dez dias após a realização desta Assembléia, com endereço à Praça Dermeval Barbosa Moreira, 28, Centro, Edifício Comércio e Indústria; g) assuntos gerais.

Nova Friburgo, 04 de novembro de 2008.

Luiz Cláudio Martins Queiroz
Assessor de Assuntos Jurídicos