Quem sou eu

Minha foto
Nova Friburgo e Região, Rio de Janeiro, Brazil
Fundado em 29/11/1949, a Associação Profissional dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Nova Friburgo (RJ)Janeiro, atualmente é o Sindicato dos Bancários e está comprometido com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras e movimentos sociais, na busca por uma sociedade menos desigual. Desde 2002, somos filiados a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação dos Bancários dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (FEEB-RJ/ES). A atual Diretoria Executiva foi eleita para o mandato 2014/2018 tem a seguinte composição: MAX José Neves Bezerra - Presidência; LUIZ GABRIEL Almeida Velloso - Secretaria Geral; Antônio DALBERTO Louback - Finanças LUIZ CLAUDIO Martins Queiróz - Assuntos Jurídicos; LUCIMAR Gomes da Silva - Bancos Públicos; José EDUARDO MARCHETTI Alvarez - Imprensa RICARDO Thomaz Lontra - Saúde, além de MARIZA Teixeira Pereira que atua no nosso Dept° Jurídico.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Bancários dão importância aos seus sindicatos

Governo Bolsonaro ataca os sindicatos, mas os bancários defendem; Justiça tem reconhecido inconstitucionalidade da MP873, determinado a continuidade do desconto da mensalidade sindical em folha de pagamento e o cumprimento da Convenção Coletiva da categoria




Os bancários são uma das categorias com o maior índice de sindicalização
do Brasil. De acordo com o Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES) e
com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ambos do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), a taxa de sindicalização entre os bancários é de 64%.

Toda essa força tem se mostrado presente num dos momentos de maior risco
para o movimento sindical, devido a Medida Provisória 873/2019. Desde que
foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 1º de março, sexta-feira
(véspera de Carnaval), os bancários têm procurado seus sindicatos por
todo o país para receber informações sobre como efetuar o pagamento
da mensalidade e outras contribuições.

A MP 873 unifica todas as formas de receita sindical por meio de uma única
cobrança; proíbe o desconto em folha de mensalidades e contribuições
sindicais e determina que a autorização do desconto/cobrança da
contribuição deve ser realizada de forma prévia, voluntária e individual,
tornando nulas as autorizações definidas em assembleias, acordos e
convenções coletivas ou por qualquer outro meio previsto em estatuto da
entidade sindical.

O governo editou essa MP para tentar acabar com as organizações que lutam em defesa dos trabalhadores. O objetivo é evitar a resistência à aprovação da reforma da
Previdência, à privatização dos bancos públicos e de outras medidas que são
extremamente prejudiciais à classe trabalhadora”
, afirmou a presidenta da
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Nenhuma lei pode retroagir para atacar
contrato convencionado entre as partes. Se essa moda pega, nenhum
acordo terá mais validade e qualquer cláusula poderá ser descumprida”
,
completou.

Nossas conquistas não são poucas

Jornada de trabalho de seis horas, não trabalho aos sábados, auxílio-creche,
licença maternidade de seis meses, licença paternidade de vinte dias,
Participação nos Lucros e Resultados, tíquete refeição e vale-cultura são
apenas algumas das conquistas acumuladas pelos trabalhadores ao lado dos
sindicatos.

As empresas e as entidades patronais não dão nada de mão beijada. Tudo
aquilo que chamam de benefícios são, na verdade, conquistas do movimento
sindical. Os trabalhadores sabem que é preciso haver uma estrutura, com
técnicos e especialistas, para negociar com os bancos e defender seus direitos.
Por isso, bancários de diversos cantos do país estão procurando seus sindicatos
para efetuar o pagamento das suas contribuições e sindicais
”, informou a
presidenta da Contraf-CUT.

Os avanços que os bancários têm até hoje são fruto da mobilização e da luta
 de diversas gerações de trabalhadores, que se organizaram por meio do
Sindicato
”, afirmou. “Mas é fundamental dizer que essa batalha não é
apenas para a obtenção de cláusulas sociais e econômicas asseguradas em
nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional. Essa mobilização
tem sido essencial para assegurar a defesa da soberania nacional. Já foi muito
forte contra a ditadura e em outros momentos da nossa história e, agora, será
fundamental na defesa da nossa democracia
”, completou ela.

Juvandia alerta, no entanto, que nunca foi tão importante as pessoas
intensificarem sua organização por meio do Sindicato para ampliar a resistência
aos ataques a direitos e ao patrimônio público.

Vitórias na Justiça

A Justiça, em diversos pontos do país, tem dado liminar obrigando o governo
através dos bancos públicos a cumprir a Convenção Coletiva e os Acordos
Coletivos que preveem o desconto da mensalidade sindical. Outras
categorias também têm obtido decisões mantendo o desconto em folha. 

A MP 873 proíbe o desconto em folha até das mensalidades de associação
sindical, que são autorizadas individualmente pelos trabalhadores. “É uma
afronta ao princípio de liberdade sindical. Infringe diretamente o direito de os
trabalhadores decidirem sobre as formas de atuação e financiamento
de suas entidades de representação
”, critica Juvandia.

Desrespeito do negociado sobre o legislado

Para a presidenta da Contraf-CUT, é um contrassenso querer impedir que
sejam pagas as contribuições definidas em acordo coletivo. “Eles acabaram
 de aprovar uma reforma trabalhista que sobrepõe o negociado sobre o
legislado. E agora uma Medida Provisória contrapõe isso. Essa é mais uma
mostra de que o que o governo quer, na verdade, é acabar com as entidades
sindicais e minar as formas de financiamento da luta contra as
propostas que prejudicam os trabalhadores
”, disse.

Leia também:

Fonte: Contraf-CUT





















Palavra do Presidente @maxxbezerra
O (p)residente bolsonaro e, servo do sistema financeiro, Paulo Guedes há muito
tempo  escolheram seus alvos: a classe trabalhadora e seus representantes.
Com a ajuda da grande mídia para formar uma opinião favorável a Reforma da
Previdência e quebrando (financeiramente) as estruturas de representação
dos trabalhadores fica muito mais fácil para este (des)governo que aí está tocar
as políticas de entreguismo do nosso patrimônio ao capital estrangeiro e
tupiniquim.
whatsapp 22 981264790

terça-feira, 16 de abril de 2019

Bolsonaro anuncia o fim da política de valorização de salário mínimo

Sem aumento real, remuneração mínima será de R$1.040 para 2020, de acordo com projeto de lei apresentado nesta segunda (15)



O governo Bolsonaro apresentou, nesta segunda-feira (15/04), o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com o valor do salário mínimo de R$1.040 para o ano 2020. Sem política de valorização, o aumento é de apenas R$42 em relação ao atual (R$998) e só repõe a inflação medida pelo Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), ou seja, sem aumento real.
Para a economista do Dieese, Barbara Valejjos, o anúncio é mais um retrocesso na vida do trabalhador. “Desde 2011, existia uma lei que garantia a reposição da inflação e aumento real igual ao aumento do PIB no salário mínimo. Porém, essa lei perdeu a sua validade em janeiro de 2019. Caso a LDO seja aprovada como está, será o fim de um pacto de valorização dos SM que ajudou na redução das desigualdades ao longo dos anos 2000. É o desmonte de uma política que só apresentou benefício para os brasileiros.”, disse.
A política de valorização do salário mínimo foi conquistada em ação conjunta das centrais sindicais entre 2004 e 2009, com a realização de Marchas em Brasília. As mobilizações conquistaram também reajustes de salários para os anos citados, mesmo antes da conquista da Lei.

A proposta de LDO segue para a Comissão Mista de Orçamento e será votada no Congresso Nacional. A intenção do governo é sancionar a lei até o dia 17 de julho. (Fonte: Contraf-CUT)


Palavra do Presidente
E o GOLPE continua...
As consequências da falta de um debate político sério aliado a uma enxurrada de mentiras na redes sociais com apoio de grupos econômicos em com o aval das forças militares e judiciárias resulta nisso que estamos vivendo: o capitalismo na sua essência.
Esse é o maior de todos os vieses ideológicos!
Retirar e suprimir direitos sociais e trabalhistas, entregar o patrimônio e a riqueza nacional para o sistema financeiro e grandes grupos internacionais, manter o povo na miséria e consequentemente na ignorância e atacar e reprimir sindicatos, partidos de oposição, movimentos sociais que são as vozes que discordam dessa política.
Enfim, Bolsonaro e Paulo Guedes representam, respectivamente, o populismo fascista e o neoliberalismo servil do mercado.
Max José Neves Bezerra
Presidente SEEB Nova Friburgo e Região
Twitter: @maxxbezerra
WhatsApp: + 55 22 98126790



sexta-feira, 12 de abril de 2019

Itaú fecha agências por todos país

Banco informou que todos os funcionários serão realocados; Caso o bancário se sinta lesado, sem chances de realocação, deve denunciar ao Sindicato



O Sindicato dos Bancários de São Paulo verificou que o Itaú está fechando agências por todo o país, com alegação de que as unidades são deficitárias, o que está causando grande apreensão entre os bancários.
Com o lucro do Itaú, é inadmissível o fechamento de agências em todo o país, prejudicando clientes e bancários, com a alegação de que são deficitárias. O que conta nas agências para o Itaú é a venda de produtos, a ganância do banco, lesando trabalhadores, expostos ao assédio moral para alcançarem metas impossíveis, e clientes, que têm o atendimento precarizado. Um verdadeiro rolo compressor”, critica a dirigente do Sindicato e bancária do Itaú, Valeska Pincovai.
Sabemos que com as novas tecnologias e o crescimento do segmento digital, o banco está passando por uma reestruturação. Porém, o Itaú deve levar em consideração que é uma concessão pública e deve atender todo o conjunto da população, da qual uma parcela significativa não está inserida digitalmente. Deve levar em conta também que o bancário, que garante seu lucro, não deve ter o emprego ameaçado. Futuro sustentável, conceito tão propagado pelo banco na sua publicidade, só é possível com a valorização das pessoas”, acrescenta.
Diante do fechamento de agências em todo o país, o movimento sindical cobrou esclarecimentos do Itaú. Por sua vez, o banco informou que as agências estão sendo desativadas por questões financeiras e que todos os funcionários serão realocados.
Orientação
Em caso de desativação de agência é necessário saber se o Itaú cumprirá com a palavra de realocar os funcionários. Caso não faça isso, os Sindicatos cobrarão do banco e aqueles bancários que se sentirem lesados, sem chances de realocação, procurem o Sindicato através dos dirigentes, pelo telefone 22 2522-7264 ou WhatsApp (22 98126-4790). O sigilo é garantido.

Fonte: SEEB São Paulo

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Agentes do mercado vão controlar Banco do Brasil

Conselho de administração será formado por nomes ligados a concorrentes do banco; novo estatuto ainda prevê fechamento de capital, alienação do controle acionário e saída do Novo Mercado, segmento que determina regras societárias e amplia direitos dos acionistas




O Banco do Brasil (BB) convocou assembleia geral ordinária e extraordinária para 26 de abril. Entre outros pontos, será votada a composição do conselho de administração. Foram indicados seis novos representantes do mercado financeiro para o conselho, o que reforça o direcionamento privatista e neoliberal que o banco público está adotando no governo Bolsonaro.
Além disso, os indicados são ligados a outras instituições financeiras privadas e fintechs, o que gera conflito de interesses e pode prejudicar a instituição pública. 
Guilherme Horn (Accenture), Luiz Fernando Figueiredo (Mauá Capital), Luiz Serafim Spinola Santos (UBS Capital e Bank of Boston), Marcelo Serfaty (G5 Partners, Pactual, Fiducia Asset), Ricardo Reisen de Pinho (Oi e Petrobras) e Waldery Rodrigues Junior (Secretário da Fazenda) são os indicados. 
O Guilherme Horn é totalmente conflitado. Ele é conselheiro de outras fintechs que concorrem diretamente com o Banco do brasil. É um conflito grave. Onde está a Comissão de Valores Mobiliários que não vê essas coisas?”, questiona João Fukunaga, secretário de Assuntos jurídicos do Sindicato dos Bancários de Osasco e Região e funcionário do Banco do Brasil. 
Walderly já indicou que a intenção do governo é abrir mais espaço para a atuação de instituições financeiras privadas e para o mercado de capitais. “Queremos fazer com o BB o que estamos fazendo com o BNDES (...)”, disse.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, autorizou Waldery a redigir ofício exigindo R$ 100 bilhões do BNDES até o fim do ano, segundo o Estado de S. Paulo. Também defendeu a venda de ativos do Estado.
Hoje, o Banco do Brasil responde por 60% do crédito agrícola. É responsável por financiar a agricultura familiar por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que representa 70% da produção de alimento consumido pelos brasileiros, a juros módicos, que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano. Sem o Pronaf, os agricultores teriam de pagar até 70% a mais de juros nos bancos privados. 

Fechamento de capital

O novo estatuto que será votado também prevê alienação do controle acionário do banco; e fechamento de capital.
Definitivamente estão entregando o Banco do Brasil para a iniciativa privada e para pessoas acostumadas a gerir fundos de investimento que dão resultado no curto ou curtíssimo prazo, e não para pessoas que pensam essas instituições de forma estratégica para o Brasil. Para a função social dos bancos públicos essa visão é mortal”, afirma Fukunaga. 

Saída do Novo Mercado

Será incluída também seção específica para tratar de eventual saída do Novo Mercado, segmento destinado à negociação de ações de empresas que adotam, voluntariamente, práticas de governança corporativa adicionais às que são exigidas pela legislação brasileira. A listagem nesse segmento especial implica a adoção de um conjunto de regras societárias que ampliam os direitos dos acionistas, além da divulgação de políticas e existência de estruturas de fiscalização e controle.
Novo Mercado é o que há de melhor nos termos de governança e transparência. Por que a gestão do Banco do Brasil apresenta uma proposta de mudanças no estatuto para sair do Novo Mercado? Isso é outro problema. As empresas se esforçam para fazer parte do Novo Mercado e o Banco do Brasil quer sair? É ir na contramão do que todo mundo está fazendo, o que é um sinal muito negativo”, avalia Fukunaga.

Empréstimos para diretores e membros do CA

Além dessas mudanças, o novo estatuto prevê que membros do conselho de administração e da diretoria executiva poderão tomar dinheiro emprestado do Banco do Brasil. 
O cara que é ligado a Accenture, G5, Mauá, vai poder tomar empréstimo do Banco do Brasil? Eles vão poder assaltar o Banco do Brasil internamente? Os membros da diretoria executiva e do conselho de administração eram proibidos de tomar empréstimo do banco. Então por que agora será liberado? Os trabalhadores devem estar atentos a todos esses movimentos que atacam frontalmente o caráter público e social do Banco do Brasil”, afirma Fukunaga. 
Palavra do Presidente
Após 100 dias do governo bolsonaro mostra para que realmente veio: Servir o capital.
Base se Alcântara entregue ao Donald Trump, reforma da Previdência entregue ao sistema financeiro e entrega do Banco do Brasil para banqueiros.
@maxxbezerra

terça-feira, 9 de abril de 2019

Será esse o futuro do trabalho?


Um trabalhador sem vínculo empregatício e sem direito trabalhista fazendo entrega de comida de um restaurante que não é onde ele trabalha, para alguém que a pediu por um aplicativo milionário que também não é onde ele trabalha.

Usando uma bicicleta que não é sua e pela qual ele paga para usar a um banco bilionário que também não é onde ele trabalha.

Ele não trabalha em lugar nenhum, sem vínculo empregatício e direitos trabalhistas porém trabalha muito (e provavelmente recebe pouco).

Realmente, a imagem perfeita do trabalho no século XXI. (autor desconhecido)